O papel da mãe na espiritualidade

Ser

 mãe no mundo material é, entre outras coisas, alimentar, agasalhar, levar para a escola, cuidar quando adoece. Mas o papel da mãe não se resume à vida material tampouco a esta encarnação somente. Ninguém é filho de ninguém sem querer, nem mãe de alguém sem querer. Na espiritualidade, antes da encarnação de ambos, um acordo é firmado para que, em experiência encarnatória, os dois espíritos juntos possam evoluir; ensinar e aprender é papel dos dois.

Mãe aprende muito com a chegada de um filho, e um filho pode aprender muito com a experiência de vida de uma mãe. Para que a vida seja gerada, para que o filho nasça, é preciso que a mãe o aceite, de coração, de alma! Caso contrário, a gravidez pode ser até interrompida (caso de muitos abortos espontâneos). Então, filhos, não só no Dia das Mães, mas em todos os dias de nossas vidas temos que agradecer e muito a nossas mães.

Primeiro pelo fato de ter nos aceito, aceito o papel de nos educar na vida material e espiritual, nos mostrando o caminho correto (carga pesada que pode gerar sérios carmas caso negligenciada), pelas noites mal dormidas, pelas preocupações com nosso bem-estar, por ter deixado de lado tantas coisas que queria para ela para poder nos dar algo que queríamos ou precisávamos. Enfim, não importa o que possa ter dado errado, não importa os defeitos que tenha, ela é abençoada, é especial, merece amor, carinho e respeito pelo simples fato de ser mãe.

Dê aquele abraço do qual muitas vezes você não lembra ou não tem coragem e o costume de dar. Ela vai se sentir infinitamente mais feliz!

Feliz Dia das Mães a todas as mães deste plano e também àquelas do plano espiritual, pois, nesta infinidade de encarnações, temos várias mães!

por Érica Galli

Fonte: https://www.eusemfronteiras.com.br/

Aranauam

Dia das Mães

Nesse dia das mães eu não pude deixar de escrever algo, não poderia passar em branco. Afinal, se estamos aqui hoje é graças às nossas mães que nos geraram, nos educaram e nos criaram da melhor forma possível​. 

Mesmo aquelas que não tiveram a oportunidade de gerar seu próprio filho, mas adotaram ou criaram uma criança como se fosse sua, são também mães pois tiveram para com seus filhos de criação um amor tamanho que lhes permitiu criar alguém que não foi gerado em seu ventre com o mesmo carinho e dedicação, muitas vezes até maior do que se fosse realmente “seu”. 

Como não falar nesse dia sobre nossa mãe maior, aquela que cuida de todos os seus filhos com um amor infinito e que foi a geradora de nosso mestre Jesus. Maria a “mãe de Deus” como dizem os católicos, a mãe que se tornou eterna em nossos corações.

Confesso que quando comecei a trilhar os caminhos da espiritualidade eu não tinha muito apreço, ou melhor, não acreditava na importância dessa mãe iluminada. Foi preciso uma experiência espiritual muito intensa e emocionante para que eu abrisse meu coração a essa nossa outra mãe. 

Muitos recorrem a ela só nos momentos de necessidade e ela como mãe procura atender a todos da mesma forma e com o mesmo amor. 

Nesse dia tão especial portanto eu peço que depois de abraçar, beijar e mimar muito nossas mães que também nos lembremos de nossa mãe Maria e ao invés de pedir, que possamos fazer uma prece para agradecer todo o amor, zelo e carinho daquela que escolheu nos adotar a todos como seus filhos. 
Feliz dia das Mães

Wanderley Donaire Maganha

​”Fora da caridade não há salvação”

Foi isso que Allan Kardec disse mas parece que nem todos entenderam, há quem diga que fora da religião não há salvação, outros dizem que fora de Cristo não há salvação, mas me parece que já existiram e sempre existirão outros mestres espirituais ao longo do tempo. E todos eles pregaram o amor, a humildade e a caridade para com o próximo indistintamente, ou seja não podemos escolher com quem, devemos ajudar a todos. 

Quando vejo pessoas religiosas se esquecendo de sua obrigação moral e agindo de forma vil e egoísta eu me pergunto como essa pessoa é capaz de se dizer cristã? 

Não sou santo, nem pretendo ser, mas apesar dos meus defeitos eu sempre estenderei a mão para ajudar um amigo caído. 

Ando meio afastado da religião ultimamente mas mesmo assim fui capaz de servir a Deus de várias formas, seja ouvindo e aconselhando alguém, seja consolando ou abraçando, de um jeito ou de outro, sempre procurando fazer o bem. 

Quando eu estava ativo na Umbanda eu sempre escutava que devia tomar cuidado ou não frequentar certos ambientes pois eram negativos ou impróprios, mas nunca aceitei bem isso. Creio que devemos estar onde tenhamos a oportunidade de ajudar, de ser úteis e é justamente nos locais mais afastados de Deus, ou melhor dizendo da fé, que encontramos irmãos caídos e necessitados. Por acaso Jesus ou os outros grandes mestres se afastaram dos pobres e dos pecadores? Agiram eles com soberba ou egoísmo? Muito pelo contrário, foram eles uma imensa luz na escuridão a guiar nossos irmãos para a direção correta.

É muito fácil ser religioso e ser correto numa igreja ou templo, quero ver é demonstrar essas qualidades num ambiente hostil. Por isso sempre admirei os mal falados e injustiçados Exus, vão a qualquer lugar onde sejam necessários, aos locais mais escuros e densos, para resgatar e guiar aqueles que são merecedores da misericórdia divina.

Já disse antes e reforço a mensagem, seja Luz. 
Aranauam
Wanderley Donaire Maganha

Comunicado Importante

​Quando criei o blog Espiritualiss minha intenção era compartilhar textos e artigos sobre religião, espiritualidade, saúde e assuntos afins e sempre com a temática da união entre os demais segmentos religiosos. 

Nunca publiquei um texto falando mal de nenhuma religião e sempre divulguei e defendi a paz e a tolerância nas mensagens. 

Como tive uma boa aceitação, optei por utilizar os demais canais de acesso ao público via redes sociais e hoje temos além do blog uma página/canal no Facebook, no Instagram, no Tumblr e Whatsapp. 

Pois bem, hoje 31 de janeiro de 2017 fui informado sobre uma tentativa de acesso no Instagram na conta do Espiritualiss e já modifiquei a senha, aparentemente não houve danos mas peço aos amigos e seguidores que se por ventura encontrarem alguma postagem ofensiva ou discriminatória em qualquer um dos canais de acesso que me comuniquem para que eu possa tomar as providências necessárias.

Agradeço a atenção e o carinho de vocês e conto com sua compreensão.
Aranauam
Wanderley Donaire Maganha

Egregora do Bem

Mais um final de ano chega e com ele as comemorações de Natal e ano novo, sei que muitos se queixam dessa época alegando que há muita falsidade e hipocrisia e não posso negar esse fato.

Mas o que muitos esquecem ou desconhecem é que essa época é sim propicia aos bons pensamentos. Sim eu sei que Jesus não nasceu em dezembro e que essa data foi criada pela igreja católica a fim de “coincidir” com as festas pagãs do solstício de inverno, sim eu sei que essa data acabou vinculada ao comercio e consumismo e mesmo assim eu afirmo que podemos e devemos usar essa data em benefício de nossos irmãos.

Quando um grupo de pessoas oram em conjunto, quando formam uma corrente de bons pensamentos e desejos, forma se uma egregora positiva com toda essa energia direcionada. Agora imaginem milhões de pessoas desejando o bem, a caridade, o amor e direcionando esses pensamentos ao próximo e ao Pai criador. Creio que já entenderam que com isso estaremos criando uma energia imensa com o poder de auxiliar toda a humanidade.

Não importa se você acha que seu amigo, parente ou conhecido está sendo “falso” nos seus desejos e sentimentos, importa é você fazer a sua parte e desejar com toda sua força, com todo seu sentimento o bem para seu semelhante. Não se deixe abater e faça parte dessa corrente do bem.

Por isso meus amigos e irmãos que me acompanham no blog, na página do Facebook, no Instagram, no Tumblr, no Whatsapp e demais meios de comunicação eu desejo à todos vocês e seus amigos e familiares um ótimo Natal e um ano novo repleto de realizações e felicidades.

Wanderley Donaire Maganha 
Aranauam

Música e Espiritualidade

Mesmo que os mais céticos não concordem, é impossível não sentir que a música é uma terapia que está ligada à espiritualidade, de alguma forma, desde os tempos mais remotos da humanidade. Tanto música quanto espiritualidade agem por vibrações, onde cada indivíduo vai captar da forma que melhor convém para si. O som é um dos fenômenos da natureza mais intimamente ligado às pessoas, assim como a visão, o tato etc.

Recebemos o som desde nossos primeiros instantes de vida. Com o tempo, a percepção sonora tende a se expandir, embora não seja isto o que ocorre com as pessoas ou, pelo menos, com a maioria delas. Muitas pessoas, ao contrário, perdem esta sensibilidade do ouvir, do escutar, com o passar do tempo. Ouvem, mas não escutam. Estamos tão cercados de sons por todos os lados que ocorre, por exemplo, o tal do “mascaramento do som”, ou seja: ouvimos aquilo tudo o que está à nossa volta, inevitavelmente, mas só escutamos aquilo o que nos chama atenção e / ou aquilo o que nos convêm.

Exemplo: Uma sala de aula com ventilador e barulho de alguns alunos que passam pelo corredor. Você escuta ao professor, que está ali dando sua aula, mas não ouve o som do ventilador e da voz dos alunos que estão no corredor ao longe. Estes sons são mascarados pelo som da voz do professor, que tá em primeiro plano, ou que seria mais ” importante” ali, naquela hora. Mas aqueles outros sons existem. Mas não os percebemos.

