Um estudo sobre uma possivel unificação das Religiões

23 Abr, 2011

Ontem fui abordado no ponto de ônibus por dois senhores testemunhas de Jeová, que vieram me interrogar a respeito de um desenho em um de seus folhetos, perguntaram-me se aquela gravura trazia em si a idéia de paz e felicidade. Respondi afirmativamente, então um deles leu um versículo do apocalipse, onde se afirma que na Terra haverá esse dia, onde se suplantará a morte, foi quando eu disse a ele que não acreditava na morte, e percebi que ele ouviu atentamente a minha explanação, a respeito da minha crença na reencarnação, onde eu disse a ele que nos é dada uma só vida, conforme escrito na Biblia, e que essa vida é perpetuada em diversas existencias, até que estejamos aptos para entender a presença de Deus.

Surpreendentemente ele não me cortou enquanto eu falava, um comportamento diferente de outros evangélicos que eu já havia conversado. Mas o que me chamou mais a atenção foi que ele comentou que existem no mundo mais de 200 religiões. Então expliquei a ele que esse era um dos motivos por que eu não possuo nenhuma religião. Ele olhou-me pasmo e continuei, disse-lhe que eu era um estudante rosacruz e que essa ao invés de ser uma religião, no contexto doutrinário, é uma escola filosófica de estudo, onde não se prende a dogmas, mas estimula  questionamentos e pesquisa. Ele concordou comigo que pesquisa e estudo são fundamentais mas não continuamos a conversa pois meu ônibus chegou.

Hoje muitas idéias me surgem a respeito desse assunto. Penso que um dos maiores problemas da humanidade é justamente esse, a diversidade de religiões. Essa diversidade se explica justamente pela diversidade de pensamentos, mas creio que pode-se conviver em paz, mesmo com ideais diferentes. Conforme disse ao homem, procuro encontrar Deus em todas as religiões e consigo sem nenhuma dificuldade, mas não tive tempo de mostrar a ele onde seria esse possivel encontro.  Considerar pontos em comum sem valorizar as divergencias.

Por exemplo, perde-se tempo com discussões inúteis a respeita da divindade de Jesus, o Cristo. Qual a verdadeira relevancia desse tema que só serve para separar os cristãos? O cristianismo se baseia no ensinamento do Crsito e não em sua pessoa. Não importa quem disse, e sim o que foi dito. Sua mensagem de amor ao próximo, seu discurso da bem-aventurança, os significados intrinsecos em suas parábolas, etc. Isso é comum a todas as religões. São arquétipos universais. O resto é discordia, portanto discussão inútil.

E sobre os livros sagrados, o que dizer deles? Todos foram escritos pelas mãos do homem, mesmo os “inspirados” por Deus, mesmo os psicografados por espiritos, todos são passiveis de erro,por mais que sejam considerados sagrados devem ser lidos e estudados de modo comparativo.

A Biblia, por exemplo, basta considerar a história para perceber que seu texto foi muito alterado, algumas das vezes propositadamente, em função de objetivos excusos, como forma de manipulação da grande massa. Mas na maioria das vezes, simplesmente as ambiguidades nos significados das palavras, ou traduções e interpretações que não consideram os significados das palavras pertinentes a época em que foram escritas podem gerar discordias. Isso ocorre com qualquer escrito que seja milenar, principalmente aqueles cuja origem é o ensinamento oral, o tempo se encarrega de acrescentar e retirar itens.

A religião universal seria aquela que concordaria com todos os textos sagrados, e isso poderia se basear em apenas poucas frases. Confucio diria “não faça ao outro aquilo que não desejaria que fizessem a você”, e Jesus diria “Ame ao próximo como a si mesmo”. Estes são lemas concordantes e complementares. Se pesquisarmos a fundo, veremos essa idéia na maioria das religiões.  O espiritismo de Kardec diz que “fora da caridade não há salvação”, parafraseando o catolicismo que diz que “fora da igreja não há salvação”. O primeiro está em concordancia com os lemas originais de cristo e confucio, o segundo discorda em geral, podendo portanto ser descartado.

Deus não possui religião, pois ele está em todas elas. Um dos mandamentos diz para amar a Deus sobre todas as coisas, justamente porque ele está sobre todas as coisas, tanto dentro quanto fora. Se devemos amar ao proximo como a nós mesmos é porque Deus está tanto no próximo quanto em nós mesmos. Como se diz nos circulos esotéricos, Namastê. O Deus que está em mim saúda o Deus que está em você.

Pesquisando por este caminho, encontraremos seguramente uma rota segura, capaz de unir povos, raças e nações. Não digo que as pessoas devam abdicar de suas crenças, mas sim valorizar os pontos em comum. O católico e o evangélico podem muito bem continuar crendo em um Deus Pai, Filho e Espirito Santo, desde que aceitem os pontos em comum, ou seja as leis de caridade e amor.

Se os templos religiosos e igrejas fossem usados pelos sacerdotes, pastores e hierofantes em geral para passar essa mensagem não haveria motivos para discussões em vão e desentendimentos, e o crescimento espiritual da humanidade avançaria sempre e coletivamente. Oremos ao Deus de nosso coração, não ao Deus que guia um povo escolhido, pois a propria escolha descaracteriza a essencia divina. Oremos ao Deus que guia a humanidade, não àquele que se encontra única e exclusivamente dentro do templo e seu nome só pode ser pronunciado pelo sacerdote da vez.

Unamo-nos em invocação ao Deus Universal, Oh homens de todas as religiões.

Possiveis Pontos de Convergencia

Consideremos agora os pensamentos unidos nos pontos básicos que unem todas as religiões. Conforme conhecemos a personalidade do ser humano, ele sempre tende a impor a sua idéia em detrimento de outrem, por isso inevitavelmente surgiria um impasse sobre o lema de união. Qual frase expressaria melhor o tema. Haveriam grupos debatendo, criar-se-iam “concilios deliberativos” para se definir isso, e novamente não se perceberia que continuariam discutindo o sexo dos anjos. Nenhum lema é maior que a ideia que ele encerra. Toda palavra é imperfeita para definir significados, portanto sempre haverá impasses mesmo nas ideias em comum. Que o lema então não seja uma frase. Que não haja lema e sim uma ideia arquetipica:

AMOR

Mas como entender essa ideia? Existem milhares de tratados a respeito do amor. Diversas catalogações em diferentes niveis. Amor filial, amor erótico, amor universal,… Como sujestão, que sirva para meditação, englobando tudo, uma outra palavra completa seu significado:

ENTREGA

Portanto:

AMOR = ENTREGA

Quando se ama algo ou alguem a entrega é natural. Uma mãe entrega sua vida pela do filho. Os amantes se entregam de corpo, um sacerdote se entrega a sua religião, um missionário se entrega a sua missão. O avarento milionário se entrega ao dinheiro. Quando a entrega é verdadeira e completa podemos considerar o amor em sua totalidade. Agora é erroneo, segundo penso, considerar amor aquele sentimento que nos faz gostar de alguem e simplesmente querer estar proximos a ele, que nos faz querer ser dono dessa pessoa. Em um relacionamento, deveria-se substuir o “minha mulher, meu marido”, por “meu companheiro/a”. Esse sentimento de posse não é amor pois incentiva o egoísmo que é o opsto de entrega.

Portanto para simplificar a ideia, define-se o nivel de amor, segundo o nivel de entrega, e que essa entrega seja natural e espontanea.

Existe outro aspecto importante que é o livre arbitrio. Existe livre escolha ou pre determinação de um destino? Isso também pode trazer muita discussão, há não ser que consigamos unir as duas ideias. Parece uma tarefa impossivel, mas uma simples analise das leis naturais permitirão entender bem esse conceito.

“Para toda ação existe uma reação igual e contrária a força aplicada”

O livre arbítrio nos permite escolher a ação, e o destino é a reação igual e contraria. Falando desse modo simplificado parece absurdo, mas é complexamente simples assim. Ao cavar um buraco a terra precisa ir para algum lugar, mas existem milhares de hipóteses para o destino dessa terra. Quem vai determiná-lo? A pessoa que cavou? A pessoa que mandou cavar? Isso não importa. O que importa nesse caso é que para algum lugar essa terra tem que ir. Simplesmente não pode desaparecer. Se houver necessidade, podemos apurar a fundo e descobrir, por exemplo, que o homem que cavou o buraco, foi pago para fazer isso por uma empreiterira que precisava construir uma piscina naquele quintal. Ele colocou a terra em um caminhão e levou-a para a fabricação de argamassa que será usada em alguma outra construção. O livre arbitrio determinou o destino da areia.

O homem é livre para tomar a atitude que quiser, mas será sempre responsável por seus atos e sofrerá as consequências dele, seja imediatamente ou não. Um homem realmente bom de coração, que se entrega para a humanidade será recompensado por isso. Às vezes as coisas podem não parecer funcionar desse modo, pensamos que coisas ruins acontecem conosco e que não fizemos nada para merecer, que é um castigo injusto, um destino implacavelmente cruel, mas devo dizer que os meios podem parecer injustos, apenas porque ainda não temos uma boa percepção do todo, pois se todas as religiões ensinarem que Deus é amor e justiça, algo nos será ensinado disso. Quantas vezes não passamos por uma situação que nos parece ruim e logo em seguida percebemos que foi uma libertação. Perde-se um emprego estável para, às vezes se montar um negócio lucrativo e conseguir independencia economica.

Nossa liberdade de escolha determina nosso destino. Como? Com a aplicação da vontade.

Outra palavra que se ligada a palavra amor nos conduz:

AMOR = VONTADE

Apliquemos a força chamada vontade com amor, ou seja entrega e podemos controlar nosso destino. Agora se nossa vontade é fraca, ou controlada pelos instintos inconsequentes, inevitavelmente nós seremos controlados por nosso destino.

Aleister Crowley, um controverso mago do século passado cunhou uma frase que tem sido mal interpretada pelo não entendimento dessas leis naturais:

“Faça o que quiseres, esse eh o todo da lei.”

“Amor é a lei. Amor sob vontade.”

Ao aplicarmos nossa vontade sob a lei do amor universal, jamais poderemos errar em nossas escolhas e o destino estará sempre a nosso favor.

Todas as religiões ensinam o amor universal, ou pelo menos deveriam.

Outro aspecto que causa divergencia entre as religiões é a filosofia da reencarnação. É imprescindivel acreditar em reencarnação para se beneficiar da religião universal? Não acreditar em reencarnação pode impedir a unificação das religiões?

Digo um veemente não como resposta a essas duas perguntas. Não é imprescindivel acreditar em reencarnação, portanto isso não pode impedir a unificação das religiões.

Cada grupo está de acordo com sua verdade relativa, que se for baseada na receita do amor universal não tem como serem incompativeis. Se vamos ser salvos no dia do Juizo final ou depois de milhares de encarnações. Se vamos atingir a iluminação ou chegar ao céu, todas essas ideias são aplicações da lei do amor. Aplicar esta lei traz as respostas. Que não se perca tempo em debates inúteis e sim ensinando o que é o amor, a parte comum a todas as religiões.

Posso gastar tranquilamente dezenas, até centenas de páginas justificando porque para mim, o amor de Deus só se justifica pelas leis ciclicas da reencarnação, da lei da conservação de energia, mas essa é a minha opinião pessoal do modo de aplicação da lei do amor. Mas se o amor for aplicado, a longo prazo,  não haverá necessidade de encarnações. Aplicar o amor significa unir as crenças.

O que poderia ser feito para efetivamente unificar as religiões?

Como primeira ideia, reunir em um verdadeiro concilio, representantes técnicos de todas as religiões dispostas a fazer um estudo. Devem estar todos unidos com a ideia e a vontade de somente definir os pontos em comum. Seria um trabalho de pesquisa e não a determinação de novos dogmas e rituais. Não seria a criação de uma nova religião, nem seria eleito um novo Papa mundial ou algo parecido. Ninguém deverá tentar impor ideias que não forem comuns a todas as religiões. Descartam-se dogmas de anjos, teorias reencarnacionistas, imagens de divindades, qualquer tópico que venha dividir opiniões. O único objetivo é definir os pontos em comum, mesmo que só haja um.

Ao final, a pesquisa deverá ser assinada por todos os representantes em ordem alfabética, como um documento oficial, que será enviado para todas as sedes religiosas. De acordo com o resultado dessa pesquisa, os grupos religiosos podem reorganizar suas bases para priorizar os ensinamentos das ideias em comum, sem necessidade de mudar seus métodos ou dogmas.

Para convocar os representantes das religiões deve ser feita uma grande campanha publicitária, explicando os motivos e necessidades dessa pesquisa, para que voluntariamente as religiões escolham e enviem seus representantes.

Seria um excelente primeiro passo.

Como regra os trabalhos deveriam ser iniciados e terminados por uma oração dirigida única e exclusivamente ao Deus do coração de cada um. Pode-se combinar que cada um a seu modo dirija seus pensamentos para o bom andamento dos trabalhos, ou se houver consenso, pode-se escolher um representante por vez para abrir e fechar os trabalhos a seu modo, como forma de compartilhar as diferentes culturas religiosas. Posso dizer que já participei de grupos de oração de diversas religiões e nunca me senti constrangido e sempre uni meus pensamentos aos deles em suas invocações que sempre eram positivas.

por Aere Perennius

 Fonte: http://www.agapeutopico.blogspot.com/

Aranauam

Impressões Digitais Poderiam Provar A Reencarnação?

