Um estudo sobre uma possivel unificação das Religiões

23 Abr, 2011

Ontem fui abordado no ponto de ônibus por dois senhores testemunhas de Jeová, que vieram me interrogar a respeito de um desenho em um de seus folhetos, perguntaram-me se aquela gravura trazia em si a idéia de paz e felicidade. Respondi afirmativamente, então um deles leu um versículo do apocalipse, onde se afirma que na Terra haverá esse dia, onde se suplantará a morte, foi quando eu disse a ele que não acreditava na morte, e percebi que ele ouviu atentamente a minha explanação, a respeito da minha crença na reencarnação, onde eu disse a ele que nos é dada uma só vida, conforme escrito na Biblia, e que essa vida é perpetuada em diversas existencias, até que estejamos aptos para entender a presença de Deus.

Surpreendentemente ele não me cortou enquanto eu falava, um comportamento diferente de outros evangélicos que eu já havia conversado. Mas o que me chamou mais a atenção foi que ele comentou que existem no mundo mais de 200 religiões. Então expliquei a ele que esse era um dos motivos por que eu não possuo nenhuma religião. Ele olhou-me pasmo e continuei, disse-lhe que eu era um estudante rosacruz e que essa ao invés de ser uma religião, no contexto doutrinário, é uma escola filosófica de estudo, onde não se prende a dogmas, mas estimula  questionamentos e pesquisa. Ele concordou comigo que pesquisa e estudo são fundamentais mas não continuamos a conversa pois meu ônibus chegou.

Hoje muitas idéias me surgem a respeito desse assunto. Penso que um dos maiores problemas da humanidade é justamente esse, a diversidade de religiões. Essa diversidade se explica justamente pela diversidade de pensamentos, mas creio que pode-se conviver em paz, mesmo com ideais diferentes. Conforme disse ao homem, procuro encontrar Deus em todas as religiões e consigo sem nenhuma dificuldade, mas não tive tempo de mostrar a ele onde seria esse possivel encontro.  Considerar pontos em comum sem valorizar as divergencias.

Por exemplo, perde-se tempo com discussões inúteis a respeita da divindade de Jesus, o Cristo. Qual a verdadeira relevancia desse tema que só serve para separar os cristãos? O cristianismo se baseia no ensinamento do Crsito e não em sua pessoa. Não importa quem disse, e sim o que foi dito. Sua mensagem de amor ao próximo, seu discurso da bem-aventurança, os significados intrinsecos em suas parábolas, etc. Isso é comum a todas as religões. São arquétipos universais. O resto é discordia, portanto discussão inútil.

E sobre os livros sagrados, o que dizer deles? Todos foram escritos pelas mãos do homem, mesmo os “inspirados” por Deus, mesmo os psicografados por espiritos, todos são passiveis de erro,por mais que sejam considerados sagrados devem ser lidos e estudados de modo comparativo.

A Biblia, por exemplo, basta considerar a história para perceber que seu texto foi muito alterado, algumas das vezes propositadamente, em função de objetivos excusos, como forma de manipulação da grande massa. Mas na maioria das vezes, simplesmente as ambiguidades nos significados das palavras, ou traduções e interpretações que não consideram os significados das palavras pertinentes a época em que foram escritas podem gerar discordias. Isso ocorre com qualquer escrito que seja milenar, principalmente aqueles cuja origem é o ensinamento oral, o tempo se encarrega de acrescentar e retirar itens.

A religião universal seria aquela que concordaria com todos os textos sagrados, e isso poderia se basear em apenas poucas frases. Confucio diria “não faça ao outro aquilo que não desejaria que fizessem a você”, e Jesus diria “Ame ao próximo como a si mesmo”. Estes são lemas concordantes e complementares. Se pesquisarmos a fundo, veremos essa idéia na maioria das religiões.  O espiritismo de Kardec diz que “fora da caridade não há salvação”, parafraseando o catolicismo que diz que “fora da igreja não há salvação”. O primeiro está em concordancia com os lemas originais de cristo e confucio, o segundo discorda em geral, podendo portanto ser descartado.