Expandir e aperfeiçoar nossa percepção audível requer treinamento, atenção e sensibilidade. É difícil encontrar alguém que não goste de ouvir os sons, seja os da própria natureza, seja aqueles produzidos pelo homem. Qualquer pessoa sente de onde “vem” um som, seja uma nota musical, uma explosão, a voz humana ou um simples ruído (conceito de paisagem sonora) e isso inclui pessoas com deficiência ou dificuldade audível ou até mesmo na falta total de audição. Essa percepção deve-se a uma característica fundamental do som, que é sua origem, sua essência: vibrações. E não só de som, enquanto elemento físico, e de vibrações que vive o som. O som leva à sinestesia, que é a capacidade pela qual uma mensagem veiculada num determinado código incorpora sensações pertencentes a um outro. É isso o que acontece com o som: o som é uma mensagem que tem cor (visão), tem textura (tato) , tem cheiro (olfato).

Através da vibração, de um timbre, sabemos se a música é áspera, macia, calma, branca, azul, multicolor e por assim vai…

Vibração é o som que você não “ouve”. Ou melhor, é exatamente aquele que você ouve com os ouvidos e sente na própria pele e no coração! Acontece que não é só o ar que nos cerca que vibra quando uma onda sonora se propaga. Quase todo e qualquer corpo vibra, mais ou menos, dependendo da densidade, do seu volume, da sua forma e da característica da onda que o atinge.

Certamente você, que mora em apartamento, não gosta nem um pouquinho daquela vibração que vem do andar superior (ou do inferior) quando o vizinho deixa cair um objeto ou alguém sai batendo pregos nas paredes. Essa vibração é por choque. Paredes e lajes também vibram e são grandes transmissoras dessas vibrações, que se reproduzem através do prédio.

Mas não é só aí que as coisas vibram. Peças isoladas, como pequenos objetos, copos de vidro, quadros e outros, vibram intensamente ao receberem ondas de pressão sonora. Se objetos inanimados vibram, imagine nós seres vivos, com fluxo respiratório, fluxo de água no corpo, tendo consciência do que estamos ouvindo!

Imagine só então interagir sinais vitais característicos dos seres vivos com estas vibrações cheias de significados!

Cada objeto tem sua característica própria, como o tipo de material de sua composição, sua forma construtiva, densidade etc. Então, cada um tem sua própria freqüência de vibração. Cada um na sua freqüência!

Nosso corpo vibra, nossas células vibram, somos constituídos por átomos, que por sua natureza estão sempre vibrando, dançando, circulando, assim como a dança dos elétrons, a dança cósmica do universo, a dança na roda de fogo de Shiva Nataraja. Tudo flui, tudo muda, tudo está em constante movimento: ciclo cibernético – nada se repete. Cria-se, renova-se. Não nos banhamos no mesmo rio duas vezes. Diferentes sons vibram em diferentes partes do corpo e afetam os nossos vários chacras.

O mais básico pode ser trabalhado com vogais do tipo o som de “Aaa”, que vibra mais no peito – o quarto chacra ou chacra do coração. O som “Ôôô” ressoa profundamente na barriga, no plexo solar, e “Êêê” na cabeça. Existem diferentes tons e sons para ressonar com os chacras.

Estudantes em fonoaudiologia e do próprio som e suas características, comprovam esta existência e a ligação entre o som e o estado psicológico, e até mesmo biológico, em cada ser. Falando genericamente, pode-se dizer que, quanto mais alto o tom, mais alto é o chacra que ele está vibrando. Por exemplo, sons de percussão “martelam” o chacra do sexo. Esse é um dos motivos que nos faz pirar nas festas onde toca o “boom boom putz putz” do techno trance. Sentimos como se estivéssemos acordando a nossa energia sexual, é por isso que gostamos destes ritmos que batem profundamente. Não é por acaso que nosso país é regido pelo samba!

Outro fator interessante é que, muitas vezes, o número de batidas por minuto (BPM) de um determinado ritmo nos conecta ao pulsar dos batimentos cardíacos, transportando nossa memória a uma época em que você se comunicava com o mundo externo somente através das vibrações; o útero materno.

Existem técnicas de meditações dinâmicas com músicas onde o ritmo usado costuma ser até sete vezes mais rápido que a freqüência cardíaca num estado de repouso, ou seja, nos faz acelerar pela inércia que o ritmo da música nos causa. Diferente para flautas e instrumentos de corda, que acalmam e tocam o chacra do coração, a música clássica indiana provoca os chacras mais altos, por isso a cítara é muito usada na Índia.

Sons de água também nos levam a relembrar o útero materno e nos dão uma sensação de conforto e relaxamento, e até envolve uma sensualidade, pois a água está relacionada a todo o fluir da vida. Mas os efeitos também dependem do estado do ouvinte. Basicamente, qualquer som tem a capacidade de liberar uma energia bloqueada. A melhor maneira de permitir que isso aconteça é aceitar quaisquer sentimentos que estejam conectados com aquele som. É claro que existem sons, como uma explosão, que simplesmente são demais e o corpo se fecha para se proteger.

Com a música, que transcende a matéria, algumas partes do corpo liberam tensões e emoções; outras se abrem e absorvem os sons. Eles são como alimento para a alma. Uma sílaba muito usada desde a criação do universo é o OM ou AUM. O OM ou AUM, é o som mais sagrado para os hindus e é a semente de todos os Mantras ou Orações. É, especificamente, uma forte vibração. Todos os mantras indianos (orações) começam com OM.

OM é a chave da conexão transcendental, é a primeira de todas as vibrações. O ¨3¨ representa a trindade dos deuses da criação, da preservação e da destruição; é a tríade que aparece em todas as religiões deste plano material, assim como em nome do “pai, filho e espírito santo”. O “O” é o silêncio de alcançar Deus, o Nirvana.

Texto de Gil Mahadeva

Fonte: http://www.vivenciaemcura.com.br/

Aranauam

Geoterapia

A Geoterapia é um tratamento holístico e natural com frutos da terra. Ela utiliza-se de argila, barro, pedras e cristais, como ferramentas reequilibrantes. Todos os antigos povos do oriente e do ocidente usavam a geoterapia para amenizar e cuidar de desequilíbrios físicos e emocionais. Atualmente os países como Alemanha, França, Suíça, Escandinávia, Austrália, usam e aplicam as técnicas geoterápicas na terapia holística. As propriedades terapêuticas da geoterapia fundamentam-se no poder regenerador que tem a Terra. Universalmente, a terra é a matriz que concebe as fontes, os minerais, os metais, além de ser fonte de água e alimento.

O poder curativo da terra ocorre devido à existência de uma determinada composição química e geológica que, logicamente, varia de um lugar para o outro. Mas para explicar as qualidades terapêuticas da argila, barro, pedras e cristais existe um motivo muito mais importante para que a Terra constitua um agente terapêutico: a energia que eles contêm.

Tipos
Há diferentes tipos de energia nesses elementos. A energia dos raios solares ativa os cristais e os elementos desencadeando um processo dinâmico e vitalizador capaz de beneficiar o corpo humano.

Outro tipo de energia é aquela determinada pelo campo magnético vibratório do planeta, que deixa a terra impregnada de uma força surpreendente – mesmo a argila seca ou o barro contém essa energia. E por fim, energia estrutural derivada da própria terra e de seus componentes – região, tipo de solo, formações geológicas, clima, etc.

Atualmente, nas clínicas naturalistas, a argila tem sido amplamente utilizada, sozinha ou associada a outros elementos. No caso da geoterapia estética, a máscara de argila é aplicada para promover a estimulação das células quando seca. O tratamento deve ser acompanhado do uso de hidratante neutro e é necessário usar filtro solar no corpo em qualquer época do ano.

A geoterapia também se utiliza de pedras e cristais como ferramentas reequilibrantes. Equilibra os centros energéticos e meridianos dos corpo, facilita o contato com o Eu Interior e trabalha terapeuticamente as zonas reflexológicas.

Há milênios a humanidade é atraída pelos cristais e pedras preciosas e semipreciosas. Isso porque elas já carregam seus símbolos, suas histórias e emanam características próprias.

A terapia holística utiliza um somatório de técnicas milenares e modernas, e a utilização das pedras e cristais como estímulos nessas técnicas busca torná-las, ainda mais eficientes, suaves e naturais, para a busca de autoconhecimento e equilíbrio, e no aumento da capacidade de superar obstáculos, alcançando a harmonia e realização interior.

Técnicas como: massagem com pedras e cristais, harmonização e equilíbrio dos chakras, cristalopuntura, auriculoterapia, reflexologia (podal, quiro e auricular) e visualizações criativas, em conjunto com a energia e capacidade de harmonização das pedras e cristais, procura uma forma eficiente e natural de busca do bem-estar e qualidade de vida.”

Noronha, S.K.; “pedras e cristais: Em busca do equilíbrio”; Ed.Sinte, 2003

Fonte: Wikipédia

Aranauam

Um estudo sobre uma possivel unificação das Religiões

23 Abr, 2011

Ontem fui abordado no ponto de ônibus por dois senhores testemunhas de Jeová, que vieram me interrogar a respeito de um desenho em um de seus folhetos, perguntaram-me se aquela gravura trazia em si a idéia de paz e felicidade. Respondi afirmativamente, então um deles leu um versículo do apocalipse, onde se afirma que na Terra haverá esse dia, onde se suplantará a morte, foi quando eu disse a ele que não acreditava na morte, e percebi que ele ouviu atentamente a minha explanação, a respeito da minha crença na reencarnação, onde eu disse a ele que nos é dada uma só vida, conforme escrito na Biblia, e que essa vida é perpetuada em diversas existencias, até que estejamos aptos para entender a presença de Deus.

Surpreendentemente ele não me cortou enquanto eu falava, um comportamento diferente de outros evangélicos que eu já havia conversado. Mas o que me chamou mais a atenção foi que ele comentou que existem no mundo mais de 200 religiões. Então expliquei a ele que esse era um dos motivos por que eu não possuo nenhuma religião. Ele olhou-me pasmo e continuei, disse-lhe que eu era um estudante rosacruz e que essa ao invés de ser uma religião, no contexto doutrinário, é uma escola filosófica de estudo, onde não se prende a dogmas, mas estimula  questionamentos e pesquisa. Ele concordou comigo que pesquisa e estudo são fundamentais mas não continuamos a conversa pois meu ônibus chegou.

Hoje muitas idéias me surgem a respeito desse assunto. Penso que um dos maiores problemas da humanidade é justamente esse, a diversidade de religiões. Essa diversidade se explica justamente pela diversidade de pensamentos, mas creio que pode-se conviver em paz, mesmo com ideais diferentes. Conforme disse ao homem, procuro encontrar Deus em todas as religiões e consigo sem nenhuma dificuldade, mas não tive tempo de mostrar a ele onde seria esse possivel encontro.  Considerar pontos em comum sem valorizar as divergencias.

