Música e Espiritualidade

Mesmo que os mais céticos não concordem, é impossível não sentir que a música é uma terapia que está ligada à espiritualidade, de alguma forma, desde os tempos mais remotos da humanidade. Tanto música quanto espiritualidade agem por vibrações, onde cada indivíduo vai captar da forma que melhor convém para si. O som é um dos fenômenos da natureza mais intimamente ligado às pessoas, assim como a visão, o tato etc.

Recebemos o som desde nossos primeiros instantes de vida. Com o tempo, a percepção sonora tende a se expandir, embora não seja isto o que ocorre com as pessoas ou, pelo menos, com a maioria delas. Muitas pessoas, ao contrário, perdem esta sensibilidade do ouvir, do escutar, com o passar do tempo. Ouvem, mas não escutam. Estamos tão cercados de sons por todos os lados que ocorre, por exemplo, o tal do “mascaramento do som”, ou seja: ouvimos aquilo tudo o que está à nossa volta, inevitavelmente, mas só escutamos aquilo o que nos chama atenção e / ou aquilo o que nos convêm.

Exemplo: Uma sala de aula com ventilador e barulho de alguns alunos que passam pelo corredor. Você escuta ao professor, que está ali dando sua aula, mas não ouve o som do ventilador e da voz dos alunos que estão no corredor ao longe. Estes sons são mascarados pelo som da voz do professor, que tá em primeiro plano, ou que seria mais ” importante” ali, naquela hora. Mas aqueles outros sons existem. Mas não os percebemos.

Expandir e aperfeiçoar nossa percepção audível requer treinamento, atenção e sensibilidade. É difícil encontrar alguém que não goste de ouvir os sons, seja os da própria natureza, seja aqueles produzidos pelo homem. Qualquer pessoa sente de onde “vem” um som, seja uma nota musical, uma explosão, a voz humana ou um simples ruído (conceito de paisagem sonora) e isso inclui pessoas com deficiência ou dificuldade audível ou até mesmo na falta total de audição. Essa percepção deve-se a uma característica fundamental do som, que é sua origem, sua essência: vibrações. E não só de som, enquanto elemento físico, e de vibrações que vive o som. O som leva à sinestesia, que é a capacidade pela qual uma mensagem veiculada num determinado código incorpora sensações pertencentes a um outro. É isso o que acontece com o som: o som é uma mensagem que tem cor (visão), tem textura (tato) , tem cheiro (olfato).

Através da vibração, de um timbre, sabemos se a música é áspera, macia, calma, branca, azul, multicolor e por assim vai…

Vibração é o som que você não “ouve”. Ou melhor, é exatamente aquele que você ouve com os ouvidos e sente na própria pele e no coração! Acontece que não é só o ar que nos cerca que vibra quando uma onda sonora se propaga. Quase todo e qualquer corpo vibra, mais ou menos, dependendo da densidade, do seu volume, da sua forma e da característica da onda que o atinge.

Certamente você, que mora em apartamento, não gosta nem um pouquinho daquela vibração que vem do andar superior (ou do inferior) quando o vizinho deixa cair um objeto ou alguém sai batendo pregos nas paredes. Essa vibração é por choque. Paredes e lajes também vibram e são grandes transmissoras dessas vibrações, que se reproduzem através do prédio.

Mas não é só aí que as coisas vibram. Peças isoladas, como pequenos objetos, copos de vidro, quadros e outros, vibram intensamente ao receberem ondas de pressão sonora. Se objetos inanimados vibram, imagine nós seres vivos, com fluxo respiratório, fluxo de água no corpo, tendo consciência do que estamos ouvindo!

Imagine só então interagir sinais vitais característicos dos seres vivos com estas vibrações cheias de significados!

Cada objeto tem sua característica própria, como o tipo de material de sua composição, sua forma construtiva, densidade etc. Então, cada um tem sua própria freqüência de vibração. Cada um na sua freqüência!

Nosso corpo vibra, nossas células vibram, somos constituídos por átomos, que por sua natureza estão sempre vibrando, dançando, circulando, assim como a dança dos elétrons, a dança cósmica do universo, a dança na roda de fogo de Shiva Nataraja. Tudo flui, tudo muda, tudo está em constante movimento: ciclo cibernético – nada se repete. Cria-se, renova-se. Não nos banhamos no mesmo rio duas vezes. Diferentes sons vibram em diferentes partes do corpo e afetam os nossos vários chacras.

O mais básico pode ser trabalhado com vogais do tipo o som de “Aaa”, que vibra mais no peito – o quarto chacra ou chacra do coração. O som “Ôôô” ressoa profundamente na barriga, no plexo solar, e “Êêê” na cabeça. Existem diferentes tons e sons para ressonar com os chacras.

Estudantes em fonoaudiologia e do próprio som e suas características, comprovam esta existência e a ligação entre o som e o estado psicológico, e até mesmo biológico, em cada ser. Falando genericamente, pode-se dizer que, quanto mais alto o tom, mais alto é o chacra que ele está vibrando. Por exemplo, sons de percussão “martelam” o chacra do sexo. Esse é um dos motivos que nos faz pirar nas festas onde toca o “boom boom putz putz” do techno trance. Sentimos como se estivéssemos acordando a nossa energia sexual, é por isso que gostamos destes ritmos que batem profundamente. Não é por acaso que nosso país é regido pelo samba!

Outro fator interessante é que, muitas vezes, o número de batidas por minuto (BPM) de um determinado ritmo nos conecta ao pulsar dos batimentos cardíacos, transportando nossa memória a uma época em que você se comunicava com o mundo externo somente através das vibrações; o útero materno.

Existem técnicas de meditações dinâmicas com músicas onde o ritmo usado costuma ser até sete vezes mais rápido que a freqüência cardíaca num estado de repouso, ou seja, nos faz acelerar pela inércia que o ritmo da música nos causa. Diferente para flautas e instrumentos de corda, que acalmam e tocam o chacra do coração, a música clássica indiana provoca os chacras mais altos, por isso a cítara é muito usada na Índia.

Sons de água também nos levam a relembrar o útero materno e nos dão uma sensação de conforto e relaxamento, e até envolve uma sensualidade, pois a água está relacionada a todo o fluir da vida. Mas os efeitos também dependem do estado do ouvinte. Basicamente, qualquer som tem a capacidade de liberar uma energia bloqueada. A melhor maneira de permitir que isso aconteça é aceitar quaisquer sentimentos que estejam conectados com aquele som. É claro que existem sons, como uma explosão, que simplesmente são demais e o corpo se fecha para se proteger.

Com a música, que transcende a matéria, algumas partes do corpo liberam tensões e emoções; outras se abrem e absorvem os sons. Eles são como alimento para a alma. Uma sílaba muito usada desde a criação do universo é o OM ou AUM. O OM ou AUM, é o som mais sagrado para os hindus e é a semente de todos os Mantras ou Orações. É, especificamente, uma forte vibração. Todos os mantras indianos (orações) começam com OM.

OM é a chave da conexão transcendental, é a primeira de todas as vibrações. O ¨3¨ representa a trindade dos deuses da criação, da preservação e da destruição; é a tríade que aparece em todas as religiões deste plano material, assim como em nome do “pai, filho e espírito santo”. O “O” é o silêncio de alcançar Deus, o Nirvana.

Texto de Gil Mahadeva

Fonte: http://www.vivenciaemcura.com.br/

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Geoterapia

A Geoterapia é um tratamento holístico e natural com frutos da terra. Ela utiliza-se de argila, barro, pedras e cristais, como ferramentas reequilibrantes. Todos os antigos povos do oriente e do ocidente usavam a geoterapia para amenizar e cuidar de desequilíbrios físicos e emocionais. Atualmente os países como Alemanha, França, Suíça, Escandinávia, Austrália, usam e aplicam as técnicas geoterápicas na terapia holística. As propriedades terapêuticas da geoterapia fundamentam-se no poder regenerador que tem a Terra. Universalmente, a terra é a matriz que concebe as fontes, os minerais, os metais, além de ser fonte de água e alimento.

O poder curativo da terra ocorre devido à existência de uma determinada composição química e geológica que, logicamente, varia de um lugar para o outro. Mas para explicar as qualidades terapêuticas da argila, barro, pedras e cristais existe um motivo muito mais importante para que a Terra constitua um agente terapêutico: a energia que eles contêm.

Tipos
Há diferentes tipos de energia nesses elementos. A energia dos raios solares ativa os cristais e os elementos desencadeando um processo dinâmico e vitalizador capaz de beneficiar o corpo humano.

Outro tipo de energia é aquela determinada pelo campo magnético vibratório do planeta, que deixa a terra impregnada de uma força surpreendente – mesmo a argila seca ou o barro contém essa energia. E por fim, energia estrutural derivada da própria terra e de seus componentes – região, tipo de solo, formações geológicas, clima, etc.

Atualmente, nas clínicas naturalistas, a argila tem sido amplamente utilizada, sozinha ou associada a outros elementos. No caso da geoterapia estética, a máscara de argila é aplicada para promover a estimulação das células quando seca. O tratamento deve ser acompanhado do uso de hidratante neutro e é necessário usar filtro solar no corpo em qualquer época do ano.

A geoterapia também se utiliza de pedras e cristais como ferramentas reequilibrantes. Equilibra os centros energéticos e meridianos dos corpo, facilita o contato com o Eu Interior e trabalha terapeuticamente as zonas reflexológicas.

Há milênios a humanidade é atraída pelos cristais e pedras preciosas e semipreciosas. Isso porque elas já carregam seus símbolos, suas histórias e emanam características próprias.

A terapia holística utiliza um somatório de técnicas milenares e modernas, e a utilização das pedras e cristais como estímulos nessas técnicas busca torná-las, ainda mais eficientes, suaves e naturais, para a busca de autoconhecimento e equilíbrio, e no aumento da capacidade de superar obstáculos, alcançando a harmonia e realização interior.

Técnicas como: massagem com pedras e cristais, harmonização e equilíbrio dos chakras, cristalopuntura, auriculoterapia, reflexologia (podal, quiro e auricular) e visualizações criativas, em conjunto com a energia e capacidade de harmonização das pedras e cristais, procura uma forma eficiente e natural de busca do bem-estar e qualidade de vida.”

Noronha, S.K.; “pedras e cristais: Em busca do equilíbrio”; Ed.Sinte, 2003

Fonte: Wikipédia

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Gira de Exu não é “Casa da Mãe Joana”

Quando comecei a frequentar um Terreiro de Umbanda, não posso negar que encarava a Linha dos Exus e Pombagiras com alguma desconfiança e até receio. As imagens com chifres, capas negras e até nudez, os altares
com bebidas alcóolicas e charutos e tudo aquilo que ouvimos por aí é muito marcante e causa-nos uma ideia inicial pouco positiva. Foi assim comigo e sei que é assim com muita gente.
Antes da minha primeira Gira de Exu eu estava bastante ansiosa, sem saber direito o que esperar. Será que as entidades incorporadas seriam assustadoras como as imagens?
Será que fariam trabalhos de amarração e de magia negativa?
Será que nessas Giras incentivam a vingança e outras posturas imorais?
Eram essas e muitas perguntas que me passavam pela mente.
Passando pela primeira Gira de Exu e por outras Giras posteriormente, percebi que os mitos que as pessoas criam por aí são absurdamente falsos.

Vamos a eles (os mitos):

1 – Exus não são “demônios”

Sendo entidades de Umbanda, obviamente os Exus e Pombagiras são entidades que trabalham apenas para o bem e não sustentam trabalhos de magia negativa. O trabalho dos Exus consiste em aplicar a Lei Divina, ajudando a trazer para as nossas vidas as consequências daquilo que praticamos, seja para o bem ou para o mal. Os Exus não se vingam, não “aprontam”, não colocam o mal no caminho de ninguém; ajudam-nos a colher aquilo que plantamos, tanto para aprendermos com as experiências negativas como para crescermos com as nossas virtudes.

2 – O uso da bebida e do fumo não é para diversão

Já ouvi muitas vezes que os Exus e Pombagiras, quando incorporados, pedem sempre bebidas e fumo para sentirem os prazeres da vida carnal, dos quais sentem saudades. Mas isto não é bem assim: apesar de terem
vivido encarnações na Terra como nós, e de estarem próximos da nossa faixa vibratória, os Exus são espíritos certamente mais evoluídos do que nós que estamos aqui, agora, e por isso são nossos Guias espirituais, sendo que já não estão presos a estes “prazeres carnais”. O uso da bebida e do fumo nas Giras e nas oferendas visa possibilitar que os Exus manipulem a energia mais densa contida nestas substâncias para realizar o seu trabalho de limpeza, neutralização ou corte de magias negativas nos consulentes.

3 – Gira de Exu não é “Casa da Mãe Joana”

As Giras de Esquerda podem sim ser mais descontraídas, pelo tipo de roupa que se usa, pela linguagem e risada dos Exus e Pombagiras e pelo uso, às vezes mais intenso, de bebidas alcóolicas. Por conta disso, vejo muitos umbandistas acharem que nestas Giras pode tudo, desde beber e fumar enquanto supostamente faz a sustentação energética dos trabalhos, até falar palavrão, dançar durante os
Pontos como se estivessem numa discoteca e usar roupas exageradas ou vulgares. Estes comportamentos não são aceitáveis em outras Linhas de trabalho; por que, então, achar quevo são nas Giras de Exu?
O trabalho realizado nas Giras de Exu é tão sério como o que é realizado numa Gira de Caboclo, de Pretos Velhos ou qualquer
outra Linha, e deve ser realizado com respeito, concentração e dedicação.
Se não houver atenção a isto, há grande hipótese de as entidades presentes não serem verdadeiramente Exus e Pombagiras, mas sim espíritos zombeteiros que quererão, estes sim, aproveitar o fumo, o álcool e a energia de baixa vibração manifestada pelos médiuns e consulentes.
Cabe a nós, umbandistas, procurar informação correta e ajudar a derrubar estes mitos que criam sobre os Exus.

Faça a sua parte!

Laroyê!

Autora: Juliana Silva – Umbanda na Europa

julianamoyas@gmail.com

Fonte: http://umbandaeucurto.com/

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Destino. O Que Esperar Dele?

Você acredita em destino?

” O Destino é geralmente
concebido como uma sucessão inevitável de acontecimentos relacionada a uma possível ordem cósmica. Portanto, segundo essa concepção, o destino conduz a vida de acordo com uma ordem natural, da qual nada que existe pode escapar. ”
Quando falamos em destino
abrimos um leque de teorias
mas o que é certo é que todos
acreditam nessa possibilidade
consciente ou inconscientemente.
Vamos voltar a sua infância?
Quando você era uma pequena
criança sem preocupações ou
cobranças, note que você apenas desenvolve o lúdico e aprende dia apos dia o que a vida lhe proporciona mas note, você já demonstra ter aptidões em sutis ações.
Por exemplo: A menina
que tem facilidade em dançar e
cantar ou o menino que tem a
percepção para notas musicais
etc.
Desenvolver essa sutis aptidões é o que leva muitas vezes a carreira que esse adulto irá desempenhar durante a vida mas Ellen, o que isso tem a ver com o destino?
Você percebe que é como falamos no começo do texto?
Querendo ou não você já veio ao mundo com esses dons
predominantes e tais dons farão o seu destino inevitavelmente.
Podemos falar sobre
cartomancia também mas
deixarei esse assunto um pouco mais para frente.
Nesse texto o que quero
destacar é: UMA ESCOLHA
MUDA UM DESTINO. Quando
escutamos aquela voz interna
que insiste em nos dizer algo,
acredite, você estará no caminho certo. Escutar a sua intuição é a melhor forma de traçar o seu caminho sem consultar qualquer tipo de oraculo. Conversar com
Deus e pedir a ele um sinal de
que esta no caminho ideal e
estar atento ao mesmo: É ESTAR NO CAMINHO.
O que nos ajuda nessa
caminhada?
– Saber esperar. Controle essa
ansiedade que consome e cega
muitas vezes. Pratique algo que
acalme você; A Ansiedade só
atrasa o que de bom te espera de braços abertos.
– O Fator SORTE. Ter a sorte de
encontrar alguém que facilite
sua vida. Ter a sorte de estar no lugar certo e na hora certa. Ter a sorte de acreditar no seu
potencial. E estar aberto para
receber esse presente. A sorte
não bate em portas.
Deus sabe o que é melhor para
nós e a melhor forma de saber
que estamos agindo de forma
correta é ter o coração em paz e a maravilhosa sensação de
preenchimento.
Querido leitor gostaria que
meditasse nessas 05 questões a seguir:
– Você esta feliz com a sua
vida?
– Considera as suas
dificuldades cotidianas um fardo muito pesado?
– Quando pensa em fazer algo
para você, qual atividade você
escolhe?
– Você faz a sua parte e ainda
tem que fazer muito por
terceiros, sente-se sobrecarregado por isso?
– Se você tivesse apenas 01
desejo para mudar a sua vida,
qual seria ele?
Se respondeu tudo de forma leve, parabéns.
Se respondeu com pesar,
aconselho refletir sobre sua vida e mudar algumas atitudes.
Exponha ao mundo sua essência.
Compreenda a importância de
suas ações. Abrir mão de
algumas coisas é natural mas
abrir mão da sua vida é um
crime.
Essa vida é apenas uma
passagem onde o saldo final é
você quem determina.
Você pode escolher entre ser
quem veio ser ou pode escolher agradar aos outros que na maioria das vezes não tem a coragem de viver sua essência.
Analise bem, reflita mas após
isso tenha atitude.
…O Destino na maioria das
vezes é você quem faz.