“Mamãe, eu morri num rio….” a frase dita a alguns anos por Felipe (nome adotado para este relato) ao passar sobre uma ponte, chocou sua mãe, que aqui chamaremos de Amélia. O menino, que desde muito cedo manifestava um grande medo do mar, tinha na ocasião apenas dois anos de idade e a família morava em Santos, litoral de São Paulo. Hoje, Felipe tem treze anos e mora com a família na cidade paulista de Jarinu. Já não se lembra mais dos detalhes da estória que contava aos atônitos pais : a de que havia vivido em Campos de Jordão, que se chamava na ocasião Augusto Ferreiro, que mexia com ferragens e cavalos e que havia morrido num acidente em que um automóvel Gol cor de vinho caberá num rio. Quando pequeno, o menino contava ainda detalhes da cidade serrana que não poderia conhecer – como o clima frio e a grande quantidade de flores azuis (hortênsias) nas ruas – já que a sua família atual jamais estivera ali.
 
O tempo passou e a família de Felipe nunca teve oportunidade de verificar a veracidade da estória. Até que, em dezembro passado, ao assistir ao programa “Espiritismo Via Satélite”, hoje “Visão Espirita”, no canal executivo da Embratel, dona Amélia conheceu o entrevistado daquele domingo, Dr. João Alberto Fiorini de Oliveira, delegado titular do Serviço de Registros Policiais para Investigações em Curitiba – Paraná. E quando soube que ele realiza pesquisas de casos de reencarnação, utilizando-se de técnicas avançadas de investigação, não teve duvidas: mandou um fax contando sua estória e pedindo o auxilio do perito.
O Dr. Fiorini interessou-se pelo caso e saiu a campo para investigar. Foi a campos de Jordão na semana do Natal de 2000 e, depois de muito procurar por pistas do tal Augusto Ferreiro – individuo que Felipe dizia ter sido em encarnação anterior – não logrou êxito. Consultou registros na Prefeitura , delegacia, cemitério, hospitais… e nada . Nenhum sinal daquele senhor. Até que, passando próximo ao teleférico num ponto de charretes (que em Campos de Jordão desempenham a função de táxi), decidiu parar e indagar aos carreteiros mais idosos.
– “Perguntei a um deles, chamado seu Antônio, se havia conhecido um tal de Augusto Ferreiro. Ele respondeu:” – conheço !, conta Fiorini. “Fiquei perplexo”. Tudo indicava, portanto, tratar-se de um caso de paranormalidade, mas não de reencarnação já que Augusto Ferreiro continuava vivo. Fiorini, então, telefonou para a mãe de Felipe e relatou-lhe o fato. Ela por sua vez, contou a estória ao seu filho, que teve uma reação inusitada: entrou em um estado de profunda agitação, quase de pânico, ao se lembrar do verdadeiro Augusto Ferreiro.
 
Diante disso, Fiorini decidiu ir à procura desse personagem que, nesta altura dos acontecimentos, era a única pessoa capaz de decifrar o enigma. Voltou, então, ao ponto de charretes e, retomados os contatos, foi levado a residência daquele senhor.
Ali, numa casa simples, distante sete quilômetros do teleférico, Fiorini encontrou um ancião de 80 anos que o atendeu com cortesia, mas bastante desconfiado. Soube, então, que Augusto Ferreiro era um apelido. Sue nome verdadeiro é José Chagas, embora ninguém o conheça como tal, ganhara o apelido de Augusto ainda bebê, quando uma outra criança que havia nascido no mesmo dia que ele – esta sim chamada de Augusto – falecera dois dias depois. O “sobrenome” Ferreiro só veio muito mais tarde, quando passou a trabalhar com charretes, metais, ferraduras…. Feitas as apresentações, travou-se o seguinte dialogo:
  • Eu trouxe aqui um documento – principiou Fiorini, entregando-lhe o fax que a mãe de Felipe lhe havia enviado com o relato da historia – e gostaria que o senhor o visse e me desse algumas informações.
Augusto Ferreiro dispôs-se a colaborar.
  • Esse menino – prosseguiu o delegado – esta dizendo que é o senhor. É claro que está enganado ! Mas existe alguém na sua família que morreu afogado num rio ?
  • Não, foi a resposta categórica – não existe.
  • Bem, então como explica que um menino que nunca ouviu falar do senhor saiba seu nome, a cidade onde mora e como é essa cidade, mesmo nunca tendo estado aqui ?
  • Eu não sei – respondeu, sincero, o distinto senhor – Eu não sei nada sobre esse assunto- finalizou .
Fiorini agradeceu e se despediu, frustrado. Mas, a perplexidade não havia sido só dele, soube-o mais tarde . Naquele dia, o velho Augusto Ferreiro não consegui conciliar o sono. Disse, posteriormente, que custou a dormir e, quando pegou no sono, sonhou com um neto seu, Fernando, que ele não via há quase quinze anos. Fernando era filho de uma de suas filhas, Cidinha, que morava em Ubatuba, litoral norte de São Paulo. O que intrigou o senhor Augusto foi o fato de que o menino, no sonho, só lhe aparecia de costas. E, segundo ele, quando uma pessoa aparecia de costas – num sonho – era porque essa pessoa estava morta.
No dia seguinte, Augusto Ferreiro reuniu os filhos e contou-lhes a estória toda: o aparecimento em sua casa, na véspera, de um sujeito estranho contando uma estória igualmente estranha, de um menino que dizia ser ele e que havia morrido afogado. Depois, emendou o relato do impressionante sonho que tivera com Fernando, que há muito tempo não via, e perguntando-lhes se estavam escondendo algo sobre o neto.
Os filhos ficaram horrorizados. Entre confusos e encabulados, contaram ao pai que seu neto, Fernando, realmente havia falecido há vários anos – afogado – no rio do Boi, em Ubatuba, dragado por um tubo, ao cair de uma ponte que o próprio Augusto havia ajudado a construir. Na ocasião, a família deliberou esconder o fato do avô, para que ele não sofresse. Sim, era verdade, disseram-lhe os filhos, Fernando não estava mais entre eles.
 
Foi uma comoção geral e Augusto Ferreiro decidiu procurar o estranho que lhe visitara na véspera para contar-lhe o ocorrido. Mas, onde encontra-lo ? Decidiu, então, dirigir-se ao ponto de charretes e deixar recado para Fiorini procurá-lo, caso ele voltasse a passar por ali.
E foi o que ocorreu. No dia de Natal, Fiorini – que havia feito amigos entre os charreteiros – voltou para presenteá-los com panetones e vinhos. Foi quando recebeu o recado de Augusto Ferreiro e voltou a procurá-lo, ouvindo de sua boca a estória toda:
  • Há quinze anos, minha filha Cidinha teve um problema de tuberculose e eu fui buscá-la para fazer tratamento aqui em Campos. Ela veio e trouxe o filho, Fernando, que ficou comigo durante o período em que ela se tratava . Na época, um outro filho meu tinha um carro Gol cor-de-vinho e eles passeavam bastante pela cidade; só que esse carro não caiu no rio, não; foi destruído, tempos depois, num incêndio. Eu fazia carrinhos e brinquedos de boi para Fernando, que se afeiçoou bastante a mim, e eu a ele. Foi nessa época que ele conheceu o frio e as flores da cidade. Quando a mãe melhorou, voltaram para Ubatuba e, depois disso, eu nunca mais vi Fernando. Meus filhos contaram, agora, que pouco tempo depois de voltar para casa, meu neto – brincando num rio – foi dragado por um tubo, debaixo de uma ponte que eu ajudei a construir e morreu afogado. Eles esconderam essa estória de mim e só agora eu soube de tudo.
Mesmas digitais
 
A estória de Felipe, aparentemente, termina aqui. Fiorini gostaria de ter as impressões digitais de Fernando, o neto de Augusto Ferreiro, mas isso não será possível. Fernando faleceu aos seis anos de idade. Dois anos mais tarde, reencarnou em Santos, onde recebeu o nome de Felipe. Se fosse possível confrontar as digitais das duas crianças… Fiorini está convencido de que elas seriam idênticas. E esta seria a prova definitiva da realidade da reencarnação.
 
Essa, alias, é a polemica tese do Dr. João Fiorini : a de que carregamos as mesmas impressões digitais de uma encarnação à outra quando o intercurso – tempo decorrido entre uma encarnação e a seguinte – é relativamente curto.
Sabe-se que não existem dois seres humanos com as mesmas impressões digitais. Fiorini cita os estudos do medico Almeida Jr., já falecido, que foi professor de Direito da Faculdade do largo São Francisco, em São Paulo, e de Medicina Forense da Escola Paulista de Medicina. De acordo com esses estudos, numa relação sexual existem cerca de dezessete milhões de espermatozóides se debatendo para fecundar um dos óvulos da mulher. Isso resulta na espantosa cifra de possibilidades de combinações diferentes. Daí a improbabilidade de duas pessoas terem as mesmas digitais.
 
Não obstante, lembra Fiorini, existe – nos Estados Unidos – um serviço centralizado de cadastramento de pessoas com cinqüenta milhões de indivíduos registrados, todos com suas digitais. Pois bem, sempre que ocorre uma repetição de digitais, uma das pessoas envolvidas no episodio já faleceu. Jamais a digital se repete entre pessoas vivas. Como os americanos, de maneira geral, não acreditam na reencarnação, tudo para eles não passa de uma fortuita coincidência.
Segundo Fiorini, quando o período entre as encarnações é longo, as digitais acabam por sofrer a influência genética dos pais do reencarnado. Mas, se a reencarnação ocorre pouco tempo depois de desencarne anterior, a possibilidade de o períspírito manter as digitais inalteradas é bastante acentuada.
Neto de si mesmo.
 
Entre os casos que estão sendo pesquisados pelo perito, está o de uma criança de Maceió, Alagoas, que segundo a família seria a reencarnação do próprio avô. Também, neste caso, as evidências são significativas. A estória é a seguinte: um advogado de 80 anos de idade faleceu e, em sonhos de vários familiares, avisou que retornaria como seu próprio neto. Ocorre que esse advogado, quando tinha dezoito anos, sofreu um acidente durante uma caçada  quando a espingarda que utilizava disparou por acaso e diversos chumbos alojaram-se em sua mão direita. Todos os chumbos foram removidos, menos um, que se instalara na junta do polegar direito; o que resultou numa deformidade local: seu dedo ficou torto puxando para a palma da mão.
 
O advogado faleceu em 1977 e depois dos avisos em sonho – de que voltaria – em 1999 nasceu seu neto, hoje com três anos de idade. Atualmente, a criança começa a apresentar o mesmo defeito de que seu avô era portador no polegar da mão direita. A família enviou para o Dr. Fiorini as impressões digitais do menino, tiradas rudimentarmente com batom, e xerox de um documento do advogado com sua digital. Numa analise preliminar, Fiorini – que é especialista em identificação – encontrou algumas semelhanças intrigantes, mas como a digital que existe no documento do advogado é aparentemente o polegar esquerdo – talvez devido à sua deformidade na mão direita – os sinais correspondentes na impressão digital da criança estão “espelhados”, já que foi tirada da mão direita. Agora, Fiorini aguarda novas impressões digitais do menino, tiradas com maior técnica, para verificar se há – realmente – as tais correspondências.
Lembranças da Guerra
Na cidade paulista de Riberão Preto, um outro caso curioso esta sendo investigado pelo delegado Fiorini. O menino Geraldo, (nome fictício) quando tinha apenas três anos e quatro meses de idade, voltou-se para sua avó e disse “Vó, quando eu era grande e você era pequenininha, eu era seu pai”… A frase, dita assim de supetão, deixou a pobre senhora abismada.
Hoje, Geraldo tem oito anos e, nesse período, muitas outras revelações sobre supostas vidas passadas foram feitas por ele, como a de que algumas das marcas de nascença que carrega no corpo são resultado de tiros que teria levado em outras vidas.
  • Ele vive tendo pesadelos, sempre relativos a guerra – diz Fiorini que, após investigações, descobriu que o bisavô de Geraldo, efetivamente, participou de uma luta armada, a Revolução Constitucionalista de 1932, quando levou um tiro na perna.
Geraldo traz uma marca de nascença na parte posterior da perna esquerda e outras quatro marcas semelhantes às de tiros; duas menores, como se os projéteis tivessem entrado por ali e, duas maiores, como se marcassem a saída dos disparos. Essas marcas maiores estão posicionadas na parte oposta da perna e em diagonal.
Uma informação dada pelo garoto, no entanto, parece não fazer muito sentido. Ele fala da sua participação numa guerra em 1968. Ora, a única guerra que acontecia naquela época, que se saiba, era a do Vietnã. Fiorini levanta uma hipótese:
  • Supostamente, ele teria sido um norte-americano nessa encarnação. Como o bisavô de Geraldo morreu em 1950  e a guerra do Vietnã aconteceu em 1968, portanto dezoito anos depois, é possível que Geraldo, realmente, tenha participado dela, já que a idade para alistamento militar nos Estados Unidos é de dezesseis anos. Nesse caso, essa seria uma encarnação intermediária entre a de Geraldo e de seu bisavô.
Analisando as digitais de Geraldo, de sua avó e de seu tio, Fiorini chegou a uma coincidência no tipo de “arco” dos dedos médio e indicador da mão esquerda de todos. Mas, para concluir a pesquisa, Fiorini precisa comparar as digitais do menino com as de seu bisavô. Em quanto isso não ocorre – as buscas estão em andamento –  a expectativa permanece.
 
Divisor das águas
 
Além destes casos, Fiorini investiga outros igualmente intrigantes, como por exemplo, um que lhe chegou ao conhecimento por meio do conferencista espirita Henrique Rodrigues, de Belo Horizonte. É a estória de um sujeito Italiano chamado Giuliano Bonomi que, certa feita, procurou um pesquisador também Italiano, o professor Rancanelli, para lhe dizer que seu nome verdadeiro era Edward Schimit, que era um cidadão americano e que “durante um combate”, entre 1939 e 1945, “dormiu” e depois “acordou” pequenino, numa casa Italiana, onde recebeu o nome com que agora era conhecido”. Bonomi forneceu a Rancanelli os nomes dos atuais pais Italianos e dos pais americanos. O professor, que era católico e não acreditava em reencarnação, apenas anotou os dados numa ficha e anexou os retratos dos dois personagens: o italiano e o de sua suposta personalidade anterior, o americano.
Bonomi nasceu em Consenza, ao sul da Itália, em 1972. de posse dessas informações, Fiorini pretende dirigir-se aos dois paises, Itália e Estados Unidos, para pesquisar “in loco” este caso.
 