Por exemplo, perde-se tempo com discussões inúteis a respeita da divindade de Jesus, o Cristo. Qual a verdadeira relevancia desse tema que só serve para separar os cristãos? O cristianismo se baseia no ensinamento do Crsito e não em sua pessoa. Não importa quem disse, e sim o que foi dito. Sua mensagem de amor ao próximo, seu discurso da bem-aventurança, os significados intrinsecos em suas parábolas, etc. Isso é comum a todas as religões. São arquétipos universais. O resto é discordia, portanto discussão inútil.

E sobre os livros sagrados, o que dizer deles? Todos foram escritos pelas mãos do homem, mesmo os “inspirados” por Deus, mesmo os psicografados por espiritos, todos são passiveis de erro,por mais que sejam considerados sagrados devem ser lidos e estudados de modo comparativo.

A Biblia, por exemplo, basta considerar a história para perceber que seu texto foi muito alterado, algumas das vezes propositadamente, em função de objetivos excusos, como forma de manipulação da grande massa. Mas na maioria das vezes, simplesmente as ambiguidades nos significados das palavras, ou traduções e interpretações que não consideram os significados das palavras pertinentes a época em que foram escritas podem gerar discordias. Isso ocorre com qualquer escrito que seja milenar, principalmente aqueles cuja origem é o ensinamento oral, o tempo se encarrega de acrescentar e retirar itens.

A religião universal seria aquela que concordaria com todos os textos sagrados, e isso poderia se basear em apenas poucas frases. Confucio diria “não faça ao outro aquilo que não desejaria que fizessem a você”, e Jesus diria “Ame ao próximo como a si mesmo”. Estes são lemas concordantes e complementares. Se pesquisarmos a fundo, veremos essa idéia na maioria das religiões.  O espiritismo de Kardec diz que “fora da caridade não há salvação”, parafraseando o catolicismo que diz que “fora da igreja não há salvação”. O primeiro está em concordancia com os lemas originais de cristo e confucio, o segundo discorda em geral, podendo portanto ser descartado.

Deus não possui religião, pois ele está em todas elas. Um dos mandamentos diz para amar a Deus sobre todas as coisas, justamente porque ele está sobre todas as coisas, tanto dentro quanto fora. Se devemos amar ao proximo como a nós mesmos é porque Deus está tanto no próximo quanto em nós mesmos. Como se diz nos circulos esotéricos, Namastê. O Deus que está em mim saúda o Deus que está em você.

Pesquisando por este caminho, encontraremos seguramente uma rota segura, capaz de unir povos, raças e nações. Não digo que as pessoas devam abdicar de suas crenças, mas sim valorizar os pontos em comum. O católico e o evangélico podem muito bem continuar crendo em um Deus Pai, Filho e Espirito Santo, desde que aceitem os pontos em comum, ou seja as leis de caridade e amor.

Se os templos religiosos e igrejas fossem usados pelos sacerdotes, pastores e hierofantes em geral para passar essa mensagem não haveria motivos para discussões em vão e desentendimentos, e o crescimento espiritual da humanidade avançaria sempre e coletivamente. Oremos ao Deus de nosso coração, não ao Deus que guia um povo escolhido, pois a propria escolha descaracteriza a essencia divina. Oremos ao Deus que guia a humanidade, não àquele que se encontra única e exclusivamente dentro do templo e seu nome só pode ser pronunciado pelo sacerdote da vez.

Unamo-nos em invocação ao Deus Universal, Oh homens de todas as religiões.

Possiveis Pontos de Convergencia

Consideremos agora os pensamentos unidos nos pontos básicos que unem todas as religiões. Conforme conhecemos a personalidade do ser humano, ele sempre tende a impor a sua idéia em detrimento de outrem, por isso inevitavelmente surgiria um impasse sobre o lema de união. Qual frase expressaria melhor o tema. Haveriam grupos debatendo, criar-se-iam “concilios deliberativos” para se definir isso, e novamente não se perceberia que continuariam discutindo o sexo dos anjos. Nenhum lema é maior que a ideia que ele encerra. Toda palavra é imperfeita para definir significados, portanto sempre haverá impasses mesmo nas ideias em comum. Que o lema então não seja uma frase. Que não haja lema e sim uma ideia arquetipica:

AMOR

Mas como entender essa ideia? Existem milhares de tratados a respeito do amor. Diversas catalogações em diferentes niveis. Amor filial, amor erótico, amor universal,… Como sujestão, que sirva para meditação, englobando tudo, uma outra palavra completa seu significado:

ENTREGA

Portanto:

AMOR = ENTREGA

Quando se ama algo ou alguem a entrega é natural. Uma mãe entrega sua vida pela do filho. Os amantes se entregam de corpo, um sacerdote se entrega a sua religião, um missionário se entrega a sua missão. O avarento milionário se entrega ao dinheiro. Quando a entrega é verdadeira e completa podemos considerar o amor em sua totalidade. Agora é erroneo, segundo penso, considerar amor aquele sentimento que nos faz gostar de alguem e simplesmente querer estar proximos a ele, que nos faz querer ser dono dessa pessoa. Em um relacionamento, deveria-se substuir o “minha mulher, meu marido”, por “meu companheiro/a”. Esse sentimento de posse não é amor pois incentiva o egoísmo que é o opsto de entrega.

Portanto para simplificar a ideia, define-se o nivel de amor, segundo o nivel de entrega, e que essa entrega seja natural e espontanea.

Existe outro aspecto importante que é o livre arbitrio. Existe livre escolha ou pre determinação de um destino? Isso também pode trazer muita discussão, há não ser que consigamos unir as duas ideias. Parece uma tarefa impossivel, mas uma simples analise das leis naturais permitirão entender bem esse conceito.

“Para toda ação existe uma reação igual e contrária a força aplicada”

O livre arbítrio nos permite escolher a ação, e o destino é a reação igual e contraria. Falando desse modo simplificado parece absurdo, mas é complexamente simples assim. Ao cavar um buraco a terra precisa ir para algum lugar, mas existem milhares de hipóteses para o destino dessa terra. Quem vai determiná-lo? A pessoa que cavou? A pessoa que mandou cavar? Isso não importa. O que importa nesse caso é que para algum lugar essa terra tem que ir. Simplesmente não pode desaparecer. Se houver necessidade, podemos apurar a fundo e descobrir, por exemplo, que o homem que cavou o buraco, foi pago para fazer isso por uma empreiterira que precisava construir uma piscina naquele quintal. Ele colocou a terra em um caminhão e levou-a para a fabricação de argamassa que será usada em alguma outra construção. O livre arbitrio determinou o destino da areia.

O homem é livre para tomar a atitude que quiser, mas será sempre responsável por seus atos e sofrerá as consequências dele, seja imediatamente ou não. Um homem realmente bom de coração, que se entrega para a humanidade será recompensado por isso. Às vezes as coisas podem não parecer funcionar desse modo, pensamos que coisas ruins acontecem conosco e que não fizemos nada para merecer, que é um castigo injusto, um destino implacavelmente cruel, mas devo dizer que os meios podem parecer injustos, apenas porque ainda não temos uma boa percepção do todo, pois se todas as religiões ensinarem que Deus é amor e justiça, algo nos será ensinado disso. Quantas vezes não passamos por uma situação que nos parece ruim e logo em seguida percebemos que foi uma libertação. Perde-se um emprego estável para, às vezes se montar um negócio lucrativo e conseguir independencia economica.

Nossa liberdade de escolha determina nosso destino. Como? Com a aplicação da vontade.

Outra palavra que se ligada a palavra amor nos conduz:

AMOR = VONTADE

Apliquemos a força chamada vontade com amor, ou seja entrega e podemos controlar nosso destino. Agora se nossa vontade é fraca, ou controlada pelos instintos inconsequentes, inevitavelmente nós seremos controlados por nosso destino.

Aleister Crowley, um controverso mago do século passado cunhou uma frase que tem sido mal interpretada pelo não entendimento dessas leis naturais:

“Faça o que quiseres, esse eh o todo da lei.”

“Amor é a lei. Amor sob vontade.”

Ao aplicarmos nossa vontade sob a lei do amor universal, jamais poderemos errar em nossas escolhas e o destino estará sempre a nosso favor.

Todas as religiões ensinam o amor universal, ou pelo menos deveriam.

Outro aspecto que causa divergencia entre as religiões é a filosofia da reencarnação. É imprescindivel acreditar em reencarnação para se beneficiar da religião universal? Não acreditar em reencarnação pode impedir a unificação das religiões?

Digo um veemente não como resposta a essas duas perguntas. Não é imprescindivel acreditar em reencarnação, portanto isso não pode impedir a unificação das religiões.

Cada grupo está de acordo com sua verdade relativa, que se for baseada na receita do amor universal não tem como serem incompativeis. Se vamos ser salvos no dia do Juizo final ou depois de milhares de encarnações. Se vamos atingir a iluminação ou chegar ao céu, todas essas ideias são aplicações da lei do amor. Aplicar esta lei traz as respostas. Que não se perca tempo em debates inúteis e sim ensinando o que é o amor, a parte comum a todas as religiões.

Posso gastar tranquilamente dezenas, até centenas de páginas justificando porque para mim, o amor de Deus só se justifica pelas leis ciclicas da reencarnação, da lei da conservação de energia, mas essa é a minha opinião pessoal do modo de aplicação da lei do amor. Mas se o amor for aplicado, a longo prazo,  não haverá necessidade de encarnações. Aplicar o amor significa unir as crenças.

O que poderia ser feito para efetivamente unificar as religiões?

Como primeira ideia, reunir em um verdadeiro concilio, representantes técnicos de todas as religiões dispostas a fazer um estudo. Devem estar todos unidos com a ideia e a vontade de somente definir os pontos em comum. Seria um trabalho de pesquisa e não a determinação de novos dogmas e rituais. Não seria a criação de uma nova religião, nem seria eleito um novo Papa mundial ou algo parecido. Ninguém deverá tentar impor ideias que não forem comuns a todas as religiões. Descartam-se dogmas de anjos, teorias reencarnacionistas, imagens de divindades, qualquer tópico que venha dividir opiniões. O único objetivo é definir os pontos em comum, mesmo que só haja um.

