Impressões Digitais Poderiam Provar A Reencarnação?

“Mamãe, eu morri num rio….” a frase dita a alguns anos por Felipe (nome adotado para este relato) ao passar sobre uma ponte, chocou sua mãe, que aqui chamaremos de Amélia. O menino, que desde muito cedo manifestava um grande medo do mar, tinha na ocasião apenas dois anos de idade e a família morava em Santos, litoral de São Paulo. Hoje, Felipe tem treze anos e mora com a família na cidade paulista de Jarinu. Já não se lembra mais dos detalhes da estória que contava aos atônitos pais : a de que havia vivido em Campos de Jordão, que se chamava na ocasião Augusto Ferreiro, que mexia com ferragens e cavalos e que havia morrido num acidente em que um automóvel Gol cor de vinho caberá num rio. Quando pequeno, o menino contava ainda detalhes da cidade serrana que não poderia conhecer – como o clima frio e a grande quantidade de flores azuis (hortênsias) nas ruas – já que a sua família atual jamais estivera ali.
 
O tempo passou e a família de Felipe nunca teve oportunidade de verificar a veracidade da estória. Até que, em dezembro passado, ao assistir ao programa “Espiritismo Via Satélite”, hoje “Visão Espirita”, no canal executivo da Embratel, dona Amélia conheceu o entrevistado daquele domingo, Dr. João Alberto Fiorini de Oliveira, delegado titular do Serviço de Registros Policiais para Investigações em Curitiba – Paraná. E quando soube que ele realiza pesquisas de casos de reencarnação, utilizando-se de técnicas avançadas de investigação, não teve duvidas: mandou um fax contando sua estória e pedindo o auxilio do perito.
O Dr. Fiorini interessou-se pelo caso e saiu a campo para investigar. Foi a campos de Jordão na semana do Natal de 2000 e, depois de muito procurar por pistas do tal Augusto Ferreiro – individuo que Felipe dizia ter sido em encarnação anterior – não logrou êxito. Consultou registros na Prefeitura , delegacia, cemitério, hospitais… e nada . Nenhum sinal daquele senhor. Até que, passando próximo ao teleférico num ponto de charretes (que em Campos de Jordão desempenham a função de táxi), decidiu parar e indagar aos carreteiros mais idosos.
– “Perguntei a um deles, chamado seu Antônio, se havia conhecido um tal de Augusto Ferreiro. Ele respondeu:” – conheço !, conta Fiorini. “Fiquei perplexo”. Tudo indicava, portanto, tratar-se de um caso de paranormalidade, mas não de reencarnação já que Augusto Ferreiro continuava vivo. Fiorini, então, telefonou para a mãe de Felipe e relatou-lhe o fato. Ela por sua vez, contou a estória ao seu filho, que teve uma reação inusitada: entrou em um estado de profunda agitação, quase de pânico, ao se lembrar do verdadeiro Augusto Ferreiro.
 
Diante disso, Fiorini decidiu ir à procura desse personagem que, nesta altura dos acontecimentos, era a única pessoa capaz de decifrar o enigma. Voltou, então, ao ponto de charretes e, retomados os contatos, foi levado a residência daquele senhor.
Ali, numa casa simples, distante sete quilômetros do teleférico, Fiorini encontrou um ancião de 80 anos que o atendeu com cortesia, mas bastante desconfiado. Soube, então, que Augusto Ferreiro era um apelido. Sue nome verdadeiro é José Chagas, embora ninguém o conheça como tal, ganhara o apelido de Augusto ainda bebê, quando uma outra criança que havia nascido no mesmo dia que ele – esta sim chamada de Augusto – falecera dois dias depois. O “sobrenome” Ferreiro só veio muito mais tarde, quando passou a trabalhar com charretes, metais, ferraduras…. Feitas as apresentações, travou-se o seguinte dialogo:
  • Eu trouxe aqui um documento – principiou Fiorini, entregando-lhe o fax que a mãe de Felipe lhe havia enviado com o relato da historia – e gostaria que o senhor o visse e me desse algumas informações.
Augusto Ferreiro dispôs-se a colaborar.
  • Esse menino – prosseguiu o delegado – esta dizendo que é o senhor. É claro que está enganado ! Mas existe alguém na sua família que morreu afogado num rio ?
  • Não, foi a resposta categórica – não existe.
  • Bem, então como explica que um menino que nunca ouviu falar do senhor saiba seu nome, a cidade onde mora e como é essa cidade, mesmo nunca tendo estado aqui ?
  • Eu não sei – respondeu, sincero, o distinto senhor – Eu não sei nada sobre esse assunto- finalizou .
Fiorini agradeceu e se despediu, frustrado. Mas, a perplexidade não havia sido só dele, soube-o mais tarde . Naquele dia, o velho Augusto Ferreiro não consegui conciliar o sono. Disse, posteriormente, que custou a dormir e, quando pegou no sono, sonhou com um neto seu, Fernando, que ele não via há quase quinze anos. Fernando era filho de uma de suas filhas, Cidinha, que morava em Ubatuba, litoral norte de São Paulo. O que intrigou o senhor Augusto foi o fato de que o menino, no sonho, só lhe aparecia de costas. E, segundo ele, quando uma pessoa aparecia de costas – num sonho – era porque essa pessoa estava morta.
No dia seguinte, Augusto Ferreiro reuniu os filhos e contou-lhes a estória toda: o aparecimento em sua casa, na véspera, de um sujeito estranho contando uma estória igualmente estranha, de um menino que dizia ser ele e que havia morrido afogado. Depois, emendou o relato do impressionante sonho que tivera com Fernando, que há muito tempo não via, e perguntando-lhes se estavam escondendo algo sobre o neto.
Os filhos ficaram horrorizados. Entre confusos e encabulados, contaram ao pai que seu neto, Fernando, realmente havia falecido há vários anos – afogado – no rio do Boi, em Ubatuba, dragado por um tubo, ao cair de uma ponte que o próprio Augusto havia ajudado a construir. Na ocasião, a família deliberou esconder o fato do avô, para que ele não sofresse. Sim, era verdade, disseram-lhe os filhos, Fernando não estava mais entre eles.
 
Foi uma comoção geral e Augusto Ferreiro decidiu procurar o estranho que lhe visitara na véspera para contar-lhe o ocorrido. Mas, onde encontra-lo ? Decidiu, então, dirigir-se ao ponto de charretes e deixar recado para Fiorini procurá-lo, caso ele voltasse a passar por ali.
E foi o que ocorreu. No dia de Natal, Fiorini – que havia feito amigos entre os charreteiros – voltou para presenteá-los com panetones e vinhos. Foi quando recebeu o recado de Augusto Ferreiro e voltou a procurá-lo, ouvindo de sua boca a estória toda:
  • Há quinze anos, minha filha Cidinha teve um problema de tuberculose e eu fui buscá-la para fazer tratamento aqui em Campos. Ela veio e trouxe o filho, Fernando, que ficou comigo durante o período em que ela se tratava . Na época, um outro filho meu tinha um carro Gol cor-de-vinho e eles passeavam bastante pela cidade; só que esse carro não caiu no rio, não; foi destruído, tempos depois, num incêndio. Eu fazia carrinhos e brinquedos de boi para Fernando, que se afeiçoou bastante a mim, e eu a ele. Foi nessa época que ele conheceu o frio e as flores da cidade. Quando a mãe melhorou, voltaram para Ubatuba e, depois disso, eu nunca mais vi Fernando. Meus filhos contaram, agora, que pouco tempo depois de voltar para casa, meu neto – brincando num rio – foi dragado por um tubo, debaixo de uma ponte que eu ajudei a construir e morreu afogado. Eles esconderam essa estória de mim e só agora eu soube de tudo.
Mesmas digitais
 
A estória de Felipe, aparentemente, termina aqui. Fiorini gostaria de ter as impressões digitais de Fernando, o neto de Augusto Ferreiro, mas isso não será possível. Fernando faleceu aos seis anos de idade. Dois anos mais tarde, reencarnou em Santos, onde recebeu o nome de Felipe. Se fosse possível confrontar as digitais das duas crianças… Fiorini está convencido de que elas seriam idênticas. E esta seria a prova definitiva da realidade da reencarnação.
 
Essa, alias, é a polemica tese do Dr. João Fiorini : a de que carregamos as mesmas impressões digitais de uma encarnação à outra quando o intercurso – tempo decorrido entre uma encarnação e a seguinte – é relativamente curto.
Sabe-se que não existem dois seres humanos com as mesmas impressões digitais. Fiorini cita os estudos do medico Almeida Jr., já falecido, que foi professor de Direito da Faculdade do largo São Francisco, em São Paulo, e de Medicina Forense da Escola Paulista de Medicina. De acordo com esses estudos, numa relação sexual existem cerca de dezessete milhões de espermatozóides se debatendo para fecundar um dos óvulos da mulher. Isso resulta na espantosa cifra de possibilidades de combinações diferentes. Daí a improbabilidade de duas pessoas terem as mesmas digitais.
 
Não obstante, lembra Fiorini, existe – nos Estados Unidos – um serviço centralizado de cadastramento de pessoas com cinqüenta milhões de indivíduos registrados, todos com suas digitais. Pois bem, sempre que ocorre uma repetição de digitais, uma das pessoas envolvidas no episodio já faleceu. Jamais a digital se repete entre pessoas vivas. Como os americanos, de maneira geral, não acreditam na reencarnação, tudo para eles não passa de uma fortuita coincidência.
Segundo Fiorini, quando o período entre as encarnações é longo, as digitais acabam por sofrer a influência genética dos pais do reencarnado. Mas, se a reencarnação ocorre pouco tempo depois de desencarne anterior, a possibilidade de o períspírito manter as digitais inalteradas é bastante acentuada.
Neto de si mesmo.
 
Entre os casos que estão sendo pesquisados pelo perito, está o de uma criança de Maceió, Alagoas, que segundo a família seria a reencarnação do próprio avô. Também, neste caso, as evidências são significativas. A estória é a seguinte: um advogado de 80 anos de idade faleceu e, em sonhos de vários familiares, avisou que retornaria como seu próprio neto. Ocorre que esse advogado, quando tinha dezoito anos, sofreu um acidente durante uma caçada  quando a espingarda que utilizava disparou por acaso e diversos chumbos alojaram-se em sua mão direita. Todos os chumbos foram removidos, menos um, que se instalara na junta do polegar direito; o que resultou numa deformidade local: seu dedo ficou torto puxando para a palma da mão.
 