Com a documentação dos casos que já investigou e com as que se encontram em andamento, o delegado João Fiorini pretende escrever um livro que, acredita, será um divisor de águas na historia das pesquisas científicas de identificações. A comprovação documental da reencarnação, sem duvida, dará em salto qualitativo não só na investigação policial, como também – e principalmente – em outras áreas do conhecimento científico com ênfase para a Medicina e a Psicologia.
 
Dr. João Fiorini
Postado originalmente por 
Aranauam

Milagres Desnecessários

Ceus-e-Terra

      Não levo muito jeito com palavras e por esse motivo não escrevo com muita freqüência. Muitas vezes quando escrevo sou motivado pela inspiração, outras pela indignação como é o caso agora.
Acho um absurdo que em pleno século XXI ainda existam pessoas que acreditam que a igreja, templo, centro ou o padre, pastor, pai de santo, mestre e outros títulos mais possam deturpar as leis divinas e resolver os problemas dos seus fiéis ignorando completamente o karma, o livre arbítrio e mesmo a responsabilidade inerente ao indivíduo.
Nenhuma religião vai resolver os SEUS problemas, o máximo que ela pode fazer é aconselhar, acalmar e torna-lo apto a chegar por si mesmo a uma solução.
Escutamos com freqüência pessoas falando: “Fui em tal igreja/centro/templo e não conseguiram me ajudar, não fizeram nada por mim.” É por esse motivo que existem pessoas que ficam “pulando de galho em galho” e trocando de religião como se troca de roupa.
Somos seres humanos dotados de consciência e nos ligamos a determinada crença quando entramos na mesma sintonia desta ou daquela religião. Simples assim, quando há afinidade nos conectamos e ajustamos nossa freqüência mental/espiritual alcançando a satisfação individual e consequentemente começamos a praticar a tão famosa reforma íntima.
É por isso que existem tantas religiões, para dar suporte a todos esses níveis de consciência em todos os graus e estágios de desenvolvimento.
Leiam, estudem, pratiquem e acima de tudo aprendam que nossos problemas e dificuldades são necessários para o nosso desenvolvimento pessoal e crescimento espiritual e nenhuma instituição filosófica ou religiosa, nenhum líder religioso por mais iluminado que seja tem o direito ou mesmo o poder de solucionar os nossos problemas aliviando um fardo que é nosso e já foi predeterminado pela justiça divina.

Wanderley Donaire Maganha

Aranauam

Visto o Branco, Sou da Paz

Desde que comecei o blog, uma das minhas maiores preocupações sempre foi a questão da intolerância religiosa. Normalmente evito divulgar os inúmeros casos de agressão e desrespeito porque acho que devemos nos ater aos bons exemplos de união e amor ao próximo mas infelizmente os fatos nos mostram que a intolerância religiosa não apenas tem crescido como tem ficado cada vez mais violenta, beirando o fanatismo.
Tudo em excesso é ruim, mesmo a religião. Principalmente quando esse excesso vem acompanhado da falta de conhecimento e estudo.
Louvável essa avó que iniciou uma campanha pela paz e contra a intolerância religiosa nas redes sociais. Mas tenho apenas uma ressalva: As pessoas estão postando fotos com roupas brancas e dizendo que são umbandistas, candomblecistas e que suas religiões não fazem o mal. Bom na minha opinião, nenhuma religião faz o mal, quem faz o mal são pessoas muitas vezes ligadas a certos segmentos religiosos. Não podemos generalizar ou julgar as outras religiões, devemos sim cobrar do poder público ações que evitem esse tipo de violência e sempre orientar nossos irmãos a sempre respeitarem e entenderem as demais religiões e crenças.
O estudo, a compreensão, o respeito e o amor são as chaves que nos libertarão dos grilhões da intolerância religiosa.
Eu também visto o branco meus amigos, mas não apenas na roupa, eu visto o branco no coração, na mente e na alma. Assim como sou umbandista de coração, mente e alma e como me foi ensinado dentro da Umbanda, sou da paz e do respeito.

Wanderley Donaire Maganha

Aranauam

O Dia em que o pastor pisou no Terreiro

Onze de março de dois mil e quinze, na cidade de Santo André (SP), na Casa de Caridade Nossa Senhora Aparecida, presenciei algo que acredito ser totalmente não-ortodoxo, mas que foi simplesmente edificante.

Irei preservar o nome do visitante para evitar o fundamentalismo e não porque o mesmo me pediu.

O Pastor G, ministro da Igreja Evangelho Quadrangular, denominação evangélica, esteve em nosso Terreiro com sua família para fazer a preleção antes dos trabalhos. Chegou trajado como pastor, de bíblia em punho e juntamente com sua mulher, trazendo seu hinário e um violão.

Foi perceptível que ele estava temeroso, com medo, talvez por não estar acostumado com um local como aquele e com um ritual tão diferente. Mas acredito que seu maior receio seria a receptividade do corpo mediúnico e da assistência. Abriu um sorriso e primeiramente disse que estava muito feliz por estar naquele local, com sua família e que era um momento especial para ele.

Abrindo sua bíblia leu em Tiago 1:26-27

Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã.

A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.

E foi falando sobre sua experiência de trabalhos assistenciais, da necessidade da união das diversas religiões, de como a fé é sempre ao mesmo tempo Deus de formas diferentes, da tolerância necessária. Todos os dizeres, assim como o hino entoado, foram belíssimos e ditos com propriedade que um bom orador tem.

Mas, nisso tudo, sabe o que mais me chamou a atenção? A coragem desse pastor G.

Ele poderia se esquivar do convite e permanecer em seu culto já familiar ou até mesmo aceitar o convite e tentar uma doutrinação, mas não: ele foi corajoso e de peito aberto. Aceitou os cânticos iniciais, a defumação – não participando da mesma, por motivos óbvios – e respeitando aqueles presentes.

E citando o que o Vovô Chico, entidade da linha dos Pretos Velhos falou ontem nos atendimentos:

– Praticamente Daniel entrando na Cova dos Leões, com o temor, mas com a fé o guiando. Não a fé em uma doutrina religiosa, mas a fé em que Deus dissemina a palavra através de obras. E há melhores obras do que a tolerância e a caridade?

Veja bem, para ele nós poderíamos ser os leões. Para nós, ele era o leão, pois com certeza muitos também estavam temendo pelas palavras que seriam ditas.

Sei que dormi sossegado com esse tipo de atitude, depois de uma semana desgastante onde senti certo temor pela condução da raça humana. O mundo precisa de mais exemplos assim. Ainda mais que ele citou os trabalhos – e nunca a religião – de pessoas como Madre Teresa de Calcutá, Irmã Dulce, Martin Luther King Jr. e Francisco Cândido Xavier.

Fechando o artigo assim como foi fechada a participação do pastor G e de sua família em nosso Terreiro:

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faia…

Originalmente publicado em Perdido em Pensamentos.

Fonte: http://umbandaeucurto.com/

Eis um belo exemplo de união, é exatamente isso que o blog Espiritualiss tenta trazer para seus leitores, exemplos como esse que edificam o ser humano e nos fazem crescer espiritualmente.

Aranauam

Irresponsabilidade Mediúnica

As inúmeras advertências propagadas por aí parecem pouco importar para os supostos postulantes a médiuns – intermediários das comunicações espirituais. O que vemos cada vez mais são pessoas que começam a sentir a sensibilidade mediúnica aflorando e se entregam de vez a qualquer comunicador do mundo espiritual. Sem preparação, sem um ambiente próprio e sem a menor educação para tal.

O fenômeno parece importar mais do que a filosofia por trás de tudo o que representa um processo mediúnico. Independente da religião que a utilize como ferramenta. A mediunidade é isso, um meio e não o fim. Ela tem o propósito de trazer do plano astral/espiritual as informações e lições necessárias para o aprimoramento do ser humano, mas é tratada como algo mais excepcional, que traz certo destaque a quem a possui.

No mundo atual, onde a internet possuí informações abundantes – porém nem sempre corretas, e na era Facebook onde em todos os grupos existem milhares de gurus e doutores da espiritualidade, isso acaba se complicando ainda mais. Podemos notar vários ‘discípulos’ e seguidores de doutrinas espiritualistas. Porém quando você os questiona sobre a mesma, se escondem sobre o capuz de vários textos religiosos e doutrinários. Isso, pode até ser comum, em religiões mais estabelecidas como as patriarcais Judaico-Cristãs. Mas dentro de linhas como o Espiritismo (ou Umbanda) é inaceitável! Pelo próprio propósito da doutrina que é a compreensão maior sem ‘preconceitos’ ou ‘abandonos’.

A estrutura de uma religião é formatada para trazer a seu seguidor a segurança para cultuar sua deidade e suas crenças. Exercendo sua fé, não permitindo que esse caia em situações desagradáveis. Ainda mais em religiões mediúnicas onde são necessárias várias precauções para trazer essa segurança. O mundo espiritual tem toda uma fauna de espíritos diversos – além dos que não exploraremos aqui como encantados, naturais, gênios, anjos, demônios e elementais. Só o espírito humano é encontrado em uma ampla diversidade.

Apenas ler os livros de um determinado autor não te incute todos os conhecimentos necessários para estabelecer uma comunicação segura. Até porque muita coisa é dita em reuniões, aprendida na vivência e  por meio experiência. As coisas mudam, no plano espiritual também.

Existem motivos muito importantes para que a comunicação mediúnica não seja feita sem o preparo. Um médium demora certo tempo para identificar seus próprios mentores, quanto mais para identificar toda sorte de espíritos. Um pretenso médium carregado na vaidade, no orgulho, no ego, na ignorância e com sentimentos não muito nobres irá atrair para si espíritos afins. Assim como uma pessoa jocosa, que deseja brincar com a espiritualidade, irá atrair espíritos zombeteiros e brincalhões.

Para ter uma garantia de segurança – e mesmo assim nem sempre o é – é necessário estar em um ambiente preparado, com proteções, com um grupo de trabalhadores comprometidos com a filosofia da casa. A grande valia do teor da mensagem é o que importa. Mas infelizmente preocupam-se apenas com o arquétipo que o espírito se apresenta, logo deduzem que um velho camponês não pode trazer uma comunicação de maior valor moral que um médico ou filósofo. Eis a arrogância instituída.

E quando então esses ‘médiuns’ acabam por dar consultas via internet? Não tem o mínimo conhecimento para tal, mas se assoberbam de valores dados pelos espíritos (que ele nem ao menos sabe se são realmente comprometidos com o bem). E na grande maioria dos casos geram uma fascinação espiritual, prejudicando a quem o consulta e também o consultado.

Espírito que se manifesta sem a permissão do médium é apenas um espírito obsessor e não podemos chamar isso de incorporação, mas de possessão. Ludibriado pelos espíritos negativos ele se coloca como um grande guru espiritual ou é influenciado mentalmente por esse. Acabando por desqualificar todos os que possuem uma mensagem positiva para passar.

Incorporação? Só em centros espíritas, espiritualistas e terreiros ou em trabalhos com a corrente mediúnica da casa a qual faz parte. O mesmo vale para as psicografias, psicofonias e toda sorte de manifestações mediúnicas.

Esse texto fica mais como um alerta – mais um dos muitos que existem por aí – para que você não seja vítima da obsessão espiritual e se decepcione, colocando a culpa sempre na doutrina e não na sua vaidade descabida.

Autor: Douglas Rainho

Fonte:  http://conversaentreadeptus.com/

Aranauam

Que Lugar Frequentar?

1. Introdução

Há alguns anos freqüentando reuniões e palestras de cunho espiritualistas, conversando com pessoas necessitadas de auxílio e compartilhando experiências com amigos, percebo um problema comum a muitas pessoas:elas têm medo de freqüentar uma casa espírita, templo de Umbanda ou qualquer tipo de local religioso.

Nosso artigo, escrito com a humildade de quem vive em constante busca de conhecimento, tenta ajudar as pessoas com dificuldades ou medo de escolher o local para freqüentar.

Não podemos indicar O CAMINHO, porque cada um possui um temperamento, necessidade e graduação espiritual diferente, ligando-se ao local que satisfaça suas necessidades e o ajude a encontrar paz.

Considero esse artigo um agrupamento de dicas e cuidados que ajudarão muitos a criar coragem e buscar um local para ajudá-los na difícil caminhada rumo à iluminação interior. Servirá também para evitar as frustrações e abandonos, pois buscamos informar sobre os benefícios e cuidados que devem ser tomados.

2. Motivação para Buscar um “Lugar”

Existem os mais variados motivos que levam uma pessoa a buscar um local de estudo, palestra ou tratamento espiritual.

Vamos citar aqui os mais conhecidos:

Doenças incuráveis ou que se acumulam, não deixando o doente ter paz
Obsessão, Possessão
Desvios de conduta e de comportamento;
Enfraquecimento Extremo, Prostração; ou
Perda do Controle.
Curiosidade
Sensação de abandono
Mediunidade descontrolada
Visão de Vultos ou espíritos;
Barulhos “estranhos”;
Sensação de estar sendo perseguido;
Fenômenos de Projeção Astral (Experiências fora do Corpo);ou
Psicofonia (Incorporação) inconsciente e sem o controle do médium.
Vamos analisar cada um dos itens citados e comentar sobre suas características.

2.1 Os Doentes

As doenças levam muitas pessoas a casas espíritas ou templos de Umbanda.

No auge do desespero, depois de ter freqüentado incontáveis consultórios, tomado quantidades abusivas de remédios e já sem esperança, o doente faz “qualquer coisa” para se ver livre dos males que o afligem, mesmo que isso custe o seu orgulho.