Ellen Pain

Fonte: http:// conversaentreadeptus.com

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A Física Quântica e a Espiritualidade

Somos seres únicos, seres Espirituais. Não existe ninguém no mundo igual a você. Este é o ponto de partida crucial esquecido pela maioria das religiões da atualidade. Partindo deste pressuposto, nossa contribuição à existência deverá também ser especial, de acordo com nossa natureza, nossa capacidade inata de ser, de criar, de celebrar o dom da vida.

FÍSICA QUÂNTICA E ESPIRITUALIDADE NO SÉCULO XXI

Ao tornar a consciência indispensável para a compreensão dos fenômenos na escala do átomo a teoria quântica subverteu as hierarquias da física newtoniana, tornando a consciência a base última da própria realidade. E é dentro deste novo contexto idealista que Daldegan destaca que por trás das falsas fronteiras de nossos sentidos existe um mundo que não pertence ao espaço nem ao tempo, onde tudo existe em uma interconexão tão ampla que desafia nossa lógica e nossas idéias preconcebidas.
A Física Quântica abre caminho para uma compreensão espiritual da realidade, para a aceitação definitiva dos fenômenos paranormais dentro do escopo da ciência, que se alarga para explicar o que seria inexplicável no antigo e limitado paradigma materialista. São quase 300 anos de uma cosmovisão estéril e parcial que, pouco a pouco, cede terreno para uma compreensão mais abrangente do real, o mundo de todas as potencialidades, que só pode ser alcançado quando o buscamos em nossa interioridade.
A apresentação é solidamente apoiada nas extraordinárias experiências e revelações da física quântica, através das citações e trabalhos dos principais físicos do século XX e do início deste século, a maioria ganhadores do Prêmio Nobel, que se harmonizam profundamente com as revelações dos mestres espirituais da humanidade. À medida que a apresentação se desenrola vai ficando cada vez mais claro o significado da famosa frase de Teilhard de Chardin “Não somos seres materiais tendo uma experiência espiritual, mas seres espirituais vivendo uma experiência material”.
Fonte: http://www.telezoom.com.br

Espiritualidade
Há uma lei inexorável e impessoal, a qual é equivalente à função de uma providência cósmica, ou seja, a Suprema Sabedoria com que o Ser Criador Deus conduz todas as coisas, e que atua durante a totalidade do tempo e do espaço, abrangendo toda a realidade, qualquer que seja sua natureza. Compaixão caracteriza a atitude do Amor do Ser Maior Criador Deus por nós seres humanos espirituais; a imparcialidade motiva Sua atitude.

A vontade de Deus, na verdade, governa o todo, ou seja, o Universo dos universos.

Vamos, então, refletir sobre o tema?

Nas relações de Deus com todos os Seus seres, está claro e é verdade que Suas leis não são inerentemente arbitrárias. Para nós seres humanos espirituais, com nossa visão limitada e ponto de vista finito, os atos de Deus muitas vezes podem parecer arbitrários.

No entanto, Ele sempre faz bem todas as coisas!

Na nossa intimidade com Deus, quando observamos que Ele faz a mesma coisa do mesmo modo, é simplesmente porque aquele é o melhor modo de se fazer aquela coisa em particular, em uma dada circunstância; e este é o modo certo e, dessa forma, Sua Sabedoria Infinita sempre ordena que seja feito dessa forma perfeita.

A Paternidade-Maternidade de Deus e nossa fraternidade como seres humanos espirituais apresentam a equanimidade de que somos partes integrantes do todo, nos níveis das nossas consciências.

Deus nos ama a cada um de nós individualmente como filhos ou filhas únicos da Sua família celeste.

A universalidade do Seu Amor traz à vida uma relação com toda a irmandade universal. Faz sentido?

A fraternidade constitui um fato de relacionamento entre nós de acordo com cada personalidade, na existência universal.

Somos partes integrantes do todo.

Albert Einstein (1879-1955) físico alemão que desenvolveu a teoria da relatividade nos diz: “O ser humano é parte de um todo chamado por nós de Universo, uma parte limitada no tempo e no espaço. Ele experimenta a si mesmo, seus pensamentos e sentimentos, como algo separado do resto, uma espécie de ilusão de ótica de sua consciência. Esta ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais e ao afeto por pessoas mais próximas de nós. Nossa tarefa deve ser a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão para abraçar todas as criaturas vivas e toda a natureza em sua beleza”.

Estamos conscientes de nossas próprias sensações, pensamentos e sentimentos.

O que faz cada um de nós único? Nosso nome? Genes? Meio ambiente? Ou a pessoa que nos tornamos ao aprofundarmos interiormente cada momento de nossas vidas?

Viver o poder de sermos partes integrantes do todo começa a partir da percepção essencial de que já somos participantes; somos parte do cosmos, sempre em relação uns com os outros para um mundo mais humano, glorioso e ainda que temporariamente imperfeito, com os núcleos de nossas consciências e ações em um todo interligado.

Em certo sentido, esse pensamento está próximo à idéia de que já somos a mente Buda, ou seja, a mente como fenômeno não-físico que percebe, pensa, reconhece as experiências e responde ao ambiente.

No entanto, de alguma forma nos esquecemos disto.

Pessoa alguma pode escapar dos benefícios ou das penalidades que poderão advir como resultado do relacionamento com outras pessoas. O bom esforço de cada um de nós beneficia a todos; o erro da má intenção de cada um de nós aumenta a atribulação de todos.

Na medida em que a parte se move, assim move-se o todo. À medida que o todo progride, assim progredimos como parte.

Nosso Pai-Mãe não está distante de cada um de nós; reside em nós. Nele todos nós literalmente nos movemos, vivemos de fato e, verdadeiramente, encontramos o nosso ser. Correto?

Cada fase da experiência da personalidade, em cada nível sucessivo da progressão no universo, contém pistas para a descoberta de realidades pessoais fascinantes.

Nosso anseio de Alma consiste na criação de metas espirituais, respondendo aos atrativos cósmicos dessas metas supremas de valor não-material.

O amor é o segredo da associação benéfica entre as personalidades. Não podemos realmente conhecer uma pessoa em resultado de um único contato.

O número designado para um assinante de um telefone não identifica sua personalidade, nem qualquer aspecto do seu caráter.

Não apenas nos domínios da vida, mas até mesmo no mundo da energia física, a soma de dois ou mais elementos é muitas vezes, algo diferente da previsível resultante de tal união.

Por exemplo, toda a ciência da matemática, todo o domínio da filosofia, da física ou da química mais elevadas, não poderiam jamais predizer, ou saber, que a união de dois átomos de hidrogênio gasoso com um átomo gasoso de oxigênio resultaria em uma substância nova e qualitativamente super aditiva — a água líquida.

O completo entendimento desse único fenômeno físico-químico deveria ser o suficiente para impedir o desenvolvimento da filosofia materialista e da cosmologia mecanicista.

A análise técnica por si só não revela o que uma pessoa, ou algo poderá fazer. Está claro?

Outro exemplo: a água é usada efetivamente para extinguir o fogo. Que a água irá apagar o fogo é um fato da experiência cotidiana, mas, nenhuma análise jamais feita da água poderia revelar tal propriedade.

Como mencionamos, a análise determina que a água seja composta de hidrogênio e oxigênio; um estudo posterior desses elementos revela que o oxigênio é o real sustentador da combustão e que o hidrogênio irá por si mesmo queimar livremente.

O progresso de nossa espiritualidade projetado como sendo a união de diferentes transformações, representa evolução, porque está nos fazendo emergir da escravidão do medo e da prisão da superstição. Nossa filosofia de vida luta pela emancipação de dogmas e crenças.

Nós, seres humanos espirituais e mortais, temos um núcleo espiritual. Nossa mente é um sistema de energia pessoal, que existe em torno de um núcleo espiritual divino funcionando em um ambiente material.

Essa relação viva entre mente pessoal e espírito, constitui, pois, o potencial da personalidade eterna no universo.

Por: Marcos Porto

Fonte: http://universodaumbanda.blogspot.com.br/

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Por que a Umbanda nos atrai?

“A Umbanda, tem uma espécie de “força misteriosa” no atrair e agradar as pessoas de todos os entendimentos…”

No texto a seguir, W. da Matta e Silva nos posiciona sobre o porquê da Umbanda nos atrair tanto.

Porque, já esta provado, é uma Religião genuinamente popular, do “povo pobre” e isto se dá por vários fatores importantes, dos quais vamos ressaltar apenas quatro:

A) Pela absoluta tolerância e ausência de qualquer preconceito de cor ou de raça, pois não se pergunta ao necessitado de onde vem ou a que religião pertence etc.,

B) Pela riqueza de sua liturgia, ou seja, pela variedade de seus rituais de terreiro a terreiro. Pelos quais cada um se coloca segundo seus graus de afinidade.

C) Pela dita manifestação dos fenômenos da mediunidade, que são o vértice ou a razão de ser exterior, tudo isso a par com a fama que corre sobre tal e qual terreiro com seu caboclo fulano ou preto velho sicrano.

D) Pelos aspectos mágicos, isto é, pela terapêutica astral com suas defumações, seus banhos, etc…

A maioria desses aspectos, numa verdadeira casa “umbandista”, tem sua sequência natural dentro da Magia Branca dos “caboclos e dos pretos velhos”, que nunca se afastam, convém sempre frisarmos, da linha justa da caridade.

E os conhecimentos corretos e aplicáveis desse quarto aspecto, o da Magia, que no passado foram privilégios só das elites que somente faziam uso deles para seus interesses próprios, ou melhor, para os de sua classe social, foram-lhes “cassados” como justo castigo ao egoísmo…

O Astral Superior achou por bem estender um denso véu no entendimento dessas elites e foi quando começaram a embaralhar tudo, a não compreender mais o que vinham praticando, ou seja, foram esquecendo os conhecimentos legados pela antiga tradição…

Na Umbanda, “perderam as chaves mais simples de certas aplicações da Magia Branca”.

Essas elites ficaram apenas no “encantamento” das formulas mágicas, vazias, teóricas e ainda hoje se pode constatar tudo isso nessas grandes sociedades ou Escolas que dizem conservar o “segredo”, o mistério real da “Magia”… da vaidade, isso sim…

E para não nos estendermos aqui numa série infindável de provas ou conceitos, é bastante citarmos o próprio “Jesus” quando admoestava assim “Ai de vós, doutores da Lei, que tirastes a chave da ciência, vós, mesmos, não entrastes e impedistes os que entravam”… Todavia, podemos afirmar que esses citados conhecimentos aplicáveis de Magia Branca ressurgiram dentro da Corrente Astral de Umbanda, nos ensinamentos corretos de suas entidades militantes…

Porque, é um fato e nós reafirmamos sempre, a Umbanda tem magia. Suas verdadeiras entidades sabem usar o “decantado” segredo mágico dessa força. Eles são magos e a prova irrefutável disso é que, onde um desses caboclos, um desses preto-velhos realmente “baixar” (isto é, onde realmente se encontrar um verdadeiro médium deles), se tenha como certo que coisas boas, incríveis ao leigo,
são feitas, isso em todos os aspectos, segundo as humanas necessidades…

Segredos da magia de Umbanda e Quimbanda – W. W. da Matta e Silva

Fonte: http://religiaoespirita.com/

Aranauam

O SIMBOLISMO DO NÚMERO 12

Desde a mais remota antiguidade o número doze serviu para muitas e variadas tarefas.

O povo babilônico estabeleceu sua base numérica em torno do número doze e não em base ao número dez, que é o nosso sistema numérico atual. O doze era a cifra essencial de seu sistema, pois o espaço e o tempo tinham sentido em relação com o doze: doze esferas, doze meses do ano, doze horas diurnas, doze horas noturnas, doze signos e doze casas do zodíaco.

Para a Cabala o número doze é um numero carregado de vibrações e seu simbolismo é interpretado de várias formas. Por uma parte é um número de forte influência sobre a sensibilidade das pessoas. Em certos casos, se associa seu significado com as paixões e com a renuncia pessoal e também compreende os mundos da formação, da criação, da emanação e da ação.

Como número da formação se associa, segundo a doutrina hermética e cabalística, ao pensamento e a mente; como número da criação, as mesmas fontes advertem que o doze aparece imbuído de um simbolismo com referência a saúde, tanto da alma como do corpo; como número da emanação, o doze é interpretado como centro essência dos objetos e das coisas; como número da ação o doze é associado à evolução e ao desenvolvimento, e assim, é considerado como um símbolo ligado a Mãe Terra.

Para a Astrologia o doze é um número de significado harmônico e é identificado com o signo de Peixes, que ocupa o décimo lugar do Zodíaco.

Os alquimistas o consideram cheio de sentido hermético, já que ao ser múltiplo perfeito de três, contém a tríade de elementos essenciais para conseguir transformar a matéria bruta com base das misturas de mercúrio, sal e enxofre, além de conter como divisores os quatro elementos (água, ar, terra e fogo).

Na tradição judeu-cristã o número doze é uma cifra sagrada, um símbolo de pleno sentido, já que eram doze os apóstolos, doze as tribos de Israel, doze as pedras preciosas do peitoral do sumo sacerdote, doze as portas da cidade de Jerusalém, a mulher celestial levava uma coroa com doze estrelas; inclusive a Bíblia diz que o número dos eleitos era 12 vezes 12.000, uma cifra que representa a totalidade dos santos.

Um dos preceitos da religião muçulmana estabelece a peregrinação a Meca deverá ser realizada dentro do décimo mês lunar.

Nas tradições chinesas também incluem este número entre seus favoritos, seu Zodíaco está formado por doze animais que completarão um ciclo de doze anos.
A prática tanto do Tai Chi Chuan como do Chi Kung se rege pelo estrito cumprimento das Doze Virtudes de Ouro.

A escala musica está formada por doze graus cromáticos (do, do#, re, re#, mi, fa, fa#, sol, sol#, la, la#, si), o que aproveitou e aperfeiçoou o compositor austríaco Arnold Schönberg em seu sistema dodecafônico serial.

O Simbolismo do Número Doze

Trata-se de um número sagrado e serve para medir os corpos celestes, assim como os doze meses do ano. Doze foi os discípulos de Jesus, 12 os frutos do Espírito Santo, 12 as tribos de Israel, 12 os filhos de Jacob, 12 vezes apareceu Jesus Cristo depois de morto.
O 12 se considera passivo e é o sinônimo da perfeição. Doze vezes 30 graus formam os 360 graus da circunferência.

Os caldeus, os etruscos e os romanos dividiam a seus deuses em 12 grupos. O deus Odin escandinavo tinha 12 nomes, do mesmo modo que os rabinos sustentavam antigamente que o nome de Deus se compunha de 12 letras. Adão e Eva foram expulsos do Paraíso às 12 horas do meio dia. São 12 as pedras preciosas da Coroa da Inglaterra, 12 as portas da cidade de Jerusalém e 12 os anjos que as custodiavam, segundo o Apocalipse. Segundo João, o Evangelista, em Jerusalém viverão 12 mil homens eleitos.

O 12 representa o sacrifício no Tarô. Nos 12 primeiros arcanos deste jogo se encontra a chave do total de cartas que o compõem. Em Atenas se adotou o sistema decimal e Platão admitia 12 deuses em sua República. Também havia 12 deuses primitivos entre os japoneses. O 12 é o número do justo equilíbrio, a prudência, a forma graciosa. Para os etruscos o céu tinha 12 divisões pelas as quais o sol passava todos os dias, e dividiam suas possessões em 12 províncias. As 12 é a hora do cenit do sol, e 12 é o número da esfera do relógio.
Namastê!

 

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Fonte: http://templodeluxor.blogspot.com.br/

 

Aranauam

TUYABAÉ-CUAÁ

Tuyabaé-cuáá ­ a sabedoria dos velhos payé , era precisamente a tradição mais oculta, conservada através de milênios, de payé a payé, ou seja, de mestre a mestre, de mago a mago, a qual conjugava todos os conhecimentos mágicos, terapêuticos (o caa-yaari), fenomênicos, espiríticos, ritualísticos, religiosos etc.  

Essa tradição, esses ensinamentos, essas práticas mágicas, terapêuticas, o mistério das plantas na cura, a interpretação misteriosa sobre as aves, tudo isso era tuyabaé-cuaá.

O PAYÉ  era justamente o mago mais elevado, dentro da tribo. Conhecia a magia a fundo, praticava a sugestão, o magnetismo, o hipnotismo e, sobretudo era mestre no uso dos mantras (Nota: É interessante verificarmos que, hoje em dia, nenhuma Escola conhece mais o segredo dos mantras . Apenas, dentro dos mais altos graus, ensinam certas vocalizações com vogais ­ uma coisa infantil ­
doutrinando que “mantras são vocalizações especiais que se imprimem às palavras, num cântico”… Isso não resolve nada, em matéria de magia, na movimentação da força dos elementais . Aprendemos, nós, de nossos “Caboclos” que mantras são vocalizações especiais que se imprimem sobre certos termos, isto é, sobre palavras especiais.) 