O advogado faleceu em 1977 e depois dos avisos em sonho – de que voltaria – em 1999 nasceu seu neto, hoje com três anos de idade. Atualmente, a criança começa a apresentar o mesmo defeito de que seu avô era portador no polegar da mão direita. A família enviou para o Dr. Fiorini as impressões digitais do menino, tiradas rudimentarmente com batom, e xerox de um documento do advogado com sua digital. Numa analise preliminar, Fiorini – que é especialista em identificação – encontrou algumas semelhanças intrigantes, mas como a digital que existe no documento do advogado é aparentemente o polegar esquerdo – talvez devido à sua deformidade na mão direita – os sinais correspondentes na impressão digital da criança estão “espelhados”, já que foi tirada da mão direita. Agora, Fiorini aguarda novas impressões digitais do menino, tiradas com maior técnica, para verificar se há – realmente – as tais correspondências.
Lembranças da Guerra
Na cidade paulista de Riberão Preto, um outro caso curioso esta sendo investigado pelo delegado Fiorini. O menino Geraldo, (nome fictício) quando tinha apenas três anos e quatro meses de idade, voltou-se para sua avó e disse “Vó, quando eu era grande e você era pequenininha, eu era seu pai”… A frase, dita assim de supetão, deixou a pobre senhora abismada.
Hoje, Geraldo tem oito anos e, nesse período, muitas outras revelações sobre supostas vidas passadas foram feitas por ele, como a de que algumas das marcas de nascença que carrega no corpo são resultado de tiros que teria levado em outras vidas.
  • Ele vive tendo pesadelos, sempre relativos a guerra – diz Fiorini que, após investigações, descobriu que o bisavô de Geraldo, efetivamente, participou de uma luta armada, a Revolução Constitucionalista de 1932, quando levou um tiro na perna.
Geraldo traz uma marca de nascença na parte posterior da perna esquerda e outras quatro marcas semelhantes às de tiros; duas menores, como se os projéteis tivessem entrado por ali e, duas maiores, como se marcassem a saída dos disparos. Essas marcas maiores estão posicionadas na parte oposta da perna e em diagonal.
Uma informação dada pelo garoto, no entanto, parece não fazer muito sentido. Ele fala da sua participação numa guerra em 1968. Ora, a única guerra que acontecia naquela época, que se saiba, era a do Vietnã. Fiorini levanta uma hipótese:
  • Supostamente, ele teria sido um norte-americano nessa encarnação. Como o bisavô de Geraldo morreu em 1950  e a guerra do Vietnã aconteceu em 1968, portanto dezoito anos depois, é possível que Geraldo, realmente, tenha participado dela, já que a idade para alistamento militar nos Estados Unidos é de dezesseis anos. Nesse caso, essa seria uma encarnação intermediária entre a de Geraldo e de seu bisavô.
Analisando as digitais de Geraldo, de sua avó e de seu tio, Fiorini chegou a uma coincidência no tipo de “arco” dos dedos médio e indicador da mão esquerda de todos. Mas, para concluir a pesquisa, Fiorini precisa comparar as digitais do menino com as de seu bisavô. Em quanto isso não ocorre – as buscas estão em andamento –  a expectativa permanece.
 
Divisor das águas
 
Além destes casos, Fiorini investiga outros igualmente intrigantes, como por exemplo, um que lhe chegou ao conhecimento por meio do conferencista espirita Henrique Rodrigues, de Belo Horizonte. É a estória de um sujeito Italiano chamado Giuliano Bonomi que, certa feita, procurou um pesquisador também Italiano, o professor Rancanelli, para lhe dizer que seu nome verdadeiro era Edward Schimit, que era um cidadão americano e que “durante um combate”, entre 1939 e 1945, “dormiu” e depois “acordou” pequenino, numa casa Italiana, onde recebeu o nome com que agora era conhecido”. Bonomi forneceu a Rancanelli os nomes dos atuais pais Italianos e dos pais americanos. O professor, que era católico e não acreditava em reencarnação, apenas anotou os dados numa ficha e anexou os retratos dos dois personagens: o italiano e o de sua suposta personalidade anterior, o americano.
Bonomi nasceu em Consenza, ao sul da Itália, em 1972. de posse dessas informações, Fiorini pretende dirigir-se aos dois paises, Itália e Estados Unidos, para pesquisar “in loco” este caso.
 
Com a documentação dos casos que já investigou e com as que se encontram em andamento, o delegado João Fiorini pretende escrever um livro que, acredita, será um divisor de águas na historia das pesquisas científicas de identificações. A comprovação documental da reencarnação, sem duvida, dará em salto qualitativo não só na investigação policial, como também – e principalmente – em outras áreas do conhecimento científico com ênfase para a Medicina e a Psicologia.
 
Dr. João Fiorini
Postado originalmente por 
Aranauam
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Artigos científicos apontam para existência de um mundo espiritual

Em um momento de tanta baixa-estima nacional, em várias áreas, nosso país pode orgulhar-se de uma coisa: pesquisadores sérios, cientistas em várias áreas, que tentam confirmar, ou infirmar, a existência de fenômenos espirituais. Quem tem  capitaneado e congregado grande parte destes esforços é o professor de psiquiatria da Universidade Federal de Juiz de Fora, Alexander Moreira-Almeida, especialista, mestre e doutor em psiquiatria pela USP, hoje provavelmente o psiquiatra que mais entende de espiritualidade, relação mente-corpo, no mundo todo. Tanto é que vem de ser eleito como o presidente do departamento de psiquiatria e religião da prestigiosa Associação Psiquiátrica Mundial (World Psychiatry Association). Alexander também é o presidente da Seção de psiquiatria da religião da Associação Brasileira de Psiquiatria. Ele dirige um núcleo de pesquisas científico na Unviersidade de Juiz de Fora (Nupes) voltado exclusivamente para a pesquisa do assunto e hoje, no Brasil, é o principal fomentador desta veia de discussão, fomentos  científicos e trabalho de pesquisa. O Nupes conta, além de revista própria, um importante canal televisivo de divulgação dos trabalhos (TV Nupes), aulas didáticas, discussões científicas de altíssimo matiz, gratuitas e disponíveis na internet (vide abaixo). Pode-se dizer que o protagonista disto tudo, Alexander, é um verdadeiro gênio (inclusive tive oportunidade de examiná-lo pessoalmente, ahahaha), e, como muitos grandes gênios, de uma bondade  e envergadura de espírito condizente com sua inteligência. Através da Nupes tive oportunidade de conhecer três trabalhos de alta relevância científica.

No primeiro deles (A poesia transcendente de Parnaso de além-túmulo, Alexandre Caroli Rocha, Dissertação mestrado em Teoria e História Literária, Unicamp, 2001. http://www.hoje.org.br/arq/artigos/parnaso_dissert.pdf ) o autor, um cientista literário, destrincha o  inexplicável “maior fenômeno da literatura mundial” (citação minha): como um garoto de 17 anos, semi-analfabeto (4º ano primário, em cidadezinha do interior mineiro, Pedro Leopoldo), trabalhador braçal (hortas, ensacadora de algodão, fazenda), arrimo de família (trabalhando o dia todo), quase uma dezena de irmãos para cuidar, órfão, de uma penada só  psicografou 100 poetas brasileiros, desde os mais conhecidos (e difíceis , p.ex., Augusto dos Anjos, Cruz e Souza, Olavo Bilac, etc) até os absolutamente desconhecidos (p.ex. um poeta , sargento do Exército de Caxias,  que ninguém conhecia, ninguém sabia que existia, que escrevia poesias e que, por meio do pesquisador literário Elias Barbosa , foi redescoberto em anais e documentos do Exército no século XIX). Ninguém nem tinha ouvido falar do tal sargento, e este provou-se, existia mesmo e era poeta obscuro e bissexto. As poesias citadas no livro Parnaso de Além-Túmulo não comungam apenas da estilística literária completamente sui-generis de cada autor, mas também da temática, e , o que é dificílimo, de toda a métrica técnica (p.ex., duodecassílabos, alexandrinos, linguajar completamente hermético-esotérico [Augusto dos Anjos], etc).  Eu mesmo, que tenho um punhado de títulos universitários, que tenho por profissão ler e escrever, já tentei, durante um mês, reproduzir uma estrofe de Augusto dos Anjos e não consegui. Quanto mais escrever isto com versos do mesmo número de sílabas, com a sílaba tônica em tal ou tal lugar, ou seja, com todo o hiper-tecnicismo que a métrica poética exige (e que Chico Xavier cumpria). Só de um autor para mim foi impossível, imaginem para cem autores!! Imaginem um garoto de 17 anos!! Imaginem um rapaz do interior de Minas, braçal, ignorante, arrimo, sem tempo para jogar uma partida de biloca. Pois bem, esta é a tônica do estudo do cientista literário da Unicamp, Alexandre Caroli.

Mas há mais, há também o estudo de um grupo de pesquisadores brasileiros em psiquiatria, neuropsicologia, neurociências (do qual tenho orgulho de dizer que meu irmão, neuropsiquiatra Leonardo Caixeta, faz parte) que, nos Estados Unidos, estudando o cérebro de médiuns com métodos neurobiológicos rigorosos, estatísticos, absolutamente objetivos, constatou que o cérebro do médium, durante o transe mediúnico, é completamente diferente de outras pessoas e inclusive do próprio médium, quando escrevendo ou falando fora do transe. Mostra, portanto, que a atividade cerebral mediúnica, ao contrário do que muitos dizem, não é fruto apenas do psiquismo do médium, mas pode estar sofrendo influência de um outro processo externo, a comunicação com um postulado mundo espiritual. O trabalho foi publicado numa prestigiosa revista científica americana, e as imagens neurocerebrais podem ser vistas em: Neuroimaging during trance state: a contribution to the study of dissociation. Peres JF, Moreira-Almeida A, Caixeta L, Leao F, Newberg A.

PLoS One. 2012;7(11):e49360. http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0049360.

Na mesma linha, o pesquisador psiquiatra Alexander Moreira-Almeida publicou um importantíssimo trabalho de psiquiatria da religião, orientado inclusive em sua tese por um professor-cientista cristão protestante, trabalho no qual provou que os médiuns espíritas fidedignos, ao contrário do que sempre se divulgou (sobretudo no auge do espiritismo kardecista, na Europa do século XIX, quando havia a tese da “loucura espírita”) têm uma saúde mental até melhor do que a população geral.

Igualmente digno de nota é o trabalho do mesmo cientista literário citado acima, agora com sua tese de doutorado: O Caso Humberto De Campos: Autoria Literária e Mediunidade.