Deus não possui religião, pois ele está em todas elas. Um dos mandamentos diz para amar a Deus sobre todas as coisas, justamente porque ele está sobre todas as coisas, tanto dentro quanto fora. Se devemos amar ao proximo como a nós mesmos é porque Deus está tanto no próximo quanto em nós mesmos. Como se diz nos circulos esotéricos, Namastê. O Deus que está em mim saúda o Deus que está em você.

Pesquisando por este caminho, encontraremos seguramente uma rota segura, capaz de unir povos, raças e nações. Não digo que as pessoas devam abdicar de suas crenças, mas sim valorizar os pontos em comum. O católico e o evangélico podem muito bem continuar crendo em um Deus Pai, Filho e Espirito Santo, desde que aceitem os pontos em comum, ou seja as leis de caridade e amor.

Se os templos religiosos e igrejas fossem usados pelos sacerdotes, pastores e hierofantes em geral para passar essa mensagem não haveria motivos para discussões em vão e desentendimentos, e o crescimento espiritual da humanidade avançaria sempre e coletivamente. Oremos ao Deus de nosso coração, não ao Deus que guia um povo escolhido, pois a propria escolha descaracteriza a essencia divina. Oremos ao Deus que guia a humanidade, não àquele que se encontra única e exclusivamente dentro do templo e seu nome só pode ser pronunciado pelo sacerdote da vez.

Unamo-nos em invocação ao Deus Universal, Oh homens de todas as religiões.

Possiveis Pontos de Convergencia

Consideremos agora os pensamentos unidos nos pontos básicos que unem todas as religiões. Conforme conhecemos a personalidade do ser humano, ele sempre tende a impor a sua idéia em detrimento de outrem, por isso inevitavelmente surgiria um impasse sobre o lema de união. Qual frase expressaria melhor o tema. Haveriam grupos debatendo, criar-se-iam “concilios deliberativos” para se definir isso, e novamente não se perceberia que continuariam discutindo o sexo dos anjos. Nenhum lema é maior que a ideia que ele encerra. Toda palavra é imperfeita para definir significados, portanto sempre haverá impasses mesmo nas ideias em comum. Que o lema então não seja uma frase. Que não haja lema e sim uma ideia arquetipica:

AMOR

Mas como entender essa ideia? Existem milhares de tratados a respeito do amor. Diversas catalogações em diferentes niveis. Amor filial, amor erótico, amor universal,… Como sujestão, que sirva para meditação, englobando tudo, uma outra palavra completa seu significado:

ENTREGA

Portanto:

AMOR = ENTREGA

Quando se ama algo ou alguem a entrega é natural. Uma mãe entrega sua vida pela do filho. Os amantes se entregam de corpo, um sacerdote se entrega a sua religião, um missionário se entrega a sua missão. O avarento milionário se entrega ao dinheiro. Quando a entrega é verdadeira e completa podemos considerar o amor em sua totalidade. Agora é erroneo, segundo penso, considerar amor aquele sentimento que nos faz gostar de alguem e simplesmente querer estar proximos a ele, que nos faz querer ser dono dessa pessoa. Em um relacionamento, deveria-se substuir o “minha mulher, meu marido”, por “meu companheiro/a”. Esse sentimento de posse não é amor pois incentiva o egoísmo que é o opsto de entrega.

Portanto para simplificar a ideia, define-se o nivel de amor, segundo o nivel de entrega, e que essa entrega seja natural e espontanea.

Existe outro aspecto importante que é o livre arbitrio. Existe livre escolha ou pre determinação de um destino? Isso também pode trazer muita discussão, há não ser que consigamos unir as duas ideias. Parece uma tarefa impossivel, mas uma simples analise das leis naturais permitirão entender bem esse conceito.