Ao final, a pesquisa deverá ser assinada por todos os representantes em ordem alfabética, como um documento oficial, que será enviado para todas as sedes religiosas. De acordo com o resultado dessa pesquisa, os grupos religiosos podem reorganizar suas bases para priorizar os ensinamentos das ideias em comum, sem necessidade de mudar seus métodos ou dogmas.

Para convocar os representantes das religiões deve ser feita uma grande campanha publicitária, explicando os motivos e necessidades dessa pesquisa, para que voluntariamente as religiões escolham e enviem seus representantes.

Seria um excelente primeiro passo.

Como regra os trabalhos deveriam ser iniciados e terminados por uma oração dirigida única e exclusivamente ao Deus do coração de cada um. Pode-se combinar que cada um a seu modo dirija seus pensamentos para o bom andamento dos trabalhos, ou se houver consenso, pode-se escolher um representante por vez para abrir e fechar os trabalhos a seu modo, como forma de compartilhar as diferentes culturas religiosas. Posso dizer que já participei de grupos de oração de diversas religiões e nunca me senti constrangido e sempre uni meus pensamentos aos deles em suas invocações que sempre eram positivas.

por Aere Perennius

 Fonte: http://www.agapeutopico.blogspot.com/

Aranauam

Impressões Digitais Poderiam Provar A Reencarnação?

“Mamãe, eu morri num rio….” a frase dita a alguns anos por Felipe (nome adotado para este relato) ao passar sobre uma ponte, chocou sua mãe, que aqui chamaremos de Amélia. O menino, que desde muito cedo manifestava um grande medo do mar, tinha na ocasião apenas dois anos de idade e a família morava em Santos, litoral de São Paulo. Hoje, Felipe tem treze anos e mora com a família na cidade paulista de Jarinu. Já não se lembra mais dos detalhes da estória que contava aos atônitos pais : a de que havia vivido em Campos de Jordão, que se chamava na ocasião Augusto Ferreiro, que mexia com ferragens e cavalos e que havia morrido num acidente em que um automóvel Gol cor de vinho caberá num rio. Quando pequeno, o menino contava ainda detalhes da cidade serrana que não poderia conhecer – como o clima frio e a grande quantidade de flores azuis (hortênsias) nas ruas – já que a sua família atual jamais estivera ali.
 
O tempo passou e a família de Felipe nunca teve oportunidade de verificar a veracidade da estória. Até que, em dezembro passado, ao assistir ao programa “Espiritismo Via Satélite”, hoje “Visão Espirita”, no canal executivo da Embratel, dona Amélia conheceu o entrevistado daquele domingo, Dr. João Alberto Fiorini de Oliveira, delegado titular do Serviço de Registros Policiais para Investigações em Curitiba – Paraná. E quando soube que ele realiza pesquisas de casos de reencarnação, utilizando-se de técnicas avançadas de investigação, não teve duvidas: mandou um fax contando sua estória e pedindo o auxilio do perito.
O Dr. Fiorini interessou-se pelo caso e saiu a campo para investigar. Foi a campos de Jordão na semana do Natal de 2000 e, depois de muito procurar por pistas do tal Augusto Ferreiro – individuo que Felipe dizia ter sido em encarnação anterior – não logrou êxito. Consultou registros na Prefeitura , delegacia, cemitério, hospitais… e nada . Nenhum sinal daquele senhor. Até que, passando próximo ao teleférico num ponto de charretes (que em Campos de Jordão desempenham a função de táxi), decidiu parar e indagar aos carreteiros mais idosos.
– “Perguntei a um deles, chamado seu Antônio, se havia conhecido um tal de Augusto Ferreiro. Ele respondeu:” – conheço !, conta Fiorini. “Fiquei perplexo”. Tudo indicava, portanto, tratar-se de um caso de paranormalidade, mas não de reencarnação já que Augusto Ferreiro continuava vivo. Fiorini, então, telefonou para a mãe de Felipe e relatou-lhe o fato. Ela por sua vez, contou a estória ao seu filho, que teve uma reação inusitada: entrou em um estado de profunda agitação, quase de pânico, ao se lembrar do verdadeiro Augusto Ferreiro.
 
Diante disso, Fiorini decidiu ir à procura desse personagem que, nesta altura dos acontecimentos, era a única pessoa capaz de decifrar o enigma. Voltou, então, ao ponto de charretes e, retomados os contatos, foi levado a residência daquele senhor.
Ali, numa casa simples, distante sete quilômetros do teleférico, Fiorini encontrou um ancião de 80 anos que o atendeu com cortesia, mas bastante desconfiado. Soube, então, que Augusto Ferreiro era um apelido. Sue nome verdadeiro é José Chagas, embora ninguém o conheça como tal, ganhara o apelido de Augusto ainda bebê, quando uma outra criança que havia nascido no mesmo dia que ele – esta sim chamada de Augusto – falecera dois dias depois. O “sobrenome” Ferreiro só veio muito mais tarde, quando passou a trabalhar com charretes, metais, ferraduras…. Feitas as apresentações, travou-se o seguinte dialogo:
  • Eu trouxe aqui um documento – principiou Fiorini, entregando-lhe o fax que a mãe de Felipe lhe havia enviado com o relato da historia – e gostaria que o senhor o visse e me desse algumas informações.
Augusto Ferreiro dispôs-se a colaborar.
  • Esse menino – prosseguiu o delegado – esta dizendo que é o senhor. É claro que está enganado ! Mas existe alguém na sua família que morreu afogado num rio ?
  • Não, foi a resposta categórica – não existe.
  • Bem, então como explica que um menino que nunca ouviu falar do senhor saiba seu nome, a cidade onde mora e como é essa cidade, mesmo nunca tendo estado aqui ?
  • Eu não sei – respondeu, sincero, o distinto senhor – Eu não sei nada sobre esse assunto- finalizou .
Fiorini agradeceu e se despediu, frustrado. Mas, a perplexidade não havia sido só dele, soube-o mais tarde . Naquele dia, o velho Augusto Ferreiro não consegui conciliar o sono. Disse, posteriormente, que custou a dormir e, quando pegou no sono, sonhou com um neto seu, Fernando, que ele não via há quase quinze anos. Fernando era filho de uma de suas filhas, Cidinha, que morava em Ubatuba, litoral norte de São Paulo. O que intrigou o senhor Augusto foi o fato de que o menino, no sonho, só lhe aparecia de costas. E, segundo ele, quando uma pessoa aparecia de costas – num sonho – era porque essa pessoa estava morta.
No dia seguinte, Augusto Ferreiro reuniu os filhos e contou-lhes a estória toda: o aparecimento em sua casa, na véspera, de um sujeito estranho contando uma estória igualmente estranha, de um menino que dizia ser ele e que havia morrido afogado. Depois, emendou o relato do impressionante sonho que tivera com Fernando, que há muito tempo não via, e perguntando-lhes se estavam escondendo algo sobre o neto.
Os filhos ficaram horrorizados. Entre confusos e encabulados, contaram ao pai que seu neto, Fernando, realmente havia falecido há vários anos – afogado – no rio do Boi, em Ubatuba, dragado por um tubo, ao cair de uma ponte que o próprio Augusto havia ajudado a construir. Na ocasião, a família deliberou esconder o fato do avô, para que ele não sofresse. Sim, era verdade, disseram-lhe os filhos, Fernando não estava mais entre eles.
 
Foi uma comoção geral e Augusto Ferreiro decidiu procurar o estranho que lhe visitara na véspera para contar-lhe o ocorrido. Mas, onde encontra-lo ? Decidiu, então, dirigir-se ao ponto de charretes e deixar recado para Fiorini procurá-lo, caso ele voltasse a passar por ali.
E foi o que ocorreu. No dia de Natal, Fiorini – que havia feito amigos entre os charreteiros – voltou para presenteá-los com panetones e vinhos. Foi quando recebeu o recado de Augusto Ferreiro e voltou a procurá-lo, ouvindo de sua boca a estória toda:
  • Há quinze anos, minha filha Cidinha teve um problema de tuberculose e eu fui buscá-la para fazer tratamento aqui em Campos. Ela veio e trouxe o filho, Fernando, que ficou comigo durante o período em que ela se tratava . Na época, um outro filho meu tinha um carro Gol cor-de-vinho e eles passeavam bastante pela cidade; só que esse carro não caiu no rio, não; foi destruído, tempos depois, num incêndio. Eu fazia carrinhos e brinquedos de boi para Fernando, que se afeiçoou bastante a mim, e eu a ele. Foi nessa época que ele conheceu o frio e as flores da cidade. Quando a mãe melhorou, voltaram para Ubatuba e, depois disso, eu nunca mais vi Fernando. Meus filhos contaram, agora, que pouco tempo depois de voltar para casa, meu neto – brincando num rio – foi dragado por um tubo, debaixo de uma ponte que eu ajudei a construir e morreu afogado. Eles esconderam essa estória de mim e só agora eu soube de tudo.
Mesmas digitais
 
A estória de Felipe, aparentemente, termina aqui. Fiorini gostaria de ter as impressões digitais de Fernando, o neto de Augusto Ferreiro, mas isso não será possível. Fernando faleceu aos seis anos de idade. Dois anos mais tarde, reencarnou em Santos, onde recebeu o nome de Felipe. Se fosse possível confrontar as digitais das duas crianças… Fiorini está convencido de que elas seriam idênticas. E esta seria a prova definitiva da realidade da reencarnação.
 
Essa, alias, é a polemica tese do Dr. João Fiorini : a de que carregamos as mesmas impressões digitais de uma encarnação à outra quando o intercurso – tempo decorrido entre uma encarnação e a seguinte – é relativamente curto.
Sabe-se que não existem dois seres humanos com as mesmas impressões digitais. Fiorini cita os estudos do medico Almeida Jr., já falecido, que foi professor de Direito da Faculdade do largo São Francisco, em São Paulo, e de Medicina Forense da Escola Paulista de Medicina. De acordo com esses estudos, numa relação sexual existem cerca de dezessete milhões de espermatozóides se debatendo para fecundar um dos óvulos da mulher. Isso resulta na espantosa cifra de possibilidades de combinações diferentes. Daí a improbabilidade de duas pessoas terem as mesmas digitais.
 