Alexandre Caroli Rocha, Tese de Doutorado em Teoria e História Literária, Unicamp, 2008. http://www.hoje.org.br/arq/artigos/HumbertodeCampos_tese-AlexandreCaroliRocha.pdf,  que versa sobre o estudo do trabalho literário de Humberto de Campos (Academia Brasileira de Letras), tanto quanto estava vivo quanto depois de morto (através da mediunidade psicográfica de Chico Xavier). O autor fez um trabalho hercúleo, debruçando-se sobre a vastíssima produção literária do “Humberto de Campos encarnado”, sabidamente o mais prolífico escritor brasileiro de todos os tempos. Suas obras completas somam dezenas e dezenas de volumes. Pois bem, o crítico literário Caroli chega a uma conclusão igualmente peremptória: não só a estilística de Humberto de Campos se mantém após a morte, mas também a semântica, a pragmática, a estrutura composicional, a paródia, o finíssimo arcabouço cognitivo. E isto, repitamos, em um médium que escreveu mais de 500 livros, cada livro com uma estilística e conteúdos diferentes, sui-generis, e próprios. Nem para um autor isto seria possível, imaginem para centenas e centenas  deles!!

Este tipo de estudo literário já foi encetado e chegaram à semelhantes conclusões outros cientistas literários e escritores de grande envergadura nacional, tais como R. Magalhães Júnior, Bernardo Elis, estes dois também pertencentes à vetusta Academia Brasileira de Letras. Sobre o trabalho psicográfico de Chico Xavier, dizia R. Magalhães Junior: “Pode até ser fraude, mas se for fraude é a fraude mais perfeita que eu já vi.” Bernardo Élis diz mais ou menos o seguinte sobre a psicografia de três poetas goianos, por ocasião de uma passagem de Chico por aqui, onde os psicografou  de improviso, em longos excertos poéticos : “Não só os méritos, mas até os defeitos destes três poetas ele captou, por exemplo: Americano do Brasil continua sendo tão mau poeta do lado de lá quanto o foi do lado de cá.” Além disto, Bernardo Elis estuda cientificamente, minuciosamente, toda a métrica poética de Chico, comprovando que esta bate perfeitamente com as técnicas utilizadas em vida.

Estes e outros artigos no tema estão disponíveis em:

hoje.org.br/

A série de artigos mente-cérebro  publicada em revista nacional de psiquiatria  começa no fasciculo abaixo:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0101-608320130003&lng=en&nrm=iso

Para o canal no Youtube em ciencia espiritualidade:

https://www.youtube.com/user/nupesufjf/videos

(Marcelo Caixeta, médico psiquiatra. Artigos às terças, sextas, domingos acesso gratuito em dm.com.br  – seção Opinião Pública)

Aranauam

Reencarnação Humana provada por cientistas

Desde que o mundo é mundo discutimos e tentamos descobrir o que existe além da morte.
Desta vez a ciência quântica explica e comprova que existe sim vida (não física) após a morte de qualquer ser humano.
Um livro intitulado “O biocentrismo: Como a vida e a consciência são as chaves para entender a natureza do Universo” “causou” na Internet, porque continha uma noção de que a vida não acaba quando o corpo morre e que pode durar para sempre.
O autor desta publicação o cientista Dr. Robert Lanza, eleito o terceiro mais importante cientista vivo pelo NY Times, não tem dúvidas de que isso é possível.
Além do tempo e do espaço Lanza é um especialista em medicina regenerativa e diretor científico da Advanced Cell Technology Company. No passado ficou conhecido por sua extensa pesquisa com células-tronco e também por várias experiências bem sucedidas sobre clonagem de espécies animais ameaçadas de extinção.
Mas não há muito tempo, o cientista se envolveu com física, mecânica quântica e astrofísica. Esta mistura explosiva deu à luz a nova teoria do biocentrismo que vem pregando desde então. O biocentrismo ensina que a vida e a consciência são fundamentais para o universo.
É a consciência que cria o universo material e não o contrário.
Lanza aponta para a estrutura do próprio universo e diz que as leis, forças e constantes variações do universo parecem ser afinadas para a vida, ou seja, a inteligência que existia antes importa muito. Ele também afirma que o espaço e o tempo não são objetos ou coisas mas sim ferramentas de nosso entendimento animal.
Lanza diz que carregamos o espaço e o tempo em torno de nós “como tartarugas”, o que significa que quando a casca sai, espaço e tempo ainda existem.
A teoria sugere que a morte da consciência simplesmente não existe. Ele só existe como um pensamento porque as pessoas se identificam com o seu corpo. Eles acreditam que o corpo vai morrer mais cedo ou mais tarde, pensando que a sua consciência vai desaparecer também. Se o corpo gera a consciência então a consciência morre quando o corpo morre. Mas se o corpo recebe a consciência da mesma forma que uma caixa de tv a cabo recebe sinais de satélite então é claro que a consciência não termina com a morte do veículo físico. Na verdade a consciência existe fora das restrições de tempo e espaço. Ela é capaz de estar em qualquer lugar: no corpo humano e no exterior de si mesma. Em outras palavras é não-local, no mesmo sentido que os objetos quânticos são não-local.
Lanza também acredita que múltiplos universos podem existir simultaneamente.
Em um universo o corpo pode estar morto e em outro continua a existir, absorvendo consciência que migraram para este universo. Isto significa que uma pessoa morta enquanto viaja através do mesmo túnel acaba não no inferno ou no céu, mas em um mundo semelhante a ele ou ela que foi habitado, mas desta vez vivo. E assim por diante, infinitamente, quase como um efeito cósmico vida após a morte.

Vários mundos

Não são apenas meros mortais que querem viver para sempre mas também alguns cientistas de renome têm a mesma opinião de Lanza.
São os físicos e astrofísicos que tendem a concordar com a existência de mundos paralelos e que sugerem a possibilidade de múltiplos universos.
Multiverso (multi-universo) é o conceito científico da teoria que eles defendem. Eles acreditam que não existem leis físicas que proibiriam a existência de mundos paralelos.
O primeiro a falar sobre isto foi o escritor de ficção científica HG Wells em 1895 com o livro “The Door in the Wall“. Após 62 anos essa ideia foi desenvolvida pelo Dr. Hugh Everett em sua tese de pós-graduação na Universidade de Princeton. Basicamente postula que, em determinado momento o universo se divide em inúmeros casos semelhantes e no momento seguinte, esses universos “recém-nascidos” dividem-se de forma semelhante. Então em alguns desses mundos que podemos estar presentes, lendo este artigo em um universo e assistir TV em outro.
Na década de 1980 Andrei Linde cientista do Instituto de Física da Lebedev, desenvolveu a teoria de múltiplos universos. Agora como professor da Universidade de Stanford, Linde explicou: o espaço consiste em muitas esferas de insuflar que dão origem a esferas semelhantes, e aqueles, por sua vez, produzem esferas em números ainda maiores e assim por diante até o infinito. No universo eles são separados. Eles não estão cientes da existência do outro mas eles representam partes de um mesmo universo físico.
A física Laura Mersini Houghton da Universidade da Carolina do Norte com seus colegas argumentam: as anomalias do fundo do cosmos existem devido ao fato de que o nosso universo é influenciado por outros universos existentes nas proximidades e que buracos e falhas são um resultado direto de ataques contra nós por universos vizinhos.

Alma

Assim, há abundância de lugares ou outros universos onde a nossa alma poderia migrar após a morte, de acordo com a teoria de neo biocentrismo.
Mas será que a alma existe? Existe alguma teoria científica da consciência que poderia acomodar tal afirmação?
Segundo o Dr. Stuart Hameroff uma experiência de quase morte acontece quando a informação quântica que habita o sistema nervoso deixa o corpo e se dissipa no universo.
Ao contrário do que defendem os materialistas, Dr. Hameroff oferece uma explicação alternativa da consciência que pode, talvez, apelar para a mente científica racional e intuições pessoais.
A consciência reside, de acordo com Stuart e o físico britânico Sir Roger Penrose, nos microtúbulos das células cerebrais que são os sítios primários de processamento quântico. Após a morte esta informação é liberada de seu corpo, o que significa que a sua consciência vai com ele.
Eles argumentaram que a nossa experiência da consciência é o resultado de efeitos da gravidade quântica nesses microtúbulos, uma teoria que eles batizaram Redução Objetiva Orquestrada.
Consciência ou pelo menos proto consciência é teorizada por eles para ser uma propriedade fundamental do universo, presente até mesmo no primeiro momento do universo durante o Big Bang. “Em uma dessas experiências conscientes comprova-se que o proto esquema é uma propriedade básica da realidade física acessível a um processo quântico associado com atividade cerebral.”
Nossas almas estão de fato construídas a partir da própria estrutura do universo e pode ter existido desde o início dos tempos. Nossos cérebros são apenas receptores e amplificadores para a proto-consciência que é intrínseca ao tecido do espaço-tempo. Então, há realmente uma parte de sua consciência que é não material e vai viver após a morte de seu corpo físico.
Dr. Hameroff disse ao Canal Science através do documentário Wormhole: “Vamos dizer que o coração pare de bater, o sangue pare de fluir e os microtúbulos percam seu estado quântico. A informação quântica dentro dos microtúbulos não é destruída, não pode ser destruída, ele só distribui e se dissipa com o universo como um todo.”
Robert Lanza acrescenta aqui que não só existem em um único universo, ela existe talvez, em outro universo.
Se o paciente é ressuscitado, esta informação quântica pode voltar para os microtúbulos e o paciente diz: “Eu tive uma experiência de quase morte”.
Ele acrescenta: “Se ele não reviveu e o paciente morre é possível que esta informação quântica possa existir fora do corpo talvez indefinidamente, como uma alma.”
Esta conta de consciência quântica explica coisas como experiências de quase morte, projeção astral, experiências fora do corpo e até mesmo a reencarnação sem a necessidade de recorrer a ideologia religiosa. A energia de sua consciência potencialmente é reciclada de volta em um corpo diferente em algum momento e nesse meio tempo ela existe fora do corpo físico em algum outro nível de realidade e possivelmente, em outro universo.
E você o que acha? Concorda com Lanza?

Grande abraço!

Indicação: Pedro Lopes Martins

Artigo publicado originalmente em inglês no site SPIRIT SCIENCE AND METAPHYSICS.
http://www.duniverso.com.br/cientistas-comprovam-reencarnacao-humana/ 

Fonte: “Fórum Espírita” 

Retirado do site: http://www.tucal.com.br/

Aranauam

O CÂNCER SOB A PERSPECTIVA ESPÍRITA

Se você estiver lendo este texto,certamente lembrará de um ente querido ou de um amigo que esteja passando ou já passou,por essa doença que a todos abalam.

Lembro-me de um amigo querido,que perdi a alguns anos,estava no auge de sua juventude quando desencarnou, teve um câncer raríssimo. Fisicamente sempre fora um jovem saudável,alegre e trabalhador,mas,dizia sempre que guardava Mágoas e que não conseguia PERDOAR…..Nós espíritas sabemos que o ódio, o rancor a mágoa ,são tóxicos , venenos no oxigênio da saúde mental e física,consomem nossa energia vital,abrindo espaço para a instalação de doenças.