“Para toda ação existe uma reação igual e contrária a força aplicada”

O livre arbítrio nos permite escolher a ação, e o destino é a reação igual e contraria. Falando desse modo simplificado parece absurdo, mas é complexamente simples assim. Ao cavar um buraco a terra precisa ir para algum lugar, mas existem milhares de hipóteses para o destino dessa terra. Quem vai determiná-lo? A pessoa que cavou? A pessoa que mandou cavar? Isso não importa. O que importa nesse caso é que para algum lugar essa terra tem que ir. Simplesmente não pode desaparecer. Se houver necessidade, podemos apurar a fundo e descobrir, por exemplo, que o homem que cavou o buraco, foi pago para fazer isso por uma empreiterira que precisava construir uma piscina naquele quintal. Ele colocou a terra em um caminhão e levou-a para a fabricação de argamassa que será usada em alguma outra construção. O livre arbitrio determinou o destino da areia.

O homem é livre para tomar a atitude que quiser, mas será sempre responsável por seus atos e sofrerá as consequências dele, seja imediatamente ou não. Um homem realmente bom de coração, que se entrega para a humanidade será recompensado por isso. Às vezes as coisas podem não parecer funcionar desse modo, pensamos que coisas ruins acontecem conosco e que não fizemos nada para merecer, que é um castigo injusto, um destino implacavelmente cruel, mas devo dizer que os meios podem parecer injustos, apenas porque ainda não temos uma boa percepção do todo, pois se todas as religiões ensinarem que Deus é amor e justiça, algo nos será ensinado disso. Quantas vezes não passamos por uma situação que nos parece ruim e logo em seguida percebemos que foi uma libertação. Perde-se um emprego estável para, às vezes se montar um negócio lucrativo e conseguir independencia economica.

Nossa liberdade de escolha determina nosso destino. Como? Com a aplicação da vontade.

Outra palavra que se ligada a palavra amor nos conduz:

AMOR = VONTADE

Apliquemos a força chamada vontade com amor, ou seja entrega e podemos controlar nosso destino. Agora se nossa vontade é fraca, ou controlada pelos instintos inconsequentes, inevitavelmente nós seremos controlados por nosso destino.

Aleister Crowley, um controverso mago do século passado cunhou uma frase que tem sido mal interpretada pelo não entendimento dessas leis naturais:

“Faça o que quiseres, esse eh o todo da lei.”

“Amor é a lei. Amor sob vontade.”

Ao aplicarmos nossa vontade sob a lei do amor universal, jamais poderemos errar em nossas escolhas e o destino estará sempre a nosso favor.

Todas as religiões ensinam o amor universal, ou pelo menos deveriam.

Outro aspecto que causa divergencia entre as religiões é a filosofia da reencarnação. É imprescindivel acreditar em reencarnação para se beneficiar da religião universal? Não acreditar em reencarnação pode impedir a unificação das religiões?

Digo um veemente não como resposta a essas duas perguntas. Não é imprescindivel acreditar em reencarnação, portanto isso não pode impedir a unificação das religiões.

Cada grupo está de acordo com sua verdade relativa, que se for baseada na receita do amor universal não tem como serem incompativeis. Se vamos ser salvos no dia do Juizo final ou depois de milhares de encarnações. Se vamos atingir a iluminação ou chegar ao céu, todas essas ideias são aplicações da lei do amor. Aplicar esta lei traz as respostas. Que não se perca tempo em debates inúteis e sim ensinando o que é o amor, a parte comum a todas as religiões.

Posso gastar tranquilamente dezenas, até centenas de páginas justificando porque para mim, o amor de Deus só se justifica pelas leis ciclicas da reencarnação, da lei da conservação de energia, mas essa é a minha opinião pessoal do modo de aplicação da lei do amor. Mas se o amor for aplicado, a longo prazo,  não haverá necessidade de encarnações. Aplicar o amor significa unir as crenças.

O que poderia ser feito para efetivamente unificar as religiões?

Como primeira ideia, reunir em um verdadeiro concilio, representantes técnicos de todas as religiões dispostas a fazer um estudo. Devem estar todos unidos com a ideia e a vontade de somente definir os pontos em comum. Seria um trabalho de pesquisa e não a determinação de novos dogmas e rituais. Não seria a criação de uma nova religião, nem seria eleito um novo Papa mundial ou algo parecido. Ninguém deverá tentar impor ideias que não forem comuns a todas as religiões. Descartam-se dogmas de anjos, teorias reencarnacionistas, imagens de divindades, qualquer tópico que venha dividir opiniões. O único objetivo é definir os pontos em comum, mesmo que só haja um.

