Visto o Branco, Sou da Paz

Desde que comecei o blog, uma das minhas maiores preocupações sempre foi a questão da intolerância religiosa. Normalmente evito divulgar os inúmeros casos de agressão e desrespeito porque acho que devemos nos ater aos bons exemplos de união e amor ao próximo mas infelizmente os fatos nos mostram que a intolerância religiosa não apenas tem crescido como tem ficado cada vez mais violenta, beirando o fanatismo.
Tudo em excesso é ruim, mesmo a religião. Principalmente quando esse excesso vem acompanhado da falta de conhecimento e estudo.
Louvável essa avó que iniciou uma campanha pela paz e contra a intolerância religiosa nas redes sociais. Mas tenho apenas uma ressalva: As pessoas estão postando fotos com roupas brancas e dizendo que são umbandistas, candomblecistas e que suas religiões não fazem o mal. Bom na minha opinião, nenhuma religião faz o mal, quem faz o mal são pessoas muitas vezes ligadas a certos segmentos religiosos. Não podemos generalizar ou julgar as outras religiões, devemos sim cobrar do poder público ações que evitem esse tipo de violência e sempre orientar nossos irmãos a sempre respeitarem e entenderem as demais religiões e crenças.
O estudo, a compreensão, o respeito e o amor são as chaves que nos libertarão dos grilhões da intolerância religiosa.
Eu também visto o branco meus amigos, mas não apenas na roupa, eu visto o branco no coração, na mente e na alma. Assim como sou umbandista de coração, mente e alma e como me foi ensinado dentro da Umbanda, sou da paz e do respeito.

Wanderley Donaire Maganha

Aranauam

O Dia em que o pastor pisou no Terreiro

Onze de março de dois mil e quinze, na cidade de Santo André (SP), na Casa de Caridade Nossa Senhora Aparecida, presenciei algo que acredito ser totalmente não-ortodoxo, mas que foi simplesmente edificante.

Irei preservar o nome do visitante para evitar o fundamentalismo e não porque o mesmo me pediu.

O Pastor G, ministro da Igreja Evangelho Quadrangular, denominação evangélica, esteve em nosso Terreiro com sua família para fazer a preleção antes dos trabalhos. Chegou trajado como pastor, de bíblia em punho e juntamente com sua mulher, trazendo seu hinário e um violão.

Foi perceptível que ele estava temeroso, com medo, talvez por não estar acostumado com um local como aquele e com um ritual tão diferente. Mas acredito que seu maior receio seria a receptividade do corpo mediúnico e da assistência. Abriu um sorriso e primeiramente disse que estava muito feliz por estar naquele local, com sua família e que era um momento especial para ele.

Abrindo sua bíblia leu em Tiago 1:26-27

Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã.

A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.

E foi falando sobre sua experiência de trabalhos assistenciais, da necessidade da união das diversas religiões, de como a fé é sempre ao mesmo tempo Deus de formas diferentes, da tolerância necessária. Todos os dizeres, assim como o hino entoado, foram belíssimos e ditos com propriedade que um bom orador tem.

Mas, nisso tudo, sabe o que mais me chamou a atenção? A coragem desse pastor G.

Ele poderia se esquivar do convite e permanecer em seu culto já familiar ou até mesmo aceitar o convite e tentar uma doutrinação, mas não: ele foi corajoso e de peito aberto. Aceitou os cânticos iniciais, a defumação – não participando da mesma, por motivos óbvios – e respeitando aqueles presentes.

E citando o que o Vovô Chico, entidade da linha dos Pretos Velhos falou ontem nos atendimentos:

– Praticamente Daniel entrando na Cova dos Leões, com o temor, mas com a fé o guiando. Não a fé em uma doutrina religiosa, mas a fé em que Deus dissemina a palavra através de obras. E há melhores obras do que a tolerância e a caridade?

Veja bem, para ele nós poderíamos ser os leões. Para nós, ele era o leão, pois com certeza muitos também estavam temendo pelas palavras que seriam ditas.

Sei que dormi sossegado com esse tipo de atitude, depois de uma semana desgastante onde senti certo temor pela condução da raça humana. O mundo precisa de mais exemplos assim. Ainda mais que ele citou os trabalhos – e nunca a religião – de pessoas como Madre Teresa de Calcutá, Irmã Dulce, Martin Luther King Jr. e Francisco Cândido Xavier.

Fechando o artigo assim como foi fechada a participação do pastor G e de sua família em nosso Terreiro:

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faia…

Originalmente publicado em Perdido em Pensamentos.

Fonte: http://umbandaeucurto.com/

Eis um belo exemplo de união, é exatamente isso que o blog Espiritualiss tenta trazer para seus leitores, exemplos como esse que edificam o ser humano e nos fazem crescer espiritualmente.

Aranauam

Gira de Exu não é “Casa da Mãe Joana”

Quando comecei a frequentar um Terreiro de Umbanda, não posso negar que encarava a Linha dos Exus e Pombagiras com alguma desconfiança e até receio. As imagens com chifres, capas negras e até nudez, os altares
com bebidas alcóolicas e charutos e tudo aquilo que ouvimos por aí é muito marcante e causa-nos uma ideia inicial pouco positiva. Foi assim comigo e sei que é assim com muita gente.
Antes da minha primeira Gira de Exu eu estava bastante ansiosa, sem saber direito o que esperar. Será que as entidades incorporadas seriam assustadoras como as imagens?
Será que fariam trabalhos de amarração e de magia negativa?
Será que nessas Giras incentivam a vingança e outras posturas imorais?
Eram essas e muitas perguntas que me passavam pela mente.
Passando pela primeira Gira de Exu e por outras Giras posteriormente, percebi que os mitos que as pessoas criam por aí são absurdamente falsos.

Vamos a eles (os mitos):

1 – Exus não são “demônios”

Sendo entidades de Umbanda, obviamente os Exus e Pombagiras são entidades que trabalham apenas para o bem e não sustentam trabalhos de magia negativa. O trabalho dos Exus consiste em aplicar a Lei Divina, ajudando a trazer para as nossas vidas as consequências daquilo que praticamos, seja para o bem ou para o mal. Os Exus não se vingam, não “aprontam”, não colocam o mal no caminho de ninguém; ajudam-nos a colher aquilo que plantamos, tanto para aprendermos com as experiências negativas como para crescermos com as nossas virtudes.

2 – O uso da bebida e do fumo não é para diversão

Já ouvi muitas vezes que os Exus e Pombagiras, quando incorporados, pedem sempre bebidas e fumo para sentirem os prazeres da vida carnal, dos quais sentem saudades. Mas isto não é bem assim: apesar de terem
vivido encarnações na Terra como nós, e de estarem próximos da nossa faixa vibratória, os Exus são espíritos certamente mais evoluídos do que nós que estamos aqui, agora, e por isso são nossos Guias espirituais, sendo que já não estão presos a estes “prazeres carnais”. O uso da bebida e do fumo nas Giras e nas oferendas visa possibilitar que os Exus manipulem a energia mais densa contida nestas substâncias para realizar o seu trabalho de limpeza, neutralização ou corte de magias negativas nos consulentes.

3 – Gira de Exu não é “Casa da Mãe Joana”

As Giras de Esquerda podem sim ser mais descontraídas, pelo tipo de roupa que se usa, pela linguagem e risada dos Exus e Pombagiras e pelo uso, às vezes mais intenso, de bebidas alcóolicas. Por conta disso, vejo muitos umbandistas acharem que nestas Giras pode tudo, desde beber e fumar enquanto supostamente faz a sustentação energética dos trabalhos, até falar palavrão, dançar durante os
Pontos como se estivessem numa discoteca e usar roupas exageradas ou vulgares. Estes comportamentos não são aceitáveis em outras Linhas de trabalho; por que, então, achar quevo são nas Giras de Exu?
O trabalho realizado nas Giras de Exu é tão sério como o que é realizado numa Gira de Caboclo, de Pretos Velhos ou qualquer
outra Linha, e deve ser realizado com respeito, concentração e dedicação.
Se não houver atenção a isto, há grande hipótese de as entidades presentes não serem verdadeiramente Exus e Pombagiras, mas sim espíritos zombeteiros que quererão, estes sim, aproveitar o fumo, o álcool e a energia de baixa vibração manifestada pelos médiuns e consulentes.
Cabe a nós, umbandistas, procurar informação correta e ajudar a derrubar estes mitos que criam sobre os Exus.

Faça a sua parte!

Laroyê!

Autora: Juliana Silva – Umbanda na Europa

julianamoyas@gmail.com

Fonte: http://umbandaeucurto.com/

Aranauam

Irresponsabilidade Mediúnica

As inúmeras advertências propagadas por aí parecem pouco importar para os supostos postulantes a médiuns – intermediários das comunicações espirituais. O que vemos cada vez mais são pessoas que começam a sentir a sensibilidade mediúnica aflorando e se entregam de vez a qualquer comunicador do mundo espiritual. Sem preparação, sem um ambiente próprio e sem a menor educação para tal.

O fenômeno parece importar mais do que a filosofia por trás de tudo o que representa um processo mediúnico. Independente da religião que a utilize como ferramenta. A mediunidade é isso, um meio e não o fim. Ela tem o propósito de trazer do plano astral/espiritual as informações e lições necessárias para o aprimoramento do ser humano, mas é tratada como algo mais excepcional, que traz certo destaque a quem a possui.

No mundo atual, onde a internet possuí informações abundantes – porém nem sempre corretas, e na era Facebook onde em todos os grupos existem milhares de gurus e doutores da espiritualidade, isso acaba se complicando ainda mais. Podemos notar vários ‘discípulos’ e seguidores de doutrinas espiritualistas. Porém quando você os questiona sobre a mesma, se escondem sobre o capuz de vários textos religiosos e doutrinários. Isso, pode até ser comum, em religiões mais estabelecidas como as patriarcais Judaico-Cristãs. Mas dentro de linhas como o Espiritismo (ou Umbanda) é inaceitável! Pelo próprio propósito da doutrina que é a compreensão maior sem ‘preconceitos’ ou ‘abandonos’.

A estrutura de uma religião é formatada para trazer a seu seguidor a segurança para cultuar sua deidade e suas crenças. Exercendo sua fé, não permitindo que esse caia em situações desagradáveis. Ainda mais em religiões mediúnicas onde são necessárias várias precauções para trazer essa segurança. O mundo espiritual tem toda uma fauna de espíritos diversos – além dos que não exploraremos aqui como encantados, naturais, gênios, anjos, demônios e elementais. Só o espírito humano é encontrado em uma ampla diversidade.

Apenas ler os livros de um determinado autor não te incute todos os conhecimentos necessários para estabelecer uma comunicação segura. Até porque muita coisa é dita em reuniões, aprendida na vivência e  por meio experiência. As coisas mudam, no plano espiritual também.

Existem motivos muito importantes para que a comunicação mediúnica não seja feita sem o preparo. Um médium demora certo tempo para identificar seus próprios mentores, quanto mais para identificar toda sorte de espíritos. Um pretenso médium carregado na vaidade, no orgulho, no ego, na ignorância e com sentimentos não muito nobres irá atrair para si espíritos afins. Assim como uma pessoa jocosa, que deseja brincar com a espiritualidade, irá atrair espíritos zombeteiros e brincalhões.