Já presenciei muitos pais ou mães que deixaram o ceticismo religioso de lado e buscaram em uma casa espírita o lenitivo para o sofrimento do seu filho.

Outro tipo de doente que acaba fazendo tratamento espiritual é aquele que cada hora tem uma doença, não conseguindo suportar as diferentes crises que o perseguem.

Como diria qualquer palestrante espírita, “Uns vem por amor e outros pela dor!”. A grande maioria se enquadra no segundo grupo, buscando no auxilio espiritual a cura para suas mazelas.

Vamos falar sobre os benefícios do tratamento espiritual para os doentes, contudo, citaremos aqui os principais cuidados que os irmãos devem ter ao procurar uma casa de auxílio espiritual para curar suas doenças.

Casas Espíritas ou Templos de Umbanda NÃO COBRAM por serviços de cura. Alguns tipos de trabalho solicitam ajuda com materiais utilizados durante o atendimento somente para sobrevivência do trabalho assistencial e não visando o lucro. Tenha em mente que cobrar para atender e solicitar ajuda para manter são duas coisas bem diferentes.
Não existem regalias nesses locais, ou seja, rico ou pobre tem que entrar na mesma fila. Se em um local existem preferências para atendimento, desconfie. Somente casos de extrema urgência fogem a essa regra.
Não há necessidade de morte de animais ou OFERENDAS para realizar uma cura. Já estamos em uma idade espiritual onde é inaceitável imaginar que Deus ou Espíritos de Luz precisem de objetos materiais para serem felizes ou para nos ajudarem.
Sempre fique atento às atitudes dos médiuns de uma casa, sua postura, o teor de suas conversas, sua higiene, etc.
2.2 Obsediados

Os obsediados, ou seja, aqueles que estão sendo vítimas de obsessão, têm extrema dificuldade de freqüentar uma casa e, principalmente, de manter a freqüência regular.

Lembremos que o obsediado é aquele que deixou “brechas” para a aproximação de espíritos de baixo padrão vibratório ou vingativos, por isso, ele é o principal responsável pela situação em que se encontra. Não existe injustiça nas leis de afinidade e aproximação. Cada um terá de acordo com suas obras. A sua conduta, os seus pensamentos e suas emoções são obras do seu espírito, não visíveis no plano físico, mas plasmadas no plano astral (emoções) e mental (pensamentos).

O enfraquecimento, a prostração, desvios de comportamento e de conduta, sensações e reações diferentes que o irmão costuma ter, são alguns indicadores da presença de obsessores.

Um sábio preto velho me falou certa vez que, para saber se estamos obsediados, devemos nos conhecer; caso contrário acreditaremos que qualquer coisa de errado, se dá por causa dos obsessores e não é assim que funciona!!!

O maior problema da obsessão é que ela se desenrola aos poucos, de forma suave, muitas vezes sem que o irmão note as influências que recebe. Os irmãos das trevas são hábeis manipuladores e sabem muito bem “como” se aproximar dos espíritos invigilantes.

Em artigo futuro aprofundarei o assunto obsessão, bastando, por hora, essa pequena introdução sobre o assunto.

Podemos concluir que o principal obstáculo encontrado pela vítima de obsessão para freqüentar um centro é a influencia negativa de seu obsessor, que está ligado e, às vezes, até no comando das vontades do obsediado (possessão).

Além das influências negativas, ainda há o dia do “tudo dá errado”, seja no dia da palestra ou tratamento, ou no dia anterior. Eles fazem de tudo para desestimular o paciente, já que sabem que a freqüência do seu “brinquedinho” a um templo vai enfraquecer o seu domínio e acabar com a sua festa.A maior parte dos espíritos obsessores absorve as energias etéricas dos obsediados, a isso chamamos de vamprirização.

Diante disso, a pergunta óbvia que surge é Por que os espíritos de Luz não protegem o paciente??

A resposta é bem simples: eles protegem e inspiram sempre, contudo, sua influência é mais sutil e, o principal, eles não podem ser responsáveis sozinhos pela melhora do paciente, porque sabem que se fizerem isso, daqui a dois meses o paciente voltará com um novo grupo de obsessores.

É mais importante para o Pai que o filho se transforme aos poucos, fortalecendo seu interior, do que ele pare de sofrer de imediato. A dor é o agulhão que rompe com as tendências inferiores dos espíritos, os quais teimam em manter sua atitude mental e emocional doentia.

É necessário que o paciente mostre força de vontade, empenho, superação. Assim, além de se melhorar, ele arrastará seus perseguidores para a luz da verdade. Somente afastar os obsessores não adiantará, e, além disso, precisamos amá-los, porque eles, acima de tudo, são espíritos que sofrem pelo próprio erro e desespero.

Quando os obsediados vão ao centro, muitos dos seus obessores (os que se encontram mais abertos às idéias renovadoras) freqüentam também as reuniões de estudo, recebendo inspirações de mudança, perdão e amor ao próximo.

Bem, falaremos mais tarde sobre os benefícios que os obsessores e os obsediados recebem quando freqüentam um local adequado. Citemos agora os principais cuidados que devem ser tomados ao se procurar um tratamento:

Casas Espíritas ou Templos de Umbanda NÃO COBRAM para realizar desobsessão. Alguns tipos de trabalho solicitam ajuda para sobrevivência do trabalho assistencial e não para lucro. Lembre-se que cobrar para atender e solicitar ajuda para manter são duas coisas bem diferentes.
Não existem regalias nesses locais, ou seja, rico ou pobre tem que entrar na mesma fila. Se em um local existem preferências para atendimento, desconfie. Somente os casos de extrema urgência fogem a essa regra.
Não há necessidade de morte de animais ou OFERENDAS para espantar espíritos obsessores. Esse tipo de “tratamento” cria vínculos e dificulta ainda mais o afastamento das entidades obsessoras. Os espíritos que atuam nesse tipo de “desobsessão” afastam o obsessor a força e “cobram” por isso, ou seja, quando o paciente parar de “pagar”,o obsessor é solto. Se o paciente não realizou uma “reforma” interior enquanto o obsessor estava afastado (isso não acontece na maioria das vezes, porque o obsediado só queria se livrar do problema), então o problema volta, com mais intensidade e agressividade.
Sempre fique atento às atitudes dos médiuns de uma casa, sua postura, o teor de suas conversas, sua higiene, etc.
Existem casas que realizam as sessões de desobsessão na presença do paciente. Se você é uma pessoa facilmente impressionável peça para não participar.Se isso não for possível, procure uma casa que faça o tratamento sem que você esteja presente. A intransigência do dirigente do trabalho nesses casos pode levar o paciente a abandonar o tratamento e não freqüentar lugar nenhum.
A mensagem dos médiuns para com pacientes obsediados deve ser sempre a mesma: Amor e Compreensão para com os que te perseguem e Fé e Resignação, acreditando que eles não podem te fazer mal se você não permitir. Se os médiuns tiverem uma postura diferente dessa, desconfie.
2.3 Abandonado(a)

O abandonado(a) é um caso sério, com grandes chances de conhecer o lado dos charlatões e aproveitadores dos dons espirituais.

Chamamos de abandonado o homem ou mulher que está desesperado com o companheiro ou a companheira que o deixou ou que está às vésperas de fazê-lo.

No seu desespero incontrolável essas pessoas buscam em um centro respostas imediatas para as suas principais dúvidas:

Ele(a) me ama?
Vale a pena sofrer por ele(a)?
Eu serei feliz com ele(a)?
Ele(a)me amará novamente?
Muitas vezes, até conseguimos levar pessoas nessas condiçõespara ouvir palestras e receber tratamentos de socorro. Contudo, por estarem descontrolados, a ajuda não surte efeito quase nenhum. Elas saem da reunião acreditando que não adiantou nada e que as respostas necessárias não foram dadas.

O pior disso é que, muitas vezes, a tônica da reunião é sobre o que a pessoa busca, mas por não falar especificamente do seu caso, ela não consegue “captar” a mensagem.

Então, pode acontecer da pessoa sofrer e se recuperar aos poucos, aceitando a situação ou, desesperar-se ainda mais e procurar cartomantes, jogadores de búzios, enganadores que dizem trazer a pessoa amada em três dias, etc.

Nesses casos, além de abandonada a pessoa será explorada e, ainda, poderá ficar obsediada (exploramos esse assunto no artigo “O que é se Espiritualizar?”).

O pior caso é daqueles que buscam o “trabalho” ou feitiço para prejudicar ou trazer a pessoa amada de volta. O irmão ou irmã que comete esse erro contrai dividas de grande extensão para com a justiça divina e já começa a pagá-las aqui nesse plano, tornando-se joguete dos espíritos que realizam a sua vontade. Por terem feito-lhe um favor, os espíritos menos esclarecidos se acham no direito de fazer o que quiser com seus novos “amigos”. TOME MUITO CUIDADO!!!

O sofrimento é inevitável quando se acaba um relacionamento, principalmente para quem ama. A freqüência a um lugar sério poderá despertar o espírito para um novo rumo na sua vida. O mais importante é passar a mensagem de que nada é por acaso e que Deus está sempre nos impulsionando para o melhor, mesmo que não concordemos com isso.

2.4 O Médium Descontrolado

O médium é aquele que tem sua sensibilidade “potencializada” pela espiritualidade para servir de instrumento de auxílio e divulgação das verdades Espirituais.

Existe uma grande dificuldade por causa dessa hipersensibilização. O médium tem uma sensibilidade do mundo espiritual que não está de acordo com a sua graduação espiritual; chamamos esse tipo de mediunidade de prova. É um dom, requerido por esse espírito antes de reencarnar para acelerar seu processo evolutivo e ajudá-lo com as “dívidas” contraídas pelos erros no pretérito.

Do outro lado, temos a mediunidade natural, na qual o espírito mantém contato natural com o mundo espiritual. Os grandes mestres que perfumaram nosso conhecimento durante toda a história são exemplos de médiuns naturais.

O médium descontrolado é, com toda certeza, o MAIS DIFÍCIL de se convencer a ir a um centro. Vamos citar aqui os principais motivos que os inibem:

Ele não tem medo dos “troços” (termo usado para identificar os diferentes tipos de sensações que cada médium tem, dependendo da sensibilidade de cada um), ELE TEM PAVOR!! Só de imaginar que as sensações que ele tem em sua intimidade podem acontecer ali, em um centro, sem controle,fazem-no evitar a qualquer custo a visita.
Todo médium sem estudo acredita que, ao freqüentar um centro ou templo, vá perder o controle sobre si ou que tudo aquilo que ele sente vai piorar.Ele imagina que a sua sensibilidade do mundo espiritual se tornará incontrolável e, o principal, que os fenômenos que o atormentam (principalmente durante a noite, antes ou durante o sono) continuarão.
Ele tem medo de ser explorado ou mistificado e acabar se prejudicando.
Ele teme a famosa frase “Você tem que trabalhar sua mediunidade!!!” que muitos irmãos falam para os que sofrem com sua mediunidade descontrolada.
Não estamos falando especificamente sobre mediunidade nesse artigo, contudo, vale a pena tratar um pouco sobre as questões levantadas acima.

Diferente do que muitos médiuns imaginam, a freqüência a um centro espírita faz com que todos os fenômenos que ele sente se acalmem, ou seja, ao freqüentar um centro ele entra em um processo de “controle” da sua mediunidade. Esse controle necessitará de tempo e esforço próprio, mas um dia acontecerá.

O mais engraçado é que, muitas vezes, os fenômenos que o atormentavam cessam e ele passa a entrar em contato com a espiritualidade de forma mais sutil e, o mais importante, o sono e o trabalho não são prejudicados, porque os fenômenos passam a ser controlados. Podemos facilmente entender essa questão…

Os médiuns que se negam a freqüentar uma casa ficam a mercê do contato espiritual das entidades de baixo padrão vibratório, que entram em “delírio”, porque o médium é uma janela para o mundo espiritual. Assim ,fenômenos como a vampirização, mistificação, influência, ficam mais fácil de serem realizados com médiuns. Por isso é que muitas vezes as “coisas” que os médiuns sentem enquanto se recusam a freqüentar um centro são diferentes da que passam a sentir quando começam a freqüentar um centro. Os espíritos de luz realizam contato de forma mais sutil e menos agressiva.

Existem outras coisas a falar sobre os dois últimos parágrafos, contudo, abordaremos esse assunto nos artigos sobre mediunidade, para não fugir ao objetivo principal desse artigo.

Com o tempo, o médium que freqüenta o centro começa a suavizar o impacto da sua mediunidade, e, no aprimoramento mediúnico, ele transforma a mediunidade torturante em faculdade de ajuda para os irmãos menos esclarecidos e também para si próprio.

Devemos tomar cuidado com a frase “Você tem que trabalhar!”. A pessoa já vai com medo, traumatizada pelo contato espiritual que somente a faz sofrer e falamos para ele que tem que trabalhar???!!! É para qualquer um sair correndo!!! Tenho um conhecido que ia começar um tratamento e abandonou tudo porque já chegaram falando isso para ele.

É importante para o médium freqüentar um lugar que refaça suas energias e que ele possa estudar, aprender e se harmonizar. Trabalhar em favor do próximo e aprimorar a faculdade que ele pediu para ajudar o próximo deve ser escolha dele. Ele tem que ser responsável pelo uso bom ou ruim, ou até pelo não uso dos benefícios que solicitou para compartilhar com o mundo.