Ao final, a pesquisa deverá ser assinada por todos os representantes em ordem alfabética, como um documento oficial, que será enviado para todas as sedes religiosas. De acordo com o resultado dessa pesquisa, os grupos religiosos podem reorganizar suas bases para priorizar os ensinamentos das ideias em comum, sem necessidade de mudar seus métodos ou dogmas.

Para convocar os representantes das religiões deve ser feita uma grande campanha publicitária, explicando os motivos e necessidades dessa pesquisa, para que voluntariamente as religiões escolham e enviem seus representantes.

Seria um excelente primeiro passo.

Como regra os trabalhos deveriam ser iniciados e terminados por uma oração dirigida única e exclusivamente ao Deus do coração de cada um. Pode-se combinar que cada um a seu modo dirija seus pensamentos para o bom andamento dos trabalhos, ou se houver consenso, pode-se escolher um representante por vez para abrir e fechar os trabalhos a seu modo, como forma de compartilhar as diferentes culturas religiosas. Posso dizer que já participei de grupos de oração de diversas religiões e nunca me senti constrangido e sempre uni meus pensamentos aos deles em suas invocações que sempre eram positivas.

por Aere Perennius

 Fonte: http://www.agapeutopico.blogspot.com/

Aranauam

Milagres Desnecessários

Ceus-e-Terra

      Não levo muito jeito com palavras e por esse motivo não escrevo com muita freqüência. Muitas vezes quando escrevo sou motivado pela inspiração, outras pela indignação como é o caso agora.
Acho um absurdo que em pleno século XXI ainda existam pessoas que acreditam que a igreja, templo, centro ou o padre, pastor, pai de santo, mestre e outros títulos mais possam deturpar as leis divinas e resolver os problemas dos seus fiéis ignorando completamente o karma, o livre arbítrio e mesmo a responsabilidade inerente ao indivíduo.
Nenhuma religião vai resolver os SEUS problemas, o máximo que ela pode fazer é aconselhar, acalmar e torna-lo apto a chegar por si mesmo a uma solução.
Escutamos com freqüência pessoas falando: “Fui em tal igreja/centro/templo e não conseguiram me ajudar, não fizeram nada por mim.” É por esse motivo que existem pessoas que ficam “pulando de galho em galho” e trocando de religião como se troca de roupa.
Somos seres humanos dotados de consciência e nos ligamos a determinada crença quando entramos na mesma sintonia desta ou daquela religião. Simples assim, quando há afinidade nos conectamos e ajustamos nossa freqüência mental/espiritual alcançando a satisfação individual e consequentemente começamos a praticar a tão famosa reforma íntima.
É por isso que existem tantas religiões, para dar suporte a todos esses níveis de consciência em todos os graus e estágios de desenvolvimento.
Leiam, estudem, pratiquem e acima de tudo aprendam que nossos problemas e dificuldades são necessários para o nosso desenvolvimento pessoal e crescimento espiritual e nenhuma instituição filosófica ou religiosa, nenhum líder religioso por mais iluminado que seja tem o direito ou mesmo o poder de solucionar os nossos problemas aliviando um fardo que é nosso e já foi predeterminado pela justiça divina.

Wanderley Donaire Maganha

Aranauam

Como tratar a intolerância religiosa?

A proibição do uso de saia comprida em um colégio na França reacendeu a discussão sobre a liberdade de crença nesse país europeu, bem no Brasil, em que existe uma sensação de ‘liberdade’ religiosa

A comunidade islâmica na França é muito grande, e vem sofrendo retaliações do governo, que já proibiu o uso da burca, vestimenta tradicional para esconder o rosto das mulheres muçulmanas

Aceitar e conviver com as diferenças é um dos maiores desafios da sociedade. No início de maio, o caso da estudante muçulmana Sarah, de 15 anos, barrada duas vezes no portão de uma escola francesa porque usava uma saia longa e preta, repercutiu no mundo todo. Na visão dos diretores do colégio, a vestimenta da garota representava uma ostentação religiosa. Na França, usar qualquer símbolo relacionado à religião no ensino público é proibido por lei. Mas, será que uma burca ou saia comprida é afronta às demais crenças? É possível um convívio harmonioso entre religiões distintas num país democrático e laico?