Para ter uma garantia de segurança – e mesmo assim nem sempre o é – é necessário estar em um ambiente preparado, com proteções, com um grupo de trabalhadores comprometidos com a filosofia da casa. A grande valia do teor da mensagem é o que importa. Mas infelizmente preocupam-se apenas com o arquétipo que o espírito se apresenta, logo deduzem que um velho camponês não pode trazer uma comunicação de maior valor moral que um médico ou filósofo. Eis a arrogância instituída.

E quando então esses ‘médiuns’ acabam por dar consultas via internet? Não tem o mínimo conhecimento para tal, mas se assoberbam de valores dados pelos espíritos (que ele nem ao menos sabe se são realmente comprometidos com o bem). E na grande maioria dos casos geram uma fascinação espiritual, prejudicando a quem o consulta e também o consultado.

Espírito que se manifesta sem a permissão do médium é apenas um espírito obsessor e não podemos chamar isso de incorporação, mas de possessão. Ludibriado pelos espíritos negativos ele se coloca como um grande guru espiritual ou é influenciado mentalmente por esse. Acabando por desqualificar todos os que possuem uma mensagem positiva para passar.

Incorporação? Só em centros espíritas, espiritualistas e terreiros ou em trabalhos com a corrente mediúnica da casa a qual faz parte. O mesmo vale para as psicografias, psicofonias e toda sorte de manifestações mediúnicas.

Esse texto fica mais como um alerta – mais um dos muitos que existem por aí – para que você não seja vítima da obsessão espiritual e se decepcione, colocando a culpa sempre na doutrina e não na sua vaidade descabida.

Autor: Douglas Rainho

Fonte:  http://conversaentreadeptus.com/

Aranauam

Prática Mediúnica vs. Reforma Íntima.

Eu corro o risco de ser taxado de repetitivo, mas preciso
novamente escrever sobre isso.
A reforma interior é necessária e urgente, ainda mais para quem quer praticar a mediunidade.
Alguns erros comuns que
acontecem quando não se
observa essa ‘tal reforma
íntima’:

Médiuns deslumbrados com
a fenomenologia apenas. Só
querem ir pras reuniões
para servirem de instrumento. Deixando que os espíritos se manifestem, sem entender o que ocorre nesse processo.

Estrelismo, acabam pagando com a vaidade, pegando para si todos os elogios e agradecimentos que são dos espíritos;

Praticam a mediunidade,
incorporando, psicografando
ou outra forma de manifestação em locais
totalmente inadequados tais
como: Festas, reuniões
familiares, bares, baladas,
na rua, etc.

Acham-se detentores de
poderes paranormais e que
os espíritos lhes devem
satisfações, cobrando dos
mesmos adivinhações e regalias em suas vidas;

Entre outros;

A mediunidade não é ferramenta para engradecimento do ego, e sim para resgate das faltas pretéritas, aprimoramento do ser e da caridade. Vocês imaginam um espírito de Lei se manifestar no meio de uma balada para dar um sermão na(o) ‘ficante’ pois ele tá de olho em outra pessoa?
Ou na festinha familiar pra dizer
pro cunhado que ele é um
folgado? Não cabe né?
Até porque os espíritos de Lei
respeitam o livre-arbítrio, e
jamais irão interceder sem o
pedido de auxílio daquele que
precisa de ajuda.
Esses médiuns tendem a se
tornar ferramentas imprecisas,
criando um afastamento, um
campo de repulsão vibratório
dos guias de Lei, pois, esses
guias já tem uma vibração bem
mais alta que a nossa e
precisam, em seu processo de
sintonização conosco, ‘diminuir’ essa frequência vibratória afim de conseguir nos utilizar como instrumentos. É dito, que Jesus demorou dois mil anos para densificar seu espírito para poder se manifestar de forma corpórea, façam uma análise disto.
Esses médiuns, acabam por criar esse afastamento e por se tornar alvo fácil para espíritos mistificadores e zombeteiros.
Então se instala um processo de obsessão espiritual.
Se ficar só nisso tá bom, o
problema é que geralmente se
agrava, gerando uma fascinação ou uma subjugação.
Vamos pegar o auxílio do Livro
dos Médiuns, codificado por
Allan Kardec, para entender
melhor isso:

4. Os médiuns que fazem mau
uso de suas faculdades, que nãose servem dela para o bem ouque não tiram proveito delas
para sua instrução sofrerão as
consequências disso?

“Se as usam mal, serão
duplamente punidos, porque lhes é dado um meio a mais para se esclarecerem e não o utilizam convenientemente. Aquele que vê claramente e tropeça é mais censurável do que o cego que cai no fosso.”

6. Uma vez que as qualidades
morais do médium afastam os
Espíritos imperfeitos, como é
que um médium dotado de boas qualidades transmite respostas falsas ou grosseiras?

“Conheceis todos os recantos de sua alma?
Aliás, sem ser vicioso, pode ser leviano e fútil;
além disso, algumas vezes ele
tem necessidade de uma lição, a fim de que se mantenha alerta.”

7. Por que os Espíritos
superiores permitem que
pessoas dotadas de um grande
poder, como os médiuns, e que
poderiam fazer muito de bom,
sejam instrumentos do erro?

“Os Espíritos superiores
esforçam-se para influenciá-las; mas, quando se deixam arrastar para um mau caminho, eles as deixam ir. É por isso que se servem delas com cautela, pois a verdade não pode ser interpretada pela mentira.”

Para melhor compreensão
recomendo a leitura do capítulo
20, segunda parte, do Livro dos
Médiuns.

Então é hora de acordar, ver que
a reforma é importantíssima. Se queremos ser lar de bons
sentimentos, devemos expulsar
os maus de dentro de nós.
Trazendo um pouco de bom-
senso a questão, olhar com
muito cuidado para os nossos
vícios, nos momentos em que
estamos no topo é o momento
exato para a nossa maior queda.
Ser médium não nos transforma em melhor do que os nossos irmãos. A mediunidade é uma ferramenta neutra, e assim pode ser usada para o lado bom ou
ruim, cabe a nós escolhermos o que queremos. E lembrar
sempre, “o plantio é opcional,
mas a colheita é obrigatória.”

Esse texto é uma reedição
atualizada do texto originalmente
publicado no blog:
Perdido em Pensamentos.

Autor: Douglas Rainho

Fonte: http:// conversaentreadeptus.com/

Aranauam

Que Lugar Frequentar?

1. Introdução

Há alguns anos freqüentando reuniões e palestras de cunho espiritualistas, conversando com pessoas necessitadas de auxílio e compartilhando experiências com amigos, percebo um problema comum a muitas pessoas:elas têm medo de freqüentar uma casa espírita, templo de Umbanda ou qualquer tipo de local religioso.

Nosso artigo, escrito com a humildade de quem vive em constante busca de conhecimento, tenta ajudar as pessoas com dificuldades ou medo de escolher o local para freqüentar.

Não podemos indicar O CAMINHO, porque cada um possui um temperamento, necessidade e graduação espiritual diferente, ligando-se ao local que satisfaça suas necessidades e o ajude a encontrar paz.

Considero esse artigo um agrupamento de dicas e cuidados que ajudarão muitos a criar coragem e buscar um local para ajudá-los na difícil caminhada rumo à iluminação interior. Servirá também para evitar as frustrações e abandonos, pois buscamos informar sobre os benefícios e cuidados que devem ser tomados.

2. Motivação para Buscar um “Lugar”

Existem os mais variados motivos que levam uma pessoa a buscar um local de estudo, palestra ou tratamento espiritual.

Vamos citar aqui os mais conhecidos:

Doenças incuráveis ou que se acumulam, não deixando o doente ter paz
Obsessão, Possessão
Desvios de conduta e de comportamento;
Enfraquecimento Extremo, Prostração; ou
Perda do Controle.
Curiosidade
Sensação de abandono
Mediunidade descontrolada
Visão de Vultos ou espíritos;
Barulhos “estranhos”;
Sensação de estar sendo perseguido;
Fenômenos de Projeção Astral (Experiências fora do Corpo);ou
Psicofonia (Incorporação) inconsciente e sem o controle do médium.
Vamos analisar cada um dos itens citados e comentar sobre suas características.

2.1 Os Doentes

As doenças levam muitas pessoas a casas espíritas ou templos de Umbanda.

No auge do desespero, depois de ter freqüentado incontáveis consultórios, tomado quantidades abusivas de remédios e já sem esperança, o doente faz “qualquer coisa” para se ver livre dos males que o afligem, mesmo que isso custe o seu orgulho.

Já presenciei muitos pais ou mães que deixaram o ceticismo religioso de lado e buscaram em uma casa espírita o lenitivo para o sofrimento do seu filho.

Outro tipo de doente que acaba fazendo tratamento espiritual é aquele que cada hora tem uma doença, não conseguindo suportar as diferentes crises que o perseguem.

Como diria qualquer palestrante espírita, “Uns vem por amor e outros pela dor!”. A grande maioria se enquadra no segundo grupo, buscando no auxilio espiritual a cura para suas mazelas.

Vamos falar sobre os benefícios do tratamento espiritual para os doentes, contudo, citaremos aqui os principais cuidados que os irmãos devem ter ao procurar uma casa de auxílio espiritual para curar suas doenças.

Casas Espíritas ou Templos de Umbanda NÃO COBRAM por serviços de cura. Alguns tipos de trabalho solicitam ajuda com materiais utilizados durante o atendimento somente para sobrevivência do trabalho assistencial e não visando o lucro. Tenha em mente que cobrar para atender e solicitar ajuda para manter são duas coisas bem diferentes.
Não existem regalias nesses locais, ou seja, rico ou pobre tem que entrar na mesma fila. Se em um local existem preferências para atendimento, desconfie. Somente casos de extrema urgência fogem a essa regra.
Não há necessidade de morte de animais ou OFERENDAS para realizar uma cura. Já estamos em uma idade espiritual onde é inaceitável imaginar que Deus ou Espíritos de Luz precisem de objetos materiais para serem felizes ou para nos ajudarem.
Sempre fique atento às atitudes dos médiuns de uma casa, sua postura, o teor de suas conversas, sua higiene, etc.
2.2 Obsediados

Os obsediados, ou seja, aqueles que estão sendo vítimas de obsessão, têm extrema dificuldade de freqüentar uma casa e, principalmente, de manter a freqüência regular.

Lembremos que o obsediado é aquele que deixou “brechas” para a aproximação de espíritos de baixo padrão vibratório ou vingativos, por isso, ele é o principal responsável pela situação em que se encontra. Não existe injustiça nas leis de afinidade e aproximação. Cada um terá de acordo com suas obras. A sua conduta, os seus pensamentos e suas emoções são obras do seu espírito, não visíveis no plano físico, mas plasmadas no plano astral (emoções) e mental (pensamentos).

O enfraquecimento, a prostração, desvios de comportamento e de conduta, sensações e reações diferentes que o irmão costuma ter, são alguns indicadores da presença de obsessores.

Um sábio preto velho me falou certa vez que, para saber se estamos obsediados, devemos nos conhecer; caso contrário acreditaremos que qualquer coisa de errado, se dá por causa dos obsessores e não é assim que funciona!!!

O maior problema da obsessão é que ela se desenrola aos poucos, de forma suave, muitas vezes sem que o irmão note as influências que recebe. Os irmãos das trevas são hábeis manipuladores e sabem muito bem “como” se aproximar dos espíritos invigilantes.