Seguem os cuidados que devem ser tomados pelo médium ao buscar ajuda:

Não busque ajuda de pessoas que cobram. Todos que vão freqüentar um centro passam por um tratamento inicial e depois desse tratamento podem ou não ingressar no APRIMORAMENTO mediúnico. NINGUÉM É OBRIGADO A FREQUENTAR APRIMORAMENTO MEDIÚNICO!!! Desconfie de centros onde você não passa por tratamento e estudo para fazer parte do corpo mediúnico.
Não se sinta obrigado a trabalhar. Não se sinta pressionado. Esse pensamento é mais das “pessoas” do que dos espíritos e mentores responsáveis pelo trabalho. Sua postura deve ser de harmonizar-se primeiro e depois resolver se realmente quer ajudar o próximo. Essa escolha deve ser sua. É claro que é importante o médium trabalhar, mas não se pode obrigar ninguém a nada. Acredito que mais vale um médium que vai à casa espírita, estuda e se aprimora do que aquele que trabalha durante um tempo e não consegue dar continuidade, abandonando tudo.
Não freqüente casas onde há morte de animais. A Umbanda trabalha com as energias da Natureza e não existe mais necessidade de se sacrificar animais para realizar nenhum trabalho. Os pretos-velhos e caboclos são exímios conhecedores das energias da natureza. Eles conseguem limpar ambientes, realizar curas e dar passes somente com as energias das plantas e ervas.
Cuidado com lugares onde se endeusa o mentor. Mentores são irmãos que nos guiam e estão um pouco a nossa frente,contudo, você é responsável por seus atos. Passe sempre pelo crivo da razão os conhecimentos e instruções de qualquer espírito. Lembre-se que você será responsável pelos seus atos.
Sempre preste atenção na postura e conduta dos médiuns da casa.
Não busque encontrar o lugar ideal, apenas pense na busca por um bom local para freqüentar e depois, quem sabe, trabalhar. É como um caminho: uns o encontram antes e, outros, depois; mas não se preocupe com isso, aproveite o caminho, ele é cheio de belezas.
Antes de encarnar o médium escolhe uma tarefa de auxílio, essa tarefa é o seu objetivo. Tenha sempre em mente que o caminho que teu coração traça para ti é o mais importante, sendo a casa o local escolhido pelo médium para realizar sua sublime tarefa de renúncia e amor ao próximo.
Um centro não é muito diferente dos grupos que temos na vida. Podem ocorrer desentendimentos, problemas internos. Aprenda a relevar isso e busque sempre o seu objetivo maior que é melhorar o seu interior e ajudar aqueles que necessitam de ti…
3. Os diferentes tipos de Templos

Enganam-se aqueles que acreditamque somente em determinadas religiões os necessitados são auxiliados ou que o contato com o Pai está diretamente vinculado com a Religião.

O contato, a religação com o Pai depende mais do tipo de vida que o espírito leva do que do lugar que freqüenta. Lembremos sempre do aviso do Mestre, que nos ensinava a construir nosso castelo sob o chão firme, para que ele não desmorone.

A ligação com o Pai não pode ser construída sob uma casa de pedras, madeiras e tinta. É no terreno fértil do coração, voltado para os bons sentimentos, que se ergue o verdadeiro templo da Fé.

Falanges de espíritos atuam em todos os tipos de religiões, ajudando em qualquer pátria, não distinguindo raça ou sexo e fazendo sempre o possível para impulsionar os irmãos encarnados a se libertarem mais rápido das paixões e vícios que o prendem aos ciclos reencarnatórios de sofrimento e dor.

Mesmo nas religiões que não acreditam em espíritos ou na vida após a morte, ali estão os espíritos. Se a obra for para o bem, para elevação das qualidades morais da alma, então lá se encontrarão os benfeitores, distribuindo a luz do nosso Senhor Jesus Cristo para todos os necessitados.

Contudo, nos lugares onde não se encontra elevação moral dos dirigentes, a indiferença pelo próximo é notória e não se trabalha na reeducação das qualidades espirituais dos freqüentadores.

Nesses lugares, não se pode esperar a freqüência dos espíritos iluminados e sim daqueles que se afinizam com este tipo de baixa vibração.

Por isso, não se preocupe com o nome da bandeira que você deseja abraçar, foque sua análise para o conteúdo, para o padrão vibratório dos freqüentadores.

Sobre esse tema retiramos um trecho interessante do livro “Entre o Céu e a Terra”, de Francisco Candido Xavier, ditado pelo espírito André Luiz:

“- Quanto a mim, coopero com minha neta nos serviços que lhe foram conferidos aqui, entretanto, a minha tarefa pessoal mais importante se verifica num templo católico, a que me vinculei profundamente, quando de minha última reencarnação”

– Aliás – ponderou o Ministro, sensato o auxílio divino é como o Sol, irradiando-se para todos. As instituições e as almas que se voltam para o Pai Celestial recebem o suprimento de recursos de que necessitam, segundo as possibilidades de recepção que demonstrem.

Interessado, porém, nos apontamentos que surgiam, cada vez mais valiosos, Hilário indagou:

– Em que base se formará o processo de auxílio nas igrejas? Com o impedimento de nossa comunicação direta, como será possível cooperar em favor dos nossos irmãos católicos romanos?

– Muito simplesmente – esclareceu Mariana, prestimosa -, o culto da oração é o meio mais seguro para a nossa influência. A mente que se coloca em prece estabelece um fio de intercâmbio natural conosco…

– Mas não de maneira ostensiva – alegou o nosso companheiro, estudioso.

– Pelo pensamento – explicou a interlocutora, respeitável. – A intuição beneficia em toda parte, e, quanto mais alto é o teor de qualidades nobres na criatura, mais ampla é a zona lúcida de que se serve para registrar o socorro espiritual. O culto público, indiscutivelmente, qual vem sendo levado a efeito, nos tempos modernos, não favorece o contacto das forças superiores com a mente popular. Os interesses rasteiros, conduzidos à igreja, constituem sólido entrave contra o auxílio celeste. E a preocupação de riqueza e pompa, quase sempre mantida pelo sacerdócio nos ofícios, inutiliza por vezes os nossos melhores esforços, porque, enquanto a atenção da alma se prende a exterioridades, as forças contrárias ao bem e à luz encontram facilidades positivas para a cultura do fanatismo e da discórdia. Ainda assim, superando tais obstáculos, é sempre possível algo fazer em benefício do próximo.

– Durante a missa, por exemplo prosseguiu Hilário, observador -, é viável o seu trabalho de cooperação?

Mariana fixou uma expressão facial de bom humor e aduziu:

– Somos grandes falanges de aprendizes da fraternidade em ação. Por mais desagradáveis se nos mostrem os quadros de luta, a nossa obrigação é servir.

– E o tipo de assistência? é de renovação espiritual ou de mero socorro aos crentes encarnados?

– Ah! – comentou Mariana, sincera – o trabalho é complexo e divide-se em múltiplos setores. Não está limitado à esfera da experiência física.
Inumeráveis são as almas que, desligadas do corpo, recorrem aos altares, implorando esclarecimento… Outras, depois da morte, confiam-se a desequilibradas emoções, invocando a proteção dos Espíritos santificados… É preciso corrigir aqui e ajudar além… Agora, devemos injetar um pensamento reconstrutivo nessa ou naquela mente extraviada, depois, é imprescindível harmonizar circunstâncias, em favor desse ou daquele necessitado… A maioria das pessoas aceita a religião, mas não se preocupa em praticá-la. Daí nasce o terrível aumento das aflições e dos enigmas.”

4. Egrégora

A egrégora de um templo é a atmosfera que a envolve. Essa atmosfera fica impregnada do sentimento, pensamentos e emoções dos freqüentadores, tanto encarnados quanto desencarnados, já que a egrégora não se limita somente ao plano físico.

Se estivermos em um templo religioso onde as pessoas se dedicam a melhorar seus pensamentos, realizam orações, entregam seus corações a devoção, etc, é fácil imaginar o que impregna essa “atmosfera” que envolve o templo. Esses lugares têm uma egrégora positiva que beneficia a todos que ali freqüentam. É a famosa sensação do “… me sinto bem nesse lugar…”.

Por outro lado, em bares, boates ou prostíbulos, onde muitos se entregam à sensualidade, ao vício ou à violência, encontramos uma atmosfera impregnada de energias negativas. A maior parte dos médiuns “sente” a diferença quando entra em lugares deste tipo, sendo para muitos insuportável a permanência neles por muito tempo.

5. Benefícios Alcançados

Os benefícios alcançados por aqueles que vencem a inércia e se dedicam a freqüentar um templo religioso ou de meditação são imensos e facilmente notados.

Vale lembrar que os benefícios ou curas não aparecem da noite para o dia, é um misto do esforço próprio e ajuda que recebe do local que decidiu freqüentar.

Todo templo religioso ou de meditação, onde o objetivo é o crescimento espiritual dos participantes, é envolvido por uma egrégora, que protege, ampara e auxilia os freqüentadores da casa.

Os templos dedicados ao amor e à fraternidade são protegidos por sua egrégora e pelos responsáveis espirituais da casa. Sempre temos espíritos ligados ao trabalho de um templo, independentemente da religião.

Um dos principais benefícios sentidos por aqueles que adentram na casa é o desligamento temporário dos obsessores, que muitas vezes são “barrados” na entrada do templo (principalmente nas casas espíritas e templos de umbanda).

Esse é um dos principais motivos para eles de tudo fazerem para que você não vá ao templo religioso. Embora a casa de amor e caridade proteja o seu freqüentador, ela não impede a influencia mental à distância, que ocorre nos casos de obsessão complexa.

Nesses casos, é necessário um tratamento, para que aos poucos o obsediado se desligue de seu obsessor.

Nos templos há também falanges de espíritos que se dedicam ao auxílio magnético; por isso, durante a reunião, palestra ou missa o freqüentador é envolvido em fluidos, absorvidos de acordo com a receptividade do beneficiado. Os espíritos amigos também inspiram idéias e conselhos que buscam ajudar os freqüentadores.

Quando estamos vinculados a uma casa, também recebemos a visita e fazemos parte da corrente de auxílio dos trabalhadores espirituais, que tudo fazem para nos ajudar na conquista dos bens espirituais.

É muito importante que cada um faça a sua parte, modificando sua conduta e seus sentimentos, para que o auxílio surta efeito.

Somente em solo fértil a ajuda espiritual pode vingar.

6. A Cura

Muitos buscam as casas espíritas para se curar de doenças.

É muito importante entender que nem todas as doenças podem ser curadas. Os espíritos estão mais interessados na sua cura espiritual.

Por isso, não perca a esperança somente porque suas doenças não foram curadas. Muitas vezes elas são a porta de entrada para o seu crescimento espiritual.

Algumas doenças são expurgos de erros aterradores que cometemos no passado, por isso, a grande maioria de nós solicita o ingresso na carne com restrições físicas, para que assim possamos nos sentir redimidos perante a justiça divina. Nesses casos, os espíritos não podem nos curar, somente amenizar as dores.

O próprio Dr. Fritz (espírito que realizou um trabalho extenso de cura espiritual no Brasil) em entrevista dada no livro “Dr. Fritz, O Médico e sua Missão” fala o seguinte:

” 52 – Com respeito à cura do paciente, ele pode ser curado no primeiro atendimento ou ela pode demorar a ocorrer?

R. As condições espirituais do paciente e seu merecimento são os parâmetros que possibilitam a ocorrência da cura. Assim, a cura depende do término do “pagamento” dos débitos existentes junto a “contabilidade” Divina, dos carmas e da regressão da enfermidade. O paciente poderá ser curado na hora ou receber o tratamento e a enfermidade ir regredindo. Toda doença apresenta o processo evolutivo e o regressivo.”

Trataremos mais desse assunto em um artigo futuro sobre Karma.

Acredito que devemos buscar no templo religioso a força para carregar a nossa cruz.

7. O Caminho

O caminho na busca de um local para freqüentar é um tópico importante, já que muitos desistem por que não se adaptam ao local que escolheram.

Às vezes, é necessário que o médium ou paciente passe por vários lugares para chegar ao local com o qual se afinizará. É o caminho, que muitas vezes o prepara para o lugar onde ele ficará uma boa parte da sua vida.

Não existe regra, mas temos que acreditar no quanto é importante freqüentar algum grupo, seja de prece, de meditação, de estudo, centros espíritas ou templos de umbanda.

As pessoas que se sentem sozinhas encontram nos grupos companhia para conversar e para se distrair. É comum grupos de Ioga realizarem eventos ou passeios, o mesmo acontece em outros tipos de congregações, que realizam atividades extras para integração dos participantes, realizando diversões saudáveis e harmoniosas.

Se não conseguir se adaptar, mude de lugar. Hoje existe uma quantidade imensa de grupos, cada um com sua característica própria.

Não desista, o grupo é o local onde você receberá auxílio dos espíritos amigos e ainda a palavra confortadora daqueles que compartilham com você os ideais de fé e paz.

 

por Gustavo Martins

 

Fonte: http://www.grupopas.com.br/

 

Aranauam

A Física Quântica e a Espiritualidade

Somos seres únicos, seres Espirituais. Não existe ninguém no mundo igual a você. Este é o ponto de partida crucial esquecido pela maioria das religiões da atualidade. Partindo deste pressuposto, nossa contribuição à existência deverá também ser especial, de acordo com nossa natureza, nossa capacidade inata de ser, de criar, de celebrar o dom da vida.