O Karayba não tinha a categoria de um payé ; era tratado mais como feiticeiro, isto é, aquele que se dava às práticas de fundo negro etc. Posteriormente, confundiram um com o outro.

Todo movimento espiritual, mágico ou de fenômenos astrais que pudesse afetar a vida da tribo era coordenado pelo payé, que influenciava diretamente o morubixaba , que, como chefe da tribo, praticamente nada fazia sem consultar o payé, que por sua vez também ouvia os anciões.

Esses velhos magos da sabedoria ­ os pajés, como se grafou depois ­
conheciam o mito solar, ou melhor, os Mistérios Solares (simbolizados no Cristo Cósmico), ou seja, a lei do verbo Divino , tanto é que jamais se apagou nos ensinamentos de tuyabaé-cuaá o que a tradição remotíssima de seus
antepassados havia legado sobre YURU-PITÃ, SUMAN e YURUPARY e exemplificavam tudo, revelando o mistério ou o sentido oculto da flor do mborucayá  (o maracujá), a par com a interpretação que davam a curuçá ­ a cruz. 

Dentro da tradição, se recordava que, num passado tão longínquo quanto as estrelas que estão no céu, surgiu, no seio da raça tupy , iluminada pelo “deus-sol” uma criança loira , que disse ter sido enviada por Tupan . Falava de coisas maravilhosas e ensinava outras tantas. Recebeu o nome de YUPITAN.

Assim, cresceu um pouco entre eles e um belo dia, também iluminada pelo sol, desapareceu. Porém, antes disso, disse que noutra época viria SUMAN  e depois YURUPARY. Realmente o termo Yupitan  tem um significado profundo.

YUPITAN ­ de yu , loiro, doirado, e pitan , criança, menino, significava, na antiguíssima língua matriz, o abanhenga, criança ou menino loiro iluminado pelo sol. Davam-lhe também o nome de ARAPITà ­ de ara , luz, esplendor, e pitã , criança etc., e significava o filho iluminado de Aracy , de Ara, luz, e cy , mãe ou progenitora, origem etc.

Depois, muito depois (reza a tradição) de terem passado algumas gerações, vindo do lado do oriente , aparece um velho de barbas brancas , entre os tupynambá,  dizendo-se  chamar SUMAN   (ou SUMÉ) ,  que  passou  a  ensinar  a  lei Divina e muitas coisas mais, de grande utilidade. Ele dizia, também, que foi Tupan que o tinha mandado. SUMAN  também, certo dia, se despediu de todos e pôs-se a caminhar para o lado do Oriente até desaparecer, deixando entre os payé  todo o segredo de tuyabaé-cuaá  e assim ficou lembrado como o “pai da sabedoria”… Entre os tupis-guaranis , também foi constatada a tradição viva, positiva,  sobre YURUPARY   ­  o  seu  Messias (possivelmente,  uma  das encarnações do Cristo Planetário).

Yurupary  ­ de yuru ,  pescoço,  colo,  garganta  ou  boca,  e pary ,  fechado, apertado,  tapado,  significa  o mártir ,  o  torturado,  o  sofredor,  o  agonizante. YURUPARY, na teogonia ameríndia, foi o filho da virgem Chiúcy, de Chiú , pranto,  e cy ,  mãe,  a mãe  do  pranto, uma máter  dolorosa   que viu  seu  filho querido ser sacrificado porque pregava (tal e qual JESUS) o amor, a renúncia, a igualdade e a caridade.

YURUPARY foi, portanto, entre os tupy-guaranis, um MESSIAS e não o que os
jesuítas daqueles tempos interpretaram ­ o “diabo” (Nota: Tal e qual fez com os africanos, a Igreja também quis fazer assimilações entre os nossos índios com seus “santos”. Os jesuítas fizeram uma tremenda força, para “identificar” Suman ou Sumé com o “Santo Thomé ou Tomé”, deles. Mas não “pegou” de jeito algum… Sobre a Tradição de Yurupary, o Cel. Sousa Brasil no tomo 100 do vol. 154 da Revista do Instituto Histórico ­ 2º, de 1926, dá testemunho irrefutável dessa venerada tradição que ainda encontrou entre os nossos índios) . Tanto é que se perde no passado de sua remotíssima tradição esse tema de um Messias, da cruz e de seu martírio. Por isso é que veneravam a Curuçá ­ a cruz ­ de curu , fragmento de pau ou de pedra e çá , gritar ou produzir qualquer som estridente. Curuçá  em sentido místico, significa cruz sagrada , porque recebeu o sofrimento, o grito do agonizante ou a agonia do mártir. Em certas cerimônias, os payé, depois de produzirem o fogo atritando dois  pedaços  de  pau ,  os  cruzava  (para  formar  uma  cruz)  para simbolizar o Poder Criador ­ o FOGO SAGRADO…

E foi por causa disso, desse conceito, desse conhecimento, que eles ­ os índios ­ receberam com alegria, como amigos, como irmãos, aos portugueses de Cabral, porque nas  velas  de  suas  naus  estavam  desenhada  uma  espécie  de  cruz . Pensaram que ­ segundo uma antiga profecia ­ eles vinham para ajudá-los… e como se enganaram…

Mas, voltemos a falar sobre os conhecimentos dos payé. Como já dissemos, eram tão profundos os conhecimentos desses magos, tinham conservado tão bem dentro da tradição a sabedoria do Sumé, que quando queriam simbolizar para os mborubixabas , para os guerreiros, para as cunhãs etc., a “divina revelação da natureza”, isto é, a eterna verdade sobre Aquele enviado de Tupã , que vinha sempre,  desde  o princípio  da  raça   e  que  entre  eles  veio  como  Yurupary, exemplificavam este mistério, tomando de uma flor de mborucuyá…

Mborucuyá (ou maracuyá ­ maracujá, a passiflora coerulea ) revela em sua flor a coisa sagrada ; ela obedece Guaracy ­ o Sol ­ que é filho de Tupã. Quando ele nasce, ela vive, se abre e mostra seus mistérios e quando Guaracy morre (se esconde, no ocaso), ela se enluta , se fecha (é a questão que a ciência denomina Heliotropismo ou tropismo ­ pelo Sol). 
Vejam (continuam dizendo), a flor do maracuyá guarda a paixão, o martírio de Yurupary; ela tem os cravos, a coroa, os açoites, a coluna e as chagas… E assim, reavivava na lembrança todos os conselhos de seu Messias, de seu reformador ­ o  filho  da  virgem  Chiúcy  (o  próprio  termo mborucuyá diz  tudo  em  seu significado: mboru que significa tortura, sofrimento, martírio e cuyá  o mesmo que cunhã, mulher. Então temos: martírio da mulher).

Assim eram os payé daqueles tempos. Conhecedores da magia, praticavam também todas as modalidades mediúnicas. E eram mais seguros ­ sabiam o que faziam e porquê ­ do que os “pretensos” pais-de-santos ou os tais “médiuns chefes” de hoje em dia….

Tomavam precauções especiais sobre os médiuns e “quando queriam que as mulheres  que  tinham  um  dom,  profetizassem,  isto  é, caíssem  em  transe mediúnico, primeiro envolviam-nas no mistério do caa-timbó ou timbó , isto é, nas defumações especiais de plantas escolhidas, depois emitiam um mantran próprio para as exteriorizações do corpo astral ­ o termo ma-ca-aum , dentro de vocalizações especiais e rítmicas. Logo, aplicavam sobre suas frontes o mbaracá . Elas caíam como mortas, eles diziam palavras misteriosas e elas se levantavam, passando a profetizar com o Rá-anga ­ os espíritos de luz…

Mas  o  que  era  Mbaracá? O  Mbaracá  ou  maracá  era  um  instrumento  que produzia ruídos ou sons especiais. Ele falava, respondia, sob a ação mágica dos payé.  Enfim,  era  um  instrumento  dotado  de  um  poder magnético  e  era,
positivamente, um canal mediúnico. (Nota: Afirmamos que era um instrumento de poder magnético, porque tinha o seu preparo feito sob as forças da magia dos astros .  O mbaracá ,  em  si,  era  uma  espécie  de  chocalho,  manipulado  do  fruto conhecido como cabaceira ­ a cucurbita lagenaria ­ e dentro desse fruto [dessa cabaça] eram  colocadas  certas  pedrinhas  ou  seixos.  Essas  pedrinhas  eram  amuletos  ou itapossangas especiais, inclusive o talismã de muyrakitan [o itaobymbaé], bem como o Tembetá . Tanto empregavam esse mbaracá para os efeitos mágicos, como para os fenômenos ou da mediunidade, para fins hipnóticos, isto é, para ativar o ardor dos guerreiros, no combate…)

Jamais explicaram ao branco, como procediam para comunicar esses poderes ao mbaracá, em suas cerimônias de bênção, batismo, e imantação…

Testemunhou essas cerimônias e esses poderes, Hans Staden , um alemão que foi aprisionado pelos tupy-nambá, durante muitos anos e que pôde assistir a esses fenômenos produzidos pelo payé.

Uma outra testemunha insuspeita também presenciou os poderes mágicos de um karayba  e esse foi o padre Simão de Vasconcelos , que relata no livro II das Crônicas da Companhia de Jesus do Estado do Brasil  o caso da clava sangrenta .
Disse ele: “um tal carahyba  fixou duas forquilhas no chão, a elas amarrou uma clava enfeitada de diversas penas e depois andou-lhes em torno, dançando e gesticulando num cerimonial estranho, soprando e dizendo-lhes frases. Logo depois desse cerimonial, a clava desprendeu-se dos laços e foi levada pelos ares até desaparecer no horizonte, voltando depois, pelo mesmo caminho, à vista de todos, visando a colocar-se entre as forquilhas, notando-se que estava cheia de sangue”.

Isso no terreno da magia. Na terapêutica eram mestres na arte de curar qualquer doença ­ muitas das quais, até o momento a medicina oficial tem considerado incuráveis ­ pelo emprego das plantas, ervas ou raízes. Ao segredo mágico e astral de preparar as plantas curativas, denominavam de caa-yary. 

Caa-yary  também era o espírito protetor das plantas medicinais  e aquele que se voltava a ele, na arte de curar, não podia nem ter relações com mulher, tal o formidável compromisso que assumia. 

Quando o branco ambicioso quis saber o segredo do caa-yary, os payé, os karayba, diziam que eram o avô da erva ­ o mate, para despistá-lo.
Os payé (convém repisarmos) faziam constantemente uma espécie de sessão para fins mediúnicos, ou seja, para evocarem Rá-Anga ­ os espíritos da luz ­ a qual denominavam GUAYÚ , que se processava sob cânticos e danças rítmicas (completamente diferentes dessas batucadas que brancos civilizados que se dizem “babás e tatas” fazem, hoje em dia).

Antes desse ritual mediúnico, tinham um particular cuidado no preparo dos timbó  a serem usados, isto é, faziam os defumadores propiciatórios para afastar ANHANGÁ , que era o espírito das almas penadas, atrasadas etc., era, enfim, “mal comparando” o mesmo que o “diabo” dos católicos e o Exu-pagão da quimbanda.

Essa cerimônia ou ritual dito Guayú era sempre feita, para tirar guayupiá ­ a feitiçaria, de alguém…

Esse texto é apenas uma parte da explicação sobre a
“raiz” ameríndia da Umbanda.

Fonte: Mistérios e práticas na
Lei de Umbanda – W. W.
da Matta e Silva (Mestre
Yapacani)

Aranauam

Alguns chakras menos conhecidos, porém, muito importantes

Temos milhares de centros energéticos espalhados pelo nosso corpo físico. Os maiores e principais são chamados de Chakras. Os Vedas (textos sagrados do Hinduismo, escritos há aproximadamente 1.500 a.c) já descreviam os Chakras e suas características principais. Para entender melhor imagine que esses centros são como portas de vai-e-vem pelas quais enviamos nossa energia para ambientes e pessoas – ou vice-versa. Neste artigo abordamos os significados dos sete Chakras principais e agora falaremos dos secundários.

Dos Chakras principais partem alguns caminhos, como se fossem riachos de energia, distribuindo-a pelos centros secundários. Se o Chakra principal estiver desequilibrado, os secundários ligados a ele também estarão em desequilíbrio. Então, para harmonizar os centros de energia do corpo, a pessoa sempre pode começar pelos sete principais. Para isso, podemos utilizar várias ferramentas terapêuticas, como Meditação, visualização criativa e cristais. Esses recursos ampliam a nossa energia e nos beneficiam com as características vibracionais do estímulo escolhido, como cores, mandalas e pedras.

No nosso dia a dia, esses desequilíbrios energéticos podem ser percebidos como insatisfações, preocupações excessivas, alteração no sono, excesso de impulsividade, infelicidade, ou seja, tudo que nos tira do equilíbrio. Normalmente o que nos faz sofrer, de um jeito ou de outro (pelo excesso ou pela falta), é o que precisamos equilibrar.”Normalmente o que nos faz sofrer, de um jeito ou de outro (pelo excesso ou pela falta), é o que precisamos equilibrar.”

Na Terapia Holística, enxergamos o negativo e a crise como parte de um processo, o início de um movimento de aperfeiçoamento. Isso significa que o desequilíbrio não é de todo ruim, já que sinaliza onde temos e podemos melhorar.

A maneira ideal de saber como estão nossos Chakras é por meio do autoconhecimento. Mas para quem acha a autoanálise um exercício difícil, existem algumas ferramentas que ajudam a perceber esses desequilíbrios e podem ser colocadas em prática na consulta com um terapeuta holístico: a interpretação energética por meio de questionário e conversa sobre a situação, assim como a medição dos Chakras pela radiestesia, pode ser muito eficiente, dentre várias outras formas. Esses métodos mapeiam o que não está em harmonia.

Conheça abaixo seis Chakras secundários, descubra onde estão localizados e confira dicas para harmonizá-los.

CHAKRA DAS MÃOS

Localizado no centro das palmas das mãos, não tem cor específica e é o mais fácil de ser desenvolvido. Apesar de secundário, é um Chakra importantíssimo, como podemos ver em técnicas de energização e equilíbrio como o Reiki – técnica japonesa de canalização de energia, passada através da imposição das mãos. Coordenado pelas emoções e intenções, é um canal direto através do qual podemos passar energia consciente.

Para ativar este Chakra com a energia cósmica, basta esfregar as palmas das mãos uma na outra. No momento em que fazemos isso, sentimos um calor ou um formigamento no local. Podemos fazer este gesto para buscar o bem-estar do outro ou o nosso próprio, assim como para aliviar uma dor ou angústia. Em todos esses casos, mentalize sua intenção enquanto ativa este Chakra.

Lembrete: sempre que mentalizar intenções para outra pessoa, depois de enviar a energia a ela, lave bem as mãos com água e sabão para desconectar sua energia do outro.

CHAKRA DOS PÉS

Está localizado nas solas dos pés e sua finalidade principal é descarregar o excesso energético gerado no nosso dia a dia, como também a absorção da energia de aterramento – que faz a gente se sentir enraizado e seguro. Tem relação com a “mãe terra” e a estabilidade em geral.

O Chakra dos pés tem ligação com o Chakra Básico (localizado na altura dos órgãos genitais) e todo o conceito de sobrevivência, segurança e força. Uma boa dica para equilibrar os Chakras dos pés é ter contato com a natureza, andando descalço na terra, grama ou areia.

CHAKRA DOS JOELHOS

Atua como um transformador, regulando a quantidade de energia telúrica (da Terra) que deve entrar no corpo. Regula nossa forma de lidar com a flexibilidade e com grandes quantidades de energia.

E nada é melhor para lidar com a flexibilidade do que alongar-se. Sendo assim, para equilibrar esse Chakra é essencial praticar alongamento.

CHAKRA DOS TORNOZELOS

Lida com a nossa flexibilidade de ficarmos centrados durante as mudanças na vida e nos ajuda mais especificamente a desenvolver o “jogo de cintura” necessário para “ganhar” a vida.

Para harmonizar esse Chakra, além de fazer alongamento (também indicado para equilibrar os Chakras dos joelhos), é preciso focar também no senso de equilíbrio.

CHAKRAS YIN/YANG

Estão localizados no centro de cada ombro e posicionados para que as energias sejam corretamente direcionadas. São Chakras de energias cooperativas, complementares e correlatas: energia ascendente (Yang) e energia descendente (Yin), acumulação de substância (Yin) e processamento dessas substâncias por meio da atividade corporal (Yang).

Determinadas partes do corpo e órgãos internos correspondem ao Yin, enquanto outras se relacionam ao Yang. A parte superior do corpo, por exemplo, é considerada fundamentalmente Yang, enquanto a parte inferior é Yin. Já as extremidades são Yang e as partes internas são Yin.