Em artigo futuro aprofundarei o assunto obsessão, bastando, por hora, essa pequena introdução sobre o assunto.

Podemos concluir que o principal obstáculo encontrado pela vítima de obsessão para freqüentar um centro é a influencia negativa de seu obsessor, que está ligado e, às vezes, até no comando das vontades do obsediado (possessão).

Além das influências negativas, ainda há o dia do “tudo dá errado”, seja no dia da palestra ou tratamento, ou no dia anterior. Eles fazem de tudo para desestimular o paciente, já que sabem que a freqüência do seu “brinquedinho” a um templo vai enfraquecer o seu domínio e acabar com a sua festa.A maior parte dos espíritos obsessores absorve as energias etéricas dos obsediados, a isso chamamos de vamprirização.

Diante disso, a pergunta óbvia que surge é Por que os espíritos de Luz não protegem o paciente??

A resposta é bem simples: eles protegem e inspiram sempre, contudo, sua influência é mais sutil e, o principal, eles não podem ser responsáveis sozinhos pela melhora do paciente, porque sabem que se fizerem isso, daqui a dois meses o paciente voltará com um novo grupo de obsessores.

É mais importante para o Pai que o filho se transforme aos poucos, fortalecendo seu interior, do que ele pare de sofrer de imediato. A dor é o agulhão que rompe com as tendências inferiores dos espíritos, os quais teimam em manter sua atitude mental e emocional doentia.

É necessário que o paciente mostre força de vontade, empenho, superação. Assim, além de se melhorar, ele arrastará seus perseguidores para a luz da verdade. Somente afastar os obsessores não adiantará, e, além disso, precisamos amá-los, porque eles, acima de tudo, são espíritos que sofrem pelo próprio erro e desespero.

Quando os obsediados vão ao centro, muitos dos seus obessores (os que se encontram mais abertos às idéias renovadoras) freqüentam também as reuniões de estudo, recebendo inspirações de mudança, perdão e amor ao próximo.

Bem, falaremos mais tarde sobre os benefícios que os obsessores e os obsediados recebem quando freqüentam um local adequado. Citemos agora os principais cuidados que devem ser tomados ao se procurar um tratamento:

Casas Espíritas ou Templos de Umbanda NÃO COBRAM para realizar desobsessão. Alguns tipos de trabalho solicitam ajuda para sobrevivência do trabalho assistencial e não para lucro. Lembre-se que cobrar para atender e solicitar ajuda para manter são duas coisas bem diferentes.
Não existem regalias nesses locais, ou seja, rico ou pobre tem que entrar na mesma fila. Se em um local existem preferências para atendimento, desconfie. Somente os casos de extrema urgência fogem a essa regra.
Não há necessidade de morte de animais ou OFERENDAS para espantar espíritos obsessores. Esse tipo de “tratamento” cria vínculos e dificulta ainda mais o afastamento das entidades obsessoras. Os espíritos que atuam nesse tipo de “desobsessão” afastam o obsessor a força e “cobram” por isso, ou seja, quando o paciente parar de “pagar”,o obsessor é solto. Se o paciente não realizou uma “reforma” interior enquanto o obsessor estava afastado (isso não acontece na maioria das vezes, porque o obsediado só queria se livrar do problema), então o problema volta, com mais intensidade e agressividade.
Sempre fique atento às atitudes dos médiuns de uma casa, sua postura, o teor de suas conversas, sua higiene, etc.
Existem casas que realizam as sessões de desobsessão na presença do paciente. Se você é uma pessoa facilmente impressionável peça para não participar.Se isso não for possível, procure uma casa que faça o tratamento sem que você esteja presente. A intransigência do dirigente do trabalho nesses casos pode levar o paciente a abandonar o tratamento e não freqüentar lugar nenhum.
A mensagem dos médiuns para com pacientes obsediados deve ser sempre a mesma: Amor e Compreensão para com os que te perseguem e Fé e Resignação, acreditando que eles não podem te fazer mal se você não permitir. Se os médiuns tiverem uma postura diferente dessa, desconfie.
2.3 Abandonado(a)

O abandonado(a) é um caso sério, com grandes chances de conhecer o lado dos charlatões e aproveitadores dos dons espirituais.

Chamamos de abandonado o homem ou mulher que está desesperado com o companheiro ou a companheira que o deixou ou que está às vésperas de fazê-lo.

No seu desespero incontrolável essas pessoas buscam em um centro respostas imediatas para as suas principais dúvidas:

Ele(a) me ama?
Vale a pena sofrer por ele(a)?
Eu serei feliz com ele(a)?
Ele(a)me amará novamente?
Muitas vezes, até conseguimos levar pessoas nessas condiçõespara ouvir palestras e receber tratamentos de socorro. Contudo, por estarem descontrolados, a ajuda não surte efeito quase nenhum. Elas saem da reunião acreditando que não adiantou nada e que as respostas necessárias não foram dadas.

O pior disso é que, muitas vezes, a tônica da reunião é sobre o que a pessoa busca, mas por não falar especificamente do seu caso, ela não consegue “captar” a mensagem.

Então, pode acontecer da pessoa sofrer e se recuperar aos poucos, aceitando a situação ou, desesperar-se ainda mais e procurar cartomantes, jogadores de búzios, enganadores que dizem trazer a pessoa amada em três dias, etc.

Nesses casos, além de abandonada a pessoa será explorada e, ainda, poderá ficar obsediada (exploramos esse assunto no artigo “O que é se Espiritualizar?”).

O pior caso é daqueles que buscam o “trabalho” ou feitiço para prejudicar ou trazer a pessoa amada de volta. O irmão ou irmã que comete esse erro contrai dividas de grande extensão para com a justiça divina e já começa a pagá-las aqui nesse plano, tornando-se joguete dos espíritos que realizam a sua vontade. Por terem feito-lhe um favor, os espíritos menos esclarecidos se acham no direito de fazer o que quiser com seus novos “amigos”. TOME MUITO CUIDADO!!!

O sofrimento é inevitável quando se acaba um relacionamento, principalmente para quem ama. A freqüência a um lugar sério poderá despertar o espírito para um novo rumo na sua vida. O mais importante é passar a mensagem de que nada é por acaso e que Deus está sempre nos impulsionando para o melhor, mesmo que não concordemos com isso.

2.4 O Médium Descontrolado

O médium é aquele que tem sua sensibilidade “potencializada” pela espiritualidade para servir de instrumento de auxílio e divulgação das verdades Espirituais.

Existe uma grande dificuldade por causa dessa hipersensibilização. O médium tem uma sensibilidade do mundo espiritual que não está de acordo com a sua graduação espiritual; chamamos esse tipo de mediunidade de prova. É um dom, requerido por esse espírito antes de reencarnar para acelerar seu processo evolutivo e ajudá-lo com as “dívidas” contraídas pelos erros no pretérito.

Do outro lado, temos a mediunidade natural, na qual o espírito mantém contato natural com o mundo espiritual. Os grandes mestres que perfumaram nosso conhecimento durante toda a história são exemplos de médiuns naturais.

O médium descontrolado é, com toda certeza, o MAIS DIFÍCIL de se convencer a ir a um centro. Vamos citar aqui os principais motivos que os inibem:

Ele não tem medo dos “troços” (termo usado para identificar os diferentes tipos de sensações que cada médium tem, dependendo da sensibilidade de cada um), ELE TEM PAVOR!! Só de imaginar que as sensações que ele tem em sua intimidade podem acontecer ali, em um centro, sem controle,fazem-no evitar a qualquer custo a visita.
Todo médium sem estudo acredita que, ao freqüentar um centro ou templo, vá perder o controle sobre si ou que tudo aquilo que ele sente vai piorar.Ele imagina que a sua sensibilidade do mundo espiritual se tornará incontrolável e, o principal, que os fenômenos que o atormentam (principalmente durante a noite, antes ou durante o sono) continuarão.
Ele tem medo de ser explorado ou mistificado e acabar se prejudicando.
Ele teme a famosa frase “Você tem que trabalhar sua mediunidade!!!” que muitos irmãos falam para os que sofrem com sua mediunidade descontrolada.
Não estamos falando especificamente sobre mediunidade nesse artigo, contudo, vale a pena tratar um pouco sobre as questões levantadas acima.

Diferente do que muitos médiuns imaginam, a freqüência a um centro espírita faz com que todos os fenômenos que ele sente se acalmem, ou seja, ao freqüentar um centro ele entra em um processo de “controle” da sua mediunidade. Esse controle necessitará de tempo e esforço próprio, mas um dia acontecerá.

O mais engraçado é que, muitas vezes, os fenômenos que o atormentavam cessam e ele passa a entrar em contato com a espiritualidade de forma mais sutil e, o mais importante, o sono e o trabalho não são prejudicados, porque os fenômenos passam a ser controlados. Podemos facilmente entender essa questão…

Os médiuns que se negam a freqüentar uma casa ficam a mercê do contato espiritual das entidades de baixo padrão vibratório, que entram em “delírio”, porque o médium é uma janela para o mundo espiritual. Assim ,fenômenos como a vampirização, mistificação, influência, ficam mais fácil de serem realizados com médiuns. Por isso é que muitas vezes as “coisas” que os médiuns sentem enquanto se recusam a freqüentar um centro são diferentes da que passam a sentir quando começam a freqüentar um centro. Os espíritos de luz realizam contato de forma mais sutil e menos agressiva.

Existem outras coisas a falar sobre os dois últimos parágrafos, contudo, abordaremos esse assunto nos artigos sobre mediunidade, para não fugir ao objetivo principal desse artigo.

Com o tempo, o médium que freqüenta o centro começa a suavizar o impacto da sua mediunidade, e, no aprimoramento mediúnico, ele transforma a mediunidade torturante em faculdade de ajuda para os irmãos menos esclarecidos e também para si próprio.

Devemos tomar cuidado com a frase “Você tem que trabalhar!”. A pessoa já vai com medo, traumatizada pelo contato espiritual que somente a faz sofrer e falamos para ele que tem que trabalhar???!!! É para qualquer um sair correndo!!! Tenho um conhecido que ia começar um tratamento e abandonou tudo porque já chegaram falando isso para ele.

É importante para o médium freqüentar um lugar que refaça suas energias e que ele possa estudar, aprender e se harmonizar. Trabalhar em favor do próximo e aprimorar a faculdade que ele pediu para ajudar o próximo deve ser escolha dele. Ele tem que ser responsável pelo uso bom ou ruim, ou até pelo não uso dos benefícios que solicitou para compartilhar com o mundo.