Recentemente, na Califórnia, nos Estados Unidos, Hannah Powell-Auslam, uma menina de 10 anos de idade, foi diagnosticada com câncer de mama, um caso considerado, extremamente, raro (carcinoma secretório invasivo). Os médicos fizeram uma mastectomia, mas o câncer se espalhou para um nódulo e Hannah terá que passar por outra cirurgia, ou por tratamento de radioterapia.

Outro caso instigante é o das duas gêmeas idênticas britânicas, diagnosticadas com leucemia, com apenas duas semanas de intervalo. O drama das meninas Megan e Gracie Garwood, de 4 anos, começou em agosto de 2009. “Receber a notícia de que você tem três filhos e dois deles têm câncer é inimaginável”, afirmou a mãe das meninas. “Você fica pensando o que fez para merecer isso”. Câncer é uma palavra derivada do grego “karkinos”, a figura mitológica de um caranguejo gigante, escolhida por Hipócrates, para representar úlceras de difícil cicatrização e que, ao longo do tempo, consagrou-se como sinônimo genérico das neoplasias malignas. Há mais de cem tipos diferentes de câncer, que variam, ao extremo, em suas causas, manifestações e prognósticos.

Diferentemente do câncer em adultos, em que se leva em conta aspectos do comportamento como fumo, alcoolismo, alimentação, sedentarismo e exposição ao sol, a medicina, ainda, não conseguiu estabelecer os verdadeiros fatores de risco do câncer pediátrico. Os casos de Hannah Powell-Auslam, Megan e Gracie Garwood bem que podem entrar nas estatísticas brasileiras do câncer infanto-juvenil, que atinge crianças e adolescentes de um a 19 anos. Segundo pesquisa divulgada pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) e pela Sobop (Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica), o câncer é a doença que mais mata os jovens, na faixa dos cinco aos 18 anos, no Brasil. Pesquisa indica o surgimento de, aproximadamente, 10 mil casos de câncer infanto-juvenil, a cada ano, no Brasil, a partir do biênio 2008/2009. O agravante é que o câncer, nos adolescentes, costuma ser mais agressivo do que nos adultos, e é mais difícil de ser diagnosticado, segundo Luiz Henrique Gebrin, Diretor do Departamento de Mastologia do Hospital Pérola Biynton, em São Paulo (SP).

Será o câncer, então, uma obra do acaso, uma “punição divina” ou um “carma” do espírito? Hoje, à luz da Ciência médica, pode-se afirmar que o fator predominante da carcinogênese é, sem dúvida, o comportamento humano: tabagismo, abuso de álcool, maus hábitos alimentares e de higiene, obesidade e sedentarismo, os quais são responsáveis por quatro, em cada cinco casos de câncer e por 70% do total de mortes. Os cânceres por herança genética pura, ou seja, que não dependem de fatores comportamentais e ambientais, são menos de 5% do total.

A experiência corrobora, pois, que o câncer é uma enfermidade, potencialmente, “cármica”. Estamos submetidos a um mecanismo de causa e efeito que nos premia com a saúde ou corrige com a doença, de acordo com nossas ações. A criança de hoje foi o adulto de antanho. “O corpo físico reflete o corpo espiritual que, por sua vez, reflete o corpo mental, detentor da forma”. (1) “Os que se envenenaram, conforme os tóxicos de que se valeram, renascem, trazendo as afecções valvulares, os achaques do aparelho digestivo, as doenças do sangue e as disfunções endocrínicas, tanto quanto outros males de etiologia obscura; os que incendiaram a própria carne amargam as agruras da ictiose ou do pênfigo; os que se asfixiaram, seja no leito das águas ou nas correntes de gás, exibem os processos mórbidos das vias respiratórias, como no caso do enfisema ou dos cistos pulmonares; os que se enforcaram carreiam consigo os dolorosos distúrbios do sistema nervoso, como sejam as neoplasias diversas e a paralisia cerebral infantil; os que estilhaçaram o crânio ou deitaram a própria cabeça sob rodas destruidoras, experimentam desarmonias da mesma espécie, notadamente as que se relacionam com o cretinismo, e os que se atiraram de grande altura reaparecem, portando os padecimentos da distrofia muscular progressiva ou da osteíte difusa.” (2)

“A cura para o câncer não deverá surgir nos próximos dez anos” (3) é o que afirma o articulista da Revista Time, Shannon Browlee. Talvez os cientistas nunca encontrem uma única resposta, um único medicamento capaz de restaurar a saúde de todos os pacientes com câncer, porque um tumor não é igual ao outro. Os espíritas sabem que não existem doenças e sim doentes. Em verdade, “todos os sintomas mentais depressivos influenciam as células em estado de mitose, estabelecendo fatores de desagregação.” (4) Apesar dos consideráveis avanços tecnológicos, em busca do diagnóstico precoce e do tratamento eficaz, a Medicina e a Ciência, em geral, estão, ainda, distantes de dominarem o comportamento descontrolado das células neoplásicas.

Obviamente, não precisamos insistir na busca de vidas passadas para justificar o câncer: As estatísticas demonstram grande incidência de câncer no pulmão, em pessoas que fumam na atual encarnação. Muitas formas de cânceres têm sua gênese no comportamento moral insano atual, nas atitudes mentais agressivas, nas postulações emocionais enfermiças. “O mau-humor é fator cancerígeno que ora ataca uma larga faixa da sociedade estúrdia.” (5) O ódio, o rancor, a mágoa, a ira são tóxicos fulminantes no oxigênio da saúde mental e física, consomem a energia vital e abrem espaços intercelulares para a distonia e a instalação de doenças. São “agentes poluidores e responsáveis por distúrbios emocionais de grande porte, são eles os geradores de perturbações dos aparelhos respiratório, digestivo, circulatório. Responsáveis por cânceres físicos, são as matrizes das desordens mentais e sociais que abalam a vida” (6)

Falando sobre doença cármica, “o câncer pode, até, eliminar as sombras do passado, mas não ilumina a estrada do porvir. Isso depende de nossas ações, da maneira como arrostamos problemas e doenças.

Quando a nossa reação diante da dor não oprime aqueles que nos rodeiam, estamos nos redimindo, habilitados a um futuro luminoso. “Quando nos rendemos ao desequilíbrio ou estabelecemos perturbações em prejuízo contra nós (…), plasmamos nos tecidos fisiopsicossomáticos determinados campos de ruptura na harmonia celular, criando predisposições mórbidas para essa ou aquela enfermidade e, conseqüentemente, toda a zona atingida torna-se passível de invasão microbiana.” (7) Outra situação complicada é o aborto que “oferece funestas intercorrências para as mulheres que a ele se submetem, impelindo-as à desencarnação prematura, seja pelo câncer ou por outras moléstias de formação obscura, quando não se anulam em aflitivo processo de obsessão.” (8)

O conhecimento espírita nos auxilia a transformar a carga mental da culpa, incrustada no perispírito, e nos possibilita maior serenidade ante os desafios da doença. Isso influenciará no sistema imunológico. Os reflexos dos sentimentos e pensamentos negativos que alimentamos se voltam sobre nós mesmos, depois de transformados em ondas mentais, tumultuando nossas funções orgânicas.

Para todos os males e quaisquer doenças, centremos nossos pensamentos em Jesus, pois nosso bálsamo restaurador da saúde é, e será sempre, o Cristo. Ajustemo-nos ao Evangelho Redentor, pois o Mestre dos mestres é o médico das nossas almas enfermas.

 

Fontes:

(1) Xavier, Francisco Cândido. Evolução em Dois Mundos , ditado pelo espírito André Luis 15ª edição, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1997.

(2) Xavier Francisco Cândido. Religião dos Espíritos, Rio de Janeiro: 11ª Edição Ed. FEB – (Mensagem psicografada por em reunião pública de 03/07/1959)

(3) Transcrita em um caderno especial na Folha de São Paulo de 4 de novembro de 1999

(4) Xavier, Francisco Cândido. Pensamento e Vida, ditado pelo espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2000

(5) Franco, Divaldo. Receita de Paz, ditado pelo espírito Joanna de Angelis, Salvador: Ed. Leal, 1999

(6) FRANCO, Divaldo Pereira. O Ser Consciente, Bahia, Livraria Espírita Alvorada Editora, 1993

(7) Artigo “Uma Visão Integral do Homem”, Grupo Espírita Socorrista Eurípides Barsanulfo, disponível no sitehttp://www.geocities.com/Athens/9319/chacras.htm, acessado em 25/04/2006

(8) Xavier Francisco Cândido e Vieira Waldo. Leis de Amor, São Paulo: Edição FEESP, 1981

Autor:

 

Jorge Luiz Hessen (Brasília/DF)

é membro da Rede Amigo Espírita, servidor Publico Federal, residente em Brasília, palestrante,
escritor, articulista em diversos jornais e sites, com textos publicados na Revista Reformador da FEB, O Espírita de Brasília, O Imortal, Revista Internacional do Espiritismo, entre outros e além de conselheiro da revista eletrônica O Consolador. e-mail: jorge.loluhesse@gmail.com

Blog:http://jorgehessen.net/

 

http://www.redeamigoespirita.com.br

 

Aranauam

Zumbido no Ouvido – Culpa da Pineal

A pineal está localizada no meio do cérebro, na altura dos olhos. Ela é um órgão cronobiológico, um relógio interno. Como ela faz isso? Captando as radiações do Sol e da Lua. A pineal obedece aos chamados Zeitbergers.
Por exemplo, o Sol é um Zeitberger externo que rege as noções de tempo e que influencia a pineal, regendo o ciclo de sono e de vigília, quando esta glândula secreta o hormônio melatonina. Isso dá ao organismo a referência de horário. Existe também o Zeitberger interno, que são os genes, trazendo o perfil de ritmo regular de cada pessoa.
Nós vivemos em três dimensões e nos relacionamos com a quarta, através do tempo. A pineal é a única estrutura do corpo que transpõe essa dimensão, que é capaz de captar informações que estão além dessa nossa dimensão.
Para Descartes é o ponto em que a alma se liga ao corpo, até na questão física há uma lógica que é esta glândula que lida com a outra dimensão, e isso é um fato. Todos os animais têm essa glândula; ela os orienta nos processos migratórios porque sintoniza o campo magnético. Nos animais, a glândula pineal tem fotorreceptores iguais aos presentes na retina dos olhos, porque a origem biológica da pineal é a mesma dos olhos, é um terceiro olho, literalmente.
Os cientistas Vollrath e Semm, que têm artigos publicados na revista científica Nature, de 1988, comprovam que a pineal converte ondas eletromagnéticas em estímulos neuroquímicos.