FÍSICA QUÂNTICA E ESPIRITUALIDADE NO SÉCULO XXI

Ao tornar a consciência indispensável para a compreensão dos fenômenos na escala do átomo a teoria quântica subverteu as hierarquias da física newtoniana, tornando a consciência a base última da própria realidade. E é dentro deste novo contexto idealista que Daldegan destaca que por trás das falsas fronteiras de nossos sentidos existe um mundo que não pertence ao espaço nem ao tempo, onde tudo existe em uma interconexão tão ampla que desafia nossa lógica e nossas idéias preconcebidas.
A Física Quântica abre caminho para uma compreensão espiritual da realidade, para a aceitação definitiva dos fenômenos paranormais dentro do escopo da ciência, que se alarga para explicar o que seria inexplicável no antigo e limitado paradigma materialista. São quase 300 anos de uma cosmovisão estéril e parcial que, pouco a pouco, cede terreno para uma compreensão mais abrangente do real, o mundo de todas as potencialidades, que só pode ser alcançado quando o buscamos em nossa interioridade.
A apresentação é solidamente apoiada nas extraordinárias experiências e revelações da física quântica, através das citações e trabalhos dos principais físicos do século XX e do início deste século, a maioria ganhadores do Prêmio Nobel, que se harmonizam profundamente com as revelações dos mestres espirituais da humanidade. À medida que a apresentação se desenrola vai ficando cada vez mais claro o significado da famosa frase de Teilhard de Chardin “Não somos seres materiais tendo uma experiência espiritual, mas seres espirituais vivendo uma experiência material”.
Fonte: http://www.telezoom.com.br

Espiritualidade
Há uma lei inexorável e impessoal, a qual é equivalente à função de uma providência cósmica, ou seja, a Suprema Sabedoria com que o Ser Criador Deus conduz todas as coisas, e que atua durante a totalidade do tempo e do espaço, abrangendo toda a realidade, qualquer que seja sua natureza. Compaixão caracteriza a atitude do Amor do Ser Maior Criador Deus por nós seres humanos espirituais; a imparcialidade motiva Sua atitude.

A vontade de Deus, na verdade, governa o todo, ou seja, o Universo dos universos.

Vamos, então, refletir sobre o tema?

Nas relações de Deus com todos os Seus seres, está claro e é verdade que Suas leis não são inerentemente arbitrárias. Para nós seres humanos espirituais, com nossa visão limitada e ponto de vista finito, os atos de Deus muitas vezes podem parecer arbitrários.

No entanto, Ele sempre faz bem todas as coisas!

Na nossa intimidade com Deus, quando observamos que Ele faz a mesma coisa do mesmo modo, é simplesmente porque aquele é o melhor modo de se fazer aquela coisa em particular, em uma dada circunstância; e este é o modo certo e, dessa forma, Sua Sabedoria Infinita sempre ordena que seja feito dessa forma perfeita.

A Paternidade-Maternidade de Deus e nossa fraternidade como seres humanos espirituais apresentam a equanimidade de que somos partes integrantes do todo, nos níveis das nossas consciências.

Deus nos ama a cada um de nós individualmente como filhos ou filhas únicos da Sua família celeste.

A universalidade do Seu Amor traz à vida uma relação com toda a irmandade universal. Faz sentido?

A fraternidade constitui um fato de relacionamento entre nós de acordo com cada personalidade, na existência universal.

Somos partes integrantes do todo.

Albert Einstein (1879-1955) físico alemão que desenvolveu a teoria da relatividade nos diz: “O ser humano é parte de um todo chamado por nós de Universo, uma parte limitada no tempo e no espaço. Ele experimenta a si mesmo, seus pensamentos e sentimentos, como algo separado do resto, uma espécie de ilusão de ótica de sua consciência. Esta ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais e ao afeto por pessoas mais próximas de nós. Nossa tarefa deve ser a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão para abraçar todas as criaturas vivas e toda a natureza em sua beleza”.

Estamos conscientes de nossas próprias sensações, pensamentos e sentimentos.

O que faz cada um de nós único? Nosso nome? Genes? Meio ambiente? Ou a pessoa que nos tornamos ao aprofundarmos interiormente cada momento de nossas vidas?

Viver o poder de sermos partes integrantes do todo começa a partir da percepção essencial de que já somos participantes; somos parte do cosmos, sempre em relação uns com os outros para um mundo mais humano, glorioso e ainda que temporariamente imperfeito, com os núcleos de nossas consciências e ações em um todo interligado.

Em certo sentido, esse pensamento está próximo à idéia de que já somos a mente Buda, ou seja, a mente como fenômeno não-físico que percebe, pensa, reconhece as experiências e responde ao ambiente.

No entanto, de alguma forma nos esquecemos disto.

Pessoa alguma pode escapar dos benefícios ou das penalidades que poderão advir como resultado do relacionamento com outras pessoas. O bom esforço de cada um de nós beneficia a todos; o erro da má intenção de cada um de nós aumenta a atribulação de todos.

Na medida em que a parte se move, assim move-se o todo. À medida que o todo progride, assim progredimos como parte.

Nosso Pai-Mãe não está distante de cada um de nós; reside em nós. Nele todos nós literalmente nos movemos, vivemos de fato e, verdadeiramente, encontramos o nosso ser. Correto?

Cada fase da experiência da personalidade, em cada nível sucessivo da progressão no universo, contém pistas para a descoberta de realidades pessoais fascinantes.

Nosso anseio de Alma consiste na criação de metas espirituais, respondendo aos atrativos cósmicos dessas metas supremas de valor não-material.

O amor é o segredo da associação benéfica entre as personalidades. Não podemos realmente conhecer uma pessoa em resultado de um único contato.

O número designado para um assinante de um telefone não identifica sua personalidade, nem qualquer aspecto do seu caráter.

Não apenas nos domínios da vida, mas até mesmo no mundo da energia física, a soma de dois ou mais elementos é muitas vezes, algo diferente da previsível resultante de tal união.

Por exemplo, toda a ciência da matemática, todo o domínio da filosofia, da física ou da química mais elevadas, não poderiam jamais predizer, ou saber, que a união de dois átomos de hidrogênio gasoso com um átomo gasoso de oxigênio resultaria em uma substância nova e qualitativamente super aditiva — a água líquida.

O completo entendimento desse único fenômeno físico-químico deveria ser o suficiente para impedir o desenvolvimento da filosofia materialista e da cosmologia mecanicista.

A análise técnica por si só não revela o que uma pessoa, ou algo poderá fazer. Está claro?

Outro exemplo: a água é usada efetivamente para extinguir o fogo. Que a água irá apagar o fogo é um fato da experiência cotidiana, mas, nenhuma análise jamais feita da água poderia revelar tal propriedade.

Como mencionamos, a análise determina que a água seja composta de hidrogênio e oxigênio; um estudo posterior desses elementos revela que o oxigênio é o real sustentador da combustão e que o hidrogênio irá por si mesmo queimar livremente.

O progresso de nossa espiritualidade projetado como sendo a união de diferentes transformações, representa evolução, porque está nos fazendo emergir da escravidão do medo e da prisão da superstição. Nossa filosofia de vida luta pela emancipação de dogmas e crenças.

Nós, seres humanos espirituais e mortais, temos um núcleo espiritual. Nossa mente é um sistema de energia pessoal, que existe em torno de um núcleo espiritual divino funcionando em um ambiente material.

Essa relação viva entre mente pessoal e espírito, constitui, pois, o potencial da personalidade eterna no universo.

Por: Marcos Porto

Fonte: http://universodaumbanda.blogspot.com.br/

Aranauam

Cura Real

Não trate apenas dos sintomas, tentando eliminá-los sem que a causa da enfermidade seja também extinta.
A cura real somente acontece do interior para o exterior …..

Sim, diga a seu médico que você tem dor no peito, mas diga também que sua dor é dor de tristeza, é dor de angústia.

Conte a seu médico que você tem azia, mas descubra o motivo pelo qual você, com seu gênio, aumenta a produção de ácidos no estômago.

Relate que você tem diabetes, no entanto, não se esqueça de dizer também que não está encontrando mais doçura em sua vida e que está muito difícil suportar o peso de suas frustrações.

Mencione que você sofre de enxaqueca, todavia confesse que padece com seu perfeccionismo, com a autocrítica, que é muito sensível à crítica alheia e demasiadamente ansioso.

Muitos querem se curar, mas poucos estão dispostos a neutralizar em si o ácido da calúnia, o veneno da inveja, o bacilo do pessimismo e o câncer do egoísmo.

Não querem mudar de vida.

Procuram a cura de um câncer, mas se recusam a abrir mão de uma simples mágoa.

Pretendem a desobstrução das artérias coronárias, mas querem continuar com o peito fechado pelo rancor e pela agressividade.

Almejam a cura de problemas oculares, todavia não retiram dos olhos a venda do criticismo e da maledicência.

Pedem a solução para a depressão, entretanto, não abrem mão do orgulho ferido e do forte sentimento de decepção em relação a perdas experimentadas.

Suplicam auxílio para os problemas de tireóide, mas não cuidam de suas frustrações e ressentimentos, não levantam a voz para expressarem suas legítimas necessidades.

Imploram a cura de um nódulo de mama, todavia, insistem em manter bloqueada a ternura e a afetividade por conta das feridas emocionais do passado.

Clamam pela intercessão divina, porém permanecem surdos aos gritos de socorro que partem de pessoas muito próximas de si mesmos.

Deus nos fala através de mil modos; a enfermidade é um deles e por certo, o principal recado que lhe chega da sabedoria divina é que está faltando mais amor e harmonia em sua vida.

Toda cura é sempre uma autocura e o Evangelho de Jesus é a farmácia onde encontraremos os remédios que nos curam por dentro.

Há dois mil anos esses remédios estão à nossa disposição.
Quando nos decidiremos?

Por José Carlos De Lucca do Livro: O Médico Jesus

Fonte: https://bemviverapometria.wordpress.com

 

Aranauam

Conhecendo seu Guia na Umbanda

É muito comum no inicio das incorporações, quando a gente está ansioso, com medo , curioso e inseguro para saber quem são nossas entidades, como trabalharam, nomes, etc… Todos nós médiuns já passamos por isso…..Quando há as incorporações o médium fica mais que atento a qualquer palavra que saia de sua boca “se eu falando ou a entidades, o que vai acontecer agora, o que ele tá fazendo” ….. tudo isso faz parte do início, pois ser consciente é perfeitamente normal e não é sinal de “falta de firmeza, ou imaturidade nas incorporações, ou fraqueza do médium.

E é nessa fase onde o médium atua muito junto com a entidade, por sua participação , ‘interatividade” que é peculiar nesse início, ocorre maior incidência de uma interferência do médium , sobrepondo a da entidade.

Porém, com o passar do tempo, o médium vai ganhando confiança, vai aprendendo a ficar mais alheio das manifestações da entidades, pois para ele não terá mais mistérios e se reservará da total abstenção de qualquer tipo de interferência, inclusive de sua própria opinião do que a entidade deveria agir, falar ou conduzir numa consulta.

Muitas pessoas desistem no inicio, por não aceitar sua consciência e não conseguir trabalhar psicologicamente essa questão e achar que é ele ali e não a entidade. De não insistir e entender que as incorporações vão se firmando com o tempo. Pois nossa forma de trabalhar mediunicamente é muitíssimo diferente de Candomblé e Espiritismo. E para a Umbanda a afinidade e sintonia nas incorporações é de fato, mais demorada. E nesse processo de ajustes, equalizações e estabelecer uma sintonia satisfatória , o médium deve entender que haverá sim erros, o seu sobrepor a própria entidade, o animismo, porque faz parte desses ajustes. Por isso o médium não deve ser permitido ao estarem sob influência das entidades; beber, fumar e principalmente, dar consultas e atender o público, quando essa sintonia não se estabelecer de fato, avaliado pelo dirigente e guias chefes da casa.

Não é que não podem ….. é normal as entidades não darem nomes de suas falanges no início, pois o médium ainda não está preparado mediunicamente falando … demora-se um tempo para estabelecer uma sincronia entre a faixa vibratória da entidade com a do médium e somente quando houver harmonia, e com menos risco de animismos por parte do médium, é que elas trazem sua falange.

Antes de tudo cada guia que incorpora é único, cada um é um espírito em particular, com seu jeito de agir e pensar. O nome de que se utilizam é apenas um indicativo da forma que trabalham de sua linha e irradiação. Por isso podemos ter vários espíritos trabalhando com o mesmo nome, sem que sejam por isso um só espírito.

É como ser um médico, engenheiro, etc… Todos possuem um conhecimento comum, além do conhecimento individual. E isso faz com que trabalhem de forma diferente, mas seguindo a mesma linha geral. A mesma coisa acontece com nossos guias, então é comum escutar:
– Como é o Caboclo X?
– Me conte a estória do Preto Velho Y
– Como é o ponto riscado do Exú Z?

Isso pode ocasionar vários promelhas no início do desenvolvimento, o médium lê uma descrição de que o Caboclo Y fuma. E ele fica com “isso” na cabeça, assim que chega no momento de trabalhar com o seu guia o Caboclo Y (também) ele pede um charuto, e aparti daí fica mais difícil de romper essa barreira anímica criada pelo médium.

Ou então o médium lê que o Exu Z quando incorpora ajoelha no chão, aí pensa, “nossa o que eu incorporo não ajoelha!!!” e começa a se sentir inseguro quanto a manifestação do seu guia, podendo com isso atrapalhar o seu desenvolvimento.

Pra resumir, a melhor forma de conhecer seu guia e através do tempo, do desenvolvimento e do trabalho com ele, assim pouco a pouco você vai se interando de como ele é, como gosta de trabalhar, etc.

 

Postado por: Carol Walent

 

Fonte: https://cantodoaprendiz.wordpress.com

 

Aranauam

O Verdadeiro Inimigo

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Afinal quem são nossos inimigos?

Seria aquela pessoa que nos tira do eixo com seus atos hostis?

Aquele que tenta a todo custo o sucesso não importando os meios?

Seriam os ofensores e os agressores nossos inimigos?

Não meus amigos, esses são apenas seres humanos falhos como nós mesmos que estão em busca da evolução mas que estão em graus evolutivos diferentes. Mesmo os espíritos obsessores não merecem a alcunha de inimigos, pois são apenas irmãos caídos e necessitados em busca de paz.

O inimigo somos nós que fraquejamos frente as provações e nos deixamos levar pelas emoções.

Somos nós que perdemos o controle e praguejamos a cada dificuldade que encontramos.

Devemos agradecer por aqueles que nos poem a prova, pois estão contribuindo para que nos tornemos seres humanos mais experientes e espíritos mais evoluídos.

São as dificuldades impostas pela vida e por nossos irmãos espirituais que enobrecem ou enfraquecem nosso espirito.