A história de Sarah inflamou as redes sociais e deu origem à campanha “Je Porte Ma Jupe Comme Je Veux” (eu uso minha saia como quiser, em português). Em 2014, um grupo contra a islamofobia na França recebeu quase 100 denúncias de casos similares. Desde o início de 2015, a organização trata de 20 ocorrências. Segundo Carlos Frederico Barbosa, professor de cultura religiosa da PUC Minas, a prática religiosa se fundamenta em simbologias. “Se a pessoa não pode usar aquilo que expressa sua crença, fica complicado, acaba gerando uma perspectiva não democrática”, declara o especialista.

No Brasil, a constituição e outras legislações preveem a liberdade de crença aos cidadãos, além de proteção e respeito às manifestações religiosas.

No Brasil, onde existe uma pluralidade de religiões, o uso de saia abaixo do joelho é comum entre as mulheres evangélicas

Apesar das garantias de igualdade previstas em lei, o convívio harmonioso nem sempre acontece. De acordo com o professor da PUC Minas, as religiões afro-brasileiras ainda sofrem muita resistência da população. “Eu já presenciei práticas intolerantes contra pessoas adeptas do candomblé e da umbanda. No Brasil, existe a coibição por acharem que essa religião é demoníaca, que não compartilha da verdadeira fé, o que não deixa de ser uma prática antidemocrática”, comenta Carlos Frederico Barbosa.

Para o sociólogo Ricardo Ferreiro Ribeiro, também professor da PUC Minas, o princípio para uma convivência saudável entre diferentes credos é a tolerância. “O que não é sagrado para mim, pode ser para o outro. Em alguns casos, é até possível encontrar celebrações conjuntas. Ano passado, assisti a uma celebração religiosa na comunidade quilombola feita por um padre, um pastor e por um pai de santo”, conta o sociólogo.

A solução

O caminho apontado pelos especialistas para uma sociedade mais tolerante é a educação. “A escola tem papel fundamental, porque é o lugar em que a pessoa adquire a primeira experiência com o ‘diferente’. As instituições de ensino precisam trabalhar o respeito nas diversidades, não só religiosas, como em outros aspectos também”, orienta Ricardo Ribeiro.

Na concepção de Carlos Frederico, os ensinos religiosos não devem focar somente nas concepções cristãs. “É importante as pessoas compreenderem a matriz africana, o espiritismo, a prática islâmica, e outras religiões. O processo educacional deve abordar as diferenças, para que a sociedade cresça em meio às adversidades”, destaca o especialista.

Autor: Vinícius Andrade

Fonte: http://sites.uai.com.br/

Aranauam

Irresponsabilidade Mediúnica

As inúmeras advertências propagadas por aí parecem pouco importar para os supostos postulantes a médiuns – intermediários das comunicações espirituais. O que vemos cada vez mais são pessoas que começam a sentir a sensibilidade mediúnica aflorando e se entregam de vez a qualquer comunicador do mundo espiritual. Sem preparação, sem um ambiente próprio e sem a menor educação para tal.

O fenômeno parece importar mais do que a filosofia por trás de tudo o que representa um processo mediúnico. Independente da religião que a utilize como ferramenta. A mediunidade é isso, um meio e não o fim. Ela tem o propósito de trazer do plano astral/espiritual as informações e lições necessárias para o aprimoramento do ser humano, mas é tratada como algo mais excepcional, que traz certo destaque a quem a possui.

No mundo atual, onde a internet possuí informações abundantes – porém nem sempre corretas, e na era Facebook onde em todos os grupos existem milhares de gurus e doutores da espiritualidade, isso acaba se complicando ainda mais. Podemos notar vários ‘discípulos’ e seguidores de doutrinas espiritualistas. Porém quando você os questiona sobre a mesma, se escondem sobre o capuz de vários textos religiosos e doutrinários. Isso, pode até ser comum, em religiões mais estabelecidas como as patriarcais Judaico-Cristãs. Mas dentro de linhas como o Espiritismo (ou Umbanda) é inaceitável! Pelo próprio propósito da doutrina que é a compreensão maior sem ‘preconceitos’ ou ‘abandonos’.