 

O espiritual age pelo campo eletromagnético, se há uma interferência espiritual por exemplo, se dá justamente pelo campo eletromagnético. As interferência acontece na natureza pelas leis da própria natureza.

Segundo Sérgio Felipe de Oliveira, a pineal captaria informações do mundo espiritual por ondas eletromagnéticas, como “um telefone celular”, e as transformaria em estímulos neuroquímicos. A parapsicologia diz que estes campos eletromagnéticos podem afetar a mente humana. O dr. Michael Persinger, da Laurentian University, no Canadá, fez experiências com um capacete que emite ondas eletromagnéticas nos lobos temporais. As pessoas submetidas a essas experiências teriam tido “visões” e sentiram presenças espirituais. O dr. Persinger atribui esses fenômenos à influência dessas ondas eletromagnéticas.

 

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Pesquisas recentes indicam que a pineal está ligado a dois centros nervosos, um de cada ouvido. Estes dois centros nervosos, e mais o centro situado na própria glândula,formam um triângulo, com a pineal no centro da cabeça com o ápice ou vértice superior, e dois centros nervosos dos ouvidos formando a base. Assim, os pesquisadores  elaboraram o princípio de que tudo o que afete os tímpanos afetará a pineal, qualquer princípio que afete a pineal afetará os tímpanos.

A glândula está localizada em uma área cheia de líquidoO som faz o líquido vibrar, provocando uma reação na glândula. Essa belezinha, converte ondas eletromagnéticas em estímulos neuroquímicos.

 

 

Pesquisas recentes indicam que a pineal está ligado a dois centros nervosos, um de cada ouvido. Estes dois centros nervosos, e mais o centro situado na própria glândula, formam um triângulo, com a pineal no centro da cabeça com o ápice ou vértice superior, e dois centros nervosos dos ouvidos formando a base. Assim, os pesquisadores elaboraram o princípio de que tudo o que afete os tímpanos afetará a pineal, qualquer princípio que afete a pineal afetará os tímpanos.

A glândula está localizada em uma área cheia de líquido. O som faz o líquido vibrar, provocando uma reação na glândula. Essa belezinha, converte ondas eletromagnéticas em estímulos neuroquímicos.
A Física Quântica diz que tudo é vibração e nós vibramos em diferentes frequências, também somos influenciados em diferentes frequências, por meio natural ou não.

Estamos sendo bombardeados com energias vindo da galáxia, incluindo o bombardeio do Sol, tudo isso afeta a Terra e logicamente nos afeta.

Sempre vibração e som, recentemente os cientista conseguiram até reproduzir o som do Sol nas suas explosões solares.

Quanto mais se intensifica o som, mais a pineal “trabalha”, quanto mais ela trabalha, mais se intensifica o som, formando um circulo que nos leva rapidamente ao estado de projeção consciente..

Sendo assim, meus amigos, os barulhos, zumbidos, apitos, sininhos… que você pode estar ouvindo diariamente ou esporadicamente são produzidos pelo trabalho/desenvolvimento da glândula pineal e todo um fator externo está contribuindo para isso. Nós estamos literalmente escutando essa belezinha trabalhar.

Essa glândula é nossa conexão com outras dimensões. Nossa glândula foi danificada ao “longo do tempo”, por falta de uso, química (veneno) nos nossos alimentos, poluição e acredito que a nossa contribuição tenha realmente sido a maior de todas, porque caímos nas ilusões materialistas e hoje somos extremamente apegados a tudo que os nossos 5 sentidos podem tocar, sentir, ver e ouvir…

Pra terminar, vou deixar um exercício de meditação de desenvolvimento energético da pineal. Um exercício diferente, mas bem gostoso de realizar.

Certos exercícios psíquicos provocam um zumbido que começa a se manifestar nos ouvidos e persiste por algum tempo. Esse zumbido indica que alguma energia ou ação está sendo transmitida aos tímpanos, a partir da pineal. (Pesquisa feita pela Universidade de Basle na Suíça).

Deverá ser feito no escuro, onde a produção do hormônio da pineal aumenta.
– Por uma ou duas semanas, deve-se relaxar por alguns minutos, coloque o dedo indicador de cada mão o mais para dentro do ouvido que seja possível sem pressão incômoda.
– Enquanto os dedos estiverem nesta posição nos ouvidos, tomem uma inalação profunda pelo nariz e retenha o quanto possível.
– Mantenha a boca fechada, quando não puder mais prender a respiração, exale lentamente pelo nariz.
– Conserve os dedos nos ouvidos durante todo o tempo que esteja inalando, retendo e exalando.
– Respire normalmente por mais ou menos 30 segundos e repita o procedimento por 10 vezes.

Ao terminar, você sentirá um calor nos dutos auditivos.

A respiração pelo nariz, com os dedos colocados nos ouvidos, estabelece um circuito bem definido de vibrações positivas e negativas, que afetem os centros nervosos do crânio, o centro nervoso da tireóide, e os centro nervosos de cada um dos dois dedos.

O resultado deste exercício, se praticado conforme a instrução, será a desobstrução do nariz para a respiração e dos ouvidos para a audição, a eliminação de qualquer congestão craniana, o desenvolvimento da sensibilidade dos nervos do nariz a ponto de perceberem novos odores ou facilitar a os já conhecidos.

Ao mesmo tempo, a pineal irá despertar gradativamente, com crescente vitalidade para as funções psi.

 

Por estrela

Fonte: http://www.estreladoorientesl.com.br/

 

Aranauam

Da Física Quântica à Espiritualidade

O imponderável, antes repelido e negado, voltará ao mundo, atendendo ao apelo do homem.

Pietro Ubaldi (A Nova Civilização do Terceiro Milênio)

(Este artigo foi originariamente escrito para integrar um dos capítulos da obra Saúde e Espiritualidade, uma coletânea de trabalhos que associam a espiritualidade à medicina, composto em parceria com o prof. Mauro Ivan Salgado e publicada pela Editora Inede em novembro de 2008.)

A mecânica quântica desvendou para o homem moderno um novo e extraordinário panorama oculto na realidade fenomênica do microcosmo, onde ela se deparou com um irrefutável domínio, a permear toda a nossa realidade: o imponderável. E terminou por redesenhar uma diferenciada cosmovisão, a implantar-se nas paisagens paradigmáticas do novo milênio que se inicia. Velhos pilares da física clássica e os fundamentos da dimensão macrocósmica em que vivemos foram profundamente abalados. O profissional da área de saúde, porém, muitas vezes alheio a essas estonteantes revelações, de modo geral ainda não absorveu o profundo impacto dessa nova visão de mundo. E suas importantes conclusões até então não se estenderam ao campo biológico, onde possivelmente resultarão em significativas mudanças, com consequências até mesmo na prática médica vigente.

Assim, este capítulo se propõe a suscitar as seguintes questões, embora não seja suficiente para respondê-las devidamente: como a visão quântica afeta a compreensão humana? Isso é importante para a sua vida, seus sofrimentos e seus fins? Ela altera o nosso entendimento do universo? E, afinal, qual a relação existente entre os fenômenos quânticos e o espiritualismo? Será a nova física, de fato, a ponte entre a ciência e a espiritualidade, como pretendem muitos?

Para analisar tais pertinentes questões faz-se necessário lucubrar em campo ainda incipiente para a mente humana. Para muitos, elas extrapolam a imparcial pesquisa científica, adentrando especulações puramente prospectivas e filosóficas. Os físicos modernos que, na atualidade, se insurgem em tais conjecturas têm sido considerados místicos e não verdadeiros cientistas. Entretanto, para avançar é preciso aventurar-se nessas ignotas regiões do conhecimento, ainda que com o risco de errar ou resvalar-se em improfícuas fantasias. Essa é, seguramente, a única forma de explorar o desconhecido e alcançar verdades ainda mais abrangentes que venham auxiliar o homem na compreensão de si mesmo e da fantástica realidade que o alberga.

Embasado, sobretudo, pelos autores tidos como místicos da física quântica, dentre os quais citamos Fritjof Capra, Amit Goswami e Deepak Chopra, este trabalho consiste em um simples resumo das disquisições por eles suscitadas em torno das revelações dessa ciência. Disquisições aqui regadas pelas conjecturas filosóficas de Pietro Ubaldi e Ervin Lazlo, pelas brilhantes dissertações científicas de Brian Greene sobre a mecânica quântica e de Timothy Ferris e Marcelo Gleiser nos pontos em que esta toca a cosmologia. Temperadas, naturalmente pelo crivo pessoal do autor, consideremo-las, portanto, nada mais que silogismos dialéticos a aguardar a evolução dos tempos para serem devidamente validadas.

A Morte da Matéria e do Materialismo

O primeiro grande feito da física quântica, com importante respaldo na moderna visão de mundo, foi a destituição da matéria como substrato último da complexidade universal. As conclusões, evidenciadas nas fórmulas deErwin Schrödinger, demonstraram que a matéria não pode ser decomposta em partículas fixas e fundamentais. Sua base final é um processo dinâmico, destituído de forma ou qualquer vestidura material.

Sua segunda proeza foi concluir que partícula e onda são fenômenos de mesma natureza, distinguindo-se não pela essência, mas por momentânea forma de se manifestarem. Um substrato incompreensível e imponderável revela-se capaz de se apresentar como massa ou energia, em obediência às exigências do meio em que se mostram, ou mesmo, à simples resposta aos nossos instrumentos de aferição.

Como consequência dessas primeiras evidências, a realidade concreta desvaneceu-se aos olhos da magia quântica. O universo físico não pôde mais ser explicado pela matéria e suas propriedades, pois esta não tem existência real e independente. Tudo que existe tornou-se expressão de eventos imateriais, destituídos de qualquer concretude.

A matéria, agora feita de ilusões, desaparece como o último estofo do universo físico. E com a morte desta, sucumbe também o materialismo que conduziu o pensamento humano nos três últimos séculos. Um intrigantecampo de eventos, que entretece tanto a energia quanto a matéria, é agora o último sustentáculo da realidade.

Um Reino Além da Matéria

Além de desfazer-se da matéria como último alicerce da realidade, a ciência quântica deparou-se, nos entremeios do infinitamente pequeno, com uma diferenciada região de eventos, na qual não se delineiam o tempo e o espaço. Chamado de não-localidade, demonstrava-se à inteligência humana a existência de um domínio por onde trafegam informações que não consomem tempo para caminhar e que não percorrem distância alguma entre seus intervalos. São verdadeiros saltos, chamados quânticos, por sobre o espaço e à revelia do tempo.