Vale reforçar que Yin e Yang são formas diferentes de energia, sem a conotação de “bom” ou “ruim”. São simplesmente formas diferentes, interdependentes e complementares (não opositoras), como o dia e a noite. A mudança e o movimento são relacionados a esses Chakras. Para ativá-los, é preciso analisar em quais circunstâncias estamos sendo rígidos e resistentes às mudanças e trabalhar a aceitação. Um exercício físico ou modalidade que exija movimento e fluidez física também ajuda muito.

CHAKRA DO TIMO

Apesar de pouco conhecido, o Chakra do Timo não é considerado secundário, pois é muito importante. Ele é associado à consciência e energia de ascensão e elevação. Localiza-se entre o Chakra Cardíaco (localizado na altura do coração) e o Laríngeo (localizado na altura da garganta). Para encontrá-lo, na linha média do corpo, abra a sua mão e posicione seu polegar no meio da sua garganta e o seu dedo mínimo entre os seios. O Timo fica na altura do seu dedo médio.

Pensamentos e sentimentos negativos enfraquecem e prejudicam a imunidade física e energética deste Chakra. Em compensação, crenças e emoções positivas conseguem estimulá-lo e ativar todas as suas capacidades. Vigiar a qualidade dos pensamentos e sentimentos, mudando-os quando estão negativos, é a maneira de ativar o Chakra do Timo. Isso exige treino e prática diária, mas o resultado é recompensador.

 

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Aranauam

Homenagem aos Pretos Velhos

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Um pequeno servo em busca do grande conhecimento

Não pude deixar de prestar minha pequena homenagem aos nossos queridos Pretos Velhos que com sua simplicidade e humildade conquistam os corações de inúmeros irmãos. E não são apenas os umbandistas que se entregam de corpo e alma a esses espíritos elevados mas vários irmãos de outras crenças também se rendem a essas entidades de luz.

Inesquecível e emocionante são duas palavras que me veem a mente quando senti sua vibração pela primeira vez, são palavras fortes e mesmo assim insuficientes para expressar tudo o que senti. Eu costumo ser comedido quanto as emoções mas nesse dia as lagrimas de alegria correram soltas pelo meu rosto.

Salve os senhores do Principio ou Potencia da Lei Divina, salve nossos amados Pretos e Pretas Velhas cuja simplicidade e humildade só são suplantados pelo seu conhecimento e amor.

Wanderley Donaire Maganha

 

Aranauam

BLOQUEIOS ENERGÉTICOS

 O ser humano é classificado a princípio em 3 tipos: Natural, Mental e Integrado.

NATURAL : 90% da população do Planeta Terra aproximadamente.

MENTAL: 10% da população do Planeta Terra aproximadamente.

INTEGRAL: São raros, encarnam exporádicamente no Planeta.

Ex: Cristo, Budas, Maomé, Khrisna, Confúcio e outros grandes mestres.

BLOQUEIOS ENERGÉTICOS:

– UM SÉRIO PERIGO PARA O CORPO SUTIL

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Todo organismo vivo mobiliza, metaboliza e/ou libera certo tipo e modalidade de energética, pelo menos dentro da faixa eletromagnética ou etérica. Dessa forma, os seres humanos, com suas ações, emoções e pensamentos, impregnam o meio ambiente em que estão com as já comentadas vibrações, cuja freqüência e forma de onda são função direta das causas que lhes dão origem, cada uma em seu nível correspondente. O mesmo acontece com o mundo animal e, por extensão, e com o mesmo critério, os reinos vegetal e mineral.

 

Nesta página faz-se um estudo e análise das energias ambientais encontradas em lugares típicos onde o ser humano é o fator primordial para sua geração, metabolização ou liberação. Como já se indicou, por meio dos vórtices (chacras) se produzem transferências energéticas com o plano homólogo; as energias se deslocam através do éter e podem, em sua mobilização, trasladar-se, unir-se, desagregar-se, transformar-se ou transmutar-se, ao agir e reagir frente a outra ou outras classes de energia.

 

Essas energias ambientais podem assumir variadas formas, sendo as mais comuns as que se constituem como cúmulos,vórtices ou larvas. As tonalidades dessas energias são também variáveis, de acordo com seu nível víbracional, e existe uma certa correspondência quanto à forma cor. As energias de baixo valor vibracional assumem formas mais flutuantes – amorfas, com tendência ao tipo’ “larva“.

 

Num lugar ou recinto determinado onde repetidamente se cultiva ou pratica uma certa atividade, acentua-se quantitativamente a energia ambiental existente; se nesse lugar ou recinto são muitos os indivíduos que realizam a mesma coisa, ou que se encontram no mesmo estado ou atitude, tais características energéticas se exaltam de forma multiplicada.

 

Cada lugar tem a sua energética particular

 

As energias ambientais são tão evidentes – mesmo para os que, comumente, não têm sensitividade – que se estima que todo ser, pelo menos uma ou algumas vezes, terá percebido de forma espontânea sensações diferentes, características, particulares, ao penetrar em algum meio ambiente dentre os tantos possíveis de se enumerar. Poder-se-ia falar de uma “psicologia energética”, para não dar lugar a. confusões.

Destaca-se que essa energética nada tem a ver com a forma, as cores ou a disposição do lugar ou recinto, e nem tampouco com os sons, luzes ou vapores, pois embora todas estas sejam também modalidades energéticas dado que são derivações, objetiva-se aqui assinalar a sua causa, relacionada sobretudo com a atividade ou participação humana.

 

Assim, prescindindo dos fatores acima citados, podem-se verificar particularidades energéticas marcantes, por exemplo, em hospitais, escolas, oficinas, escritórios, ateliês, consultórios, bancos, comitês políticos, delegacias policiais, lugares de práticas religiosas, casernas militares, etc. Cada lugar ou ambiente frequentado por um número relativamente grande de pessoas que se dedicam ou se ocupam de uma mesma coisa é potencializado energeticamente. Pode-se mencionar, de passagem, como sendo uma derivação às vezes inconsciente disso, a fé que fiéis de diferentes cultos ou religiões depositam em santuários, ermidas, sinagogas, etc., muito antigas e muito visitadas.

 

Seria excessivamente longo realizar um elenco das características energéticas de um grande número de ambientes. Mas, de qualquer forma, far-se-á uma análise genérica de alguns exemplos úteis.

 

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Influências no campo energético humano – metabolização:

Como é possível verificar com todo e qualquer fenômeno do campo físico comum (magnetismo, eletromagnetismo, ações entre campos, radio ondas, etc.), toda energia, ao tomar contato ou incursionar no campo de outra, produz ações ou reações, transformações, ou qualquer outro fenômeno. Transportando isso para o campo das energias humanas, é cabível conceituar conseqüências análogas; as observações pessoais de Livio Vinardi, nesse sentido, não deixam margem a dúvidas; contudo, a inserção destes parágrafos visa ao aporte dos maiores argumentos possíveis, e também a estimular pesquisas científicas melhor encaminhadas do que as atuais, exercidas pela já decadente ciência positivista e pela psicologia encefalocêntrica.

 

As energias ambientais podem influir no ser humano em sua energética etérica ou  na perietérica (combustível), mas não chegam a influir na energética egóica(astral inferno).

 

Essas energias ambientais, ao tornar contato com as humanas, efetuam uma transferência, como já foi oito, que depende fundamentalmente das frequências de ambas as partes; como a freqüência é fator direto do valor quântico da energia, o potencial será tanto mais elevado quanto maior for a freqüência ou vibração da energia considerada.

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Quando se encontram dois cúmulos ou estruturas energéticas de distinto valor vibracional, a de valor mais alto comunicará à de valor mais baixo certa quantidade de energia. O mesmo acontece na física calorimétrica: estando em contato dois corpos que possuem diferentes temperaturas, o que possui maior valor cede ao que possuí menor valor.

 

Em termos de energéticahumana e ambiental, se em cúmulo ou larva  ambiental tomar contato com o corpo etérico de um indivíduo, e este último possuir maior valor vibracional ou energética quântica  ele cederá certa energia ao cúmulo; se o cúmulo ou larva ambiental sentido de giro oposto ao do etérico humano, a sua aderência ao mesmo resultará facilitada; se ambos, porém, possuírem o mesmo sentido de giro das partículas, a transferência se fará por fricção, e em seguida se produzirá a natural repulsão, por serem do mesmo giro. Mas se o cumulo ou larva é de maior potencial, – ele entregará   energia ao corpo etérico humano, mas pode também chegar a alojar-se no mesmo, e a impor-lhe uma modalidade funcional, por estar mais potencializado. Este é um caso muito menos freqüente, e será examinado no final desta página (bloqueios dirigidos).

 

A criança tem uma proteção natural

 

O ser humano, idealmente, deveria se desenvolver num meio energético limpo; mas, lamentavelmente, isso resulta praticamente impossível na vida comum, sobretudo na época presente nas grandes cidades. Todos os pensamentos, ações, emoções, intenções, angústias, frustrações, alegrias, etc., representam energias ambientais; mas, nestes casos, são muito mais numerosas e intensas as negativas do que as positivas.

 

Na criança, quanto mais nova e inconsciente for, menos influirão as energias ambientais, mesmo que sejam negativas: como a criança em momento algum se identifica com elas, tais energias, praticamente, “passam ao largo”; caso exista alguma fixação, ela se desprende durante as horas de sono. Isto não significa, é claro, que a criança esteja totalmente imune às influências ambientais. Sejam elas positivas ou negativas, a reiteração energética ambiental determinará efeitos no etérico e no períetérico da criatura.

 

É no adolescente que se tem o quadro mais perigoso. Trata-se de uma idade na qual o indivíduo mais facilmente se precipita numa série de “pensamentos e emoções  freqüentemente não-exatos e, pelas tendências extremas de aceitação ou repulsa, pode chegar a absorver e a metabolizar componentes ambientais que o condicionarão na idade adulta.

No adulto, o quadro não é tão sério como no adolescente, porque suas energias estão, para fornecer um termo apropriado, mais “estabilizadas”.

 

De qualquer modo, todos os seres podem influir ou sofrer influência, seja em relação a energias ambientais, seja em relação às energias de outros seres, por sua vida de inter relação.

 

Existem diferenças quanto ao grau ou intensidade com que uma energia arnbientaI pode atuar com a energética humana. Uma maneira de se ilustrar isso é fazendo uma descrição analógica, a saber: o ideal seria que todos vestissem roupas perfeitamente limpas, isto é, sem nenhuma partícula de pó ou sujeira. Mas isso é difícil de manter, sobretudo se a pessoa deve mover-se em diferentes ambientes, viajar em meios de transporte, sentar-se em vários lugares, encostar-se, etc. É provável que, por iodos esses contatos, somados à poluição do ar com gases de escapamentos, etc., produzam-se depósitos de pó, de sujeira e até alguma discreta mancha na roupa. Se o tecido tiver boa forma, for bem cuidado, praticamente não deixará passarem as partículas de sujeira, e algumas até se desprenderão por si mesmas; não afetarão o aspecto nem a presença do ser. Mas se não há cuidado, se se deixa que tudo se suje e, pior ainda, se deliberadamente entra-se em contato com objetos e lugares que são focos de sujeira, as vestimentas serão trespassadas e as partículas ou manchas se fixarão. Será necessário, então, proceder-se a uma lavagem ou “higiene”, que deverá ser executada por um “tintureiro” que possa observar e classificar as distintas manchas e tratá-las de acordo com a sua natureza e grau para deixar, finalmente, a roupa limpa.

 

Para finalizar, o ideal seria que o “tintureiro” aconselhasse o usuário sobre o melhor modo de utilizar seus pertences, já que as manchas produzidas por agentes agressivos podem chegar a arruína-los definitivamente; mas, é claro, nisso tudo cabe sempre ao usuário dar a última palavra ou decisão.

 

Na alegoria precedente, a vestimenta seria o corpo etérico ou o perietérico, onde podem-se fixar as energias ambientais.

 

Se tais energias atuam simplesmente como o pó depositado, ou seja, como sujeira não penetrada, a energia ambiental não imporá influência marcante ou aguda sobre a conduta ou o desenvolvimento do indivíduo (a não ser que o contato seja demasiado prolongado); isso é uma razão a mais para que se procure sempre viver num ambiente energeticamente sadio.

 

Se, ao contrário, as energias ambientais atuem impregnando, manchando ou penetrando e até deteriorando a roupa, elas se constituirão num bloqueio. Da mesma forma que uma mancha, ele não desaparecerá simplesmente por fricção, mas será preciso um tratamento mais ou menos específico e mais ou menos simples ou complicado. Ás vezes, desgraçadamente, o dano é irreparável, dependendo em primeira instância da detecção, observação e apreciação devidas.

 

OS TRÊS TIPOS DE BLOQUEIOS ENERGÉTICOS:

Como já se mencionou, os bloqueios são energias que operam impropriamente e que já alcançaram, em sua manifestação, o nível de penetração, seja dentro do campo energético etérico ou do perietérico humano.

 

Dentro dos possíveis campos afetados, é .. mais comum o bloqueio no campo perietérico (combustível), por um lado pela sua consistência mais propícia às aderências, e por outro lado pelo seu sentido de giro horário ou destrógiro, que é o sentido de giro mais comum das energias bloqueantes. Os bloqueios em zonas do corpo etérico são menos freqüentes, mas, em compensação, muito mais sérios. O caso mais grave é o bloqueio, mesmo parcial, de uma vórtice magno, de suas zonas perivorticianas, e’ da penetração do bloqueio nas primeiras espirais .íntravorticianas.

 

Os bloqueios energéticos podem ser de três tipos:

autogerados, externos e dirigidos.

 

Bloqueios autogerados: São os produzidos pelo próprio ser, por confundir realidades com fantasias, criando atmosferas ou mundos ímpossíveis ou impróprios, os quais determinam em seus diversos campos e vórtices, a criação de circuitos energéticos que se comportam e produzem resultados análogos li suas causas. Estes bloqueios  autogerados também ocorrem por causa de uma atitude mal encaminhada, que se transforma. em seguida num mecanismo, à força de retenção.

 

Bloqueios externos: São os provenientes de energias ambientais, externas’ ao ser, que se fixam ou penetram de forma inconsciente; isso acontece porque as  condições do indivíduo o permitem, tanto pelo seu estado de desequilíbrio como por sua conduta.

 

Bloqueios dirigidos: São os provenientes do exterior, e especificamente orientados para penetrar em alguma ou algumas zonas do campo energético de determinado indivíduo; o direcionamento comporta e evidencia li intervenção consciente e mais ou menos inteligente de quem produz ou tenta produzir esse tipo de bloqueio.

 

Para um mesmo grau de intensidade ou nível energético, o bloqueio dirigido pode chegar a ser o mais complicado de eliminar. Mas, quase sempre, o mais lento e difícil de sanar é o bloqueio do tipo autogerado. Os bloqueios externos são, via de regra, os mais simples de sanar.

Todas as menções feitas acima são dadas em termos gerais, já que se devem se também levar em consideração as zonas particulares do bloqueio, suas ramificações, etc. A catarse desses bloqueios, no nível que se está exemplificando, refere-se fundamentalmente à operação harmônica por via de energia do mesmo plano.

Alguns exemplos de bloqueios

 

Figura 1-A: Opacidade de forma alargada, penetrando sobre a zona laríngea; trata-se de um bloqueio externo, típico de energias ambientais que impõem idéias, ou autoridade, ou que impedem a livre expressão do indivíduo. Seus efeitos se traduzem em inibições frente a certas pessoas ou situações, e também em dificuldades respiratórias, sensações opressivas momentâneas, etc.

 

Na Figura 2 tem-se o mesmo tipo de bloqueio, porém mais severo, e que, embora não seja dirigido, já assume o nível de imposição autoritária de um outro ser em relação a quem o sofre.

Figura 1-E: Bloqueio sobre a zona do plexo solar, no nível do vórtice solar externo e zonas próximas, no campo perietérico. Opacidade externa típica de ambientes hospitalares. Traduz-se geralmente numa absorção de energia, ou drenagem da mesma, a que pode somarse, paradoxalmente, uma dificuldade do indivíduo afetado em absorver energia natural por meio desse vórtice.

 

Figura 3: Opacidade bloqueante no nível das camadas internas do corpo etérico. No exemplo verifica-se o desprendimento do ápice do vórtice coronário de seu receptáculo natural, que é a glândula pinea!. O ápice do vórtice nesse caso toma contatos esporádicos, e a consciência do indivíduo afetado flutua conforme os conteúdos ambientais que coexistam ou se alternem, tomando lugar sobre a ci.tada glândula, transferindo-lhe energia. O quadro resultante se assemelha, conforme o grau, ao das esquizofrenias, fobias, etc. Pode tratar-se de um bloqueio externo ou de um bloqueio dirigido.

 

Larvas ou “cascões”, relacionados com ambientes ou objetos velhos ou antigos; produzem em pessoas sensitivas certas reações ou influências prevalentemente sobre o vórtice cardíaco, comunicando imagens fantasmagóricas e até mesmo certas “percepções”, tais como o soar de campainhas, rangidos, passos, ruídos de correntes, etc. Trata-se, em caso de fixação, de um bloqueio externo, que pode chegar a complicar-se se a pessoa afetada se identifica com as situações que experimenta.