Não obstante, lembra Fiorini, existe – nos Estados Unidos – um serviço centralizado de cadastramento de pessoas com cinqüenta milhões de indivíduos registrados, todos com suas digitais. Pois bem, sempre que ocorre uma repetição de digitais, uma das pessoas envolvidas no episodio já faleceu. Jamais a digital se repete entre pessoas vivas. Como os americanos, de maneira geral, não acreditam na reencarnação, tudo para eles não passa de uma fortuita coincidência.
Segundo Fiorini, quando o período entre as encarnações é longo, as digitais acabam por sofrer a influência genética dos pais do reencarnado. Mas, se a reencarnação ocorre pouco tempo depois de desencarne anterior, a possibilidade de o períspírito manter as digitais inalteradas é bastante acentuada.
Neto de si mesmo.
 
Entre os casos que estão sendo pesquisados pelo perito, está o de uma criança de Maceió, Alagoas, que segundo a família seria a reencarnação do próprio avô. Também, neste caso, as evidências são significativas. A estória é a seguinte: um advogado de 80 anos de idade faleceu e, em sonhos de vários familiares, avisou que retornaria como seu próprio neto. Ocorre que esse advogado, quando tinha dezoito anos, sofreu um acidente durante uma caçada  quando a espingarda que utilizava disparou por acaso e diversos chumbos alojaram-se em sua mão direita. Todos os chumbos foram removidos, menos um, que se instalara na junta do polegar direito; o que resultou numa deformidade local: seu dedo ficou torto puxando para a palma da mão.
 
O advogado faleceu em 1977 e depois dos avisos em sonho – de que voltaria – em 1999 nasceu seu neto, hoje com três anos de idade. Atualmente, a criança começa a apresentar o mesmo defeito de que seu avô era portador no polegar da mão direita. A família enviou para o Dr. Fiorini as impressões digitais do menino, tiradas rudimentarmente com batom, e xerox de um documento do advogado com sua digital. Numa analise preliminar, Fiorini – que é especialista em identificação – encontrou algumas semelhanças intrigantes, mas como a digital que existe no documento do advogado é aparentemente o polegar esquerdo – talvez devido à sua deformidade na mão direita – os sinais correspondentes na impressão digital da criança estão “espelhados”, já que foi tirada da mão direita. Agora, Fiorini aguarda novas impressões digitais do menino, tiradas com maior técnica, para verificar se há – realmente – as tais correspondências.
Lembranças da Guerra
Na cidade paulista de Riberão Preto, um outro caso curioso esta sendo investigado pelo delegado Fiorini. O menino Geraldo, (nome fictício) quando tinha apenas três anos e quatro meses de idade, voltou-se para sua avó e disse “Vó, quando eu era grande e você era pequenininha, eu era seu pai”… A frase, dita assim de supetão, deixou a pobre senhora abismada.
Hoje, Geraldo tem oito anos e, nesse período, muitas outras revelações sobre supostas vidas passadas foram feitas por ele, como a de que algumas das marcas de nascença que carrega no corpo são resultado de tiros que teria levado em outras vidas.
  • Ele vive tendo pesadelos, sempre relativos a guerra – diz Fiorini que, após investigações, descobriu que o bisavô de Geraldo, efetivamente, participou de uma luta armada, a Revolução Constitucionalista de 1932, quando levou um tiro na perna.
Geraldo traz uma marca de nascença na parte posterior da perna esquerda e outras quatro marcas semelhantes às de tiros; duas menores, como se os projéteis tivessem entrado por ali e, duas maiores, como se marcassem a saída dos disparos. Essas marcas maiores estão posicionadas na parte oposta da perna e em diagonal.
Uma informação dada pelo garoto, no entanto, parece não fazer muito sentido. Ele fala da sua participação numa guerra em 1968. Ora, a única guerra que acontecia naquela época, que se saiba, era a do Vietnã. Fiorini levanta uma hipótese:
  • Supostamente, ele teria sido um norte-americano nessa encarnação. Como o bisavô de Geraldo morreu em 1950  e a guerra do Vietnã aconteceu em 1968, portanto dezoito anos depois, é possível que Geraldo, realmente, tenha participado dela, já que a idade para alistamento militar nos Estados Unidos é de dezesseis anos. Nesse caso, essa seria uma encarnação intermediária entre a de Geraldo e de seu bisavô.
Analisando as digitais de Geraldo, de sua avó e de seu tio, Fiorini chegou a uma coincidência no tipo de “arco” dos dedos médio e indicador da mão esquerda de todos. Mas, para concluir a pesquisa, Fiorini precisa comparar as digitais do menino com as de seu bisavô. Em quanto isso não ocorre – as buscas estão em andamento –  a expectativa permanece.
 
Divisor das águas
 
Além destes casos, Fiorini investiga outros igualmente intrigantes, como por exemplo, um que lhe chegou ao conhecimento por meio do conferencista espirita Henrique Rodrigues, de Belo Horizonte. É a estória de um sujeito Italiano chamado Giuliano Bonomi que, certa feita, procurou um pesquisador também Italiano, o professor Rancanelli, para lhe dizer que seu nome verdadeiro era Edward Schimit, que era um cidadão americano e que “durante um combate”, entre 1939 e 1945, “dormiu” e depois “acordou” pequenino, numa casa Italiana, onde recebeu o nome com que agora era conhecido”. Bonomi forneceu a Rancanelli os nomes dos atuais pais Italianos e dos pais americanos. O professor, que era católico e não acreditava em reencarnação, apenas anotou os dados numa ficha e anexou os retratos dos dois personagens: o italiano e o de sua suposta personalidade anterior, o americano.
Bonomi nasceu em Consenza, ao sul da Itália, em 1972. de posse dessas informações, Fiorini pretende dirigir-se aos dois paises, Itália e Estados Unidos, para pesquisar “in loco” este caso.
 
Com a documentação dos casos que já investigou e com as que se encontram em andamento, o delegado João Fiorini pretende escrever um livro que, acredita, será um divisor de águas na historia das pesquisas científicas de identificações. A comprovação documental da reencarnação, sem duvida, dará em salto qualitativo não só na investigação policial, como também – e principalmente – em outras áreas do conhecimento científico com ênfase para a Medicina e a Psicologia.
 
Dr. João Fiorini
Postado originalmente por 
Aranauam

Reflexão sobre Caridade

Definição de caridade: (lat caritate: Amor de Deus e do próximo. Benevolência, bom coração, compaixão. Beneficência, esmola.) é um termo derivante do latim caritas (afeto, amor), que tem origem no vocábulo grego chàris (graça). A caridade pode ser entendida como um sentimento ou uma ação altruísta de ajuda a alguém sem busca de qualquer recompensa. A prática da caridade é notável indicador de elevação moral e uma das práticas que mais caracterizam a essência boa do ser humano, sendo, em alguns casos, chamada de ajuda humanitária. Termos afins: amor ao próximo; bondade; indulgência; perdão; compaixão.

     Gostaria que os amigos examinassem a si mesmos e também as casas ou centros que frequentam e comparassem com a descrição de caridade como está explicada acima. Tenho certeza que muitos vão sentir um certo aperto na garganta e outros vão tolamente argumentar que são sim caridosos.
Mas quantas vezes não damos a devida atenção a um amigo, colega ou mesmo desconhecido com a desculpa de não termos tempo ou mesmo dinheiro para ajudar? Quantos de nós não desperdiça momentos preciosos em atividades sociais não tão salutares ao desenvolvimento espiritual? E isso sem contar as vezes que ajudamos alguém e espalhamos aos quatro ventos que o fizemos somente para satisfazer nosso ego.
Muitas vezes para praticar a caridade basta apenas cedermos nossos ouvidos a quem necessita falar mesmo que por alguns minutos apenas. Um conselho a um amigo em duvida, um abraço, um simples sorriso são coisas que não custam nada mas valem muito principalmente se forem de coração, são a forma mais simples e pura de caridade.
Peço aos amigos que trilham o caminho da espiritualidade que façam essa auto analise e busquem no seu coração a resposta sincera e a vontade de mudar e se corrigir, pois só assim seremos capazes de ajudar ao próximo e nos ajudarmos mutuamente a trilhar o caminho em busca da luz e do progresso espiritual.

Aranauam

Wanderley Donaire Maganha

Milagres Desnecessários

Ceus-e-Terra

      Não levo muito jeito com palavras e por esse motivo não escrevo com muita freqüência. Muitas vezes quando escrevo sou motivado pela inspiração, outras pela indignação como é o caso agora.
Acho um absurdo que em pleno século XXI ainda existam pessoas que acreditam que a igreja, templo, centro ou o padre, pastor, pai de santo, mestre e outros títulos mais possam deturpar as leis divinas e resolver os problemas dos seus fiéis ignorando completamente o karma, o livre arbítrio e mesmo a responsabilidade inerente ao indivíduo.
Nenhuma religião vai resolver os SEUS problemas, o máximo que ela pode fazer é aconselhar, acalmar e torna-lo apto a chegar por si mesmo a uma solução.
Escutamos com freqüência pessoas falando: “Fui em tal igreja/centro/templo e não conseguiram me ajudar, não fizeram nada por mim.” É por esse motivo que existem pessoas que ficam “pulando de galho em galho” e trocando de religião como se troca de roupa.
Somos seres humanos dotados de consciência e nos ligamos a determinada crença quando entramos na mesma sintonia desta ou daquela religião. Simples assim, quando há afinidade nos conectamos e ajustamos nossa freqüência mental/espiritual alcançando a satisfação individual e consequentemente começamos a praticar a tão famosa reforma íntima.
É por isso que existem tantas religiões, para dar suporte a todos esses níveis de consciência em todos os graus e estágios de desenvolvimento.
Leiam, estudem, pratiquem e acima de tudo aprendam que nossos problemas e dificuldades são necessários para o nosso desenvolvimento pessoal e crescimento espiritual e nenhuma instituição filosófica ou religiosa, nenhum líder religioso por mais iluminado que seja tem o direito ou mesmo o poder de solucionar os nossos problemas aliviando um fardo que é nosso e já foi predeterminado pela justiça divina.