Estava aberto para a inteligência humana o reino do absurdo: processos que ludibriam os parâmetros euclidianos, brincando com as imposições das dimensões macroscópicas. Nesse estranho domínio, realizam-se proezas inimagináveis, como trocas de informações instantâneas, interligações que ignoram as distâncias, partículas que ocupam dois lugares ao mesmo tempo e que podem surgir momentaneamente desse “não-lugar” para nele tornarem a desaparecer misteriosamente. Ou seja, a não-localidade, embora feita do mais absoluto vazio físico, está plena de potencialidades que não se sabe de onde procedem. Exatamente por isso, Niels Bohr, um dos fundadores dessa estranha ciência, afirmou que se ela parecer lógica para alguém, este não a compreendeu de fato.

A mesma ciência que tão veementemente negara a existência de qualquer imaterialidade subjacente à realidade visível, agora se via obrigada, através da magia quântica, a readmiti-la como verdade científica. Entreabriam-se para o atônito homem moderno as portas do imponderável.

Novos Parâmetros da Realidade

Ademais da descoberta da não-localidade, onde se esconde um universo inexprimível e idealista, a ciência quântica estabelecia ainda outros intrigantes fundamentos que contribuíram decisivamente para derruir a forma clássica de se ver e analisar a complexidade fenomênica que nos envolve. Os principais deles são descritos sucintamente a seguir.

princípio de incerteza, fundamentado por Heisenberg, demonstrou que todas as medidas realizadas no mundo objetivo são ilusões dos sentidos humanos e não podem ser aferidas com absoluta precisão no universo do infinitamente pequeno. Nos campos quânticos, impera o indeterminismo e a imprecisão domina todos os seus movimentos. Da objetividade, própria da ciência clássica, passou-se ao subjetivismo como sustento científico da nova visão da realidade.

A ciência humana, como pretendeu no passado, enterrava definitivamente o sonho de medir com precisão absoluta os fenômenos ao seu derredor e dominá-los ao seu bel prazer. E da aparente estabilidade e quietude do funcionamento universal, estabeleceu-se a instabilidade como fundamento de equilíbrio na intimidade da fenomenologia física.

interatividade descoberta nas instâncias do microcosmo fundiu os elementos aparentemente apartados do universo material em um todo integrado. No reino do microcosmo, os objetos físicos estão intimamente interligados e, segundo a nova física, a separação denotada na realidade macroscópica tornou-se mera ilusão dos sentidos humanos. A realidade fez-se um amálgama fenomênico de expressões cósmicas, onde tudo está em íntimo contato com tudo. E assim, da fragmentação conceitual veiculada pela antiga visão de mundo, evoluímos para a moderna interconexão do universo.

A linearidade causal apregoada pela física clássica perdera, ante as peripécias quânticas, a sua expressividade norteadora da fenomenologia universal. A não-linearidade, veiculada pela realidade não-local, ludibriando o tempo e o espaço, agora é passível de manifestar-se como exótica expressão do mundo quântico. Causa e efeito já não se encadeiam na irreversibilidade do ritmo cronológico, mas coexistem fora da linha do tempo, em um presente constante.

A ontologia fenomênica igualmente se desfez ante a inquestionável realidade do holismo quântico. A unicidade mostrou-se a única expressão da complexidade universal. A existência isolada e independente de qualquer fenômeno tornou-se um devaneio das nossas sensações, denominada por muitos de fantasia da separatividade. O todo agora abraça a si mesmo, em expressões inimagináveis. O uno está inexoravelmente urdido no diverso, desde os confins do infinito à intimidade do átomo.

O vácuo absoluto, como concebido pela ciência clássica morria para se compreender que o vazio puro está plenificado de prodigiosas potências criativas.

A concretude do mundo tornou-se aparente e ilusória ante a inefável manifestação dos processos quânticos que o sustentam nos redutos infinitesimais. Os objetos físicos transformaram-se em processos energéticos a se desdobrarem no tempo e no espaço, feitos de ondas de probabilidades, indeterminísticas, completamente abstratas e interligadas. E desse modo o cosmo, modulado por princípios que a física clássica já não podia mais explicar, fez-se um todo dinâmico, substancialmente interligado por uma imensa teia de eventos.

Além disso, nas fronteiras do incomensurável, a cosmologia se unia à física quântica para anunciar que o universo eterno e estático das antigas concepções mecanicistas sucumbira ante evidências que agora apontavam para um cosmo dinâmico, que nascera de um vazio pleno e se encontra em vertiginosa expansão no tempo e no espaço. Das cinzas do materialismo científico, ressurgia o criacionismo quântico.

Com a física relativista de Einstein, o espaço e o tempo absolutos da mecânica newtoniana davam lugar ao continuum espaço-tempo. O espaço, antes planificado, dobrou-se sobre si mesmo em um enrodilhado relativista, encerrado em seus próprios limites. E a eternidade, antes fluindo sem fim, morre, ante a descoberta de que existiu um dia em que o tempo nasceu, no momento em que a semente cósmica do Big Bang explodia para tudo criar. Eram novos conceitos que se somavam ao neocriacionismo quântico para redesenhar a imagem do cosmo em moldes até então inalcançados pela ciência clássica.

Recuperando antigos preceitos criacionistas, a razão humana, estonteante, questiona agora de onde vieram as portentosas forças que se condensaram no ponto de singularidade, para então explodir no incontido ímpeto criacionista. E a cosmologia convocou a ciência quântica para lhe explicar as intrigantes “questões do começo”, ao admitir que essas fenomenais potências irromperam-se de um quiescente oceano quântico, pleno de vagas criativas, a se precipitarem na realidade.

Nessa nova tessitura conceitual, o cosmo, agora fecundado pela criatividade do vazio quântico, deixou de ser um imenso maquinário para se tornar um ilimitado campo de processos essencialmente dinâmicos e abstratos – “um grande pensamento”, no dizer do físico Fritjof Capra. A mente humana certamente agora questiona a origem e a finalidade desse “grande pensamento”, sem encontrar respostas convincentes no terreno científico. Sua vida certamente não será mais a mesma quando ela se convencer de que existe uma “Consciência de proporções cósmicas” a comandar esse imenso cortejo de ordenações fenomênicas, cujos atributos somente uma avançada teologia poderá designar.

Eram conceitos muito novos e revolucionários para o homem ainda materialista da era moderna, extrapolando todos os sentidos de sua lógica, construída em séculos de racionalismo. Um novo panorama ideológico se lhe entreabria, pleno de revolucionárias possibilidades, derruindo os fundamentos do velho materialismo. Muitos, cerrando os olhos ante essa estonteante realidade, ainda preferem ignorá-la, eximindo-se de alcançar suas ricas paisagens conceituais. Enquanto outros cuidam simplesmente de negá-la, imputando-a ao absurdo, ante a patente insuficiência em compreendê-la.

Nasce a Ciência Idealista

Com o fim do materialismo e a insurgência das pertinentes e curiosas observações da mecânica quântica, compreendeu-se que a dimensão macrocósmica corresponde a um campo fechado de manifestações fenomênicas, a localidade, onde somente é possível analisar e conhecer o que os irrisórios sentidos humanos são capazes de perceber e os grosseiros instrumentos científicos podem aferir. Contudo, essa instância corresponde somente a uma pequena parcela da realidade global do universo, pois além dela se escondem outros campos subjacentes, não-físicos.

Nessa limitada bolha de espaço-tempo em que o homem vive, a localidade, a ciência clássica delineia e individualiza os fatos fenomênicos com critérios de observações que se passou a denominar objetividade forte, pois lhes são dados contornos e existências independentes como se fossem objetos reais e concretos. E aí se estabelecem os limites do realismo fenomênico.Objetividade forte realismo fenomênico construíram a ciência clássica e sua estreita visão materialista da realidade, embasada na ilusão dos sentidos e no separatismo. O homem teve, em uma época, a fátua pretensão de poder englobar nas restritas fronteiras da objetividade forte toda a complexidade universal, chegando ao cúmulo de considerar inexistente tudo aquilo que a extrapolava e se colocava fora de sua estreita análise reducionista.

Com a descoberta da não-localidade, o homem, até então cerceado pelas barreiras da objetividade, começou a divisar para além da bolha espaço-tempo onde se restringe sua razão. E deu-se início, através da física quântica, à construção do idealismo, uma nova ciência de observação do imponderável e da compreensão do universo.

Heisenberg, inaugurando esse idealismo científico, usou o termo potentiapara designar essa outra realidade fenomenológica – palavra utilizada por Aristóteles para definir o espaço que permeava o empíreo, o reino dos deuses, e fonte da matéria primordial. Dizia Heisenberg que se deve pensar em fatos físicos não como objetos concretos, mas como eventos em potentia, ocupando um domínio não-local da realidade, transcendendo o espaço-tempo situacional em que vivemos. A dimensão objetiva torna-se uma ínfima e ilusória parte de uma estonteante realidade que transcende os limites do perceptível pela consciência humana. Em potentia, os objetos não estão subordinados à velocidade da luz e ao ritmo cronológico, podendo trocar informações instantâneas e existirem como possibilidades de manifestações.

Esse aparentemente novo idealismo nos faz recordar exatamente as inferências de Platão no seu ilustrativo mito da caverna. Segundo esse grande pensador, vivemos como prisioneiros em uma escura cova, onde percebemos uma ilusória realidade, parcamente iluminada pelos albores que nos chegam de uma realidade maior, que brilha além da sua abertura. A luz desse outro e fundamental domínio projeta-se sobre os contornos dos objetos físicos, imersos na penumbra, emprestando-lhes aparente realismo, pois todos existem em plenitude somente fora dos estreitos e escuros limites dessa caverna. Eis, assim, delineada uma visão atual do nosso universo físico, um condensado espaço-tempo preso nas fronteiras da não-localidade – esta sim, a verdadeira fonte da realidade que a tudo ilumina.

David Bohm, outro físico da era quântica, registrando essa mesma verdade, formulou igualmente a hipótese da existência de duas ordens no universo: aimplícita e a explícita. Segundo esse pensador moderno, o Todo está edificado segundo essas duas ordenações, sendo a primeira, existente fora da esfera espaço-tempo, a verdadeira e a qual se pode conhecer somente pelas vias das abstrações intelectuais. Esta é que dá origem e orienta a ordem explícita, aquela que se revela no mundo manifesto observável, nada mais que quimérica construção dos nossos sentidos. A ordem implícita, pertinente ao universo ideal, far-se-ia então a única realidade e o objeto último de conhecimento da ciência.

Prevê-se que, em breve tempo, esse nascente idealismo científico será acatado como verdade, desde a física à biologia, das artes às filosofias, da medicina às religiões, dominando por completo todas as expressões do pensamento humano.