 

Figura 5: Representa a energia do vórtice cardíaco que se projeta bloqueando o vórtice laríngeo. Caso típico de autobloqueio, sobretudo nos seres de estrutura “natural”, pelo caminho de seus circuitos do campo superior, e com maior freqüência naqueles que possuam valores relativamente altos. Significa que, quando o indivíduo quer explicar algo por meio da palavra, muito facilmente confunde ou transmite impropriamente o que quer expor. Este autobloqueio é comumente acompanhado de inflexões vocais vacilantes e de energias expulsadas pelos vórtices dos ombros e dos ouvidos, no mesmo sentido em que se dá o bloqueio.

 

Figura 5: Opacidade aderida sobre a zona hepática. Está relacionada com os vórtices hepáticos aferente e eferente, embora mais no nível perietérico (combustível). É também um bloqueio externo típico de hospitais.

 

Figura 5: Opacidade sobre a zona do vórtice sacro. Trata-se de um bloqueio externo próprio de pessoas que freqüentam ambientes de psicologia erótica e pornográfica (casa de encontros, de strip-teases, prostíbulos, etc.)

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O bloqueio dirigido pode enlouquecer

 

Figura 6: Um caso de deslocamento da energia perietérica. Trata-se de um tipo particular de bloqueio, e sua etiologia é variada. As zonas desprotegidas ficam sem “combustível“, e os vórtices devem orientar-se de forma anômala ‘para continuar tomando-a. Na ilustração, está desprotegida a zona do ombro e do braço esquerdo da figura; o vórtice cardíaco se orienta com sua boca para o lugar onde ainda resta energia perietérica. Tal configuração produz sintomas e quadros muito variados, conforme o grau e a mobilização da energética deslocada.

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Figura 7: Caso típico de um bloqueio dirigido. Apresentado na forma de larva que vai crescendo com o apoio e alimentação do plano energético terra, e que vai penetrando no campo perietérico, sempre com sentido ascendente. No exemplo, o bloqueio foi ascendendo sucessivamente, até interessar o vórtice do ombro direito, com a conseqüente diminuição da efetividade desse braço, e em seguida até a zona cerebral, o que geralmente é acompanhado pela diminuição da audição (sempre em relação ao desenho) do ouvido direito, menor visão do olho direito, aumento na queda de cabelos do lado direito, etc.

 

Esse tipo de bloqueio se caracteriza pela sua forma larval e sua tendência envolvente; a ilustração da figura exemplifica um caso avançado e já sério sua progressão se daria pelo alargamento até cobrir totalmente a zona craniana, caso em que poderia ocorrer a mesma situação descrita em relação à Figura 3.

 

Para finalizar, Livio Vinardi esclarece que, como norma, convém se observar uma conduta e padrão de vida vibracional sadios para afastar as influências bloqueantes, sejam elas simplesmente externas inconscientes ou dirigidas. Se o potencial vibracional do vórtice mais débil do indivíduo é superior ao potencial vibracional da energia bloqueante, não poderá existir nenhum bloqueio. Aconselha-se também precaver-se de influências ambientais desarmônicas por meio da elevação do “índice energético vibracional” com o uso de defumadores de sândalo, incensos, etc., segundo convenha à tônica que se queira impor ao ambiente ou recinto.

 

Além destas indicações, sugere-se não incursionar sem os devidos meios na “manipulação” de vórtices, pois isso pode até dar origem a bloqueios interpessoais (uma espécie de “siamesismo” energético) entre paciente e “manipulador”, que se transformam em “hetero-bloqueados” .

Enquanto não forem melhor desenvolvidos aparelhos que permitam observar ou medir as ,gamas de longitudes de onda de energéticas ambientais (que são, geralmente, de baixo valor vibracional), os agentes sanadores mais idôneos – sempre a critério de Vinardi são a cromo energética e a sono energética, ou então a energética catártica humana devidamente desenvolvida e dirigida.

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Na figura acima, um corte para demonstrar o que acontece:

a) Opacidade: Trata-se de uma energia ambiental ou resíduos não devidamente expulsos, aderidos na superfície do perietérico, muito comum nos seres que habitam em zonas congestionadas, das cidades grandes. Não altera na espiritualidade e seu desenvolvimento.

b) Bloqueio e Nível Perietérico: Neste caso se difere das energias ambientais porque houve uma penetração, um alojamento, um pouco mais difícil de ser expulso. Porém ainda é um alojamento periférico que não provoca disfunções orgânicas.

c) Bloqueio a Nível Etérico: Neste caso as energias espúrias já transpassaram o perietérico e invadiram o etérico atuando em maior profundidade. Podem afetar vórtices médios ou grandes. Já nestes casos manifestam-se manchas na pele, irritação, inchaço, pele descolorida ou desvitalizada, etc.

d) Bloqueio Muito Severo: Neste caso existe um afetamento num Vórtice Magno, neste caso o vórtice é preciso ter cuidados, pois um Vórtice Magno é de fundamental importância para manter o indivíduo vivo, porém por mais severo que seja, o Vórtice Magno dificilmente fica 100% bloqueado.

Fonte: Revista Planeta – Cadernos Especiais de Biopscoenergética – Autor Lívio Vinardi

Autor: Livio Vinardi – Biopsicoenergética. (trabalho de vários clarividentes).

Lívio Vinardi, é físico, engenheiro eletrônico, musicólogo, pianista, fundador do Instituto de Biopsicoenergética da Argentina.

Retirado do site: http://www.espiritualismo.info/

Aranauam

 

Mediunidade na Bíblia

Sinônimos:

Os médiuns, aqueles que tem o dom da mediunidade, foram chamados das mais diversas formas durante o correr da história:

Pítons, pitonisas, siblilas, profetas, videntes,  sacerdotes, oráculos, magos, bruxas, hierofantes, Rishis, feiticeiros, curandeiros, adivinhos, necromantes, etc.

 

Importância na História:

Eram consultados para as mais tolas decisões e muitas vezes viviam profissionalmente desse dom. Foram conselheiros de Reis e dirigentes de grupos religiosos poderosos.

 

Na Idade Média, muitos médiuns foram perseguidos, torturados,  queimados vivos nas fogueiras da inquisição sob a acusação de bruxaria, o exemplo mais conhecido é da guerreira francesa Joana D’arc.

 

Mediunidade na Bíblia:

É interessante observarmos que na própria história bíblica, história do povo hebreu, está documentada a mudança do substantivo que era usado para designar o indivíduo portador do dom da mediunidade. Inicialmente eram conhecidos como videntes. Mais tarde, aqueles que permitiam o contato do mundo físico com o mundo espiritual, foram conhecidos como profetas.

 

 

Antigamente em Israel,todos que iam consultar Iahvéh assim diziam:Vinde vamos ter com o vidente (roêh); por que aquele que hoje se chama profeta (navi), se chamava outrora vidente(roêh).”“.

I Samuel 9,9

 

O termo profeta é derivado do grego prophétes que significa alguém que fala diante dos outros, no idioma hebraico o termo têm um significado mais amplo: aquele que anuncia.

 

Em inúmeras passagens Bíblicas os profetas dialogam com anjos, ou os vêem. Anjo no idioma hebraico tem o sentido de mensageiro. Então vemos que os profetas viam ou ouviam os mensageiros de Deus.

 

Isso, em linguagem contemporânea traduz-se por: médiuns que vêem ou ouvem Espíritos. Espíritos esses que, muitas vezes, são realmente mensageiros da Luz Divina, outras vezes não. São responsáveis pela transmissão, para o mundo físico, dos ensinamentos Divinos necessários à redenção da alma humana.

 

Na Bíblia encontramos documentados vários tipos de mediunidade, citaremos apenas alguns exemplos como ilustração. Mediunidade de audiência, Noé, Gênesis 6,13; mediunidade de clariaudiência, Abrahão, Gênesis 12; mediunidade de vidência e audiência, Agar, Gênesis 16, 7-12; mediunidade e materialização, Abrahão, Gênesis 18,1-3 e Jacob 32, 23-33; mediunidade onírica, Jacob, Gênesis 28,10-19; mediunidade de efeito físico (voz direta), Êxodo 3, 1-22.

 

Existe uma corrente de pensamento no meio cristão tradicional que defende a tese de que Moisés teria condenado a mediunidade ou os médiuns. Teria ainda condenado a comunicação com os Espíritos. Isso não é o que efetivamente encontramos no texto bíblico.

Moisés saiu e disse ao povo as palavras de Iahweh. Em seguida reuniu setenta anciãos dentre o povo e os colocou ao redor da Tenda. Iahweh desceu na Nuvem.

 Falou-lhe e tomou do Espírito que repousava sobre ele e o colocou nos setenta anciãos.

Quando o Espírito repousou sobre eles, profetizaram; porém, nunca mais o fizeram.

Dois homens haviam permanecido no acampamento:

um deles se chamava Eldad e o outro Medad.

O Espírito repousou sobre eles; ainda que não tivessem vindo à Tenda, estavam entre os inscritos.

Puseram-se a profetizar no acampamento.

Um jovem correu e foi anunciar a Moisés:

 “Eis que Eldad e Medad”, disse ele, “estão profetizando no acampamento”. Josué, filho de Nun, que desde a sua infância servia a Moisés, tomou a palavra e disse: “Moisés, meu senhor, proíbe-os!”

 Respondeu-lhe Moisés:

“Estás ciumento por minha causa?

 Oxalá todo o povo de Iahweh fosse profeta, dando-lhe Iahweh o seu Espírito!”

A seguir Moisés voltou ao acampamento e com ele os anciãos de Israel.

Números 11, 24-30

 

Observem ainda a história bíblica abaixo transcrita:

Samuel tinha morrido.

Todo o Israel participara dos funerais, e o enterraram em Ramá, sua cidade. De outro lado, Saul tinha expulsado do país os necromantes e adivinhos.

Os filisteus se concentraram e acamparam em Sunam. Saul reuniu todo o Israel e acamparam em Gelboé.

Quando viu o acampamento dos filisteus, Saul teve medo e começou a tremer. Consultou a Javé, porém Javé não lhe respondeu, nem por sonhos, nem pela sorte, nem pelos profetas.

Então Saul disse a seus servos: “Procurem uma necromante, para que eu faça uma consulta”.

Os servos responderam: “Há uma necromante em Endor”.

Saul se disfarçou, vestiu roupa de outro, e à noite, acompanhado de dois homens, foi encontrar-se com a mulher.

– Saul disse a ela: “Quero que você me adivinhe o futuro, evocando os mortos.Faça aparecer a pessoa que eu lhe disser”.

– A mulher, porém, respondeu: “Você sabe o que fez Saul, expulsando do país os necromantes e adivinhos.Por que está armando uma cilada, para eu ser morta?”

– Então Saul jurou por Javé:”Pela vida de Javé, nenhum mal vai lhe acontecer por causa disso”.

– A mulher perguntou:”Quem você quer que eu chame?”

– Saul respondeu: “Chame Samuel”.

– Quando a mulher viu Samuel aparecer, deu um grito e falou para Saul: “Por que você me enganou? Você é Saul! “

– O rei a tranqüilizou: “Não tenha medo.O que você está vendo?”

– A mulher respondeu:”Vejo um espírito subindo da terra”.

– Saul perguntou: “Qual é a aparência dele?” – A mulher respondeu:”É a de um ancião que sobe, vestido com um manto”.

– Então Saul compreendeu que era Samuel, e se prostrou com o rosto por terra. Samuel perguntou a Saul: “Por que você me chamou, perturbando o meu descanso?”

– Saul respondeu: “É que estou em situação desesperadora:os filisteus estão guerreando contra mim.Deus se afastou de mim e não me responde mais, nem pelos profetas, nem por sonhos.Por isso, eu vim chamar você, para que me diga o que devo fazer”.

– Samuel respondeu: “Por que você veio me consultar, se Javé se afastou de você e se tornou seu inimigo? Javé fez com você o que já lhe foi anunciado por mim: tirou de você a realeza e a entregou para Davi. Porque você não obedeceu a Javé e não executou o ardor da ira dele contra Amalec.É por isso que Javé hoje trata você desse modo.E Javé vai entregar aos filisteus tanto você, como seu povo Israel. Amanhã mesmo, você e seus filhos estarão comigo, e o acampamento de Israel também: Javé o entregará nas mãos dos filisteus”.

I Samuel 28,7-17

 

 

Alegam os mesmos cristãos tradicionais que o senhor determinou que Saul fosse morto por ter consultado a pitonisa. Não é o que o texto claramente afirma. Neste texto o Espírito de Samuel deixa claro que Saul foi morto por não ter obedecido a ordem divina de executar Amalec.

 

Eclesiástico é um dos livros que não foram aceitos pelos reformistas, por isso consta apenas das Bíblias católicas. Neste livro, no capítulo 46, versículo 23,  encontramos a confirmação de que efetivamente Samuel se manifestou naquela oportunidade, como Espírito, vindo das “profundezas da terra”. O texto bíblico vai além disso, ele comprova e ressalta a importância do fato que a predição do Espírito Samuel foi cumprida.

 

Mesmo Depois de morrer Samuel profetizou,anunciou ao rei o seu fim;Do seio da terra ele elevou a sua voz para profetizar, para apagar a iniqüidade do povo.

Eclesiástico 46,23

 

Outras traduções assim traduzem o mesmo versículo:

 

Depois disso, adormeceu e apareceu ao rei, e lhe mostrou seu fim (próximo); levantou a sua voz do seio da terra para profetizar a destruição da impiedade do povo.

Eclesiástico 46,23.

 

 

Nesta época os hebreus criam que os espíritos habitavam as profundezas da terra, o sheol, que algumas vezes foi traduzido como inferno, por isso usavam a expressão: fazer subir.

 

O rigor e a disciplina exigidos de um médium, para que este seja capaz de manter-se em sintonia com as esferas superiores, permanentemente ocupadas com o exercício do bem, foram bem exemplificados pelo Mestre Jesus. Especialmente, no episódio da transfiguração, quando ele recebeu apoio e orientação dos Espíritos de Elias e Moisés. O recolhimento, o respeito e a prece foram os recursos usados pelo mestre para contatar os profetas já desencarnados.

Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro,  os irmãos Tiago e João, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E se transfigurou diante deles:o seu rosto brilhou como o sol,  e as suas roupas ficaram brancas como a luz.

Nisso lhes apareceram Moisés e Elias, conversando com Jesus. Então Pedro tomou a palavra, e disse a Jesus: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se quiseres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias.”

 Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra,  e da nuvem saiu uma voz que dizia:

 “Este é o meu Filho amado, que muito me agrada.Escutem o que ele diz.”

– Quando ouviram isso, os discípulos ficaram muito assustados,  e caíram com o rosto por terra. Jesus se aproximou, tocou neles e disse:

“Levantem-se, e não tenham medo. ”  – Os discípulos ergueram os olhos,  e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. Ao descerem da montanha, Jesus ordenou-lhes:

“Não contem a ninguém essa visão, até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”.

Mateus 17,1-9

 

Outro trecho que é impressionante pela clareza com que se refere á mediunidade é o alerta de João, em sua primeira Epístola, trata-se de uma advertência extremamente importante e atual.

 

Amados, não creiais a todo Espírito, mas provai se os espíritos são de Deus porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.

João, I Epístola 4,1

 

 

Muitos outros exemplos de mediunidade profética e de cura são encontrados tanto no Novo quanto no Velho Testamento. Entre os ensinamentos de cristo encontramos o estímulo para a prática responsável e caridosa da mediunidade.

O livro, “Atos dos Apóstolos” que relata a história do Cristianismo primitivo, têm inúmeras passagens referentes aos fenômenos mediúnicos, a mais clara e espetacular delas relata o dia de Pentecostes.

 

E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo,as quais pousaram sobre cada um deles.E todos foram cheios do Espírito Santo,  e começaram a falar noutras línguas,  conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.

 Atos dos apóstolos 1,3-4.

 

No capítulo 6 de Atos dos Apóstolos, versículo 8, Estevão é descrito como cheio de fé e poder. E por isso, fazia prodígios diante do povo.

A libertação de Pedro da prisão é organizada por um Anjo do Senhor que nada mais é que um espírito superior materializado. Ele o conduz pelos obstáculos e pelos guardas sem que haja qualquer dificuldade. Chega a libertá-lo das correntes que o prendiam. A clareza deste trecho é emocionante.

 

E eis que sobreveio o anjo do Senhor, e resplandeceu uma luz na prisão; e, tocando a Pedro na ilharga, o despertou, dizendo:Levanta-te depressa. E caíram-lhe das mãos as cadeias.

Atos dos Apóstolos12, 7

 

Como nosso tempo é curto somos obrigados a encerrar esse estudo. A análise de outros trechos das escrituras seria muito engrandecedora, pois reforçaria os exemplos citados neste breve resumo e nos faria admirar ainda mais a sabedoria e as revelações contidas em relatos tão antigos.

 

Podemos concluir que só não admitem como mediunidade os fenômenos descritos acima, aqueles que se recusam a aceitar que um vocábulo novo pode ter um significado mais preciso para descrição de um fato ou objeto. Esse novo vocábulo, criado por Allan Kardec, descreve perfeitamente o que aconteceu nos tempos bíblicos e o que continua acontecendo.