Nas dificuldades temos apenas duas alternativas, trazermos a tona o melhor ou o pior de nós mesmos.

Então pare de reclamar e assuma sua parcela de culpa. Julgue e condene a si mesmo, aprenda com seus erros e cresça espiritualmente. Quando você muda tudo ao seu redor muda, experimente, garanto que não vai se arrepender.

 

Wanderley Donaire Maganha

Aranauam

Sintomas Indicadores Da Obsessão

O drama da obsessão ocorre quando o ser encarnado se situa num quadro de falta de controle de alguma tendência nefasta, algum vício incontrolável, perturbações mentais com irritabilidade constante, percepção da falta de sono, desencadeamento de situações prejudiciais a vida, como descontroles raivosos que impossibilita um convívio satisfatório com o rol de pessoas do seu meio, desânimo, cansaço, estado depressivo, estado emocional em que não encontra razão para viver, por achar que não têm motivo que o faça esperançoso em ser feliz. – A condição de obsidiado ocorre por haver desentendimento do passado ainda carente de solução. Tivemos muitas vidas e nestas vivências cometemos deslizes que magoaram ou prejudicaram alguém, e que por ainda não nos ter perdoado, no presente quer nos prejudicar por vingança. – Os obsessores tanto agem por conta própria como quando sente necessidade de acelera o processo de vingança, solicita a ajuda de obsessores, espíritos que mesmo não possuindo queixa da vítima assume o papel de executor de missões vingativas a serviço alheio. – Esses obsessores se especializam nas tramas, das mais hábeis artimanhas diabólicas, através da orientação técnica de experimentados veteranos. – São inúmeras as dificuldades para que seja solucionada a questão da obsessão. Esta é uma das questões mais dolorosas e de difícil eliminação. – Para agravar a situação, a humanidade terrícola, por sua vez aumenta assustadoramente as oportunidades para a atuação dos espíritos obsessores, cometendo delitos que favorecem sua aproximação e facilidades para exercerem suas intenções danosas. – No mundo material, a porcentagem maior de alienações mentais, ainda são frutos das forças destrutivas e obsessoras, muitíssimo favorecidas pelo descaso evangélico dos próprios obsidiados. – Afora os casos de alienações provocadas pelos casos naturais das lesões nos cérebros, todas as outras de ordem mental se originam pelo desequilíbrio da própria alma. – Toda criatura que perde o controle sobre algum tipo de atuação, torna-se uma vítima fácil para desencarnados viciosos. – Devemos considerar ainda os casos em que os que se sentem ofendidos ou prejudicados, que estão a espreitar suas vítimas, na ânsia da oportunidade mais apropriada para se vingar dos seus desafetos. – Os mentores e os técnicos espirituais não podem intervir drasticamente num circulo vicioso de mútua obsessão entre os terrícolas, ainda incapazes da humildade e do perdão, e que o reforçam com a vaidade, o orgulho, o ódio, a crueldade da vingança, e pela distância em que se encontram do Evangelho. – É prematura qualquer intervenção forçada no mecanismo da obsessão, sem que haja sido iniciada a reforma íntima e espiritual no mínimo em uma das partes envolvidas. – A retirada do obsessor, de junto de sua vítima, não resolve problemas obscuros, cujas raízes podem estar fixadas há muitos séculos, num passado repleto de ações comprometedoras, razão pela qual se encontram a vivenciar o drama de hoje. – Pouco adianta afastar de maneira abrupta espíritos perseguidores, os impedindo de se aproximarem de suas vítimas, pois esse processo apenas interrompe a ação benfeitora da lei do carma, mas não soluciona a questão; a solução do problema fica em suspenso e, sem a solução definitiva, a “enfermidade” espiritual voltará. – A cura definitiva, requer o desatamento espontâneo das algemas que os prendem há longo tempo, e isso só será possível pela força do perdão e da humildade. – Em todas as comunidades do Além, que se dedicam ás tarefas benfeitoras de cura e tratamento desobsessivo, só se emprega uma “técnica espiritual”: o despertamento incondicional do Amor! – Os mentores espirituais de alta experimentação sideral acham que só existe uma solução lógica e sensata para esse acontecimento confrangedor: converter simultaneamente o obsessor e sua vítima, aos postulados amorosos do Cristo. – O que sofre pelo drama da obsessão, situação que correspondem á uma grande quantidade de casos, fica o esclarecimento de que seu drama se origina num passado distante. No presente, por seu desafeto o ter localizado no cenário terreno, e se aproveitando de sua situação no mundo invisível, o prejudica por julgá-lo ser o culpado por sua infelicidade de outrora. O drama da obsessão deve ser resolvido, por um tratamento cuidadoso, orientado com base nos conceitos expostos por Jesus, sob um estreito entendimento entre obsidiado, grupo mediúnico e equipe espiritual. Os mínimos detalhes devem ser observados e cobrados do vitimado, caso contrário a situação permanecerá a mesma quando não agravada.

Enviado por: A. Cavalcanti

Fonte:  http://www.gruporamatis.org.br/

Aranauam

Você conhece ou cria sua mediunidade?

Há muita gente portadora de faculdades mediúnicas passíveis de ser utilizadas pelos espíritos superiores, mas que, em gérmen, não foram trabalhadas ainda, de acordo com uma metodologia adequada.
Há também aqueles que são portadores de uma inteligência mais refinada e têm um passado espiritual cheio de experiências no campo religioso e místico. ao entrarem em contato com o conhecimento espiritual, eclode todo o conteúdo místico reprimido através do processo reencarnatório, por influência do cérebro físico, que age de forma a amortecer as vibrações do passado. Ao eclodir de sua intimidade certas tendências místicas e religiosas mal-sucedidas, e devido ao contato com o conhecimento espiritual, começam a se julgar portadores de faculdade mediúnica ou de mediunidade com tarefas especificas. Naturalmente, encontram sintonia com aqueles companheiros de seu passado espiritual que têm mesma tendência mística e religiosa. Isso não quer dizer que sejam médiuns na atual existência, ou que tenham uma tarefa mediúnica. Muitas vezes tais companheiros reencarnaram no meio espiritualista para corrigirem suas idéias extremistas do passado, ou para sanar alguns males decorrentes do abuso de sua inteligência. Como trazem o psiquismo comprometido com o religiosismo, ou com um certo sentimento místico, intitulam-se médiuns e incentivam outros no mesmo sentido, sem, contudo, ter qualquer tarefa mediúnica. Poderiam aproveitar melhor a sua reencarnação aprimorando-se intimamente, moralmente ou no campo das idéias, do que pretendendo ser médiuns sem o serem. Falamos aqui da mediunidade tarefa, quando o ser reencarna com uma finalidade específica no campo mediúnico.
Muitas vezes meus irmãos querem ser médiuns a qualquer custo e ignoram belos projetos que foram traçados no Mundo Maior em relação a si mesmos. Deixam de lado excelentes oportunidades de progresso, quando poderiam contribuir imensamente com a difusão do pensamento espiritualista, obcecados com a idéia de serem médiuns ou de serem reconhecidos como tais.
Existem também aqueles que são portadores de uma faculdade real, e não do produto de tendências extremistas do seu passado espiritual, mas que deixam de lado a oportunidade concedida pelo Alto. Ambos os casos merecem um estudo especial e um certo tato por parte daqueles que são a referência para suas vidas no que se refere às questões espirituais, a fim de reconduzi-los ao bom senso.

Ditado pelo espírito de JOSEPH GLEBER
Livro: ALÉM DA MATÉRIA
Médium: Robson Pinheiro
Ed. Casa dos Espíritos

Aranauam

Na Umbanda ou no Espiritismo, sede perfeitos!

É engraçado quando estamos em uma roda de amigos cuja religião em comum é a umbanda ou o espiritismo.

Ouço as mais escabrosas considerações principalmente acerca da umbanda. Talvez por ser uma religião ainda cheia de rituais. Mas também no espiritismo, tenho reparado que mais e mais pessoas abrem suas casas e sem conhecimento nenhum passam a pregar o Evangelho de Kardec.

Ora, não estudou, não tem interesse e deixam ao encargo de outros a função de dirigir o trabalho.

É preciso se preparar. Isso também é fazer a caridade. Como pretendem doutrinar um espírito se acaso não puderes confrontá-lo ao menos com conhecimento?

É aí que começa o declínio. E o tombo é forte, hein.

Tem um trecho de um ponto cantado umbandista que diz: “A Umbanda tem fundamento, é preciso preparar”. Assim também no espiritismo.

É preciso preparar, é preciso estudar.

Acender velas, colocar colares, roupa branca, andar com evangelho de baixo do braço, dizer que recebe doutor tal, professor disso, padre não sei das quantas, caboclo fulano, exu ciclano, guia forte, guia poderoso e por ai afora….

Se acaso o seu interesse seja a prática do amor e caridade, aprenda. Se tens interesse em ajudar o próximo, abra seu coração, confia no Senhor teu Deus e não queira ser mais do que ninguém. Isso não te levará a nada.

A escada que serve para te conduzir a evolução é a mesma a conduzir-te na estagnação e derrota.

Não sabemos quantas encarnações ainda temos nesse planeta. O tempo está muito curto.

Nosso amigo espiritual Emmanuel nos elucida a respeito das religiões num pequeno trecho retirado do livro Palavras de Emmanuel:

“A ciência será frágil e pobre sem os valores da consciência, as escolas religiosas estarão condenadas, tão logo se afastem da verdade e do bem.”
Preciso dizer mais alguma coisa?

São palavras psicografadas por Chico Xavier a mais de 40 anos, e pasmem ainda nos serve e servirá a muitas gerações se acaso não trabalharmos na reconstrução e do fortalecimento da palavra de Deus, seja pregando ou ensinando a verdadeira Umbanda (sem sacrifícios e sem comércio) seja pregando o espiritismo codificado por Kardec.

Unamos nossas forças na seara do bem. Deixemos para nossos filhos e netos os ditames de Cristo que a tantos de nós consolou.

Sejamos suas mãos no trabalho fortuito e sua voz na condução dos cegos.

E vivamos o Presente como quem recebe um Presente, com felicidade, com amor, compaixão e responsabilidade.

Que a paz do Senhor encha todos os vossos corações.

Dani Machado.

 

Fonte: http://religiaoespirita.com/

 

Aranauam

Por que a Umbanda nos atrai?

“A Umbanda, tem uma espécie de “força misteriosa” no atrair e agradar as pessoas de todos os entendimentos…”

No texto a seguir, W. da Matta e Silva nos posiciona sobre o porquê da Umbanda nos atrair tanto.

Porque, já esta provado, é uma Religião genuinamente popular, do “povo pobre” e isto se dá por vários fatores importantes, dos quais vamos ressaltar apenas quatro:

A) Pela absoluta tolerância e ausência de qualquer preconceito de cor ou de raça, pois não se pergunta ao necessitado de onde vem ou a que religião pertence etc.,

B) Pela riqueza de sua liturgia, ou seja, pela variedade de seus rituais de terreiro a terreiro. Pelos quais cada um se coloca segundo seus graus de afinidade.

C) Pela dita manifestação dos fenômenos da mediunidade, que são o vértice ou a razão de ser exterior, tudo isso a par com a fama que corre sobre tal e qual terreiro com seu caboclo fulano ou preto velho sicrano.

D) Pelos aspectos mágicos, isto é, pela terapêutica astral com suas defumações, seus banhos, etc…

A maioria desses aspectos, numa verdadeira casa “umbandista”, tem sua sequência natural dentro da Magia Branca dos “caboclos e dos pretos velhos”, que nunca se afastam, convém sempre frisarmos, da linha justa da caridade.

E os conhecimentos corretos e aplicáveis desse quarto aspecto, o da Magia, que no passado foram privilégios só das elites que somente faziam uso deles para seus interesses próprios, ou melhor, para os de sua classe social, foram-lhes “cassados” como justo castigo ao egoísmo…

O Astral Superior achou por bem estender um denso véu no entendimento dessas elites e foi quando começaram a embaralhar tudo, a não compreender mais o que vinham praticando, ou seja, foram esquecendo os conhecimentos legados pela antiga tradição…

Na Umbanda, “perderam as chaves mais simples de certas aplicações da Magia Branca”.

Essas elites ficaram apenas no “encantamento” das formulas mágicas, vazias, teóricas e ainda hoje se pode constatar tudo isso nessas grandes sociedades ou Escolas que dizem conservar o “segredo”, o mistério real da “Magia”… da vaidade, isso sim…

E para não nos estendermos aqui numa série infindável de provas ou conceitos, é bastante citarmos o próprio “Jesus” quando admoestava assim “Ai de vós, doutores da Lei, que tirastes a chave da ciência, vós, mesmos, não entrastes e impedistes os que entravam”… Todavia, podemos afirmar que esses citados conhecimentos aplicáveis de Magia Branca ressurgiram dentro da Corrente Astral de Umbanda, nos ensinamentos corretos de suas entidades militantes…

Porque, é um fato e nós reafirmamos sempre, a Umbanda tem magia. Suas verdadeiras entidades sabem usar o “decantado” segredo mágico dessa força. Eles são magos e a prova irrefutável disso é que, onde um desses caboclos, um desses preto-velhos realmente “baixar” (isto é, onde realmente se encontrar um verdadeiro médium deles), se tenha como certo que coisas boas, incríveis ao leigo,
são feitas, isso em todos os aspectos, segundo as humanas necessidades…

Segredos da magia de Umbanda e Quimbanda – W. W. da Matta e Silva

Fonte: http://religiaoespirita.com/

Aranauam

NÃO SOU MESTRE DE NINGUÉM

Não sou mestre de ninguém.
Ninguém é discípulo meu.
Sou como a flecha na encruzilhada,
Cuja missão é apontar o caminho certo,
E depois ser abandonada…
Se o viandante não ultrapassar a seta,
Não cumpre o desejo da mesma.
Ai de mim se eu não for abandonado!
Se o viandante parar diante de mim,
Contemplando a minha forma e cores.
Se, em vez de demandar a invisível longinqüidade,
Se enamorar da minha visível propinqüidade,
E não compreender a minha mensagem,
Que aponta para além de mim,
Rumo ao Infinito. .
Ai de mim, se eu for espelho,
Perante o qual os homens parem
Para se contemplarem a si mesmos,
Em mortífero narcisismo!
Feliz de mim, se eu for janela aberta,
Que permita visão de horizontes longínquos,
Passagem franca para o Infinito!
Não sou mestre de ninguém,
Ninguém é discípulo meu!
Indico a todos, o Mestre invisível,
Que habita na alma de cada um,
E para além de todos os mundos.
Sinto-me feliz, quando o viajor,
Orientado pela legenda da minha seta,
Abandona-me e vai em demanda
Da indigitada meta,
Em espontânea liberdade,
Rumo à longínqua felicidade…

Autor: Huberto Rohden

Fonte: http://www.ippb.org.br/

Aranauam

Apometria – Divisão ou União?