A estrutura de uma religião é formatada para trazer a seu seguidor a segurança para cultuar sua deidade e suas crenças. Exercendo sua fé, não permitindo que esse caia em situações desagradáveis. Ainda mais em religiões mediúnicas onde são necessárias várias precauções para trazer essa segurança. O mundo espiritual tem toda uma fauna de espíritos diversos – além dos que não exploraremos aqui como encantados, naturais, gênios, anjos, demônios e elementais. Só o espírito humano é encontrado em uma ampla diversidade.

Apenas ler os livros de um determinado autor não te incute todos os conhecimentos necessários para estabelecer uma comunicação segura. Até porque muita coisa é dita em reuniões, aprendida na vivência e  por meio experiência. As coisas mudam, no plano espiritual também.

Existem motivos muito importantes para que a comunicação mediúnica não seja feita sem o preparo. Um médium demora certo tempo para identificar seus próprios mentores, quanto mais para identificar toda sorte de espíritos. Um pretenso médium carregado na vaidade, no orgulho, no ego, na ignorância e com sentimentos não muito nobres irá atrair para si espíritos afins. Assim como uma pessoa jocosa, que deseja brincar com a espiritualidade, irá atrair espíritos zombeteiros e brincalhões.

Para ter uma garantia de segurança – e mesmo assim nem sempre o é – é necessário estar em um ambiente preparado, com proteções, com um grupo de trabalhadores comprometidos com a filosofia da casa. A grande valia do teor da mensagem é o que importa. Mas infelizmente preocupam-se apenas com o arquétipo que o espírito se apresenta, logo deduzem que um velho camponês não pode trazer uma comunicação de maior valor moral que um médico ou filósofo. Eis a arrogância instituída.

E quando então esses ‘médiuns’ acabam por dar consultas via internet? Não tem o mínimo conhecimento para tal, mas se assoberbam de valores dados pelos espíritos (que ele nem ao menos sabe se são realmente comprometidos com o bem). E na grande maioria dos casos geram uma fascinação espiritual, prejudicando a quem o consulta e também o consultado.

Espírito que se manifesta sem a permissão do médium é apenas um espírito obsessor e não podemos chamar isso de incorporação, mas de possessão. Ludibriado pelos espíritos negativos ele se coloca como um grande guru espiritual ou é influenciado mentalmente por esse. Acabando por desqualificar todos os que possuem uma mensagem positiva para passar.

Incorporação? Só em centros espíritas, espiritualistas e terreiros ou em trabalhos com a corrente mediúnica da casa a qual faz parte. O mesmo vale para as psicografias, psicofonias e toda sorte de manifestações mediúnicas.

Esse texto fica mais como um alerta – mais um dos muitos que existem por aí – para que você não seja vítima da obsessão espiritual e se decepcione, colocando a culpa sempre na doutrina e não na sua vaidade descabida.

Autor: Douglas Rainho

Fonte:  http://conversaentreadeptus.com/

Aranauam

Que Lugar Frequentar?

1. Introdução

Há alguns anos freqüentando reuniões e palestras de cunho espiritualistas, conversando com pessoas necessitadas de auxílio e compartilhando experiências com amigos, percebo um problema comum a muitas pessoas:elas têm medo de freqüentar uma casa espírita, templo de Umbanda ou qualquer tipo de local religioso.

Nosso artigo, escrito com a humildade de quem vive em constante busca de conhecimento, tenta ajudar as pessoas com dificuldades ou medo de escolher o local para freqüentar.

Não podemos indicar O CAMINHO, porque cada um possui um temperamento, necessidade e graduação espiritual diferente, ligando-se ao local que satisfaça suas necessidades e o ajude a encontrar paz.

Considero esse artigo um agrupamento de dicas e cuidados que ajudarão muitos a criar coragem e buscar um local para ajudá-los na difícil caminhada rumo à iluminação interior. Servirá também para evitar as frustrações e abandonos, pois buscamos informar sobre os benefícios e cuidados que devem ser tomados.