As revelações não foram suspensas. A misericórdia Divina continua existindo e nos confortando através das mensagens que chegam do além, por intermédio dos profetas modernos, os médiuns.

O conhecimento atual permite que desmistifiquemos o papel desses intermediários e que os vejamos como são realmente. Humanos, falíveis, dotados de um dom que pode ser usado adequadamente ou pode ser desperdiçado no exercício da leviandade. Assim, não corremos o risco de nos iludirmos com falsas mensagens. As mensagens de origem Divina são sempre brandas, úteis e benéficas. A razão é o instrumento a ser usado nessa crítica.

Autora: Giselle Fachetti Machado.

Fonte: http://www.espiritualismo.info/

 

Aranauam

Zumbido no Ouvido – Culpa da Pineal

A pineal está localizada no meio do cérebro, na altura dos olhos. Ela é um órgão cronobiológico, um relógio interno. Como ela faz isso? Captando as radiações do Sol e da Lua. A pineal obedece aos chamados Zeitbergers.
Por exemplo, o Sol é um Zeitberger externo que rege as noções de tempo e que influencia a pineal, regendo o ciclo de sono e de vigília, quando esta glândula secreta o hormônio melatonina. Isso dá ao organismo a referência de horário. Existe também o Zeitberger interno, que são os genes, trazendo o perfil de ritmo regular de cada pessoa.
Nós vivemos em três dimensões e nos relacionamos com a quarta, através do tempo. A pineal é a única estrutura do corpo que transpõe essa dimensão, que é capaz de captar informações que estão além dessa nossa dimensão.
Para Descartes é o ponto em que a alma se liga ao corpo, até na questão física há uma lógica que é esta glândula que lida com a outra dimensão, e isso é um fato. Todos os animais têm essa glândula; ela os orienta nos processos migratórios porque sintoniza o campo magnético. Nos animais, a glândula pineal tem fotorreceptores iguais aos presentes na retina dos olhos, porque a origem biológica da pineal é a mesma dos olhos, é um terceiro olho, literalmente.
Os cientistas Vollrath e Semm, que têm artigos publicados na revista científica Nature, de 1988, comprovam que a pineal converte ondas eletromagnéticas em estímulos neuroquímicos.

 

O espiritual age pelo campo eletromagnético, se há uma interferência espiritual por exemplo, se dá justamente pelo campo eletromagnético. As interferência acontece na natureza pelas leis da própria natureza.

Segundo Sérgio Felipe de Oliveira, a pineal captaria informações do mundo espiritual por ondas eletromagnéticas, como “um telefone celular”, e as transformaria em estímulos neuroquímicos. A parapsicologia diz que estes campos eletromagnéticos podem afetar a mente humana. O dr. Michael Persinger, da Laurentian University, no Canadá, fez experiências com um capacete que emite ondas eletromagnéticas nos lobos temporais. As pessoas submetidas a essas experiências teriam tido “visões” e sentiram presenças espirituais. O dr. Persinger atribui esses fenômenos à influência dessas ondas eletromagnéticas.

 

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Pesquisas recentes indicam que a pineal está ligado a dois centros nervosos, um de cada ouvido. Estes dois centros nervosos, e mais o centro situado na própria glândula,formam um triângulo, com a pineal no centro da cabeça com o ápice ou vértice superior, e dois centros nervosos dos ouvidos formando a base. Assim, os pesquisadores  elaboraram o princípio de que tudo o que afete os tímpanos afetará a pineal, qualquer princípio que afete a pineal afetará os tímpanos.

A glândula está localizada em uma área cheia de líquidoO som faz o líquido vibrar, provocando uma reação na glândula. Essa belezinha, converte ondas eletromagnéticas em estímulos neuroquímicos.

 

 

Pesquisas recentes indicam que a pineal está ligado a dois centros nervosos, um de cada ouvido. Estes dois centros nervosos, e mais o centro situado na própria glândula, formam um triângulo, com a pineal no centro da cabeça com o ápice ou vértice superior, e dois centros nervosos dos ouvidos formando a base. Assim, os pesquisadores elaboraram o princípio de que tudo o que afete os tímpanos afetará a pineal, qualquer princípio que afete a pineal afetará os tímpanos.

A glândula está localizada em uma área cheia de líquido. O som faz o líquido vibrar, provocando uma reação na glândula. Essa belezinha, converte ondas eletromagnéticas em estímulos neuroquímicos.
A Física Quântica diz que tudo é vibração e nós vibramos em diferentes frequências, também somos influenciados em diferentes frequências, por meio natural ou não.

Estamos sendo bombardeados com energias vindo da galáxia, incluindo o bombardeio do Sol, tudo isso afeta a Terra e logicamente nos afeta.

Sempre vibração e som, recentemente os cientista conseguiram até reproduzir o som do Sol nas suas explosões solares.

Quanto mais se intensifica o som, mais a pineal “trabalha”, quanto mais ela trabalha, mais se intensifica o som, formando um circulo que nos leva rapidamente ao estado de projeção consciente..

Sendo assim, meus amigos, os barulhos, zumbidos, apitos, sininhos… que você pode estar ouvindo diariamente ou esporadicamente são produzidos pelo trabalho/desenvolvimento da glândula pineal e todo um fator externo está contribuindo para isso. Nós estamos literalmente escutando essa belezinha trabalhar.

Essa glândula é nossa conexão com outras dimensões. Nossa glândula foi danificada ao “longo do tempo”, por falta de uso, química (veneno) nos nossos alimentos, poluição e acredito que a nossa contribuição tenha realmente sido a maior de todas, porque caímos nas ilusões materialistas e hoje somos extremamente apegados a tudo que os nossos 5 sentidos podem tocar, sentir, ver e ouvir…

Pra terminar, vou deixar um exercício de meditação de desenvolvimento energético da pineal. Um exercício diferente, mas bem gostoso de realizar.

Certos exercícios psíquicos provocam um zumbido que começa a se manifestar nos ouvidos e persiste por algum tempo. Esse zumbido indica que alguma energia ou ação está sendo transmitida aos tímpanos, a partir da pineal. (Pesquisa feita pela Universidade de Basle na Suíça).

Deverá ser feito no escuro, onde a produção do hormônio da pineal aumenta.
– Por uma ou duas semanas, deve-se relaxar por alguns minutos, coloque o dedo indicador de cada mão o mais para dentro do ouvido que seja possível sem pressão incômoda.
– Enquanto os dedos estiverem nesta posição nos ouvidos, tomem uma inalação profunda pelo nariz e retenha o quanto possível.
– Mantenha a boca fechada, quando não puder mais prender a respiração, exale lentamente pelo nariz.
– Conserve os dedos nos ouvidos durante todo o tempo que esteja inalando, retendo e exalando.
– Respire normalmente por mais ou menos 30 segundos e repita o procedimento por 10 vezes.

Ao terminar, você sentirá um calor nos dutos auditivos.

A respiração pelo nariz, com os dedos colocados nos ouvidos, estabelece um circuito bem definido de vibrações positivas e negativas, que afetem os centros nervosos do crânio, o centro nervoso da tireóide, e os centro nervosos de cada um dos dois dedos.

O resultado deste exercício, se praticado conforme a instrução, será a desobstrução do nariz para a respiração e dos ouvidos para a audição, a eliminação de qualquer congestão craniana, o desenvolvimento da sensibilidade dos nervos do nariz a ponto de perceberem novos odores ou facilitar a os já conhecidos.

Ao mesmo tempo, a pineal irá despertar gradativamente, com crescente vitalidade para as funções psi.

 

Por estrela

Fonte: http://www.estreladoorientesl.com.br/

 

Aranauam

Os sete corpos ou níveis de consciência

Imagem sem título

1 – Corpo Físico
2 – Corpo Etérico
3 – Corpo Astral
4 – Corpo Mental Inferior
5 – Corpo Mental Superior
6 – Corpo Búdico
7 – Corpo Átmico

2.    0s Corpos Espirituais

Os corpos espirituais, corpos ou dimensões psíquicas, níveis mentais ou consciências, são termos que vem sendo usados
para expressar a constituição do Homem em sua plenitude. Esta terminologia é adotada pela Teosofia, Esoterismo, outros ramos do
ocultismo e algumas religiões orientais. O Espiritismo considera o homem como uma trilogia:
Corpo somático ou físico, perispírito e espírito.
Para KARDEC alma e espírito são sinônimos.
Para os Católicos e Protestantes existem apenas alma e corpo físico.

 

corpos

2.1 Corpo Físico

É objeto de estudo das Ciências biológicas.
Para os  espiritualistas  reencarnacionistas  (espíritas,  teosofistas,  esotéricos,  umbandistas,  budistas,  hinduísta,  e outros),  o  corpo
físico é o instrumento para manifestação, experimentação e aprendizagem no mundo físico.
Corpo e meio físico pertencem à mesma dimensão eletromagnética.
Carcaça de carne, algo semelhante a um escafandro, pesado e quase incômodo, é constituído de compostos químicos habilmente
manipulados pelo fenômeno chamado vida. O único estudado e relativamente conhecido pela ciência oficial. Nele, somatizam-se os
impulsos  desarmônicos  originados  nos  demais  corpos,  níveis  ou  subníveis  da consciência,  em forma de doenças,  desajustes  ou
desarmonias, que são simples efeitos e não causa.

2.2 Corpo Etérico

Envolve o  corpo  físico,  tem estrutura extremamente  tênue,  invisível  ao  olho  humano,  de natureza eletromagnética e
comprimento  de onda superior  ao  ultravioleta,  razão  porque é dissociado  por  esta.  Quando  exalado  de sensitivos  ou  médiuns
proporciona os  fenômenos  espirituais  que envolvem manifestações  de ordem física como  “materializações”,  teletransporte,
dissolução  de objetos e outros. O material exalado é conhecido por ectoplasma. Fragmentos deste material foram analisados em
laboratórios e mostraram-se predominantemente, constituídos por elementos protéicos.
O duplo etérico tem a função de estabelecer a saúde, automaticamente, sem a interferência da consciência. Funciona como
mediador plástico entre o corpo astral e o corpo físico. Possui individualidade própria, mas não tem consciência. Promove a ação de
atos volitivos (frutos da vontade), desejo, emoções, etc., nascidos na “Consciência Superior”, sobre o corpo físico ou cérebro carnal.
A maioria das enfermidades atinge antes o duplo etérico. As chamadas cirurgias astrais, via de regra, são realizadas neste corpo.
O duplo  etérico  pode ser  exteriorizado  ou  afastado  do  corpo  físico  através  de  passes  magnéticos.  É  facilmente  visto  por
sensitivos treinados. Dissocia-se do corpo físico logo após a morte e, a seguir, dissolve-se em questão de horas.
Alma Vital,  vitalidade prânica,  reproduz  o  talhe (formato) do  corpo  físico,  estrutura tênue,  invisível,  de natureza
eletromagnética densa,  mas  de comprimento  de onda  inferior  ao  da  luz  ultravioleta,  quase imaterial.  Distribui  as  energias
vitalizantes pelo Corpo Físico, promovendo sua harmonia.  Essas ligações acontecem ou se fazem por cordões ligados aos centros de
força. Pode-se dizer que se trata da matéria mais pura, beirando a imaterialidade.
O corpo  etérico  (a palavra vem do  “éter”,  estado  intermediário  entre a  energia e  a matéria)  compõe-se de minúsculas
linhas de energia, parecidas com as linhas numa tela de televisão. Tem a mesma estrutura do corpo físico e inclui todas as partes
anatômicas e todos os órgãos. Os tecidos do corpo só existem como tais por causa do campo vital que os sustenta. A estrutura do
corpo etérico, semelhante a uma teia, está em constante movimento. Para a visão dos clarividentes, faíscas de luz branco-azulada
movem-se ao longo das linhas de energia por todo o denso corpo físico.

 

2.3 Corpo Astral

Tem a forma humana. Invólucro espiritual mais próximo da matéria, que podem ser vistos pelos médiuns clarividentes.
Esta estrutura corpórea sutil, todos os espíritos a possuem. Assim como o corpo para os humanos é tão necessário, para os espíritos
é também necessária para a sua manifestação, na dimensão em que se encontram no Astral. O corpo astral não possui a mesma
densidade em todas as criaturas humanas.
Quando  as  pessoas  se apaixonam,  podem se ver  belos  arcos  de luz  rósea  entre os  seus  corações,  e uma bela cor  rósea
adiciona-se às pulsações áureas normais na pituitária. Quando as pessoas estabelecem relações umas com as outras, criam cordões,
a partir dos chakras, que se ligam. Quanto mais longa e profunda for à relação, tanto mais numerosos e fortes serão os cordões.
Quando as relações terminam esses cordões se dilaceram, causando grande sofrimento.
A sua forma pode ser  modificada pela vontade ou  pela ação  de energias  negativas  auto-induzidas.  A maioria das
manifestações  mediúnicas,  ditas  de incorporação,  processa-se através  do  corpo  astral,  o  qual  é  dotado  de emoções,  sensações,
desejos, etc, em maior ou menor grau, em função da evolução espiritual.
O corpo  astral  sofre moléstias  e deformações  decorrentes  de viciações,  sexo  desregrado,  prática persistente do  mal  e
outras  ações  “pecaminosas”.  Separa-se,  facilmente,  durante o  sono  natural  ou  induzido,  pela ação  de traumatismos  ou  fortes
comoções, bem como pela vontade da mente.
Luminosidade variável, branca argêntea, azulada etc. É o MOB (Modelo Organizador Biológico), é o molde que estrutura o
Corpo Físico. Observável por fotografias, vidência, moldagens, impressões digitais, tácteis e aparições fantasmagóricas.
Este corpo  é utilizado  no  mundo  espiritual  para incorporar  espíritos  já desprovidos  dele,  tal  como  nossas  incorporações
mediúnicas.
O Corpo  Astral  pode desencaixar  (desdobrar) do  Físico  por  anestesia,  coma alcoólico,  droga,  choque emotivo  ou
desdobramento  apométrico  da mesma forma que o  Duplo  Etérico.  É  com ele que,  nos  trabalhos  com a  técnica  da Apometria,
projeções astrais conscientes ou por sonho, viajamos e atuamos no tempo e no espaço.

2.4 Corpo Mental Inferior ou Mental Concreto

O terceiro corpo  da aura é o corpo mental, que se estende além do corpo emocional e se compõe de substâncias ainda
mais finas, associadas a pensamentos e processos mentais.
Esse corpo aparece geralmente como luz amarela brilhante que se irradia nas proximidades da cabeça e dos ombros e se
estende à volta do corpo. Expande-se e torna-se mais brilhante quando o seu dono se concentra em processos mentais.
O corpo mental também é estruturado. Contém a estrutura das nossas idéias. Quase todo amarelo, dentro dele podem ver-
se formas  de pensamento,  que parecem bolhas  de brilho  e formas  variáveis.  Tais  formas  de pensamentos  têm cores  adicionais,
superpostas  e que,  na realidade,  emanam do  nível  emocional.  Pensamentos  habituais  tornam-se forças  “bem-formadas” muito
poderosas, que depois exercem influência sobre a vida.
É sede das percepções simples e objetivas como de objetos, pessoas, etc. É importante veiculo de ligação e harmonização
do binômio razão-emoção. Viciações oriundas de desregramento sexual, uso de drogas e outras podem atingir, fixar-se e danificar
este corpo.  Alma inteligente,  mentalidade,  associação  de idéias,  sua aura ovalada envolve todo  o  corpo,  pode ser  registrado  por
fotografias ou percebido pela vidência. É o corpo que engloba as percepções simples, através dos cinco sentidos comuns, avaliando
o mundo através do peso, cheiro, cor, tamanho, gosto, som, etc. É o repositório do cognitivo (conhecimento). É o primeiro grande
banco de dados onde a mente física busca as informações que precisa, seu raciocínio é seletivo. Está mais relacionado com o Ego
inferior ou Personalidade encarnada.
Este corpo, quando em desequilíbrio, gera sérias dificuldades comportamentais tais como comodismo, busca desenfreada
de prazeres mundanos, vícios etc. Normalmente sua forma é ovalada, mas pode ocorrer em raros casos uma forma triangular ou
retangular, tem cores variáveis, podendo desdobrar-se em sete sub-níveis com os mesmos atributos.

2.5 Corpo Mental Superior ou Mental Abstrato

Memória criativa e pode ser percebido pela vidência. Este corpo é o segundo grande banco de dados de que dispõe o ser.
Ele elabora e estrutura princípios e idéias abstratas, buscando sínteses ou conclusões que por sua vez são geradoras de novas idéias
e assim por diante, infinitamente.
Ocupa-se de estudos e pesquisas visando o aprimoramento do ser. Por ser o equipo (local) do raciocínio criativo, é nele que
acontece a elaboração do processo responsável pelo avanço científico e tecnológico, além de todo nosso embasamento filosófico.
É o corpo que faz avaliações, formula teorias, relaciona símbolos e leis. É também conhecido como corpo causal.
Elabora princípios e idéias abstratas, realiza análise, sínteses e conclusões. É sede das virtudes e de graves defeitos.