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O assunto é controverso mas acho necessário discutir e compartilhar um pouco do que tive a oportunidade de vivenciar.
Apometria – Se por um lado ela divide espiritas, por outro une umbandistas, espiritas (alguns) e outros espiritualistas.
Meu primeiro contato foi quando fui levar um amigo que na época não podia dirigir a um centro espirita onde ele estava fazendo o curso de apometria. Conversamos com o responsavel e permitiram que eu assistisse a aula que começou com teoria e no final partiram para a pratica. Para minha surpresa, meu amigo e o palestrante conversaram e eu fui convidado a participar ativamente do exercício apométrico. Obviamente por ser uma pratica a qual eu não estava familiarizado no começo eu estranhei um pouco, mas logo eu consegui o contato com meus mentores espirituais e tudo transcorreu de maneira tranquila e com bons resultados.
Começamos a utilizar a apometria de forma passiva aliada ao evangelho e passes, intercalando seções espiritas e de Umbanda esoterica que é o que habitualmente praticamos.
Percebemos que isso foi benefico para o desenvolvimento mediunico dos envolvidos.
Recentemente usamos a apometria num rito de Umbanda e percebemos o quão util essa tecnica pode ser, pois verificamos que o desgaste mediunico foi menor.
De acordo com o que li, alguns irmãos espiritas dizem que nesse procedimento (apometria) não há o devido respeito para com o espirito obsessor, que é “arrancado a força” e mandado ás zonas inferiores.
Posso lhes dizer com toda segurança que nos procedimentos que participei isso não aconteceu. Os espíritos obsessores foram encaminhados para locais próprios onde seriam tratados e instruídos por seres de luz e não foram arrancados a força, saíram por sua própria vontade após as devidas explicações sobre o porque deveriam sair e sobre o tratamento que lhes seria oferecido, ou seja, o livre arbítrio foi respeitado.
Concordo quando dizem que apometria não é Espiritismo, tampouco é Umbanda mas é uma técnica que pode ser utilizada por ambas desde que seja feita com responsabilidade, dentro das leis do amor e da caridade.

Wanderley Donaire Maganha

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Chi Kung

O Chi Kung (Qi Gong) é uma disciplina da Medicina Tradicional Chinesa, e tal como esta evoluiu através dos tempos. O Chi Kung (Qi Gong) é uma técnica milenar Chinesa de treino interior, objectivando o equilíbrio do indivíduo como um todo: físico, mental e espiritual. Ele resulta de milhares de anos de experiência dos chineses no uso da energia (Qi) para tratar doenças, promover a saúde e longevidade, expandir a mente, alcançar diferentes níveis de consciência e desenvolver a espiritualidade. No entanto, para se obter os benefícios que esta prática proporciona, é necessário vários treinos regulares, disciplina e aplicação prática da sua filosofia no dia-a-dia.

A maioria dos praticantes de Chi Kung, ao final de algum tempo de prática, começam a sentir os seus efeitos, é sem dúvida uma técnica destinada a todos que procuram a saúde e o equilíbrio segundo o Tao e pode ser praticado por pessoas de qualquer faixa etária. O Chi Kung beneficia o metabolismo e previne a maioria das chamadas doenças da meia-idade, tais como o endurecimento das artérias e articulações. Quando é praticado por um certo tempo e regularmente, beneficia especialmente o sistema nervoso central, o praticante ao aprender a controlar a mente, tem maior capacidade de projectar imagens positivas (concentração e contemplação) que trazem paz e tranquilidade a todo o ser, revigorando e estimulando o cérebro, desenvolvendo assim mais capacidade de concentração.

Derivado de técnicas milenares conhecidas como Dao (Tao) Yin, o Chi Kung, como é conhecido nos nossos dias, remonta á época da Dinastia Han (206-220 d.C.) altura em que começou a ser sistematizado. O termo Chi Kung, é um nome relativamente recente, data do início do século XX, sendo esse o nome utilizado actualmente para se referir a múltiplos exercícios destinados a desenvolver a força (física, energética, mental ou espiritual) ou para fins terapêuticos, mediante a utilização da Energia Vital – Chi ou Qi.

Apesar de ainda ser uma prática vista com cepticismo por muitos membros da comunidade médica no Ocidente, a Organização Mundial da Saúde (OMS), incluiu-a dentro da Medicina Tradicional Chinesa. Diversos estudos científicos sobre a eficiência das práticas de Chi Kung e os seus princípios estão a ser realizados actualmente um pouco por todo o mundo, especialmente na China, no hospital da Cruz Vermelha de Beijing e outros, estão a ser conduzidos experiências em áreas como o cancro e hipertensão, etc.

Algumas formas de Chi Kung são utilizadas não apenas como uma forma terapêutica de melhorar a saúde do praticante, mas também como um instrumento para tratar da saúde de outras pessoas. A forma mais comum utiliza a imposição das mãos e a intenção terapêutica de canalizar ou transmitir a energia (chi) ao paciente, estudos demonstram que o REIKI (terapia Japonesa de canalização ou transmissão de energia) tem como base o Chi Kung, pois o seu fundador, o Mestre Usui era praticante de Chi Kung.

Existem diferentes tipos de escolas de ensino do Chi Kung, mas todas as escolas existentes actualmente são derivadas das cinco principais escolas tendo cada uma delas, objectivos e propósitos concretos tais como:

– Escola Marcial (Wu Jia) objectiva o fortalecimento do corpo e da mente e o desenvolvimento de habilidades marciais;

– Escola Taoista (Tao Jia): tem como principal objectivo o desenvolvimento espiritual, através do controle da respiração e da visualização;

– Escola Budista (Fo Jia): objectiva principalmente o desenvolvimento espiritual através da meditação;

– Escola Confucionista (Ru Jia): o seu objectivo principal é o desenvolvimento mental / intelectual.

Entre os sistemas de Chi Kung mais conhecidos actualmente podem ser destacadas as seguintes práticas:
– As oito peças de brocado;
– A palma dos 5 elementos (ou movimentos)
– O jogo dos cinco animais;
– Permanecer quieto como uma árvore;
– Renovação dos músculos e tendões.

O Chi Kung também está associado a diversas artes marciais chinesas tais como: o Tai Chi Chuan. Neste contexto, além de ser uma forma de aprimorar a saúde do praticante, o Chi Kung também pode ser empregue como método de defesa ou de ataque.

Nos hospitais de Medicina Tradicional Chinesa, na China, o Chi Kung é uma prática terapêutica de rotina sendo utilizada complementarmente com outros especialidades de Medicina Chinesa ou Ocidental, também é disciplina obrigatória nos Cursos Universitários de MTC.

 

Fonte: http://www.medicinachinesapt.com/

 

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Metafísica

A metafísica (do grego antigo μετα (metà) = depois de, além de; e Φυσις [physis] = natureza ou física) é uma das disciplinas fundamentais da filosofia. Os sistemas metafísicos, em sua forma clássica, tratam de problemas centrais da filosofia teórica: são tentativas de descrever os fundamentos, as condições, as leis, a estrutura básica, as causas ou princípios, bem como o sentido e a finalidade da realidade como um todo ou dos seres em geral.

Um ramo central da metafísica é a ontologia, a investigação sobre as categorias básicas do ser e como elas se relacionam umas com as outras. Outro ramo central da metafísica é a cosmologia, o estudo da totalidade de todos os fenômenos no universo.

Concretamente, isso significa que a metafísica clássica ocupa-se das “questões últimas” da filosofia, tais como: há um sentido último para a existência do mundo? A organização do mundo é necessariamente essa com que deparamos, ou seriam possíveis outros mundos? Existe um Deus? Se existe, como podemos conhecê-lo? Existe algo como um “espírito”? Há uma diferença fundamental entre mente e matéria? Os seres humanos são dotados de almas imortais? São dotados de livre-arbítrio? Tudo está em permanente mudança, ou há coisas e relações que, a despeito de todas as mudanças aparentes, permanecem sempre idênticas?

O que diferencia a metafísica das ciências particulares é que a metafísica considera o “inteiro” do ser enquanto as ciências particulares estudam apenas “partes” específicas do ser. A metafísica distingue-se das ciências particulares por conta do objeto a respeito do qual está preocupada, o ser total, e por ser uma investigação a priori. Por isso, a diferença entre os métodos da metafísica e das ciências particulares decorre da diferença entre os objetos estudados. Devemos lembrar-nos de que as categorias que valem para as partes não podem ser estendidas ao inteiro.

No quarto livro da Metafísica, Aristóteles nos informa que a filosofia primeira “não se identifica com nenhuma ciência particular, pois nenhuma outra ciência considera o ser enquanto ser em geral, mas, depois de ter delimitado uma parte dele, cada uma estuda as características dessa parte”(1003a 21-25). Por vezes, Aristóteles parece tornar a metafísica uma ciência particular ao nos dizer que ela estuda as causas primeiras de todas as coisas, mas, na maior parte do tempo, a trata como a ciência do geral.

É muito comum imaginar que a metafísica lida com a transcendência, mas isso é um erro (cometido por exemplo por Nietzsche). Alguns tipos de pensamento metafísico centram-se no conceito de transcendência, mas não todos. Como já dito, o que caracteriza a Metafísica é a problemática do inteiro, por isso, são metafísicos “tanto os que afirmam que o inteiro envolve o ser supra-sensível e transcendente considerado como origem de todas as coisas, quanto os que afirmam que o inteiro não inclui nenhuma transcendência e, consequentemente, fazem a discussão da problemática do inteiro coincidir com a do sensível” . Por exemplo, se se considera que só exista o mundo sensível e que esse mundo seja totalmente material, então assume-se uma posição metafísica.

Origem da palavra “metafísica”

“Metafísica” é o título de uma obra de Aristóteles composta por quatorze livros sobre filosofia geral. Uma hipótese bastante difundida atribui ao peripatético Andrônico de Rodes (século I a.C.) a iniciativa de chamar esse conjunto de escritos de “Metafísica”. Ao realizar a primeira compilação e sistematização dos escritos de Aristóteles, Andrônico o elencou depois dos oito livros que tratavam da Física, e os chamou de tà metà tà physiká, ou seja, “os que estão depois da física”. Desse modo, o título faria referência, sobretudo, à posição daqueles quatorze livros na classificação das obras de Aristóteles realizada por Andrônico.

Todavia, em vez de empregar o termo “metafísica”, Aristóteles usava geralmente a expressão “filosofia primeira” ou “teologia” (por contraste com “filosofia segunda” ou “física”) para fazer referência ao estudo do ser em geral. No entanto, a palavra “metafísica” acabou por se impor como denominação da ciência que, em conformidade com a filosofia primeira de Aristóteles, ocupa-se das características mais gerais do seres ou da natureza da realidade.

Metafísica da saúde

A metafísica da saúde consiste em um recurso de autoajuda, que determina que muitas das doenças vividas pelas pessoas resultam de determinados padrões de comportamento e pensamento. A metafísica da saúde não se trata de adivinhação, mas é fruto de estudos e pesquisas para designação das doenças causadas por desequilíbrios emocionais.

Existe uma coleção de livros intitulada “Metafísica da Saúde”, da autoria de Valcapelli e Gasparetto.

 

Fontes: http://pt.wikipedia.org/

http://www.significados.com.br/

 

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Enraizando a consciência

A busca espiritual em geral se inicia pelo anseio por descobrir uma nova maneira de viver, e só surge quando as circunstâncias da existência se tornaram insuportáveis e uma necessidade premente de mudança se instala em nosso interior.

O sofrimento é a motivação, pois ninguém se torna um buscador se ele não estiver presente em algum momento. Aquele que já encontrou a fonte original do Ser encontra-se desfrutando a vida e não pode ser abalado por nenhuma circunstância exterior. Ele se mantém o tempo todo enraizado na consciência.

Mas os que ainda não alcançaram este estado sentirão em si o peso dessa inconsciência, pois o ego se alimenta de conflitos, dúvidas, medos e todo tipo de miséria emocional que a vida inconsciente pode gerar.

Na medida em que iniciam a jornada, muitas vezes as dificuldades parecerão ainda maiores, pois os desafios não poderão mais ser resolvidos com os velhos esquemas da mente. Alguma centelha de luz já começou a surgir e a consciência de que uma nova forma de reagir é possível, tem início.

Nessa caminhada, é importante buscar o apoio daqueles que já se encontram no Caminho, pois eles serão uma luz, um importante apoio nos primeiros passos na jornada. Porém, é essencial manter a firme decisão de, em algum momento, abandonar esse ponto de sustentação, para que ele não se transforme num obstáculo.

Guiar-se pela fonte de amor e sabedoria que habita em seu interior é a meta final de todo buscador. Nesse processo, aprender a dominar a mente e os esquemas ilusórios que ela impõe, levando à repetição de velhos padrões, é o único meio de se alcançar a Verdade.

Autor: Elisabeth Cavalcante

Fonte: http://somostodosum.ig.com.br/

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