Salto para a Unidade

Ante essa nova visão, o dualismo que nascera com Descartes e fora fortemente alimentado pela ciência em seus quase três séculos de objetividade forte perdeu o seu significado como retrato da realidade. Aunidade partícula-onda tornou-se prenunciadora de uma unicidadefenomênica universal, a fundir no Todo suas aparentes diversidades.

E assim, o resultado último do estupendo movimento lançado pelo paradigma quântico foi o desabrochar de uma nova visão de mundo que se caracteriza pela unificação de todos os eventos físicos, dotando o universo de um extraordinário sentido de unidade.

Ao conceituar que a matéria nada mais é que uma onda colapsada, a visão quântica superou definitivamente a dicotomia energia-matéria que vigorara na ciência, como herança do dualismo cartesiano. Em última análise, todo evento a se precipitar na realidade objetiva é um objeto quântico que se comporta de modo semelhante, segue as mesmas leis fenomênicas e possui idêntica natureza íntima. Estabelecia-se assim o fundamento unitário do universo físico e dinâmico. Matéria e energia não podem mais se distinguir como substâncias de propriedades independentes. Estava feita a união, já prevista pelo pensamento de Einstein e enunciada pelas doutrinas espiritualistas. A realidade perdera a sua concretude e compreendeu-se que tudo se sustenta em um substrato comum cujo maior atributo é a imaterialidade.

Em busca desse elemento único, a mecânica quântica compreendeu que toda manifestação física, seja energia ou massa, é uma íntima vibração de uma mesma potência, cuja natureza não pode ser conhecida, mas que é sempre idêntica a si própria, em todas suas múltiplas expressões possíveis na realidade concreta.

monismo, definido como a doutrina da unidade e apregoado por grandes filósofos do passado, como Plotino, Giordano Bruno, Baruch Spinoza, e mais recentemente Pietro Ubaldi, encontrava, enfim, a sua viabilidade no palco das especulações humanas.

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Quadro sinóptico da velha visão clássica versus a nova visão quântica de mundo.

Consciência Quântica

A despeito de todas essas novas e espetaculares considerações, o aspecto mais importante suscitado pela nova física foi demonstrar que os objetos quânticos são hábeis em interagir com o observador, alterando a forma como se apresentam de acordo com a intenção de quem os analisa. Por exemplo, se o experimentador usa um aparelho de medição de radiações, o objeto quântico se mostra como onda; mas se este utiliza um aferidor de massa, ele se revela como partícula. Essa interatividade entre o observador e o fenômeno observado motivou, no âmbito da própria ciência, a noção de que um campo consciencial não somente pode interferir na expressão do objeto quântico, mas que ambos são objetos de mesma natureza.

E logo surgiu a ideia de que a consciência seria o elemento, pertinente ao universo virtual, capaz de provocar o colapso da onda quântica, permitindo-lhe manifestar-se em suas variadas formas na dimensão real e concreta em que vivemos. Portanto, passou-se a admitir a existência desse novo domínio quântico – a consciência – aparentemente independente da dimensão exterior e ao mesmo tempo nela fundido, que não era matéria ou energia, possuindo, contudo, a mesma natureza de ambas as manifestações, uma vez que com estas é capaz de interagir.

O mais surpreendente, contudo, foi a inferência de que, como um evento igualmente quântico, a consciência revelava-se hábil não só em interagir ativamente com a dimensão exterior, mas igualmente em produzi-la. Assim compreendida, ela se mostrava agora ser o único objeto realmente existente no universo.

A consciência deixava de ser uma instância pertinente às sensações do eu e, extrapolando o âmbito da psicologia, tornava-se agora um potencial determinístico de ordem física. Em breve, um mais amplo sentido de unidade será conferido à constituição do universo, pois esse novo e abstrato elemento, a consciência, mostra-se ser, cada vez mais, o constructo capaz de unificar todos os fenômenos quânticos e de sustentar a realidade, segundo seu inerente padrão de observância. Assim compreendido, o primado da consciência será aceito como o princípio organizador fundamental não só da dimensão física, mas, sobretudo, e com muita mais propriedade, de todo e qualquer ser vivo.

De todos os novos conceitos semeados pela física quântica, esse tem sido, seguramente, o mais polêmico e de mais difícil aceitação pela comunidade científica tradicional. Contudo, facilmente se conclui que a cada dia esses pressupostos tornar-se-ão mais evidentes e crescerão no entendimento do homem, pois este tem pressa em convencer-se de que é um domínio abstrato muito além da matéria.

Espiritualismo Científico

Inegavelmente, as proezas quânticas evidenciavam aos novos tempos um admirável mundo, desenhado com os traços imprecisos dos eventos e as cores inefáveis da imponderabilidade, pinceladas pela consciência. A cética análise científica, afeita à imagem newtoniana do universo e cativa do dualismo cartesiano, permanece atribuindo às façanhas quânticas nada mais que uma exótica realidade física subjacente ao cosmo infinitesimal. Ainda distante do espetacular salto rumo à unidade, não lhe interessou interpretá-las à luz do idealismo, e segue acreditando que física e consciência, assim como ciência e religião, delineiam parâmetros que não se misturam.

Entrementes, os físicos intérpretes de uma ordem mística na consideração desses conceitos acorreram a associar esse novo campo fenomênico ao espírito. A identidade entre os atributos quânticos e as propriedades da alma já anunciadas pelas escolas espiritualistas de todos os tempos e culturas é evidente o bastante para que a razão humana a legitime. Estavam abertas as janelas visionárias que farão evoluir os postulados da mecânica quântica ao puro espiritualismo, em um novo e moderno renascimento cultural.

Se a magia quântica realizara o extraordinário feito de urdir perfeitamente a matéria à energia na equação diferencial de Schrödinger, resta-lhe agora muito pouco para unificar, através de uma matemática elevada, toda a complexidade universal em torno de seu único e último substrato: a consciência. E então nada faltará para que o pensamento científico aceite que essa consciência é o mesmo espírito, desvestindo-se do velho preconceito que o impede de pronunciar tão antiga palavra, pejada de religiosidade, porém rica de elevados conceitos.

A existência desse campo consciencial criativo e imaterial a extrapolar a dimensão física, deixando o estreito âmbito religioso onde sempre existiu, torna-se a cada dia uma hipótese viável não só entre os eruditos quânticos, mas igualmente a partir de outros modernos filósofos da ciência. Encontramo-la, por exemplo, no pertinente princípio antrópico, enunciado por esses pensadores hodiernos. Segundo esse interessante fundamento, as leis físicas nasceram e sempre atuaram segundo o apriorístico propósito de produzir um universo compatível com a futura manifestação da consciência em seu bojo. Assim, de acordo com esse princípio, as forças básicas da natureza atuaram, em toda a história do cosmo, como se conhecessem o futuro, adotando exatos valores de modo a viabilizar a estabilização do átomo como entidade fundamental e própria para a expressão da vida. Por exemplo, se a carga elétrica do próton, a despeito de sua massa ser mil vezes maior, não fosse exatamente a mesma do elétron, se as forças básicas – fraca, forte, eletromagnética e gravitacional – diferenciassem frações mínimas de suas medidas originais, a unidade atômica não seria viável e a consciência, em forma de vida, não teria se manifestado no âmbito físico.

Com essas novas postulações, emergentes entre os místicos da nova física, a linha de causalidade fenomênica inverteu o seu sentido. Se antes a consciência nascia como um epifenômeno da matéria (causalidade ascendente), esta agora é filha da consciência fenomênica, primeira e última expressão real da existência (causalidade descendente). O domínio físico torna-se manifestação última e concreta da consciência. A matéria transforma-se, nessa nova dialética monista, em mero hálito do espírito. Assim, imensos paradoxos da atual ciência dualista, finalmente, encontrarão soluções plausíveis nesse monismo conceitual. (Para maiores detalhes dacausalidade quântica, veja o trabalho “Uma Nova Visão da Medicina”, neste site.)

A seguir esse caminho de deduções, prevê-se que, mais cedo do que se pensa, a física quântica efetivamente anunciará ao mundo que o espírito, fonte da consciência, é não só um fato científico como também a única realidade concreta da existência. Alicerçado em equações infinitesimais, ele será compreendido como o agente unificador dos eventos quânticos, conferindo à criação o seu mais estupendo sentido de unidade e imponderabilidade.

A alma ganhará substância e manifestar-se-á com irrefutável evidência ao concebível humano. E, uma vez admitida a sua completa imaterialidade, a imortalidade lhe será facilmente reconhecida, como quesito fundamental, para grande alívio de todos aqueles que acreditam sermos herdeiros da eternidade.

Uma nova Medicina para Um Novo Homem

Com a junção da física quântica ao espiritualismo, o homem será entendido não mais como um casual amontoado de órgãos, porém um domínio unitário de campos quânticos sutis produzidos e organizados pela consciência, estabelecendo-se a perfeita fusão de sua trindade consubstancial – matéria, energia e espírito. Assim, ele deixará de ser produto de suas moléculas, o pensamento não mais será uma mera secreção cerebral e o genoma, o determinante da construção orgânica. O homem, para grande proveito de si mesmo, far-se-á, em última análise, uma edificação da própria consciência. Novos modelos de saúde serão então suscitados para compreendê-lo e tratá-lo nessa inovadora perspectiva.

A nova física, seguramente, será convocada para a edificação dessa revolucionária medicina. E certamente ela validará muitos tratamentos até o momento inaceitáveis pela ciência médica contemporânea, como a homeopatia, a acupuntura e as curas espirituais. No campo da não-localidade, essas consentâneas porém menosprezadas práticas terapêuticas encontrarão os subsídios científicos que lhes faltavam para validá-las como genuínos recursos de saúde para o homem enfermo.

Igualmente novos recursos terapêuticos serão desenvolvidos, utilizando-se os mais avançados estudos e pesquisas no campo da ciência quântica. Recursos que se sustentarão sobretudo na orientação da consciência como a mais genuína ação curativa possível à unidade orgânica. E assim a medicina abandonará o exclusivo de drogas químicas como solução última para os males humanos.

Em apoio à medicina, ciência e religião voltarão a se unir, proporcionando ao homem o almejado bem-estar e o equilíbrio que ele sempre aspirou. (Leia mais sobre essa nova visão médica no artigo “Uma Nova Visão da Medicina”, neste site.)

Biologia Sagrada

Se no campo médico o paradigma quântico muito poderá auxiliar na visão unitária do ser humano, as ciências biológicas igualmente auferirão importantes benefícios com a nova compreensão da realidade. Uma vez comprovado que todo objeto físico é uma emanação de forças sutis, com muito mais propriedade assim também serão compreendidos os seres vivos. E do mesmo modo que o homem, estes deixarão de ser quiméricos amontoados de órgãos para se transformarem em processos vitais, dotados de uma consciência igualmente imortal. Isso modificará substancialmente a biologia, orientando as suas pesquisas na procura desse psiquismo ativo, pleno de intencionalidades, em ação na unidade animal.