Seguem os cuidados que devem ser tomados pelo médium ao buscar ajuda:

Não busque ajuda de pessoas que cobram. Todos que vão freqüentar um centro passam por um tratamento inicial e depois desse tratamento podem ou não ingressar no APRIMORAMENTO mediúnico. NINGUÉM É OBRIGADO A FREQUENTAR APRIMORAMENTO MEDIÚNICO!!! Desconfie de centros onde você não passa por tratamento e estudo para fazer parte do corpo mediúnico.
Não se sinta obrigado a trabalhar. Não se sinta pressionado. Esse pensamento é mais das “pessoas” do que dos espíritos e mentores responsáveis pelo trabalho. Sua postura deve ser de harmonizar-se primeiro e depois resolver se realmente quer ajudar o próximo. Essa escolha deve ser sua. É claro que é importante o médium trabalhar, mas não se pode obrigar ninguém a nada. Acredito que mais vale um médium que vai à casa espírita, estuda e se aprimora do que aquele que trabalha durante um tempo e não consegue dar continuidade, abandonando tudo.
Não freqüente casas onde há morte de animais. A Umbanda trabalha com as energias da Natureza e não existe mais necessidade de se sacrificar animais para realizar nenhum trabalho. Os pretos-velhos e caboclos são exímios conhecedores das energias da natureza. Eles conseguem limpar ambientes, realizar curas e dar passes somente com as energias das plantas e ervas.
Cuidado com lugares onde se endeusa o mentor. Mentores são irmãos que nos guiam e estão um pouco a nossa frente,contudo, você é responsável por seus atos. Passe sempre pelo crivo da razão os conhecimentos e instruções de qualquer espírito. Lembre-se que você será responsável pelos seus atos.
Sempre preste atenção na postura e conduta dos médiuns da casa.
Não busque encontrar o lugar ideal, apenas pense na busca por um bom local para freqüentar e depois, quem sabe, trabalhar. É como um caminho: uns o encontram antes e, outros, depois; mas não se preocupe com isso, aproveite o caminho, ele é cheio de belezas.
Antes de encarnar o médium escolhe uma tarefa de auxílio, essa tarefa é o seu objetivo. Tenha sempre em mente que o caminho que teu coração traça para ti é o mais importante, sendo a casa o local escolhido pelo médium para realizar sua sublime tarefa de renúncia e amor ao próximo.
Um centro não é muito diferente dos grupos que temos na vida. Podem ocorrer desentendimentos, problemas internos. Aprenda a relevar isso e busque sempre o seu objetivo maior que é melhorar o seu interior e ajudar aqueles que necessitam de ti…
3. Os diferentes tipos de Templos

Enganam-se aqueles que acreditamque somente em determinadas religiões os necessitados são auxiliados ou que o contato com o Pai está diretamente vinculado com a Religião.

O contato, a religação com o Pai depende mais do tipo de vida que o espírito leva do que do lugar que freqüenta. Lembremos sempre do aviso do Mestre, que nos ensinava a construir nosso castelo sob o chão firme, para que ele não desmorone.

A ligação com o Pai não pode ser construída sob uma casa de pedras, madeiras e tinta. É no terreno fértil do coração, voltado para os bons sentimentos, que se ergue o verdadeiro templo da Fé.

Falanges de espíritos atuam em todos os tipos de religiões, ajudando em qualquer pátria, não distinguindo raça ou sexo e fazendo sempre o possível para impulsionar os irmãos encarnados a se libertarem mais rápido das paixões e vícios que o prendem aos ciclos reencarnatórios de sofrimento e dor.

Mesmo nas religiões que não acreditam em espíritos ou na vida após a morte, ali estão os espíritos. Se a obra for para o bem, para elevação das qualidades morais da alma, então lá se encontrarão os benfeitores, distribuindo a luz do nosso Senhor Jesus Cristo para todos os necessitados.

Contudo, nos lugares onde não se encontra elevação moral dos dirigentes, a indiferença pelo próximo é notória e não se trabalha na reeducação das qualidades espirituais dos freqüentadores.

Nesses lugares, não se pode esperar a freqüência dos espíritos iluminados e sim daqueles que se afinizam com este tipo de baixa vibração.

Por isso, não se preocupe com o nome da bandeira que você deseja abraçar, foque sua análise para o conteúdo, para o padrão vibratório dos freqüentadores.

Sobre esse tema retiramos um trecho interessante do livro “Entre o Céu e a Terra”, de Francisco Candido Xavier, ditado pelo espírito André Luiz:

“- Quanto a mim, coopero com minha neta nos serviços que lhe foram conferidos aqui, entretanto, a minha tarefa pessoal mais importante se verifica num templo católico, a que me vinculei profundamente, quando de minha última reencarnação”

– Aliás – ponderou o Ministro, sensato o auxílio divino é como o Sol, irradiando-se para todos. As instituições e as almas que se voltam para o Pai Celestial recebem o suprimento de recursos de que necessitam, segundo as possibilidades de recepção que demonstrem.

Interessado, porém, nos apontamentos que surgiam, cada vez mais valiosos, Hilário indagou:

– Em que base se formará o processo de auxílio nas igrejas? Com o impedimento de nossa comunicação direta, como será possível cooperar em favor dos nossos irmãos católicos romanos?

– Muito simplesmente – esclareceu Mariana, prestimosa -, o culto da oração é o meio mais seguro para a nossa influência. A mente que se coloca em prece estabelece um fio de intercâmbio natural conosco…

– Mas não de maneira ostensiva – alegou o nosso companheiro, estudioso.

– Pelo pensamento – explicou a interlocutora, respeitável. – A intuição beneficia em toda parte, e, quanto mais alto é o teor de qualidades nobres na criatura, mais ampla é a zona lúcida de que se serve para registrar o socorro espiritual. O culto público, indiscutivelmente, qual vem sendo levado a efeito, nos tempos modernos, não favorece o contacto das forças superiores com a mente popular. Os interesses rasteiros, conduzidos à igreja, constituem sólido entrave contra o auxílio celeste. E a preocupação de riqueza e pompa, quase sempre mantida pelo sacerdócio nos ofícios, inutiliza por vezes os nossos melhores esforços, porque, enquanto a atenção da alma se prende a exterioridades, as forças contrárias ao bem e à luz encontram facilidades positivas para a cultura do fanatismo e da discórdia. Ainda assim, superando tais obstáculos, é sempre possível algo fazer em benefício do próximo.

– Durante a missa, por exemplo prosseguiu Hilário, observador -, é viável o seu trabalho de cooperação?

Mariana fixou uma expressão facial de bom humor e aduziu:

– Somos grandes falanges de aprendizes da fraternidade em ação. Por mais desagradáveis se nos mostrem os quadros de luta, a nossa obrigação é servir.

– E o tipo de assistência? é de renovação espiritual ou de mero socorro aos crentes encarnados?

– Ah! – comentou Mariana, sincera – o trabalho é complexo e divide-se em múltiplos setores. Não está limitado à esfera da experiência física.
Inumeráveis são as almas que, desligadas do corpo, recorrem aos altares, implorando esclarecimento… Outras, depois da morte, confiam-se a desequilibradas emoções, invocando a proteção dos Espíritos santificados… É preciso corrigir aqui e ajudar além… Agora, devemos injetar um pensamento reconstrutivo nessa ou naquela mente extraviada, depois, é imprescindível harmonizar circunstâncias, em favor desse ou daquele necessitado… A maioria das pessoas aceita a religião, mas não se preocupa em praticá-la. Daí nasce o terrível aumento das aflições e dos enigmas.”

4. Egrégora

A egrégora de um templo é a atmosfera que a envolve. Essa atmosfera fica impregnada do sentimento, pensamentos e emoções dos freqüentadores, tanto encarnados quanto desencarnados, já que a egrégora não se limita somente ao plano físico.

Se estivermos em um templo religioso onde as pessoas se dedicam a melhorar seus pensamentos, realizam orações, entregam seus corações a devoção, etc, é fácil imaginar o que impregna essa “atmosfera” que envolve o templo. Esses lugares têm uma egrégora positiva que beneficia a todos que ali freqüentam. É a famosa sensação do “… me sinto bem nesse lugar…”.

Por outro lado, em bares, boates ou prostíbulos, onde muitos se entregam à sensualidade, ao vício ou à violência, encontramos uma atmosfera impregnada de energias negativas. A maior parte dos médiuns “sente” a diferença quando entra em lugares deste tipo, sendo para muitos insuportável a permanência neles por muito tempo.

5. Benefícios Alcançados

Os benefícios alcançados por aqueles que vencem a inércia e se dedicam a freqüentar um templo religioso ou de meditação são imensos e facilmente notados.

Vale lembrar que os benefícios ou curas não aparecem da noite para o dia, é um misto do esforço próprio e ajuda que recebe do local que decidiu freqüentar.

Todo templo religioso ou de meditação, onde o objetivo é o crescimento espiritual dos participantes, é envolvido por uma egrégora, que protege, ampara e auxilia os freqüentadores da casa.

Os templos dedicados ao amor e à fraternidade são protegidos por sua egrégora e pelos responsáveis espirituais da casa. Sempre temos espíritos ligados ao trabalho de um templo, independentemente da religião.

Um dos principais benefícios sentidos por aqueles que adentram na casa é o desligamento temporário dos obsessores, que muitas vezes são “barrados” na entrada do templo (principalmente nas casas espíritas e templos de umbanda).

Esse é um dos principais motivos para eles de tudo fazerem para que você não vá ao templo religioso. Embora a casa de amor e caridade proteja o seu freqüentador, ela não impede a influencia mental à distância, que ocorre nos casos de obsessão complexa.

Nesses casos, é necessário um tratamento, para que aos poucos o obsediado se desligue de seu obsessor.

Nos templos há também falanges de espíritos que se dedicam ao auxílio magnético; por isso, durante a reunião, palestra ou missa o freqüentador é envolvido em fluidos, absorvidos de acordo com a receptividade do beneficiado. Os espíritos amigos também inspiram idéias e conselhos que buscam ajudar os freqüentadores.

Quando estamos vinculados a uma casa, também recebemos a visita e fazemos parte da corrente de auxílio dos trabalhadores espirituais, que tudo fazem para nos ajudar na conquista dos bens espirituais.

É muito importante que cada um faça a sua parte, modificando sua conduta e seus sentimentos, para que o auxílio surta efeito.

Somente em solo fértil a ajuda espiritual pode vingar.

6. A Cura

Muitos buscam as casas espíritas para se curar de doenças.

É muito importante entender que nem todas as doenças podem ser curadas. Os espíritos estão mais interessados na sua cura espiritual.

Por isso, não perca a esperança somente porque suas doenças não foram curadas. Muitas vezes elas são a porta de entrada para o seu crescimento espiritual.

Algumas doenças são expurgos de erros aterradores que cometemos no passado, por isso, a grande maioria de nós solicita o ingresso na carne com restrições físicas, para que assim possamos nos sentir redimidos perante a justiça divina. Nesses casos, os espíritos não podem nos curar, somente amenizar as dores.

O próprio Dr. Fritz (espírito que realizou um trabalho extenso de cura espiritual no Brasil) em entrevista dada no livro “Dr. Fritz, O Médico e sua Missão” fala o seguinte:

” 52 – Com respeito à cura do paciente, ele pode ser curado no primeiro atendimento ou ela pode demorar a ocorrer?

R. As condições espirituais do paciente e seu merecimento são os parâmetros que possibilitam a ocorrência da cura. Assim, a cura depende do término do “pagamento” dos débitos existentes junto a “contabilidade” Divina, dos carmas e da regressão da enfermidade. O paciente poderá ser curado na hora ou receber o tratamento e a enfermidade ir regredindo. Toda doença apresenta o processo evolutivo e o regressivo.”

Trataremos mais desse assunto em um artigo futuro sobre Karma.

Acredito que devemos buscar no templo religioso a força para carregar a nossa cruz.

7. O Caminho

O caminho na busca de um local para freqüentar é um tópico importante, já que muitos desistem por que não se adaptam ao local que escolheram.