 

O Dr. LACERDA sugere que o Corpo Mental Superior seja de natureza magnética, com freqüência muito superior a do corpo
astral. Importância deste fato:
A força da mente é poderosa e pode fazer o bem ou o mal, consoante, a intenção com que é projetada. Alguém já disse que todo
pensamento bom é uma oração e todo o pensamento mau é um feitiço. Por outro lado quem vibra em amor, constrói ao redor de si
um campo energético protetor contra a ação de mentes negativas (mau olhado, feitiço, magia negra, etc). Do mesmo modo, afins se
atraem.

2.6 Corpo Búdico ou Buddhi

É possível dizer que BUDDHI é o perispírito na acepção etimológica do termo: constitui a primeira estrutura vibratória que,
envolvendo  o  espírito,  manifesta-o  de modo  ativo.  Sendo,  este corpo,  atemporal  (como  também o  mental  superior),  usando  a
técnica de atingir essa dimensão superior das criaturas, pode-se de lá, vasculhar seu passado, conseguindo detectar vivências muito
dolorosas, sedimentadas em um Passado escondido, por vezes muito remoto, quando não remotíssimo.
Pouco se sabe sobre a forma e estrutura vibratória deste corpo que está mais próximo do espírito.  Tão distante está dos
nossos  padrões  e dos  nossos  meios  de expressão  que não  há como  descrevê-lo.  Recentemente temos  tido,  através  de médiuns
videntes  muito  treinados,  tênues  percepções  visuais  e sensoriais  relativas  a este  corpo.    Tem como  atributo  principal  o  grande
núcleo da consciência. Lá as experiências e acontecimentos ligados ao ser estão armazenadas e é de lá que partem as ordens do
reciclar permanente das experiências mal resolvidas.
Composto pelas três Almas – Moral, Intuitiva e Consciencial – veículos e instrumentos do espírito.
Alma  Moral  –  Discernimento  do  bem e do  mal  sob  o  ponto  de vista individual,  tem a forma de um sol  em chamas,  é o
veículo do espírito, que o impulsiona a obediência às leis do local onde ele está encarnado e comanda o comportamento da
entidade encarnada em relação ao meio.

Alma Intuitiva – Intuição, inspiração do gênio científico, literário e artístico. Iluminismo.
Em forma de ponta de lança triangular irradiando em torno, chamas ramificadas, animada de movimento rotatório lento,
antena captadora e registradora das informações que vibram no cosmo.
Instrumento da inspiração.

Alma Consciencial – Em forma de pequeno sol muito brilhante, radiações retilíneas, centro da individualidade espiritual.
Consciência coordenadora e diretora da vida, elo de ligação com a Centelha Divina.

De um modo geral o Corpo Búdico é pouco conhecido. Longe de nossos padrões físicos e de nossos meios de expressão, não  há
como compará-lo.
É  o  verdadeiro  perispírito,  ao  final  do  processo  evolutivo,  quando  os  demais  a ele se fundirão.  É  nele que se gravam as
ações do espírito e dele partem as notas de harmonia ou desarmonia ali impressas, ou seja, as experiências  bem significadas estão
ali arquivadas e são patrimônio do espírito. As experiências mal resolvidas são remetidas de volta à personalidade encarnada para
novas e melhores significações. E por ser, no espírito, o grande núcleo de potenciação da sua consciência cósmica, suas impulsões
terão seus efeitos visíveis e somatizados no Corpo Físico ou no psiquismo da personalidade encarnada.
Quando  em trabalho  de limpeza dos  cordões  energéticos  que ligam os  corpos,  observamos  que ao  se desbloquear  os
cordões,  intensa  e luminosa torrente de luz  multicor  jorra até os  corpos  inferiores.  Observados  pela visão  psíquica (vidência),  o
Buddhi e o Átmico formam maravilhoso e indescritível conjunto de cristal e luz girando e flutuando no espaço.

2.7 Corpo Átmico ou Espírito Essência ou Centelha Divina

O Corpo Átmico ou Espírito puro, esse eu cósmico constitui a Essência Divina em cada ser criado.
Disse JESUS: “Vos sois Deuses”, pois somos idênticos a DEUS pelo ser (essência), mas diferente dele pelo existir, pois DEUS é
eternamente presente. O Absoluto, o Universal, manifesta-se em cada um dos seres individualizados, por menores que sejam.
O evoluir  do  Homem  consiste em viver  e experienciar  em todos  os  níveis  da criação,  desde o  físico  até o  Divino  ou
Espiritual,  para,  desta experiência,  recolher  conhecimento  e  percepções  que  propiciam o  desenvolvimento  harmonioso  de seu
intelecto  e  sensibilidade de  maneira a tornarem-no  sábio  e  feliz.  Ao  longo  de sua  jornada evolutiva a  criatura  humana  sofre
sucessivas  “mortes” e vai  perdendo  seus  corpos,  sem perder  os  “valores” inerentes  a cada um deles.  É  como  a flor  que na sua
expressão de beleza pura, contém a essência do vegetal por inteiro.

Saúde e Cura na Umbanda

Cada prática terapêutica obedece a uma concepção a respeito do ser humano. Na Umbanda, os aspectos do binômio saúde-doença são identificados por meio de interpretações fornecidas pelas concepções próprias acerca da realidade existencial dos seres, estando vinculadas a uma linguagem (verbal e não-verbal) e a uma simbologia características, as quais proporcionam a identificação dos estados doentios e auxiliam no tratamento do paciente, tornando-se uma forma criativa e complementar da terapêutica médica convencional.

Na Umbanda, entendemos a Individualidade como sendo essencialmente de natureza Espiritual, vinculada às experiências que esta tenha realizado ao longo de seu périplo carnal (sucessivas encarnações), tendo como resultado de suas vivências anteriores (se mais ou menos felizes) as disposições que irão influenciar, em termos de saúde-doença, a sua presente encarnação.

Soma-se à isso, a compreensão umbandista de que a Individualidade Espiritual – a qual somos cada um de nós – manifesta-se como parte integrante de uma estrutura de relação existencial além de Si-mesma. De tal sorte que os seres humanos, cada um de maneira particular, está associado aos seus ancestrais espirituais e divinos, como sejam seus Guias, Protetores e Orixás.

Assim, as vivências psíquicas do indivíduo resultam não somente daquilo que seria próprio de um sujeito portador de uma consciência centrada somente em si-mesmo, mas também como estando [a sua consciência] situada num sistema mais amplo, sujeito a influências e atuações de forças de origem transcendente, provindas do mundo espiritual, por meio dos seres extra-físicos com as quais esteja vinculado.

É uma demanda comum aos templos de Umbanda espalhados pelo país, a das pessoas portadoras dos mais variados problemas, na área da saúde ou social, as quais buscam o auxílio desta religião para a solução de suas queixas.

“No Brasil, o sincretismo de invocação religiosa, os remédios, as simpatias, as rezas, fazem parte de um agir coerente em busca da cura” (Andrade, 2005).

A precariedade das condições de vida e acesso aos meios de tratamento das doenças, no passado, bem como a sempre presente necessidade interior de ser entendida não somente como um complexo orgânico, mas principalmente como individualidade transcendente/espiritual, levaram a grande massa de pessoas a buscarem o socorro aos curandeiros, rezadores, benzedeiros, médiuns (entre outros) de todas as épocas de nossa sociedade.

No caso da Umbanda, o terreiro é um dos pontos de vivência fundamentais na lide dos processos de saúde e cura do indivíduo. Os templos religiosos fazem-se pontos centrais no processo de apoio na busca do tratamento terapêutico. “Tais entidades e suas crenças servem de base e de fator disseminador destas práticas de cura, assim como estas as compõem fazendo parte de seus principais rituais e práticas” (Andrade, 2005).

Sendo assim, a busca pelo contato com as Entidades Espirituais, Guias e Protetores da Corrente Astral de Umbanda configura-se como o recurso direto para a solução e a cura dos males variados na vivência cotidiana dos pacientes. No rito umbandista, os seres vindos dos planos elevados do mundo espiritual (a Aruanda), chegam à Terra (o terreiro) para trabalharem a favor dos necessitados, os quais podem relacionarem-se de maneira direta com estes, dirigindo-lhes seus pedidos e rogativas.

Cremos, como umbandista, que os desequilíbrios manifestos no complexo psíquico/orgânico do indivíduo surgem em decorrência das disfunções de ordem energética entre seus corpos espirituais, ocasionando a quebra da homeostase, efetivando-se em desarmonias variadas. Tal mecanismo pode ocorrer por conta de processos próprios do indivíduo, mediante ocorrências em sua vida cotidiana, em seus aspectos psicológicos (complexos psíquicos, conflitos existenciais, depressão, stresse, etc), bem como por aqueles de ordem orgânica (males de ordem genética ou ocasionados por hábitos e vícios maléficos à saúde, exposição a agentes externos, etc.). Da mesma forma, também a vinculação à entidades espirituais de caráter negativo e perturbador (os chamados obsessores, quiumbas, “encostos”), também surgem no rol das circunstâncias que podem levar a desequilíbrios na área da saúde, segundo a concepção umbandista.

Dentro deste contexto religioso, verificar-se-ão as várias formas de tratamento e cura promovidos pelas práticas umbandistas, como sejam os “benzimentos”, os “passes”, as “desobsessões”, o “transporte”, os “ebós”, os “banhos de folhas”, as “defumações”, entre outros.

A medicina convencional, primordialmente, irá valer-se do tratamento dos sintomas por meio da diagnose e prognose adequadas, administrando remédios e terapêuticas variadas com o intuito de dissipar a doença, contribuindo com a melhoria na qualidade de vida do paciente.

A utilização de duas angulações diferentes a respeito da realidade do indivíduo associa modalidades diagnóstico-terapêuticas distintas, mas complementares.

Por fim, diremos que todo o Rito de Umbanda, é uma prática de cura, por meio da qual nossos Guias e Protetores, no simples ato de sua incorporação, trazem ao terreiro suas irradiações de Saúde e Harmonia, integrando-as no psiquismo e no organismo do médium, enquanto percorrem o congá, dançando ou caminhando, descarregam e limpam o ambiente, assim como atraem para si as entidades “negativas” – trazidas para tratamento – e desfazem os acúmulos de energias deletérias que porventura tenham se agregado por conta da irradiações de pensamento de todos quantos estejam presentes ao rito em condições de sofrimento e perturbação.

Toda a gira de Umbanda é curativa por excelência, pois coloca-nos em contato com o Divino, fonte próspera e inesgotável de Felicidade e Saúde, da qual cada um se alimentará mediante as suas possibilidades de momento e condições de assimilação das experiências no campo do Sagrado, junto aos nossos Orixás que irradiam sobre todos nós sua cobertura em forma de amor e força interior para prosseguirmos em nossa jornada.

 

Saravá a todos!
Referências:
Andrade, J.T (2010). Ritos terapêuticos entre rezadores no Grande Bom Jardim, em Fortaleza: persistência dos saberes comunitários em saúde (artigo científico).
Zangari, Wellington (2008). Consciência, Saúde e Psicologia Anomalística: o caso das interações anômalas de ação fisiológica à distância (artigo científico).
Giglio-Jacquemot, Armelle (2006). Médicos do Astral e Médicos da Terra. As relações da Umbanda com a Biomedicina (artigo científico, Revista Mediações).
Jorge, E.F.C. (2008). O embate entre Medicina e múltiplas artes de cura no Brasil – A inovação da Umbanda frente a esses saberes (trabalho de conclusão de curso).
Mantovani, Alexandre (2006). A construção social da cura em cultos umbandistas: estudo de caso em um terreiro de umbanda na cidade de Ribeirão Preto – SP (tese de mestrado).

Fonte: http://brancaumbanda.blogspot.com.br/

 

Aranauam

SERÁ QUE NASCEMOS COM O DESTINO MARCADO?

Quando nascemos, nós não temos um destino marcado, mas temos certos carmas positivos e negativos vindos de encarnações passadas, que vão condicionar e propiciar certos acontecimentos. Mas será sempre por meio das nossas decisões na Terra, fruto do nosso livre-arbítrio que, de uma maneira geral, vamos confirmar ou alterar ultimamente esse carma, pelo menos até certo ponto. Senão seríamos como Robôs simplesmente trilhando algo marcado. O futuro está verdadeiramente nas nossas mãos. Cabe a nós criar um futuro melhor, e hoje, mais do que nunca, temos chaves para isso.No nível do caminho Espiritual, podemos ver que, dia após dia, o computador cósmico da Mente de Deus ajusta a fórmula da Senda segundo a forma como cada indivíduo vive, é e atua no cenário da vida. Cada ação tem a sua reação correspondente no cosmos – um ajuste traduzido por um acréscimo ou decréscimo da Luz em manifestação que é o resultado da aplicação individual do livre-arbítrio.Conforme as escolhas diárias de sua alma, ocorrem ajustes nos restantes ciclos de evolução. Desta forma, a equação da vida na Terra pode ser enunciada assim:
Lei + Você + Carma + Dharma (Missão) = ao seu Plano Divino manifestado circunstancialmente no Templo e no Espaço.
O contrapeso desta equação é constituído pela serva da Liberdade chamada Oportunidade. Caso queiramos preservar a identidade do nosso ser, devemos tomar decisões diárias que acelerem a realização do nosso plano divino e que nos permitam aproveitar melhor as oportunidades na nossa vida, dar o melhor de nós mesmos e até mais.
Retirado do LIVRO CHAVES PARA O SEU PROGRESSO ESPIRITUAL

ELIZABETH CLARE PROPHETSUMMIT LIGHTHOUSE DO BRASIL
Jéssica Cavalcante

Fonte: http://www.espiritualidadeemensagens.com/

Aranauam

 

O Poder da Palavra

Um dos maiores, e mais impressionantes, poder que a maioria de nós temos é a palavra.  É a fala.

A palavra pode levantar ou derrubar, agradar ou desagradar, emocionar ou irritar, trazer para perto ou afastar. Pode ser mel ou fel, tanto para quem ouve como para quem fala.

Num momento ela exprime toda uma paixão, todo um amor, ternura, admiração, respeito, e num outro toda a raiva, rancor, ressentimento, inveja.

A palavra pode estar respaldada na verdade ou esconder a mesma verdade. Mas isso não é difícil de perceber por aquele que tem uma consciência maior de si mesmo e, portanto, do outro. Simplesmente porque a palavra não vem sozinha nunca.

A palavra não é independente. Ela está sempre atrelada ao tom da voz, a emoção colocada, a respiração, ao ritmo em que é dita, ao olhar, aos gestos… E quando ela é falada em sintonia com tudo isso, vem carregada de um poder muito grande, tanto para o bem quanto para o mal. É uma forma de energia fortíssima!

No entanto, algumas pessoas ainda se escondem atrás das palavras e, muitas vezes, enganam a si mesmas e aos outros. São pessoas que se conhecem mal, se tornando presas fáceis delas próprias e do outro.

O autoconhecimento tem a ver com olhar para dentro, com o silêncio, com a coragem de lidar com as emoções. É uma conquista!
E por que se faz tanto uso da palavra para apontar as falhas e tão pouco para enaltecer as qualidades?

Quantas vezes você acha que a pessoa está bonita, mas fica só no seu pensamento? Quantas vezes alguém se mostra inteligente ou tem uma atitude digna de um elogio, você sabe disso e, mais uma vez, fica apenas no seu pensamento?

Eu tenho por hábito elogiar sempre quem acredito que deva ser elogiado, ou seja, não gasto minhas palavras em algo apenas para agradar. Se encontro alguém, homem ou mulher e, a meu ver, está bonito ou teve uma atitude bacana, procuro sempre elogiar. Não guardo para mim, divido.

Tem coisa melhor do que receber um elogio verdadeiro? É um afago no coração, tanto de quem recebe quanto de quem elogia, porque o retorno é imediato através do sorriso, do olhar, da alegria.

Agora, vamos combinar, se achou bonito ou bonita, diz: Você está bonita, está lindo!!! Nada de dizer: Como você está bem… Não economize palavras nessas horas. Elogie sem medo de fazer o outro e a si mesmo feliz!!!

Mas, se você não tem nada de bom para falar, então fique quieto, silencie. O silêncio muitas vezes é o som mais agradável que se pode ouvir.

E usar o poder da palavra para falar mal de outra pessoa quando a mesma não está presente, esquece. Não faça isso. É feio, é grosseiro, é o retrato de quem não tem vida própria e é covardia.

Enfim, use a palavra da melhor forma possível para fazer a sua vida e a de quem passa pelo seu caminho, mais alegre, divertida e feliz.

Sandra Rosenfeld  (contato@sandrarosenfeld.com.br) é escritora, coach pessoal, palestrante e instrutora de meditação. Autora do livro “O que é Meditação”, Ed. Nova Era.