Wanderley Donaire Maganha

Aranauam

Visto o Branco, Sou da Paz

Desde que comecei o blog, uma das minhas maiores preocupações sempre foi a questão da intolerância religiosa. Normalmente evito divulgar os inúmeros casos de agressão e desrespeito porque acho que devemos nos ater aos bons exemplos de união e amor ao próximo mas infelizmente os fatos nos mostram que a intolerância religiosa não apenas tem crescido como tem ficado cada vez mais violenta, beirando o fanatismo.
Tudo em excesso é ruim, mesmo a religião. Principalmente quando esse excesso vem acompanhado da falta de conhecimento e estudo.
Louvável essa avó que iniciou uma campanha pela paz e contra a intolerância religiosa nas redes sociais. Mas tenho apenas uma ressalva: As pessoas estão postando fotos com roupas brancas e dizendo que são umbandistas, candomblecistas e que suas religiões não fazem o mal. Bom na minha opinião, nenhuma religião faz o mal, quem faz o mal são pessoas muitas vezes ligadas a certos segmentos religiosos. Não podemos generalizar ou julgar as outras religiões, devemos sim cobrar do poder público ações que evitem esse tipo de violência e sempre orientar nossos irmãos a sempre respeitarem e entenderem as demais religiões e crenças.
O estudo, a compreensão, o respeito e o amor são as chaves que nos libertarão dos grilhões da intolerância religiosa.
Eu também visto o branco meus amigos, mas não apenas na roupa, eu visto o branco no coração, na mente e na alma. Assim como sou umbandista de coração, mente e alma e como me foi ensinado dentro da Umbanda, sou da paz e do respeito.

Wanderley Donaire Maganha

Aranauam

Campanha da Mamografia Digital Gratuita

Quem puder ajudar. ..
Gente, vou fazer um pedido a vocês: O Instituto do Câncer de Mama está com uma importante campanha. Vamos salvar o site do câncer de mama?Não custa nada. O Site do câncer de mama não tem obtido o número de acessos e cliques necessários para alcançar a cota exigida pelos patrocinadores oferecerem  mamografias gratuitas em troca de publicidade. Basta ir ao site e clicar no icone cor-de-rosa que diz ‘Campanha da Mamografia Digital Gratuita’. Repassem a pelo menos 10 amigos para que eles repassem a mais 10 ou mais amigos! Este gesto fará uma enorme diferença.
http://www.cancerdemama.com.br

Vamos colaborar.

Aranauam

Artigos científicos apontam para existência de um mundo espiritual

Em um momento de tanta baixa-estima nacional, em várias áreas, nosso país pode orgulhar-se de uma coisa: pesquisadores sérios, cientistas em várias áreas, que tentam confirmar, ou infirmar, a existência de fenômenos espirituais. Quem tem  capitaneado e congregado grande parte destes esforços é o professor de psiquiatria da Universidade Federal de Juiz de Fora, Alexander Moreira-Almeida, especialista, mestre e doutor em psiquiatria pela USP, hoje provavelmente o psiquiatra que mais entende de espiritualidade, relação mente-corpo, no mundo todo. Tanto é que vem de ser eleito como o presidente do departamento de psiquiatria e religião da prestigiosa Associação Psiquiátrica Mundial (World Psychiatry Association). Alexander também é o presidente da Seção de psiquiatria da religião da Associação Brasileira de Psiquiatria. Ele dirige um núcleo de pesquisas científico na Unviersidade de Juiz de Fora (Nupes) voltado exclusivamente para a pesquisa do assunto e hoje, no Brasil, é o principal fomentador desta veia de discussão, fomentos  científicos e trabalho de pesquisa. O Nupes conta, além de revista própria, um importante canal televisivo de divulgação dos trabalhos (TV Nupes), aulas didáticas, discussões científicas de altíssimo matiz, gratuitas e disponíveis na internet (vide abaixo). Pode-se dizer que o protagonista disto tudo, Alexander, é um verdadeiro gênio (inclusive tive oportunidade de examiná-lo pessoalmente, ahahaha), e, como muitos grandes gênios, de uma bondade  e envergadura de espírito condizente com sua inteligência. Através da Nupes tive oportunidade de conhecer três trabalhos de alta relevância científica.

No primeiro deles (A poesia transcendente de Parnaso de além-túmulo, Alexandre Caroli Rocha, Dissertação mestrado em Teoria e História Literária, Unicamp, 2001. http://www.hoje.org.br/arq/artigos/parnaso_dissert.pdf ) o autor, um cientista literário, destrincha o  inexplicável “maior fenômeno da literatura mundial” (citação minha): como um garoto de 17 anos, semi-analfabeto (4º ano primário, em cidadezinha do interior mineiro, Pedro Leopoldo), trabalhador braçal (hortas, ensacadora de algodão, fazenda), arrimo de família (trabalhando o dia todo), quase uma dezena de irmãos para cuidar, órfão, de uma penada só  psicografou 100 poetas brasileiros, desde os mais conhecidos (e difíceis , p.ex., Augusto dos Anjos, Cruz e Souza, Olavo Bilac, etc) até os absolutamente desconhecidos (p.ex. um poeta , sargento do Exército de Caxias,  que ninguém conhecia, ninguém sabia que existia, que escrevia poesias e que, por meio do pesquisador literário Elias Barbosa , foi redescoberto em anais e documentos do Exército no século XIX). Ninguém nem tinha ouvido falar do tal sargento, e este provou-se, existia mesmo e era poeta obscuro e bissexto. As poesias citadas no livro Parnaso de Além-Túmulo não comungam apenas da estilística literária completamente sui-generis de cada autor, mas também da temática, e , o que é dificílimo, de toda a métrica técnica (p.ex., duodecassílabos, alexandrinos, linguajar completamente hermético-esotérico [Augusto dos Anjos], etc).  Eu mesmo, que tenho um punhado de títulos universitários, que tenho por profissão ler e escrever, já tentei, durante um mês, reproduzir uma estrofe de Augusto dos Anjos e não consegui. Quanto mais escrever isto com versos do mesmo número de sílabas, com a sílaba tônica em tal ou tal lugar, ou seja, com todo o hiper-tecnicismo que a métrica poética exige (e que Chico Xavier cumpria). Só de um autor para mim foi impossível, imaginem para cem autores!! Imaginem um garoto de 17 anos!! Imaginem um rapaz do interior de Minas, braçal, ignorante, arrimo, sem tempo para jogar uma partida de biloca. Pois bem, esta é a tônica do estudo do cientista literário da Unicamp, Alexandre Caroli.

Mas há mais, há também o estudo de um grupo de pesquisadores brasileiros em psiquiatria, neuropsicologia, neurociências (do qual tenho orgulho de dizer que meu irmão, neuropsiquiatra Leonardo Caixeta, faz parte) que, nos Estados Unidos, estudando o cérebro de médiuns com métodos neurobiológicos rigorosos, estatísticos, absolutamente objetivos, constatou que o cérebro do médium, durante o transe mediúnico, é completamente diferente de outras pessoas e inclusive do próprio médium, quando escrevendo ou falando fora do transe. Mostra, portanto, que a atividade cerebral mediúnica, ao contrário do que muitos dizem, não é fruto apenas do psiquismo do médium, mas pode estar sofrendo influência de um outro processo externo, a comunicação com um postulado mundo espiritual. O trabalho foi publicado numa prestigiosa revista científica americana, e as imagens neurocerebrais podem ser vistas em: Neuroimaging during trance state: a contribution to the study of dissociation. Peres JF, Moreira-Almeida A, Caixeta L, Leao F, Newberg A.

PLoS One. 2012;7(11):e49360. http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0049360.

Na mesma linha, o pesquisador psiquiatra Alexander Moreira-Almeida publicou um importantíssimo trabalho de psiquiatria da religião, orientado inclusive em sua tese por um professor-cientista cristão protestante, trabalho no qual provou que os médiuns espíritas fidedignos, ao contrário do que sempre se divulgou (sobretudo no auge do espiritismo kardecista, na Europa do século XIX, quando havia a tese da “loucura espírita”) têm uma saúde mental até melhor do que a população geral.

Igualmente digno de nota é o trabalho do mesmo cientista literário citado acima, agora com sua tese de doutorado: O Caso Humberto De Campos: Autoria Literária e Mediunidade.

Alexandre Caroli Rocha, Tese de Doutorado em Teoria e História Literária, Unicamp, 2008. http://www.hoje.org.br/arq/artigos/HumbertodeCampos_tese-AlexandreCaroliRocha.pdf,  que versa sobre o estudo do trabalho literário de Humberto de Campos (Academia Brasileira de Letras), tanto quanto estava vivo quanto depois de morto (através da mediunidade psicográfica de Chico Xavier). O autor fez um trabalho hercúleo, debruçando-se sobre a vastíssima produção literária do “Humberto de Campos encarnado”, sabidamente o mais prolífico escritor brasileiro de todos os tempos. Suas obras completas somam dezenas e dezenas de volumes. Pois bem, o crítico literário Caroli chega a uma conclusão igualmente peremptória: não só a estilística de Humberto de Campos se mantém após a morte, mas também a semântica, a pragmática, a estrutura composicional, a paródia, o finíssimo arcabouço cognitivo. E isto, repitamos, em um médium que escreveu mais de 500 livros, cada livro com uma estilística e conteúdos diferentes, sui-generis, e próprios. Nem para um autor isto seria possível, imaginem para centenas e centenas  deles!!

Este tipo de estudo literário já foi encetado e chegaram à semelhantes conclusões outros cientistas literários e escritores de grande envergadura nacional, tais como R. Magalhães Júnior, Bernardo Elis, estes dois também pertencentes à vetusta Academia Brasileira de Letras. Sobre o trabalho psicográfico de Chico Xavier, dizia R. Magalhães Junior: “Pode até ser fraude, mas se for fraude é a fraude mais perfeita que eu já vi.” Bernardo Élis diz mais ou menos o seguinte sobre a psicografia de três poetas goianos, por ocasião de uma passagem de Chico por aqui, onde os psicografou  de improviso, em longos excertos poéticos : “Não só os méritos, mas até os defeitos destes três poetas ele captou, por exemplo: Americano do Brasil continua sendo tão mau poeta do lado de lá quanto o foi do lado de cá.” Além disto, Bernardo Elis estuda cientificamente, minuciosamente, toda a métrica poética de Chico, comprovando que esta bate perfeitamente com as técnicas utilizadas em vida.