Às vezes, é necessário que o médium ou paciente passe por vários lugares para chegar ao local com o qual se afinizará. É o caminho, que muitas vezes o prepara para o lugar onde ele ficará uma boa parte da sua vida.

Não existe regra, mas temos que acreditar no quanto é importante freqüentar algum grupo, seja de prece, de meditação, de estudo, centros espíritas ou templos de umbanda.

As pessoas que se sentem sozinhas encontram nos grupos companhia para conversar e para se distrair. É comum grupos de Ioga realizarem eventos ou passeios, o mesmo acontece em outros tipos de congregações, que realizam atividades extras para integração dos participantes, realizando diversões saudáveis e harmoniosas.

Se não conseguir se adaptar, mude de lugar. Hoje existe uma quantidade imensa de grupos, cada um com sua característica própria.

Não desista, o grupo é o local onde você receberá auxílio dos espíritos amigos e ainda a palavra confortadora daqueles que compartilham com você os ideais de fé e paz.

 

por Gustavo Martins

 

Fonte: http://www.grupopas.com.br/

 

Aranauam

Cura Real

Não trate apenas dos sintomas, tentando eliminá-los sem que a causa da enfermidade seja também extinta.
A cura real somente acontece do interior para o exterior …..

Sim, diga a seu médico que você tem dor no peito, mas diga também que sua dor é dor de tristeza, é dor de angústia.

Conte a seu médico que você tem azia, mas descubra o motivo pelo qual você, com seu gênio, aumenta a produção de ácidos no estômago.

Relate que você tem diabetes, no entanto, não se esqueça de dizer também que não está encontrando mais doçura em sua vida e que está muito difícil suportar o peso de suas frustrações.

Mencione que você sofre de enxaqueca, todavia confesse que padece com seu perfeccionismo, com a autocrítica, que é muito sensível à crítica alheia e demasiadamente ansioso.

Muitos querem se curar, mas poucos estão dispostos a neutralizar em si o ácido da calúnia, o veneno da inveja, o bacilo do pessimismo e o câncer do egoísmo.

Não querem mudar de vida.

Procuram a cura de um câncer, mas se recusam a abrir mão de uma simples mágoa.

Pretendem a desobstrução das artérias coronárias, mas querem continuar com o peito fechado pelo rancor e pela agressividade.

Almejam a cura de problemas oculares, todavia não retiram dos olhos a venda do criticismo e da maledicência.

Pedem a solução para a depressão, entretanto, não abrem mão do orgulho ferido e do forte sentimento de decepção em relação a perdas experimentadas.

Suplicam auxílio para os problemas de tireóide, mas não cuidam de suas frustrações e ressentimentos, não levantam a voz para expressarem suas legítimas necessidades.

Imploram a cura de um nódulo de mama, todavia, insistem em manter bloqueada a ternura e a afetividade por conta das feridas emocionais do passado.

Clamam pela intercessão divina, porém permanecem surdos aos gritos de socorro que partem de pessoas muito próximas de si mesmos.

Deus nos fala através de mil modos; a enfermidade é um deles e por certo, o principal recado que lhe chega da sabedoria divina é que está faltando mais amor e harmonia em sua vida.

Toda cura é sempre uma autocura e o Evangelho de Jesus é a farmácia onde encontraremos os remédios que nos curam por dentro.

Há dois mil anos esses remédios estão à nossa disposição.
Quando nos decidiremos?

Por José Carlos De Lucca do Livro: O Médico Jesus

Fonte: https://bemviverapometria.wordpress.com

 

Aranauam

Conhecendo seu Guia na Umbanda

É muito comum no inicio das incorporações, quando a gente está ansioso, com medo , curioso e inseguro para saber quem são nossas entidades, como trabalharam, nomes, etc… Todos nós médiuns já passamos por isso…..Quando há as incorporações o médium fica mais que atento a qualquer palavra que saia de sua boca “se eu falando ou a entidades, o que vai acontecer agora, o que ele tá fazendo” ….. tudo isso faz parte do início, pois ser consciente é perfeitamente normal e não é sinal de “falta de firmeza, ou imaturidade nas incorporações, ou fraqueza do médium.

E é nessa fase onde o médium atua muito junto com a entidade, por sua participação , ‘interatividade” que é peculiar nesse início, ocorre maior incidência de uma interferência do médium , sobrepondo a da entidade.

Porém, com o passar do tempo, o médium vai ganhando confiança, vai aprendendo a ficar mais alheio das manifestações da entidades, pois para ele não terá mais mistérios e se reservará da total abstenção de qualquer tipo de interferência, inclusive de sua própria opinião do que a entidade deveria agir, falar ou conduzir numa consulta.

Muitas pessoas desistem no inicio, por não aceitar sua consciência e não conseguir trabalhar psicologicamente essa questão e achar que é ele ali e não a entidade. De não insistir e entender que as incorporações vão se firmando com o tempo. Pois nossa forma de trabalhar mediunicamente é muitíssimo diferente de Candomblé e Espiritismo. E para a Umbanda a afinidade e sintonia nas incorporações é de fato, mais demorada. E nesse processo de ajustes, equalizações e estabelecer uma sintonia satisfatória , o médium deve entender que haverá sim erros, o seu sobrepor a própria entidade, o animismo, porque faz parte desses ajustes. Por isso o médium não deve ser permitido ao estarem sob influência das entidades; beber, fumar e principalmente, dar consultas e atender o público, quando essa sintonia não se estabelecer de fato, avaliado pelo dirigente e guias chefes da casa.

Não é que não podem ….. é normal as entidades não darem nomes de suas falanges no início, pois o médium ainda não está preparado mediunicamente falando … demora-se um tempo para estabelecer uma sincronia entre a faixa vibratória da entidade com a do médium e somente quando houver harmonia, e com menos risco de animismos por parte do médium, é que elas trazem sua falange.

Antes de tudo cada guia que incorpora é único, cada um é um espírito em particular, com seu jeito de agir e pensar. O nome de que se utilizam é apenas um indicativo da forma que trabalham de sua linha e irradiação. Por isso podemos ter vários espíritos trabalhando com o mesmo nome, sem que sejam por isso um só espírito.

É como ser um médico, engenheiro, etc… Todos possuem um conhecimento comum, além do conhecimento individual. E isso faz com que trabalhem de forma diferente, mas seguindo a mesma linha geral. A mesma coisa acontece com nossos guias, então é comum escutar:
– Como é o Caboclo X?
– Me conte a estória do Preto Velho Y
– Como é o ponto riscado do Exú Z?

Isso pode ocasionar vários promelhas no início do desenvolvimento, o médium lê uma descrição de que o Caboclo Y fuma. E ele fica com “isso” na cabeça, assim que chega no momento de trabalhar com o seu guia o Caboclo Y (também) ele pede um charuto, e aparti daí fica mais difícil de romper essa barreira anímica criada pelo médium.

Ou então o médium lê que o Exu Z quando incorpora ajoelha no chão, aí pensa, “nossa o que eu incorporo não ajoelha!!!” e começa a se sentir inseguro quanto a manifestação do seu guia, podendo com isso atrapalhar o seu desenvolvimento.

Pra resumir, a melhor forma de conhecer seu guia e através do tempo, do desenvolvimento e do trabalho com ele, assim pouco a pouco você vai se interando de como ele é, como gosta de trabalhar, etc.

 

Postado por: Carol Walent

 

Fonte: https://cantodoaprendiz.wordpress.com

 

Aranauam

O Verdadeiro Inimigo

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Afinal quem são nossos inimigos?

Seria aquela pessoa que nos tira do eixo com seus atos hostis?

Aquele que tenta a todo custo o sucesso não importando os meios?

Seriam os ofensores e os agressores nossos inimigos?

Não meus amigos, esses são apenas seres humanos falhos como nós mesmos que estão em busca da evolução mas que estão em graus evolutivos diferentes. Mesmo os espíritos obsessores não merecem a alcunha de inimigos, pois são apenas irmãos caídos e necessitados em busca de paz.

O inimigo somos nós que fraquejamos frente as provações e nos deixamos levar pelas emoções.

Somos nós que perdemos o controle e praguejamos a cada dificuldade que encontramos.

Devemos agradecer por aqueles que nos poem a prova, pois estão contribuindo para que nos tornemos seres humanos mais experientes e espíritos mais evoluídos.

São as dificuldades impostas pela vida e por nossos irmãos espirituais que enobrecem ou enfraquecem nosso espirito.

Nas dificuldades temos apenas duas alternativas, trazermos a tona o melhor ou o pior de nós mesmos.

Então pare de reclamar e assuma sua parcela de culpa. Julgue e condene a si mesmo, aprenda com seus erros e cresça espiritualmente. Quando você muda tudo ao seu redor muda, experimente, garanto que não vai se arrepender.

 

Wanderley Donaire Maganha

Aranauam

Dia da Umbanda

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Há 106 anos nosso querido Zélio Fernandino de Moraes e o Caboclo das Sete Encruzilhadas deram inicio ao que conhecemos hoje como Umbanda, uma religião sem preconceitos onde todos os espíritos, sejam eles mais ou menos evoluídos, serão ouvidos, uma religião pautada na humildade, e na igualdade entre irmãos encarnados e desencarnados.

Simples em sua essência e ao mesmo tempo complexa em seus fundamentos essa nossa amada religião possui varias formas de cultuar o sagrado dentro de suas inúmeras vertentes e ritualísticas e ainda assim consegue manter sua originalidade e sua sagrada missão: A Caridade.

Marginalizada, oprimida e até mesmo odiada por muitos a Umbanda segue firme no seu propósito de religar o homem a Deus. São incontáveis os irmãos que tiveram o coração e a alma tocados pelo seu amor e se tornaram seus seguidores, seus praticantes, seus amantes. Mas são poucos os que podem se dizer “mensageiros” dessa sagrada e humilde religião, pois muitos ainda se escondem atrás dos véus da ignorância e do preconceito.

Que essa data seja lembrada não apenas como o Dia da Umbanda, pois todos os dias são dela, afinal devemos praticar a caridade sempre. Amada Umbanda, que sua força, sua sabedoria, sua alegria, seu amor e sua humildade estejam sempre presentes em nossas vidas para que sigamos em frente nesse processo de evolução espiritual e assim nos tornarmos dignos de carregar essa luz em nossos corações e mentes.

Assim Seja.