Desse modo, facilmente se conceberá ser o espírito o campo abstrato que interage e carreia as formas biológicas, efetuando preconcebidos e criativos saltos evolutivos, segundo movimentos exatos, capazes de superar com eficiência todas as dificuldades do meio ambiente em que se expressa a vida. E assim, o reino do espírito implantar-se-á na biologia, sustentado pela imponderabilidade quântica, joeirando definitivamente a aridez com que o materialismo científico lhe conspurcou.

A vida, em qualquer de suas expressões, será entendida como um processo sublime, muito além da matéria. O homem, como nos tempos da fé, curvar-se-á diante de suas maravilhosas expressões, admirando as formas vivas como genuínas criações do espírito. E a biologia deixará de ser mero estudo de corpos para se fazer a ciência sagrada da vida.

Da Ciência à Teologia

Como terminante consequência desse neoespiritualismo quântico, um Criador e Seu reino estão a um passo de serem redescobertos pela razão humana e demonstrados como fatos científicos.

Pelas janelas da mecânica quântica, os físicos místicos já prenunciam que anão-localidade é não só o império da consciência fenomênica, mas igualmente a dimensão onde se expressaria uma Consciência máxima, fonte de todas as outras, cuja identidade coincide com a de um suposto Criador, segundo os mesmos atributos determinados pelas antigas teologias. Por isso, Deepak Chopra, famoso médico e escritor da atualidade, afirma: “Para além do espaço e do tempo, encontra-se a fonte das possibilidades infinitas, um florescimento de vida, verdade, inteligência e realidade que não poderá jamais ser reduzido. É a promessa dos antigos visionários, e ela se confirma hoje”.

E, de fato, torna-se lícito admitir que, se consciência humana existe, interfere e produz a realidade física, ela necessariamente advirá de alguma fonte abstrata comum e superior. Fonte facilmente identificada como potentia, a realidade supradimensional concebida por Heisenberg, onde impera, absoluta, a ordem implícita, preconizada por David Bohm. Seguramente, esse é o caminho dedutivo que muitos físicos quânticos estão percorrendo para se compreender as mais profundas razões filosóficas da vida e aceitar, inclusive, a existência de Deus e a imortalidade da consciência.

As grandes doutrinas religiosas da Terra sedimentaram conhecimentos que aguardam da ciência explicações convincentes. Julgados inúteis devaneios do fideísmo humano e abandonados como traste do pensamento pelo materialismo científico, começam agora a ser admitidos como retratos genuínos de uma realidade que transcende a matéria. O imponderável, constatado como objeto real das modernas pesquisas no infinitamente pequeno, mostra-se a cada dia mais próximo da dimensão abstrata do espírito, corroborando os enunciados teológicos de todos os tempos. Acredita-se, desse modo, que não tardará o dia em que a mecânica quântica irá acolher em suas avançadas teorias os corolários religiosos, compreendendo-os como parte da mesma realidade subjacente que sustenta o domínio físico.

Desse modo, o idealismo científico far-se-á o perfeito elo entre o racionalismo e a fé. E terminará por comprovar que potentia, o império superior da ordem implícita, a não-localidade, fora do tempo e do espaço e o vazio quântico, além do cone de relativismo que nos prende, são expressões que encontram perfeita correspondência com o nirvana dos budistas, omundo das ideias de Platão e o céu com que sonharam os primitivos cristãos.

Facilmente se elucidará que tudo que existe advém desse reino fundamental, cuja origem e organização somente poderão ser imputadas a um ingênito Criador. A dimensão em que respiramos será admitida como uma pálida e ilusória cópia dessa realidade maior, habilmente construída pela consciência, a fim de manifestar-se na realidade objetiva.

E assim religião e ciência, urdindo seus preceitos fundamentais, encontrar-se-ão no palco da imponderabilidade quântica, dando-se as mãos, em perfeita concórdia, na condução do homem às fronteiras do Infinito.

 

Postado por: Gilson Freire

 

REFERÊNCIAS

 

  1. 1.Betto F. A obra do Artista. São Paulo: Ática; 1995.
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  20. 20.Ubaldi P. Deus e Universo. 3ª ed. Campos dos Goytacazes: FUNDÁPU; 1987.
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  22. 22.Zohar D. O Ser Quântico. São Paulo: Editora Best Seller; 1990.

 

Fonte: http://www.gilsonfreire.med.br/

 

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O QUINTO ELEMENTO

 O termo “Quinta Essência” provavelmente foi primeiramente elaborado pelo filósofo Aristóteles, que considerava que o universo era composto de quatro elementos principais, a saber: terra, água, ar e fogo. Segundo a sua tese, além destes, deveria haver uma substância etérea que interpenetrava em todos os compostos e impedindo os corpos celestes de caírem sobre a Terra. Depois disso; muita discussão se transcorreu entre alquimistas ou não, sobre a existência, a natureza e a qualidade desse elemento primordial do qual tudo se origina e no qual tudo se mantém. Isaac Newton foi quem mais defendeu a existência dessa “quintessência” em suas teorias e discussões sobre os conceitos de matéria e energia. Muitas vezes, Newton deixou transparecer a sua crença em uma força imaterial presente nos corpos materiais e nas formas de energia. Ele admitia que matéria e luz comunicavam-se por algo desconhecido pela ciência. Em suas teorias sobre a propagação das vibrações dos corpos, chamava essa essência desconhecida pelo sugestivo nome de “espírito da matéria”.
   Hoje em dia a ciência já está quase confirmando a realidade da existência de um quinto elemento através da Física Quântica. No entanto deve-se analisar que ainda há uma grande barreira separando a ciência tradicional da grande realidade espiritual que nos cerca na Umbanda. O ceticismo da ciência é um impedimento nos caminhos para a descoberta de que há um Poder de Deus  manifestado e manifestando-se em tudo. Há raras exceções ao ceticismo acadêmico, como o próprio Isaac Newton, cientista altamente espiritualizado que como legado nos deixou um vasto conhecimento científico. Mas suas teorias nos provam que ele, além de ter adquirido grande inteligência, possuía também a sabedoria. Eis uma frase célebre de Newton que nos prova que é possível haver uma comunhão entre a ciência e o Astral:
  “Do meu telescópio eu via Deus caminhar! A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha última e mais elevada descoberta”. (Isaac Newton)
   Esperamos que a ciência atual evolua cada vez mais para curar as mazelas que afligem a humanidade. Para tanto, reconhecemos que será necessário agir com uma razão lógica absoluta que dissipe toda a superstição que possa pairar sobre a humanidade. Mas isso não significa deixar de lado aquilo que desconhecem ou são incapazes de perceber com seus aparelhos avançados porém, inapropriados para serem capazes de visualizar os aspectos mais sublimes da energia e da luz que umMestre de Umbanda pode ver. É necessário que a comunidade científica tenha a humildade para reconhecer que nem tudo pode ainda ser medido ou experimentado por seus meios e métodos de trabalho e análise. E, como Isaac Newton ou Albert Einstein, serem capazes de adquirirem conhecimento, mas não apenas isso. Também é necessário adquirir sabedoria. Aí sim, ciência e religião se unirão numa coisa só e tudo o que o homem realmente precisa para dar um salto evolutivo, aparecerá do nada, como resposta à sua capacidade de enxergar o que estava oculto à sombra de sua própria ignorância.
   Há sempre uma resposta para todas as buscas e uma solução para todas as aflições humanas. Basta apenas utilizar-se dos meios adequados para tal. Essa solução mágica que pode curar o mal está necessariamente no mesmo local de onde o mal se originou… na fonte de tudo… no Quinto Elemento. Aí está a fonte dos milagres a que a ciência deve recorrer reconhecendo que tudo é um milagre, a começar pelo próprio conhecimento adquirido através da ciência. Albert Einstein já dizia: Só existe duas formas de viver a vida. A primeira é pensando que o milagre não existe; a outra é pensando que tudo é milagre.
A busca maior do eu interior, consiste na manutenção deste Quinto Elemento, através do desenvolvimento do trabalho espiritual que visam a obtenção dessa Energia Sagrada para finalidades diversas. Quem aprende a dominar e utilizar essa força torna-se um ser preparado e iluminado. Geralmente tal situação só ocorre depois de muitos anos de estudo e meditação quando, trabalhando introspectivamente no laboratório da alma, a pessoa  compreende a simplicidade do Ser Absoluto e a sua Onipresença e Onipotência. Percebendo que tudo deriva-se dessa coisa única, passa a trabalhar em harmonia com suas Leis e Princípios e em tudo o que vê, sente, toca, consome; sente a presença viva do Divino, do astral, do Quinto Elemento.
   Quem assimila esse conhecimento torna-se capaz de realizar coisas que a ciência materialista dificilmente conseguirá em suas pesquisas simplórias, que leva em conta apenas o lado visível e paupável dos seus objetos de estudo, deixando de lado o estudo da Essência Espiritual presente em todas as coisas. O Umbandista vai além da ciência em suas pesquisas justamente quando ultrapassa em seus estudos com os orixás a análise materialista dos elementos, acrescentando o tal Quinto Elemento em seus estudos. Eis um segredo revelado: quem adquire o conhecimento sobre os quatro elementos pode fazer manipulações na matéria, quem aprende, compreende e aplica o conhecimento com base na utilização dos cinco elementos, acrescentando o Divino aos quatro anteriores e pode transmutar e mover as coisas…
   Ore e trabalhe. Eis o segredo para se canalizar cada vez mais uma porção maior do Quinto Elemento em nosso dia-a-dia.
   Por outro lado, respeito as demais correntes de pensamento que levam em conta outros aspectos nos seus estudos, já que o conhecimento pode ser adquirido por muitos caminhos. Sabemos por estudos que, mesmo muitos dos irmãos de fé iniciaram seus estudos tendo por base objetivos puramente de curiosidade. E, após anos e anos de estudos e experiências vividas, descobriram quase sem querer a energia divina presente em tudo. Debruçados diante dos livros, nos seus trabalhos em terreiros, esqueciam-se das coisas mesquinhas da vida e inconscientemente, através de suas meditações, encontravam o que em tese, nem estavam procurando: Deus; fonte de todas as coisas materiais e espirituais.
   Portanto, o quinto elemento só se manifestará e atingirá o seu objetivo através do mais puro sentimento humano que todos debatem através dos séculos. OAMOR puro e incondicional que é nos dado por Deus em sua plenitude para ser usado em harmonia com tudo e com todos, servindo-nos para nossa evolução terrena e espiritual.
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