Estes e outros artigos no tema estão disponíveis em:

hoje.org.br/

A série de artigos mente-cérebro  publicada em revista nacional de psiquiatria  começa no fasciculo abaixo:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0101-608320130003&lng=en&nrm=iso

Para o canal no Youtube em ciencia espiritualidade:

https://www.youtube.com/user/nupesufjf/videos

(Marcelo Caixeta, médico psiquiatra. Artigos às terças, sextas, domingos acesso gratuito em dm.com.br  – seção Opinião Pública)

Aranauam

Como tratar a intolerância religiosa?

A proibição do uso de saia comprida em um colégio na França reacendeu a discussão sobre a liberdade de crença nesse país europeu, bem no Brasil, em que existe uma sensação de ‘liberdade’ religiosa

A comunidade islâmica na França é muito grande, e vem sofrendo retaliações do governo, que já proibiu o uso da burca, vestimenta tradicional para esconder o rosto das mulheres muçulmanas

Aceitar e conviver com as diferenças é um dos maiores desafios da sociedade. No início de maio, o caso da estudante muçulmana Sarah, de 15 anos, barrada duas vezes no portão de uma escola francesa porque usava uma saia longa e preta, repercutiu no mundo todo. Na visão dos diretores do colégio, a vestimenta da garota representava uma ostentação religiosa. Na França, usar qualquer símbolo relacionado à religião no ensino público é proibido por lei. Mas, será que uma burca ou saia comprida é afronta às demais crenças? É possível um convívio harmonioso entre religiões distintas num país democrático e laico?

A história de Sarah inflamou as redes sociais e deu origem à campanha “Je Porte Ma Jupe Comme Je Veux” (eu uso minha saia como quiser, em português). Em 2014, um grupo contra a islamofobia na França recebeu quase 100 denúncias de casos similares. Desde o início de 2015, a organização trata de 20 ocorrências. Segundo Carlos Frederico Barbosa, professor de cultura religiosa da PUC Minas, a prática religiosa se fundamenta em simbologias. “Se a pessoa não pode usar aquilo que expressa sua crença, fica complicado, acaba gerando uma perspectiva não democrática”, declara o especialista.

No Brasil, a constituição e outras legislações preveem a liberdade de crença aos cidadãos, além de proteção e respeito às manifestações religiosas.

No Brasil, onde existe uma pluralidade de religiões, o uso de saia abaixo do joelho é comum entre as mulheres evangélicas

Apesar das garantias de igualdade previstas em lei, o convívio harmonioso nem sempre acontece. De acordo com o professor da PUC Minas, as religiões afro-brasileiras ainda sofrem muita resistência da população. “Eu já presenciei práticas intolerantes contra pessoas adeptas do candomblé e da umbanda. No Brasil, existe a coibição por acharem que essa religião é demoníaca, que não compartilha da verdadeira fé, o que não deixa de ser uma prática antidemocrática”, comenta Carlos Frederico Barbosa.

Para o sociólogo Ricardo Ferreiro Ribeiro, também professor da PUC Minas, o princípio para uma convivência saudável entre diferentes credos é a tolerância. “O que não é sagrado para mim, pode ser para o outro. Em alguns casos, é até possível encontrar celebrações conjuntas. Ano passado, assisti a uma celebração religiosa na comunidade quilombola feita por um padre, um pastor e por um pai de santo”, conta o sociólogo.

A solução

O caminho apontado pelos especialistas para uma sociedade mais tolerante é a educação. “A escola tem papel fundamental, porque é o lugar em que a pessoa adquire a primeira experiência com o ‘diferente’. As instituições de ensino precisam trabalhar o respeito nas diversidades, não só religiosas, como em outros aspectos também”, orienta Ricardo Ribeiro.

Na concepção de Carlos Frederico, os ensinos religiosos não devem focar somente nas concepções cristãs. “É importante as pessoas compreenderem a matriz africana, o espiritismo, a prática islâmica, e outras religiões. O processo educacional deve abordar as diferenças, para que a sociedade cresça em meio às adversidades”, destaca o especialista.

Autor: Vinícius Andrade

Fonte: http://sites.uai.com.br/

Aranauam

Onde você coloca a sua Fé?

As religiões giram em torno, as pessoas procuram pela compreensão desse mecanismo fantástico e todos nós, em certo nível, praticamos de alguma forma, a fé. 

 Falar de fé, na maioria dos casos, dá a entender que falaremos de religião ou espiritualidade. Mas, não é nada disso. Claro que, quando se está imerso numa realidade de vida onde os assuntos espirituais fazem parte, pode ser mais fácil abraçar a fé e sustentá-la. Pode, mas não é garantia de que será assim. Muitos estão dentro de igrejas ou em centros espíritas, todavia, mesmo assim não têm fé, aquela que realmente produz coisas incríveis.

 Por outro lado, há muitos sem o menor conceito espiritual vivendo e executando coisas lindas na vida porque possuem, com eles próprios, uma fé poderosa. Na verdade, a questão da fé não tem nada a ver com nossos princípios religiosos, tem a ver com a nossa capacidade de acreditar em algo. Fé nada mais é do que isso. Este nome, fé, é o que faz com que a “coisa” tenha uma conotação espiritual, algo relacionado a Deus.

 Porém, o que muitos não sabem é que aquilo em que acreditamos, seja bom ou ruim, cria a nossa vida. O alvo da nossa fé (acreditar) recebe o nosso poder. Criamos com aquilo que cremos. No que você crê? Em quem você acredita? Qual a sua fé e onde ela está sendo projetada?

Porque não tem esse negócio de ter muita ou pouca fé, vou quebrar esse paradigma agora! Não é que possuímos pouca fé para fazer certas coisas acontecerem, na verdade, acreditamos no oposto daquilo que muitas vezes queremos conquistar e por isso dizemos que temos uma fé insuficiente. E não é assim que funciona. O que você cria e traz pra sua vida é o que acredita e ponto. Se não vem é porque você não crê, não tem essa desculpa de ter pouca fé. Até porque fé não é algo que pode ser medido, como uma substância. Ela é uma força que quando está ali em determinada situação, a faz andar ou quem sabe, parar, empacar.

 Se as coisas não vão bem, leitor, sua fé está no mal. Avalie-se bem e certamente encontrará mais medo do que certeza positiva. Estou falando alguma mentira? Claro que não! Não adianta desejar, afirmar coisas lindas e fortes e dizer que vai dar certo, vai dar certo e vai dar certo se você está cheio de medo. Porque suas emoções reagem aos seus pensamentos, ou seja, o que você pensa e nutre, o corpo responde. E se ele responde com estados de medo, inseguranças e aflições, sinto muito, sua fé não está no Bem. E com isso criamos o nosso mal, nossos infortúnios, nossas desgraças.

 Se queremos manifestar bênçãos e rechear a nossa vida com acontecimentos promissores, fazendo tudo ir positivamente, nossa fé, nossa capacidade de acreditar, precisa estar comprometida com o Bem. Em nós, no mundo, nos outros, nas coisas. E como saber quando cremos no Bem? Quando nossas emoções confirmam nossas ideias. 

 Ao nos sentirmos bem, felizes, motivados e envolvidos por uma sensação de paz e convicção que não nos deixa ansiosos, aí sim, nossa fé está agindo positivamente. Lembre-se: seu corpo precisa sentir exatamente o que seus lábios professam, caso contrário, vai ser discurso falso e você vai continuar iludindo a si mesmo. Mude seus padrões de fé e mudará a sua vida.

 
Seja feliz!

Autor: Vinícius Francis 

Fonte: http://www.somostodosum.com.br/

Aranauam

Reencarnação Humana provada por cientistas

Desde que o mundo é mundo discutimos e tentamos descobrir o que existe além da morte.
Desta vez a ciência quântica explica e comprova que existe sim vida (não física) após a morte de qualquer ser humano.
Um livro intitulado “O biocentrismo: Como a vida e a consciência são as chaves para entender a natureza do Universo” “causou” na Internet, porque continha uma noção de que a vida não acaba quando o corpo morre e que pode durar para sempre.
O autor desta publicação o cientista Dr. Robert Lanza, eleito o terceiro mais importante cientista vivo pelo NY Times, não tem dúvidas de que isso é possível.
Além do tempo e do espaço Lanza é um especialista em medicina regenerativa e diretor científico da Advanced Cell Technology Company. No passado ficou conhecido por sua extensa pesquisa com células-tronco e também por várias experiências bem sucedidas sobre clonagem de espécies animais ameaçadas de extinção.
Mas não há muito tempo, o cientista se envolveu com física, mecânica quântica e astrofísica. Esta mistura explosiva deu à luz a nova teoria do biocentrismo que vem pregando desde então. O biocentrismo ensina que a vida e a consciência são fundamentais para o universo.
É a consciência que cria o universo material e não o contrário.
Lanza aponta para a estrutura do próprio universo e diz que as leis, forças e constantes variações do universo parecem ser afinadas para a vida, ou seja, a inteligência que existia antes importa muito. Ele também afirma que o espaço e o tempo não são objetos ou coisas mas sim ferramentas de nosso entendimento animal.
Lanza diz que carregamos o espaço e o tempo em torno de nós “como tartarugas”, o que significa que quando a casca sai, espaço e tempo ainda existem.
A teoria sugere que a morte da consciência simplesmente não existe. Ele só existe como um pensamento porque as pessoas se identificam com o seu corpo. Eles acreditam que o corpo vai morrer mais cedo ou mais tarde, pensando que a sua consciência vai desaparecer também. Se o corpo gera a consciência então a consciência morre quando o corpo morre. Mas se o corpo recebe a consciência da mesma forma que uma caixa de tv a cabo recebe sinais de satélite então é claro que a consciência não termina com a morte do veículo físico. Na verdade a consciência existe fora das restrições de tempo e espaço. Ela é capaz de estar em qualquer lugar: no corpo humano e no exterior de si mesma. Em outras palavras é não-local, no mesmo sentido que os objetos quânticos são não-local.
Lanza também acredita que múltiplos universos podem existir simultaneamente.
Em um universo o corpo pode estar morto e em outro continua a existir, absorvendo consciência que migraram para este universo. Isto significa que uma pessoa morta enquanto viaja através do mesmo túnel acaba não no inferno ou no céu, mas em um mundo semelhante a ele ou ela que foi habitado, mas desta vez vivo. E assim por diante, infinitamente, quase como um efeito cósmico vida após a morte.