Wanderley Donaire Maganha

Aranauam

Sintomas Indicadores Da Obsessão

O drama da obsessão ocorre quando o ser encarnado se situa num quadro de falta de controle de alguma tendência nefasta, algum vício incontrolável, perturbações mentais com irritabilidade constante, percepção da falta de sono, desencadeamento de situações prejudiciais a vida, como descontroles raivosos que impossibilita um convívio satisfatório com o rol de pessoas do seu meio, desânimo, cansaço, estado depressivo, estado emocional em que não encontra razão para viver, por achar que não têm motivo que o faça esperançoso em ser feliz. – A condição de obsidiado ocorre por haver desentendimento do passado ainda carente de solução. Tivemos muitas vidas e nestas vivências cometemos deslizes que magoaram ou prejudicaram alguém, e que por ainda não nos ter perdoado, no presente quer nos prejudicar por vingança. – Os obsessores tanto agem por conta própria como quando sente necessidade de acelera o processo de vingança, solicita a ajuda de obsessores, espíritos que mesmo não possuindo queixa da vítima assume o papel de executor de missões vingativas a serviço alheio. – Esses obsessores se especializam nas tramas, das mais hábeis artimanhas diabólicas, através da orientação técnica de experimentados veteranos. – São inúmeras as dificuldades para que seja solucionada a questão da obsessão. Esta é uma das questões mais dolorosas e de difícil eliminação. – Para agravar a situação, a humanidade terrícola, por sua vez aumenta assustadoramente as oportunidades para a atuação dos espíritos obsessores, cometendo delitos que favorecem sua aproximação e facilidades para exercerem suas intenções danosas. – No mundo material, a porcentagem maior de alienações mentais, ainda são frutos das forças destrutivas e obsessoras, muitíssimo favorecidas pelo descaso evangélico dos próprios obsidiados. – Afora os casos de alienações provocadas pelos casos naturais das lesões nos cérebros, todas as outras de ordem mental se originam pelo desequilíbrio da própria alma. – Toda criatura que perde o controle sobre algum tipo de atuação, torna-se uma vítima fácil para desencarnados viciosos. – Devemos considerar ainda os casos em que os que se sentem ofendidos ou prejudicados, que estão a espreitar suas vítimas, na ânsia da oportunidade mais apropriada para se vingar dos seus desafetos. – Os mentores e os técnicos espirituais não podem intervir drasticamente num circulo vicioso de mútua obsessão entre os terrícolas, ainda incapazes da humildade e do perdão, e que o reforçam com a vaidade, o orgulho, o ódio, a crueldade da vingança, e pela distância em que se encontram do Evangelho. – É prematura qualquer intervenção forçada no mecanismo da obsessão, sem que haja sido iniciada a reforma íntima e espiritual no mínimo em uma das partes envolvidas. – A retirada do obsessor, de junto de sua vítima, não resolve problemas obscuros, cujas raízes podem estar fixadas há muitos séculos, num passado repleto de ações comprometedoras, razão pela qual se encontram a vivenciar o drama de hoje. – Pouco adianta afastar de maneira abrupta espíritos perseguidores, os impedindo de se aproximarem de suas vítimas, pois esse processo apenas interrompe a ação benfeitora da lei do carma, mas não soluciona a questão; a solução do problema fica em suspenso e, sem a solução definitiva, a “enfermidade” espiritual voltará. – A cura definitiva, requer o desatamento espontâneo das algemas que os prendem há longo tempo, e isso só será possível pela força do perdão e da humildade. – Em todas as comunidades do Além, que se dedicam ás tarefas benfeitoras de cura e tratamento desobsessivo, só se emprega uma “técnica espiritual”: o despertamento incondicional do Amor! – Os mentores espirituais de alta experimentação sideral acham que só existe uma solução lógica e sensata para esse acontecimento confrangedor: converter simultaneamente o obsessor e sua vítima, aos postulados amorosos do Cristo. – O que sofre pelo drama da obsessão, situação que correspondem á uma grande quantidade de casos, fica o esclarecimento de que seu drama se origina num passado distante. No presente, por seu desafeto o ter localizado no cenário terreno, e se aproveitando de sua situação no mundo invisível, o prejudica por julgá-lo ser o culpado por sua infelicidade de outrora. O drama da obsessão deve ser resolvido, por um tratamento cuidadoso, orientado com base nos conceitos expostos por Jesus, sob um estreito entendimento entre obsidiado, grupo mediúnico e equipe espiritual. Os mínimos detalhes devem ser observados e cobrados do vitimado, caso contrário a situação permanecerá a mesma quando não agravada.

Enviado por: A. Cavalcanti

Fonte:  http://www.gruporamatis.org.br/

Aranauam

Você conhece ou cria sua mediunidade?

Há muita gente portadora de faculdades mediúnicas passíveis de ser utilizadas pelos espíritos superiores, mas que, em gérmen, não foram trabalhadas ainda, de acordo com uma metodologia adequada.
Há também aqueles que são portadores de uma inteligência mais refinada e têm um passado espiritual cheio de experiências no campo religioso e místico. ao entrarem em contato com o conhecimento espiritual, eclode todo o conteúdo místico reprimido através do processo reencarnatório, por influência do cérebro físico, que age de forma a amortecer as vibrações do passado. Ao eclodir de sua intimidade certas tendências místicas e religiosas mal-sucedidas, e devido ao contato com o conhecimento espiritual, começam a se julgar portadores de faculdade mediúnica ou de mediunidade com tarefas especificas. Naturalmente, encontram sintonia com aqueles companheiros de seu passado espiritual que têm mesma tendência mística e religiosa. Isso não quer dizer que sejam médiuns na atual existência, ou que tenham uma tarefa mediúnica. Muitas vezes tais companheiros reencarnaram no meio espiritualista para corrigirem suas idéias extremistas do passado, ou para sanar alguns males decorrentes do abuso de sua inteligência. Como trazem o psiquismo comprometido com o religiosismo, ou com um certo sentimento místico, intitulam-se médiuns e incentivam outros no mesmo sentido, sem, contudo, ter qualquer tarefa mediúnica. Poderiam aproveitar melhor a sua reencarnação aprimorando-se intimamente, moralmente ou no campo das idéias, do que pretendendo ser médiuns sem o serem. Falamos aqui da mediunidade tarefa, quando o ser reencarna com uma finalidade específica no campo mediúnico.
Muitas vezes meus irmãos querem ser médiuns a qualquer custo e ignoram belos projetos que foram traçados no Mundo Maior em relação a si mesmos. Deixam de lado excelentes oportunidades de progresso, quando poderiam contribuir imensamente com a difusão do pensamento espiritualista, obcecados com a idéia de serem médiuns ou de serem reconhecidos como tais.
Existem também aqueles que são portadores de uma faculdade real, e não do produto de tendências extremistas do seu passado espiritual, mas que deixam de lado a oportunidade concedida pelo Alto. Ambos os casos merecem um estudo especial e um certo tato por parte daqueles que são a referência para suas vidas no que se refere às questões espirituais, a fim de reconduzi-los ao bom senso.

Ditado pelo espírito de JOSEPH GLEBER
Livro: ALÉM DA MATÉRIA
Médium: Robson Pinheiro
Ed. Casa dos Espíritos

Aranauam

Na Umbanda ou no Espiritismo, sede perfeitos!

É engraçado quando estamos em uma roda de amigos cuja religião em comum é a umbanda ou o espiritismo.

Ouço as mais escabrosas considerações principalmente acerca da umbanda. Talvez por ser uma religião ainda cheia de rituais. Mas também no espiritismo, tenho reparado que mais e mais pessoas abrem suas casas e sem conhecimento nenhum passam a pregar o Evangelho de Kardec.

Ora, não estudou, não tem interesse e deixam ao encargo de outros a função de dirigir o trabalho.

É preciso se preparar. Isso também é fazer a caridade. Como pretendem doutrinar um espírito se acaso não puderes confrontá-lo ao menos com conhecimento?

É aí que começa o declínio. E o tombo é forte, hein.

Tem um trecho de um ponto cantado umbandista que diz: “A Umbanda tem fundamento, é preciso preparar”. Assim também no espiritismo.

É preciso preparar, é preciso estudar.

Acender velas, colocar colares, roupa branca, andar com evangelho de baixo do braço, dizer que recebe doutor tal, professor disso, padre não sei das quantas, caboclo fulano, exu ciclano, guia forte, guia poderoso e por ai afora….

Se acaso o seu interesse seja a prática do amor e caridade, aprenda. Se tens interesse em ajudar o próximo, abra seu coração, confia no Senhor teu Deus e não queira ser mais do que ninguém. Isso não te levará a nada.

A escada que serve para te conduzir a evolução é a mesma a conduzir-te na estagnação e derrota.

Não sabemos quantas encarnações ainda temos nesse planeta. O tempo está muito curto.

Nosso amigo espiritual Emmanuel nos elucida a respeito das religiões num pequeno trecho retirado do livro Palavras de Emmanuel:

“A ciência será frágil e pobre sem os valores da consciência, as escolas religiosas estarão condenadas, tão logo se afastem da verdade e do bem.”
Preciso dizer mais alguma coisa?

São palavras psicografadas por Chico Xavier a mais de 40 anos, e pasmem ainda nos serve e servirá a muitas gerações se acaso não trabalharmos na reconstrução e do fortalecimento da palavra de Deus, seja pregando ou ensinando a verdadeira Umbanda (sem sacrifícios e sem comércio) seja pregando o espiritismo codificado por Kardec.

Unamos nossas forças na seara do bem. Deixemos para nossos filhos e netos os ditames de Cristo que a tantos de nós consolou.

Sejamos suas mãos no trabalho fortuito e sua voz na condução dos cegos.

E vivamos o Presente como quem recebe um Presente, com felicidade, com amor, compaixão e responsabilidade.

Que a paz do Senhor encha todos os vossos corações.

Dani Machado.

 

Fonte: http://religiaoespirita.com/

 

Aranauam

Por que a Umbanda nos atrai?

“A Umbanda, tem uma espécie de “força misteriosa” no atrair e agradar as pessoas de todos os entendimentos…”

No texto a seguir, W. da Matta e Silva nos posiciona sobre o porquê da Umbanda nos atrair tanto.

Porque, já esta provado, é uma Religião genuinamente popular, do “povo pobre” e isto se dá por vários fatores importantes, dos quais vamos ressaltar apenas quatro:

A) Pela absoluta tolerância e ausência de qualquer preconceito de cor ou de raça, pois não se pergunta ao necessitado de onde vem ou a que religião pertence etc.,

B) Pela riqueza de sua liturgia, ou seja, pela variedade de seus rituais de terreiro a terreiro. Pelos quais cada um se coloca segundo seus graus de afinidade.

C) Pela dita manifestação dos fenômenos da mediunidade, que são o vértice ou a razão de ser exterior, tudo isso a par com a fama que corre sobre tal e qual terreiro com seu caboclo fulano ou preto velho sicrano.

D) Pelos aspectos mágicos, isto é, pela terapêutica astral com suas defumações, seus banhos, etc…

A maioria desses aspectos, numa verdadeira casa “umbandista”, tem sua sequência natural dentro da Magia Branca dos “caboclos e dos pretos velhos”, que nunca se afastam, convém sempre frisarmos, da linha justa da caridade.

E os conhecimentos corretos e aplicáveis desse quarto aspecto, o da Magia, que no passado foram privilégios só das elites que somente faziam uso deles para seus interesses próprios, ou melhor, para os de sua classe social, foram-lhes “cassados” como justo castigo ao egoísmo…

O Astral Superior achou por bem estender um denso véu no entendimento dessas elites e foi quando começaram a embaralhar tudo, a não compreender mais o que vinham praticando, ou seja, foram esquecendo os conhecimentos legados pela antiga tradição…

Na Umbanda, “perderam as chaves mais simples de certas aplicações da Magia Branca”.