Fonte: http://bemzen.uol.com.br/

 

Aranauam

DEFESA ENERGÉTICA

Se pudéssemos viver em condições de isolamento ideal, contemplativo, convivendo apenas com a natureza, com as pessoas que gostamos e confiamos seria, de fato, muito fácil manter nossa integridade holochacral ou energética (holochacra =corpo energético =conjunto de todos os chacras). Imagine a vida tranqüila no campo, deixando a Mãe Natureza cuidar de tudo. Da mesma forma como ela cuida do verde e dos animais, por que não haveria de cuidar também do homem, seu filho mais ilustre? E as energias? Como são boas as energias da natureza, terapêuticas, revitalizadoras!

Talvez seja por este motivo que determinadas seitas místicas e ordens religiosas preferiram se isolar de tudo e de todos, trancando-se em comunidades fechadas, conventos e monastérios, separadas do resto do mundo no topo de alguma montanha inacessível. Em alguns casos, os praticantes desse tipo de isolamento nem mesmo se encontram uns com os outros, vivendo na clausura, tamanho é o medo de haver qualquer interação energética entre eles, mesmo que positiva. A desculpa é a busca de uma santidade, de uma separação maior. Esperam eles estar caminhando ao encontro da luz interior, de uma aproximação com o Todo Poderoso, ou seja, da evolução espiritual.

Entretanto, esses tipos de pessoas fogem de um inter-relacionamento pessoal maior, fundamental para qualquer ser humano enquanto animal social. Esquecem-se que a riqueza de situações oferecidas pelo dia-a-dia numa megalópole – onde há um forçoso encontro com um grande número de pessoas dotadas de todos os tipos de personalidade possíveis e imagináveis, com milhares de qualidades conscienciais e seus correspondentes defeitos – agiliza em muito o processo evolutivo da consciência. É aí que surgem os conflitos de interesse: as pessoas são forçadas a aprender a conviver com a diversidade consciencial característica da espécie humana, com todos os seus defeitos, qualidades, lados positivos e negativos, e a tirar o melhor proveito evolutivo de cada situação adversa, antendo sua integridade física, psíquica e energética.

É muito mais fácil evoluir no contrafluxo, encarando as dificuldades de frente e aprendendo a se defender energeticamente dos mais variados encontros com as mais diversas pessoas. O processo se desenvolve à semelhança do funcionamento do nosso sistema imunológico: quanto maior for o contato que tivermos com as mais diferentes bactérias, mais fortes serãos as nossas defesas orgânicas. Quem evolui mais rápido: o monge que vive isolado numa vida contemplativa, previsível, rotineira, sem maiores desafios dentro de um monastério, ou o homem autoconsciente que enfrenta as imprevisíveis situações físicas e energéticas, em casa, no trabalho, no shopping, no ônibus, esforçando-se para manter sua integridade física, mental, moral, psicológica e energética? Qual deles possui
mais desenvoltura para resolver os problemas do dia-a-dia?

O que se deve ter em vista é que dificilmente conseguimos manter o nosso status quo energético nos encontros interconscien ciais. Tem sempre alguém recebendo (consciente ou não) e alguém doando (consciente ou não) energias conscienciais (nosso cartão de visita). A tendência é sempre pelo equilíbrio; quem tem mais doa, quem tem
menos recebe. Quando o indivíduo adquire lucidez para o processo energético, passa a estudar e praticar determinadas técnicas que lhe permitirão um maior controle do procedimento, evitando, assim, a inoportuna perda de energias pessoais, bem como a entrada de outras energias que ele venha a considerar como nocivas para si próprio.

Envolvendo o nosso corpo energético, temos a aura, que é um invólucro vaporoso e luminoso; uma forma ovóide de energia que se contrai ou dilata conforme as circunstâncias e emoções. As auras humanas interagem umas com as outras, tanto do ponto de vista positivo quanto negativo, criando atrações, repulsões, acoplamentos, fazendo com que as pessoas atuem na condição de receptoras ou doadoras de energias pessoais. A aura tem mais ou menos dois metros de diâmetro, distância a partir da qual começam as interações energéticas. Isto não quer dizer que você agora passe a andar com um bastão, evitando que as pessoas se aproximem muito.

Como seria dentro do ônibus? Na escola? No ambiente de trabalho? No teatro? No cinema? No estádio de futebol? No comício político? Em qualquer lugar onde há um obrigatório ajuntamento de pessoas? O que ocorre nesses casos é o que chamamos de acoplamento áurico, que pode ser fisiológico – quando se dá entre pessoas amigas, casal
apaixonado, galinha-pintinhos, gêmeos univitelinos, gestante-feto, cavalo-cavaleiro, mãe-filho, médico-paciente, professor-aluno, vendedor-freguês, psicólogo-paciente – ou patológico – quando ocorre entre grupos de enfermos; histerias grupais, coletivas; multidão em linchamento/quebra-quebra; pessoas amotinadas (navio, comícios); dupla
assediado-assediador. O acoplamento também pode ocorrer através de uma consciência extrafísica (positiva ou não) que se aproxime da aura da pessoa.

Isto acontece em virtude da afinização de pensamentos, sentimentos, energias. Um exemplo de caso negativo, é o assediador extrafísico alcoólatra ou fumante inveterado, que provavelmente morreu de câncer
ou cirrose hepática, que acopla pela primeira vez em determinada pessoa ainda viva, porém viciada em álcool e tabagista, quando esta toma uma dose daquela cachaça purinha ou acende um cigarro ou baseado. Depois, passa a acoplar no infeliz sempre que estiver com vontade de sentir o gostinho da cachaça ou o sabor do alcatrão, ou
ainda a lombra da maconha, induzindo-o a beber e fumar mais. Isto significa um círculo vicioso, assediado-assediador, cada um em sua própria dimensão. Um exemplo de caso positivo, é o terapeuta
acupunturista que recebe, consciente ou não, o acoplamento de uma consciência extrafísica com larga experiência em medicina oriental sempre que trata determinado paciente.

Quando o acoplamento ocorre em número superior a três pessoas, tende a ser negativo, pois o homem perde a sua individualidade, a capacidade de raciocinar, a escolha moral, em virtude da intoxicação energética do grupo, tornando-o sujeito a crises, ataques súbitos e violentos de ira, entusiasmo, violência, pânico. Embriagado sem ter
tomado qualquer bebida alcoólica.

Existem também os vampiros energéticos. Pessoas portadoras de uma patologia do corpo energético que impede a retenção de energias conscienciais, de forma que estão sempre carentes, sempre necessitando absorver mais. São verdadeiros buracos negros energéticos. Certamente, todos já tivemos oportunidade de entrar em contato com pessoas assim. É o conhecido desmancha-rodas, aquele sujeito que quando se aproxima todos se afastam numa reação defensiva instintiva, ou então aquele outro que quando começa a falar dá sono nos ouvintes à proporção que ele fica cada vez mais ativo e alerta. Ele nunca passa despercebido. Todos sabem quem são os vampiros
energéticos nos círculos que freqüentam, até mesmo os animais se afastam. Não existe heterocura para o vampirismo energético. É necessário que a pessoa se autoconscientize de sua condição para, a partir daí, buscar a autocura através da satisfação de suas carências afetivas e sexuais, compensando seus chacras e reequilibrando o corpo energético.

Técnicas bioenergéticas

Para mantermos a integridade energética independente da situacão em que nos encontramos, é necessário a utilização de quatro manobras básicas, mas não necessariamente nesta ordem:

– Absorção de energias: É o ato através do qual a pessoa absorve pela força da vontade energias imanentes (cósmica), energias da natureza (florestas, rios, oceanos, árvores, pedras, montanhas, flores ), energias de outras pessoas e energias telúricas (do planeta Terra). Essa absorção é feita através dos chacras que compõem o corpo
energético. Outra forma de absorver energias é através da respiração – prana -, e a este respeito os yogues possuem técnicas avançadíssimas que valem a pena ser estudadas. Também temos a absorção através da alimentação. Todos os alimentos possuem energia, uns mais densos, outros menos. O pesquisador deve procurar se alimentar de acordo com as necessidades e o consumo energético do seu corpo. Para um grande número de pessoas, o consumo de carne vermelha é essencial para reabastecer o corpo com as energias mais densas do animal, já outros
não sentem tanta falta assim, dando-se por satisfeitos com uma dieta alternativa. Podemos absorver energias telúricas através do simples ato de caminhar descalços sobre a superfície (solo) do planeta; neste
caso, o que funciona são os chacras plantares (situados na sola de cada pé).

Todas as noites, depois que dormimos, nosso corpo astral afasta-se do físico e absorve energias cósmicas através dos chacras, principalmente pelo esplênico chacra, sendo esta a quinta forma de absorção de energias depois da alimentação, da respiração, da absorção de energias por vontade própria e do sono natural. O sono permite duas formas de absorção de energias: uma menor, quando o corpo astral se desloca, porém continua muito perto do físico; e outra maior, quando ocorre grande distanciamento entre esses dois veículos de manifestação do ego, numa experiência fora do corpo (EFC). A reposição de energias é responsável em muitos casos pela recuperação
da saúde física e mental do praticante.

– Circulação de energias: Trata-se de controlar conscientemente o fluxo e a direção das energias dentro de você mesmo, da cabeça para os pés, passando pelo pescoço, tórax, braços, mãos, abdômen, quadril, pernas, pés e vice-versa. A velocidade, duração e intensidade devem variar de acordo com a vontade do praticante. Como benefícios,
podemos citar a aquisição de uma autoconfiança maior no uso de suas próprias energias conscienciais, aumentando a sensibilidade do praticante, de forma que tenha meios de identificar com maior precisão as energias externas que lhe forem dirigidas. O ato de circular as energias depois de uma refeição facilita também o processo digestivo, previne minidoenças, pequenos distúrbios orgânicos e indisposições.

Deve ser praticada da seguinte forma: primeiro, o praticante se coloca na posição de pé, com os braços estendidos ao longo do corpo e os pés ligeiramente separados um do outro. Utilizando tão somente a força da vontade, dirija o fluxo de energias da cabeça para os pés, procurando sentir a energia passando pelo corpo e atingindo os
membros, tanto superiores quanto inferiores. Se na primeira vez a pessoa não sentir nada, não deve se preocupar, pois, como foi dito acima, é a prática que trará a sensibilidade energética. Depois, redirecione o fluxo das energias no sentido inverso, dos pés para a cabeça. Repita a manobra umas 20 vezes, depois vá aos poucos aumentando a velocidade de circulação. É bem possível que o praticante, durante um trabalho de circulação de energias venha a
sentir bloqueio em determinados membros, impossibilitando o fluxo. Neste caso, ele deve forçar a passagem das energias com vontade redobrada até conseguir.

O bloqueio que impossibilita a passagem em determinado membro ou até mesmo a circulação por todo o corpo pode ser o prenúncio de algum tipo de doença que já atingiu o corpo energético e que, se não for eliminada através da circulação de energias, em breve atingirá o corpo físico. Daí se conclui que o processo de circulacão de energias
tem finalidade também preventiva. O procedimento deve ser repetido várias vezes por dia, nos mais diversos ambientes, sem qualquer tipo de problema, uma vez que não envolve o uso de qualquer músculo do corpo humano, mas apenas e tão somente a vontade.

– Circuito fechado de energias: É a circulação de energias elevada a uma velocidade intensíssima, a tal ponto que não mais se pode distinguir a direção do fluxo, tornando-se tudo uma só e grande vibração energética que forma um poderoso campo de energia. Isto esteriliza o ambiente, impede a entrada e saída de energias internas
e gera um profundo bem-estar. Para completar o sistema de autodefesa, o praticante, ao mesmo tempo em que instala o circuito fechado, produz uma bolha energética ao seu redor, que funcionará como escudo.

– Exteriorização de energias: É através da vontade que o praticante lança para fora de si as energias pessoais temporariamente guardadas dentro dos seus veículos de manifestação do ego, ou que estão transitando através dele. O procedimento pode se dar tanto aqui na dimensão física, com o praticante acordado e alerta, quanto na
dimensão extrafísica, durante uma experiência fora do corpo. Pode ser feita com finalidades assistenciais, no caso de o praticante exteriorizar energias para um enfermo, visando sua recuperação. Também é utilizada no caso de enfrentamentos entre pessoas nesta dimensão, quando alguém exterioriza suas energias, expelindo-as ao
ponto de deixar as pessoas alvo em cheque ou sem o controle da situação. Agora, como técnica de auto-higiene física-extrafísica, pode ser produzida a qualquer momento e em qualquer circunstância necessária, embora seja melhor praticar em um ambiente isolado, para alijar de si energias consideradas nocivas e prejudiciais ao seu bem-estar. O processo também pode se dar através das mãos (imposição de mãos), nos casos de exteriorização em caráter assistencial, e em outros requer a movimentação dos braços para mover as energias estagnadas do
ambiente. Podem ocorrer sensações de formigamento, adormecimento e, entre outros, pequenos choques elétricos.

Concluindo, a falta de controle do processo energético pode causar bloqueios, descompen-sações, distúrbios e doenças em qualquer pessoa despreparada e vulnerável, inclusive eu mesmo e você também. O circuito fechado é o recurso defensivo primário, insubstituível que dispomos para defesa energética. O domínio do processo energético
pode se dar, inclusive, de forma intuitiva. Existem pessoas que instalam intuitivamente o circuito fechado de energias quando estão lidando com situações críticas, antes e durante o recebimento de telefonemas importantes, encontro com pessoas-chave, etc. Mas esse controle inconsciente não se compara a aquisição de autoconsciência a
nível bioenergético, com o emprego correto, lúcido e dentro de um padrão de moral e ética universal das técnicas bioenergéticas.

Bruxos, feiticeiros, magos, com certeza, todos os que se interessam por este tipo de assunto e estão lendo este artigo agora já foram há muitos séculos, em vidas anteriores. Agora, chegou a hora do emprego
consciente e ético destas técnicas por nós desenvolvidas anteriormente, em outras existências, com o objetivo recípuo de despertar e refinar o parapsiquismo existente em cada um de nós, de forma a mantermos nossa integridade energética no desenrolar da caminhada evolutiva.

Márvio Belliard e Silva é pesquisador independente do fenômeno da experiência fora do corpo (EFC) e da evolução da consciência.

 

AUTORA: Astartê
Aranauam

O PESO DA MEDIUNIDADE

“Se vocês desenvolvem a parte espiritual, se querem aprender a receber a sintonia – seja dos caboclos, pretos-velhos, ou qualquer das falanges trabalhadoras da Lei da Pemba – devem também aprender que efeito isso traz se o médium não está preparado.

Não basta só a fé e a boa intenção, mas a consciência também é necessária. Consciência de que a verdadeira sintonia com o plano astral, no sentido de atendimento em prol da caridade, tem que ser baseada na disciplina, disciplina, disciplina – setenta e sete vezes.

É muito bonito o fenômeno espiritual – a paz que os mentores nos trazem, o carinho, a amizade, a dedicação, as curas – mas a disciplina e essa consciência têm que ser exercitadas sempre, sempre. O Rabi da Galiléia disse: “orai, mas vigiai” – essa vigília deve existir sempre.

Quando uma pessoa está para ser atendida por um espírito, ela está depositando toda a fé dela na solução do problema que ela traz ali, naquele momento.

No momento quando vou atender uma pessoa, ela vai jogar para mim toda a responsabilidade do problema e o que eu falar, ela vai fazer.

Agora: o espírito é a água e o médium, a jarra. Se a jarra está suja, a água vai sair suja.

Temos que ter essa consciência porque ela vai agir na sua coroa, tanto na mediunidade consciente quanto na semi-consciente.

Mesmo se o médium tem a semi-consciência total, a responsabilidade também é dele. “Ah, mas eu não me lembro.” Você não lembra, mas você está atuando, na sua parte espiritual. Não existe o fenômeno sem a passividade mediúnica.

Com o coração envolvido de amor e olhando no próximo uma pessoa que precisa de evolução, nós podemos chamar as nossas entidades e atender.

Mas devemos ter o cuidado, junto aos nosso guias, de sempre motivar a pessoa para o progresso e para a evolução.

O espírito nunca define a situação para ninguém, isso seria uma transgressão do livre-arbítrio de cada um.

O médium deve ter cuidado, porque as pessoas perguntam e perguntam muito. Elas querem saber de tudo, elas querem a resposta “certa”. Elas querem tirar delas mesmas a responsabilidade dos seus próprios atos, inconscientemente, mas é isso que acontece: “eu posso fazer, mas o espírito não me falou pra fazer.”

Em todo o setor, o livre-arbítrio é uma lei, seja nos sentimentos, seja nos problemas materiais.

Lembrem sempre, meus filhos, da vigilância e da disciplina, sempre.

Vamos nos livrar da vaidade, a vaidade que leva o médium ao ponto de pensar que, sem ele, não haveria trabalho mediúnico; que se não fosse ele…, que por causa dele…, assim você começa a se distanciar dos verdadeiros princípios do amor. A humildade é a base.

A principal coisa que o médium tem que aprender é amar, amar. “Amai-vos uns aos outros”, como o Rabi vos amou.

Que Ogum, com sua força, com suas armas, possa defender o caminho e o propósito de cada um. Que a força desses lanceiros possa iluminar esse trabalho.”

Fontes: Site Espírita USA- Palavras do Senhor Exu Pinga Fogo

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Aranauam