Vários mundos

Não são apenas meros mortais que querem viver para sempre mas também alguns cientistas de renome têm a mesma opinião de Lanza.
São os físicos e astrofísicos que tendem a concordar com a existência de mundos paralelos e que sugerem a possibilidade de múltiplos universos.
Multiverso (multi-universo) é o conceito científico da teoria que eles defendem. Eles acreditam que não existem leis físicas que proibiriam a existência de mundos paralelos.
O primeiro a falar sobre isto foi o escritor de ficção científica HG Wells em 1895 com o livro “The Door in the Wall“. Após 62 anos essa ideia foi desenvolvida pelo Dr. Hugh Everett em sua tese de pós-graduação na Universidade de Princeton. Basicamente postula que, em determinado momento o universo se divide em inúmeros casos semelhantes e no momento seguinte, esses universos “recém-nascidos” dividem-se de forma semelhante. Então em alguns desses mundos que podemos estar presentes, lendo este artigo em um universo e assistir TV em outro.
Na década de 1980 Andrei Linde cientista do Instituto de Física da Lebedev, desenvolveu a teoria de múltiplos universos. Agora como professor da Universidade de Stanford, Linde explicou: o espaço consiste em muitas esferas de insuflar que dão origem a esferas semelhantes, e aqueles, por sua vez, produzem esferas em números ainda maiores e assim por diante até o infinito. No universo eles são separados. Eles não estão cientes da existência do outro mas eles representam partes de um mesmo universo físico.
A física Laura Mersini Houghton da Universidade da Carolina do Norte com seus colegas argumentam: as anomalias do fundo do cosmos existem devido ao fato de que o nosso universo é influenciado por outros universos existentes nas proximidades e que buracos e falhas são um resultado direto de ataques contra nós por universos vizinhos.

Alma

Assim, há abundância de lugares ou outros universos onde a nossa alma poderia migrar após a morte, de acordo com a teoria de neo biocentrismo.
Mas será que a alma existe? Existe alguma teoria científica da consciência que poderia acomodar tal afirmação?
Segundo o Dr. Stuart Hameroff uma experiência de quase morte acontece quando a informação quântica que habita o sistema nervoso deixa o corpo e se dissipa no universo.
Ao contrário do que defendem os materialistas, Dr. Hameroff oferece uma explicação alternativa da consciência que pode, talvez, apelar para a mente científica racional e intuições pessoais.
A consciência reside, de acordo com Stuart e o físico britânico Sir Roger Penrose, nos microtúbulos das células cerebrais que são os sítios primários de processamento quântico. Após a morte esta informação é liberada de seu corpo, o que significa que a sua consciência vai com ele.
Eles argumentaram que a nossa experiência da consciência é o resultado de efeitos da gravidade quântica nesses microtúbulos, uma teoria que eles batizaram Redução Objetiva Orquestrada.
Consciência ou pelo menos proto consciência é teorizada por eles para ser uma propriedade fundamental do universo, presente até mesmo no primeiro momento do universo durante o Big Bang. “Em uma dessas experiências conscientes comprova-se que o proto esquema é uma propriedade básica da realidade física acessível a um processo quântico associado com atividade cerebral.”
Nossas almas estão de fato construídas a partir da própria estrutura do universo e pode ter existido desde o início dos tempos. Nossos cérebros são apenas receptores e amplificadores para a proto-consciência que é intrínseca ao tecido do espaço-tempo. Então, há realmente uma parte de sua consciência que é não material e vai viver após a morte de seu corpo físico.
Dr. Hameroff disse ao Canal Science através do documentário Wormhole: “Vamos dizer que o coração pare de bater, o sangue pare de fluir e os microtúbulos percam seu estado quântico. A informação quântica dentro dos microtúbulos não é destruída, não pode ser destruída, ele só distribui e se dissipa com o universo como um todo.”
Robert Lanza acrescenta aqui que não só existem em um único universo, ela existe talvez, em outro universo.
Se o paciente é ressuscitado, esta informação quântica pode voltar para os microtúbulos e o paciente diz: “Eu tive uma experiência de quase morte”.
Ele acrescenta: “Se ele não reviveu e o paciente morre é possível que esta informação quântica possa existir fora do corpo talvez indefinidamente, como uma alma.”
Esta conta de consciência quântica explica coisas como experiências de quase morte, projeção astral, experiências fora do corpo e até mesmo a reencarnação sem a necessidade de recorrer a ideologia religiosa. A energia de sua consciência potencialmente é reciclada de volta em um corpo diferente em algum momento e nesse meio tempo ela existe fora do corpo físico em algum outro nível de realidade e possivelmente, em outro universo.
E você o que acha? Concorda com Lanza?

Grande abraço!

Indicação: Pedro Lopes Martins

Artigo publicado originalmente em inglês no site SPIRIT SCIENCE AND METAPHYSICS.
http://www.duniverso.com.br/cientistas-comprovam-reencarnacao-humana/ 

Fonte: “Fórum Espírita” 

Retirado do site: http://www.tucal.com.br/

Aranauam

Acupuntura E Reiki Agora Têm Explicação Científica

Pesquisas recentes comprovam efeitos benéficos e até encontram explicações científicas para acupuntura e reiki. Estudos sobre o assunto, antes restritos às universidades orientais, ganharam espaço entre pesquisadores americanos, europeus e até brasileiros. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou uma denominação especial para esses métodos: são as terapias integrativas.
Um artigo exmecanismo da acupuntura contra a dor foi publicado por pesquisadores da Universidade de Rochester na revista Nature Neuroscience. Criada há quatro mil anos, a prática consiste na aplicação de agulhas em pontos do corpo. Pela explicação tradicional, ela ativa determinadas correntes energéticas para equilibrar a energia do organismo.

Cientificamente, as agulhas teriam efeitos no sistema nervoso central (cérebro e espinha dorsal).
As células cerebrais são ativadas e liberam endorfina, um neurotransmissor responsável pela sensação de relaxamento e bem-estar. O estudo dos nova-iorquinos descobriu uma novidade: a terapia, que atinge tecidos mais profundos da pele, teria efeitos no sistema nervoso periférico. As agulhas estimulam também a liberação de outro neurotransmissor, a adenosina, com poder antiinflamatório e analgésico.
No experimento com camundongos com dores nas patas, cientistas aplicavam as agulhas no joelho do animal. Eles constataram que o nível de adenosina na pele da região era 24 vezes maior do que o normal e que houve uma redução do desconforto em dois terços.
A equipe tentou potencializar a eficácia da terapia, colocou um medicamento usado para tratar câncer nas agulhas. A droga aprimorou o tratamento: o nível de adenosina e a duração dos efeitos no organismo dos animais praticamente  triplicou e o tempo de duração dos efeitos no organismo dos ratos também triplicou. Mas este método não poderia ser feito em humanos porque o medicamento ainda não é usado clinicamente. “O próximo passo é testar a droga em pessoas, para aperfeiçoá-la ou para encontrar outras drogas com o mesmo efeito”, diz Maiken Nedergaard, coordenadora do estudo.

Reiki

Seus praticantes acreditam nos efeitos benéficos da energia das mãos do terapeuta colocadas sobre o corpo do paciente contra doenças. Para entender as alterações biológicas do reiki, o psicobiólogo Ricardo Monezi testou o tratamento em camundongos com câncer. “O animal não tem elaboração psicológica, fé, crenças e a empatia pelo tratador. A partir da experimentação com eles,  procuramos isolar o efeito placebo”, diz. Para a sua pesquisa na USP, Monezi escolheu o reiki entre todas as práticas de imposição de mãos por tratar-se da única sem conotação religiosa.
No experimento, a equipe de pesquisadores dividiu 60 camundongos com tumores em três grupos. O grupo controle não recebeu nenhum tipo de tratamento; o grupo “controle-luva” recebeu imposição com um par de luvas preso a cabos de
madeira; e o grupo “impostação” teve o tratamento tradicional sempre pelas mãos da mesma pessoa.
Depois de sacrificados, os animais foram avaliados quanto a sua resposta imunológica, ou seja, a capacidade do organismo de destruir tumores. Os resultados mostraram que, nos animais do grupo “impostação”, os glóbulos brancos e células imunológicas tinham dobrado sua capacidade de reconhecer e destruir as células cancerígenas.
“Não sabemos ainda distinguir se a energia que o reiki trabalha é magnética, elétrica ou eletromagnética. Os artigos descrevem- na como “energia sutil”, de natureza não esclarecida pela “física atual”, diz Monezi. Segundo ele, essa energia produz ondas físicas, que liberam alguns hormônios capazes de ativar as células de defesa do corpo. A conclusão do estudo foi que, como não houve diferenças significativas nos os grupos que não receberam o reiki, as alterações fisiológicas do grupo que passou pelo tratamento não são decorrentes de efeito placebo.
A equipe de Monezi começou agora a analisar os efeitos do reiki em seres humanos. O estudo ainda não está completo, mas o psicobiólogo adianta que o primeiro grupo de 16 pessoas, apresenta resultados positivos. “Os resultados sugerem uma melhoria, por exemplo, na qualidade de vida e diminuição de sintomas de ansiedade e depressão”. O trabalho faz parte de sua tese de doutorado pela Universidade Federal do Estado de
São Paulo (Unifesp).
E esses não são os únicos trabalhos desenvolvidos com as terapias complementares no Brasil. A psicobióloga Elisa Harumi, avalia o efeito do reiki em pacientes que passaram por quimioterapia;
a doutora em acupuntura Flávia Freire constatou nelhora de até 60% em pacientes com apnéia do sono tratados com as agulhas, ambas pela Unifesp.
A quantidade pesquisas recentes sobre o assunto mostra que a ciência está cada vez mais interessada no mecanismo e efeitos das terapias alternativas.

Fonte: Revista Galileu

Retirado do site: conversaentreadeptus.com/

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