Essas elites ficaram apenas no “encantamento” das formulas mágicas, vazias, teóricas e ainda hoje se pode constatar tudo isso nessas grandes sociedades ou Escolas que dizem conservar o “segredo”, o mistério real da “Magia”… da vaidade, isso sim…

E para não nos estendermos aqui numa série infindável de provas ou conceitos, é bastante citarmos o próprio “Jesus” quando admoestava assim “Ai de vós, doutores da Lei, que tirastes a chave da ciência, vós, mesmos, não entrastes e impedistes os que entravam”… Todavia, podemos afirmar que esses citados conhecimentos aplicáveis de Magia Branca ressurgiram dentro da Corrente Astral de Umbanda, nos ensinamentos corretos de suas entidades militantes…

Porque, é um fato e nós reafirmamos sempre, a Umbanda tem magia. Suas verdadeiras entidades sabem usar o “decantado” segredo mágico dessa força. Eles são magos e a prova irrefutável disso é que, onde um desses caboclos, um desses preto-velhos realmente “baixar” (isto é, onde realmente se encontrar um verdadeiro médium deles), se tenha como certo que coisas boas, incríveis ao leigo,
são feitas, isso em todos os aspectos, segundo as humanas necessidades…

Segredos da magia de Umbanda e Quimbanda – W. W. da Matta e Silva

Fonte: http://religiaoespirita.com/

Aranauam

Apometria – Divisão ou União?

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O assunto é controverso mas acho necessário discutir e compartilhar um pouco do que tive a oportunidade de vivenciar.
Apometria – Se por um lado ela divide espiritas, por outro une umbandistas, espiritas (alguns) e outros espiritualistas.
Meu primeiro contato foi quando fui levar um amigo que na época não podia dirigir a um centro espirita onde ele estava fazendo o curso de apometria. Conversamos com o responsavel e permitiram que eu assistisse a aula que começou com teoria e no final partiram para a pratica. Para minha surpresa, meu amigo e o palestrante conversaram e eu fui convidado a participar ativamente do exercício apométrico. Obviamente por ser uma pratica a qual eu não estava familiarizado no começo eu estranhei um pouco, mas logo eu consegui o contato com meus mentores espirituais e tudo transcorreu de maneira tranquila e com bons resultados.
Começamos a utilizar a apometria de forma passiva aliada ao evangelho e passes, intercalando seções espiritas e de Umbanda esoterica que é o que habitualmente praticamos.
Percebemos que isso foi benefico para o desenvolvimento mediunico dos envolvidos.
Recentemente usamos a apometria num rito de Umbanda e percebemos o quão util essa tecnica pode ser, pois verificamos que o desgaste mediunico foi menor.
De acordo com o que li, alguns irmãos espiritas dizem que nesse procedimento (apometria) não há o devido respeito para com o espirito obsessor, que é “arrancado a força” e mandado ás zonas inferiores.
Posso lhes dizer com toda segurança que nos procedimentos que participei isso não aconteceu. Os espíritos obsessores foram encaminhados para locais próprios onde seriam tratados e instruídos por seres de luz e não foram arrancados a força, saíram por sua própria vontade após as devidas explicações sobre o porque deveriam sair e sobre o tratamento que lhes seria oferecido, ou seja, o livre arbítrio foi respeitado.
Concordo quando dizem que apometria não é Espiritismo, tampouco é Umbanda mas é uma técnica que pode ser utilizada por ambas desde que seja feita com responsabilidade, dentro das leis do amor e da caridade.

Wanderley Donaire Maganha

Aranauam

TUYABAÉ-CUAÁ

Tuyabaé-cuáá ­ a sabedoria dos velhos payé , era precisamente a tradição mais oculta, conservada através de milênios, de payé a payé, ou seja, de mestre a mestre, de mago a mago, a qual conjugava todos os conhecimentos mágicos, terapêuticos (o caa-yaari), fenomênicos, espiríticos, ritualísticos, religiosos etc.  

Essa tradição, esses ensinamentos, essas práticas mágicas, terapêuticas, o mistério das plantas na cura, a interpretação misteriosa sobre as aves, tudo isso era tuyabaé-cuaá.

O PAYÉ  era justamente o mago mais elevado, dentro da tribo. Conhecia a magia a fundo, praticava a sugestão, o magnetismo, o hipnotismo e, sobretudo era mestre no uso dos mantras (Nota: É interessante verificarmos que, hoje em dia, nenhuma Escola conhece mais o segredo dos mantras . Apenas, dentro dos mais altos graus, ensinam certas vocalizações com vogais ­ uma coisa infantil ­
doutrinando que “mantras são vocalizações especiais que se imprimem às palavras, num cântico”… Isso não resolve nada, em matéria de magia, na movimentação da força dos elementais . Aprendemos, nós, de nossos “Caboclos” que mantras são vocalizações especiais que se imprimem sobre certos termos, isto é, sobre palavras especiais.) 

O Karayba não tinha a categoria de um payé ; era tratado mais como feiticeiro, isto é, aquele que se dava às práticas de fundo negro etc. Posteriormente, confundiram um com o outro.

Todo movimento espiritual, mágico ou de fenômenos astrais que pudesse afetar a vida da tribo era coordenado pelo payé, que influenciava diretamente o morubixaba , que, como chefe da tribo, praticamente nada fazia sem consultar o payé, que por sua vez também ouvia os anciões.

Esses velhos magos da sabedoria ­ os pajés, como se grafou depois ­
conheciam o mito solar, ou melhor, os Mistérios Solares (simbolizados no Cristo Cósmico), ou seja, a lei do verbo Divino , tanto é que jamais se apagou nos ensinamentos de tuyabaé-cuaá o que a tradição remotíssima de seus
antepassados havia legado sobre YURU-PITÃ, SUMAN e YURUPARY e exemplificavam tudo, revelando o mistério ou o sentido oculto da flor do mborucayá  (o maracujá), a par com a interpretação que davam a curuçá ­ a cruz. 

Dentro da tradição, se recordava que, num passado tão longínquo quanto as estrelas que estão no céu, surgiu, no seio da raça tupy , iluminada pelo “deus-sol” uma criança loira , que disse ter sido enviada por Tupan . Falava de coisas maravilhosas e ensinava outras tantas. Recebeu o nome de YUPITAN.

Assim, cresceu um pouco entre eles e um belo dia, também iluminada pelo sol, desapareceu. Porém, antes disso, disse que noutra época viria SUMAN  e depois YURUPARY. Realmente o termo Yupitan  tem um significado profundo.

YUPITAN ­ de yu , loiro, doirado, e pitan , criança, menino, significava, na antiguíssima língua matriz, o abanhenga, criança ou menino loiro iluminado pelo sol. Davam-lhe também o nome de ARAPITà ­ de ara , luz, esplendor, e pitã , criança etc., e significava o filho iluminado de Aracy , de Ara, luz, e cy , mãe ou progenitora, origem etc.

Depois, muito depois (reza a tradição) de terem passado algumas gerações, vindo do lado do oriente , aparece um velho de barbas brancas , entre os tupynambá,  dizendo-se  chamar SUMAN   (ou SUMÉ) ,  que  passou  a  ensinar  a  lei Divina e muitas coisas mais, de grande utilidade. Ele dizia, também, que foi Tupan que o tinha mandado. SUMAN  também, certo dia, se despediu de todos e pôs-se a caminhar para o lado do Oriente até desaparecer, deixando entre os payé  todo o segredo de tuyabaé-cuaá  e assim ficou lembrado como o “pai da sabedoria”… Entre os tupis-guaranis , também foi constatada a tradição viva, positiva,  sobre YURUPARY   ­  o  seu  Messias (possivelmente,  uma  das encarnações do Cristo Planetário).

Yurupary  ­ de yuru ,  pescoço,  colo,  garganta  ou  boca,  e pary ,  fechado, apertado,  tapado,  significa  o mártir ,  o  torturado,  o  sofredor,  o  agonizante. YURUPARY, na teogonia ameríndia, foi o filho da virgem Chiúcy, de Chiú , pranto,  e cy ,  mãe,  a mãe  do  pranto, uma máter  dolorosa   que viu  seu  filho querido ser sacrificado porque pregava (tal e qual JESUS) o amor, a renúncia, a igualdade e a caridade.

YURUPARY foi, portanto, entre os tupy-guaranis, um MESSIAS e não o que os
jesuítas daqueles tempos interpretaram ­ o “diabo” (Nota: Tal e qual fez com os africanos, a Igreja também quis fazer assimilações entre os nossos índios com seus “santos”. Os jesuítas fizeram uma tremenda força, para “identificar” Suman ou Sumé com o “Santo Thomé ou Tomé”, deles. Mas não “pegou” de jeito algum… Sobre a Tradição de Yurupary, o Cel. Sousa Brasil no tomo 100 do vol. 154 da Revista do Instituto Histórico ­ 2º, de 1926, dá testemunho irrefutável dessa venerada tradição que ainda encontrou entre os nossos índios) . Tanto é que se perde no passado de sua remotíssima tradição esse tema de um Messias, da cruz e de seu martírio. Por isso é que veneravam a Curuçá ­ a cruz ­ de curu , fragmento de pau ou de pedra e çá , gritar ou produzir qualquer som estridente. Curuçá  em sentido místico, significa cruz sagrada , porque recebeu o sofrimento, o grito do agonizante ou a agonia do mártir. Em certas cerimônias, os payé, depois de produzirem o fogo atritando dois  pedaços  de  pau ,  os  cruzava  (para  formar  uma  cruz)  para simbolizar o Poder Criador ­ o FOGO SAGRADO…

E foi por causa disso, desse conceito, desse conhecimento, que eles ­ os índios ­ receberam com alegria, como amigos, como irmãos, aos portugueses de Cabral, porque nas  velas  de  suas  naus  estavam  desenhada  uma  espécie  de  cruz . Pensaram que ­ segundo uma antiga profecia ­ eles vinham para ajudá-los… e como se enganaram…

Mas, voltemos a falar sobre os conhecimentos dos payé. Como já dissemos, eram tão profundos os conhecimentos desses magos, tinham conservado tão bem dentro da tradição a sabedoria do Sumé, que quando queriam simbolizar para os mborubixabas , para os guerreiros, para as cunhãs etc., a “divina revelação da natureza”, isto é, a eterna verdade sobre Aquele enviado de Tupã , que vinha sempre,  desde  o princípio  da  raça   e  que  entre  eles  veio  como  Yurupary, exemplificavam este mistério, tomando de uma flor de mborucuyá…

Mborucuyá (ou maracuyá ­ maracujá, a passiflora coerulea ) revela em sua flor a coisa sagrada ; ela obedece Guaracy ­ o Sol ­ que é filho de Tupã. Quando ele nasce, ela vive, se abre e mostra seus mistérios e quando Guaracy morre (se esconde, no ocaso), ela se enluta , se fecha (é a questão que a ciência denomina Heliotropismo ou tropismo ­ pelo Sol). 
Vejam (continuam dizendo), a flor do maracuyá guarda a paixão, o martírio de Yurupary; ela tem os cravos, a coroa, os açoites, a coluna e as chagas… E assim, reavivava na lembrança todos os conselhos de seu Messias, de seu reformador ­ o  filho  da  virgem  Chiúcy  (o  próprio  termo mborucuyá diz  tudo  em  seu significado: mboru que significa tortura, sofrimento, martírio e cuyá  o mesmo que cunhã, mulher. Então temos: martírio da mulher).

Assim eram os payé daqueles tempos. Conhecedores da magia, praticavam também todas as modalidades mediúnicas. E eram mais seguros ­ sabiam o que faziam e porquê ­ do que os “pretensos” pais-de-santos ou os tais “médiuns chefes” de hoje em dia….

Tomavam precauções especiais sobre os médiuns e “quando queriam que as mulheres  que  tinham  um  dom,  profetizassem,  isto  é, caíssem  em  transe mediúnico, primeiro envolviam-nas no mistério do caa-timbó ou timbó , isto é, nas defumações especiais de plantas escolhidas, depois emitiam um mantran próprio para as exteriorizações do corpo astral ­ o termo ma-ca-aum , dentro de vocalizações especiais e rítmicas. Logo, aplicavam sobre suas frontes o mbaracá . Elas caíam como mortas, eles diziam palavras misteriosas e elas se levantavam, passando a profetizar com o Rá-anga ­ os espíritos de luz…

Mas  o  que  era  Mbaracá? O  Mbaracá  ou  maracá  era  um  instrumento  que produzia ruídos ou sons especiais. Ele falava, respondia, sob a ação mágica dos payé.  Enfim,  era  um  instrumento  dotado  de  um  poder magnético  e  era,
positivamente, um canal mediúnico. (Nota: Afirmamos que era um instrumento de poder magnético, porque tinha o seu preparo feito sob as forças da magia dos astros .  O mbaracá ,  em  si,  era  uma  espécie  de  chocalho,  manipulado  do  fruto conhecido como cabaceira ­ a cucurbita lagenaria ­ e dentro desse fruto [dessa cabaça] eram  colocadas  certas  pedrinhas  ou  seixos.  Essas  pedrinhas  eram  amuletos  ou itapossangas especiais, inclusive o talismã de muyrakitan [o itaobymbaé], bem como o Tembetá . Tanto empregavam esse mbaracá para os efeitos mágicos, como para os fenômenos ou da mediunidade, para fins hipnóticos, isto é, para ativar o ardor dos guerreiros, no combate…)

Jamais explicaram ao branco, como procediam para comunicar esses poderes ao mbaracá, em suas cerimônias de bênção, batismo, e imantação…

Testemunhou essas cerimônias e esses poderes, Hans Staden , um alemão que foi aprisionado pelos tupy-nambá, durante muitos anos e que pôde assistir a esses fenômenos produzidos pelo payé.

Uma outra testemunha insuspeita também presenciou os poderes mágicos de um karayba  e esse foi o padre Simão de Vasconcelos , que relata no livro II das Crônicas da Companhia de Jesus do Estado do Brasil  o caso da clava sangrenta .
Disse ele: “um tal carahyba  fixou duas forquilhas no chão, a elas amarrou uma clava enfeitada de diversas penas e depois andou-lhes em torno, dançando e gesticulando num cerimonial estranho, soprando e dizendo-lhes frases. Logo depois desse cerimonial, a clava desprendeu-se dos laços e foi levada pelos ares até desaparecer no horizonte, voltando depois, pelo mesmo caminho, à vista de todos, visando a colocar-se entre as forquilhas, notando-se que estava cheia de sangue”.

Isso no terreno da magia. Na terapêutica eram mestres na arte de curar qualquer doença ­ muitas das quais, até o momento a medicina oficial tem considerado incuráveis ­ pelo emprego das plantas, ervas ou raízes. Ao segredo mágico e astral de preparar as plantas curativas, denominavam de caa-yary. 

Caa-yary  também era o espírito protetor das plantas medicinais  e aquele que se voltava a ele, na arte de curar, não podia nem ter relações com mulher, tal o formidável compromisso que assumia. 

Quando o branco ambicioso quis saber o segredo do caa-yary, os payé, os karayba, diziam que eram o avô da erva ­ o mate, para despistá-lo.
Os payé (convém repisarmos) faziam constantemente uma espécie de sessão para fins mediúnicos, ou seja, para evocarem Rá-Anga ­ os espíritos da luz ­ a qual denominavam GUAYÚ , que se processava sob cânticos e danças rítmicas (completamente diferentes dessas batucadas que brancos civilizados que se dizem “babás e tatas” fazem, hoje em dia).

Antes desse ritual mediúnico, tinham um particular cuidado no preparo dos timbó  a serem usados, isto é, faziam os defumadores propiciatórios para afastar ANHANGÁ , que era o espírito das almas penadas, atrasadas etc., era, enfim, “mal comparando” o mesmo que o “diabo” dos católicos e o Exu-pagão da quimbanda.

Essa cerimônia ou ritual dito Guayú era sempre feita, para tirar guayupiá ­ a feitiçaria, de alguém…

Esse texto é apenas uma parte da explicação sobre a
“raiz” ameríndia da Umbanda.

Fonte: Mistérios e práticas na
Lei de Umbanda – W. W.
da Matta e Silva (Mestre
Yapacani)

Aranauam

A Umbanda É Melhor Que O Espiritismo?

Sempre que digo que já fui
espírita, mas que me encontrei
mesmo na Umbanda, alguém
me pergunta: Mas o que o
espiritismo tem de errado?
Eu sempre respondo: “De
errado nada, mas para mim não
é o certo”.
Não é possível classificar uma
religião sem fazer parte dela,
por isso mesmo ataques de
seitas evangélicas a cultos
espiritualistas são tão desprovidas
de lógica assim como a escolha
do time de futebol favorito.
Eu simplesmente me encontro
na Umbanda, e nem sempre foi
assim. No começo eu achava a
Umbanda um excesso de
fantasias e fetichismos, com
exagerado uso de elementos e
rituais, pautadas por entidades
pouco evoluídas e sem
sabedoria para guiar aqueles
que precisavam de auxílio. Veja
que eu mesmo estava incutido
no preconceito e na minha
própria ignorância, mesmo me
dizendo espírita, ou seja, uma
pessoa livre da ignorância e
moralmente elevada.
Eis o erro, não é o Espiritismo
que é errado, mas os espíritas
(ou que se denominam), assim
como os umbandistas, católicos,
evangélicos, etc. O problema
está no seguidor e não na
doutrina.
Então, depois de compreender
como era a doutrina
Umbandista e me apaixonar
completamente por ela, entendi
que ali era um local onde
poderia exercitar a minha
mediunidade, ou aprender a
doutriná-la, e servir aos irmãos,
encarnados ou não.
O encontro de uma religião se
dá no íntimo, não existe melhor
ou maior e sim aquela que irá
tocar seu íntimo e com certeza
te levará a repensar muitos
aspectos da sua vida.
Se a sua religião te deixa
acomodado, então tem algo que
você ainda precisa descobrir.

Autor: Douglas Rainho

Fonte: http://conversaentreadeptus.com

Aranauam

Religião e independência ética

Causou polêmica uma decisão tomada no judiciário federal carioca sobre liberdade religiosa e de expressão. A complicação se deu por causa de vídeos na internet, nos quais pastores evangélicos incentivavam posturas discriminatórias contra praticantes e centros de cultos afro-brasileiros. Os vídeos levaram o MPF a ajuizar ação pedindo sua retirada da rede, mas o juiz competente optou por mantê-los no ar, porque entendeu que os cultos afro-brasileiros não eram religião para efeitos da proteção garantida no direito brasileiro. A decisão depois foi parcialmente alterada, pois o juiz reconheceu o caráter de religião das crenças afro-brasileiras, mas manteve os vídeos no ar.

Os juristas Lenio Streck e José Rodrigo Rodriguez já refletiram sobre o tema em textos que me inspiraram a escrever essas linhas. Pretendo apontar uma incoerência filosófica nos discursos discriminatórios presentes nos vídeos, desejando acrescentar algo novo ao debate.

Alguma contextualização: é importante perceber que tanto a liberdade de expressão quanto a religiosa figuram como direitos liberais, amplamente aceitos nos países ocidentais, ao menos em seu caráter abstrato. São direitos cujo conteúdo nos casos concretos gera desacordo, por exemplo: liberdade de expressão engloba um direito a propaganda de cigarros?

É importante perceber também como, segundo o filósofo Ronald Dworkin, ambas as liberdades tem a mesma fundamentação: uma independência ética dos indivíduos uns em relação aos outros, que implica em cada um poder escolher para si uma concepção de boa vida. Parece-me, porém, que a liberdade de expressão não protege discursos de ódio como os dos vídeos dos pastores. Isso porque os vídeos não são mera expressão de desgosto, mas sim uma incitação que busca violar a independência ética dos seguidores de religiões afro-brasileiras ao não reconhecer tais crenças como uma concepção de vida valiosa (ou, ao menos, digna de ser protegida).

O ponto da questão: a mesma independência ética que dá aos pastores o direito de abraçar sua crença vale para os fiéis das religiões afro-brasileiras. Consequência disso é que os pastores evangélicos não têm meios de praticar discurso de ódio sem solapar também as bases de sua própria liberdade de religião. Com efeito, há duas alternativas: ou o pastor reconhece que não tem o direito de discriminar outras religiões, ou anuncia abertamente que é contra essa liberdade e arca com os custos políticos, sociais e legais dessa escolha.

Ao voltarmos nossos olhos aos governos tendo essas considerações em mente, a implicação é que uma vez reconhecido o direito à liberdade religiosa, não podemos tratar uma religião como especial ou central à vida política em detrimento das demais ou de outros direitos associados à independência ética.

Em resumo, não é possível aos pastores invocar a liberdade de expressão ou religiosa para realizar um discurso de ódio que nega a existência desses mesmos direitos. Ao mesmo tempo, não é possível que uma religião – em um Estado no qual a liberdade religiosa é assumida como um direito – assuma uma posição na qual ela mesma se torne a ética daquele Estado.

Autor:  – Estudante, membro do Programa de Ensino Tutorial em Sociologia Jurídica na Faculdade de Direito da USP

Fonte: http://www.brasilpost.com.br/

 

Aranauam

Ação e Reação

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Sei que muito já foi falado sobre esse tema, mas muitos de nós ainda não absorvemos o real sentido dessa frase.
“Ora que melhora!”, “Pede e terás!”, “Deus me guia” são frases usadas em vão constantemente, não estou discutindo o poder da fé e da oração mas precisamos de ação também. A prece sem caridade muitas vezes é ineficaz porque carece de um complemento que é a ação. Não basta jogarmos a semente na terra e pedir a Deus que nos dê uma planta, precisamos preparar a terra, adubar, regar constantemente e proteger nossa planta das pragas para que ela possa crescer e se desenvolver. E assim é que devemos proceder com tudo em nossas vidas, seja na vida pessoal, profissional ou mesmo espiritual.
A oração por si só não faz milagres.
Observo amigos evangelicos dizendo que Deus guia suas vidas, amigos umbandistas dizendo que são guiados pelas entidades que os assistem e com isso, mesmo de forma inconsciente, jogam a responsabilidade de tudo o que acontece em suas vidas em Deus e seus representante. Mas e quando esse irmão comete um erro? Ou peca? Foi Deus que agiu mal? Foram os Guias e entidades que o fizeram errar?  Não, esse é o resultado de nossa ação, ou nesse caso de nossa inação. Falhamos em colocar responsabilidades que são nossas em Deus e nos vemos no direito de maldize-lo.
Façamos então a nossa parte para que possamos no futuro colher os frutos de nossas boas ações, mas façamos por amor e caridade ou mesmo por necessidade, nunca por interesse. 
Deus e seus representantes, sejam eles anjos, espíritos, guias ou qualquer que seja o nome pelo qual os chamamos não nos guiam, isso seria um desrespeito ao livre arbitrio. Eles nos auxiliam de acordo com o nosso merecimento. Nós agimos e eles reagem na mesma proporção.

Wanderley Donaire Maganha

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