2. Motivação para Buscar um “Lugar”

Existem os mais variados motivos que levam uma pessoa a buscar um local de estudo, palestra ou tratamento espiritual.

Vamos citar aqui os mais conhecidos:

Doenças incuráveis ou que se acumulam, não deixando o doente ter paz
Obsessão, Possessão
Desvios de conduta e de comportamento;
Enfraquecimento Extremo, Prostração; ou
Perda do Controle.
Curiosidade
Sensação de abandono
Mediunidade descontrolada
Visão de Vultos ou espíritos;
Barulhos “estranhos”;
Sensação de estar sendo perseguido;
Fenômenos de Projeção Astral (Experiências fora do Corpo);ou
Psicofonia (Incorporação) inconsciente e sem o controle do médium.
Vamos analisar cada um dos itens citados e comentar sobre suas características.

2.1 Os Doentes

As doenças levam muitas pessoas a casas espíritas ou templos de Umbanda.

No auge do desespero, depois de ter freqüentado incontáveis consultórios, tomado quantidades abusivas de remédios e já sem esperança, o doente faz “qualquer coisa” para se ver livre dos males que o afligem, mesmo que isso custe o seu orgulho.

Já presenciei muitos pais ou mães que deixaram o ceticismo religioso de lado e buscaram em uma casa espírita o lenitivo para o sofrimento do seu filho.

Outro tipo de doente que acaba fazendo tratamento espiritual é aquele que cada hora tem uma doença, não conseguindo suportar as diferentes crises que o perseguem.

Como diria qualquer palestrante espírita, “Uns vem por amor e outros pela dor!”. A grande maioria se enquadra no segundo grupo, buscando no auxilio espiritual a cura para suas mazelas.

Vamos falar sobre os benefícios do tratamento espiritual para os doentes, contudo, citaremos aqui os principais cuidados que os irmãos devem ter ao procurar uma casa de auxílio espiritual para curar suas doenças.

Casas Espíritas ou Templos de Umbanda NÃO COBRAM por serviços de cura. Alguns tipos de trabalho solicitam ajuda com materiais utilizados durante o atendimento somente para sobrevivência do trabalho assistencial e não visando o lucro. Tenha em mente que cobrar para atender e solicitar ajuda para manter são duas coisas bem diferentes.
Não existem regalias nesses locais, ou seja, rico ou pobre tem que entrar na mesma fila. Se em um local existem preferências para atendimento, desconfie. Somente casos de extrema urgência fogem a essa regra.
Não há necessidade de morte de animais ou OFERENDAS para realizar uma cura. Já estamos em uma idade espiritual onde é inaceitável imaginar que Deus ou Espíritos de Luz precisem de objetos materiais para serem felizes ou para nos ajudarem.
Sempre fique atento às atitudes dos médiuns de uma casa, sua postura, o teor de suas conversas, sua higiene, etc.
2.2 Obsediados

Os obsediados, ou seja, aqueles que estão sendo vítimas de obsessão, têm extrema dificuldade de freqüentar uma casa e, principalmente, de manter a freqüência regular.

Lembremos que o obsediado é aquele que deixou “brechas” para a aproximação de espíritos de baixo padrão vibratório ou vingativos, por isso, ele é o principal responsável pela situação em que se encontra. Não existe injustiça nas leis de afinidade e aproximação. Cada um terá de acordo com suas obras. A sua conduta, os seus pensamentos e suas emoções são obras do seu espírito, não visíveis no plano físico, mas plasmadas no plano astral (emoções) e mental (pensamentos).

O enfraquecimento, a prostração, desvios de comportamento e de conduta, sensações e reações diferentes que o irmão costuma ter, são alguns indicadores da presença de obsessores.

Um sábio preto velho me falou certa vez que, para saber se estamos obsediados, devemos nos conhecer; caso contrário acreditaremos que qualquer coisa de errado, se dá por causa dos obsessores e não é assim que funciona!!!

O maior problema da obsessão é que ela se desenrola aos poucos, de forma suave, muitas vezes sem que o irmão note as influências que recebe. Os irmãos das trevas são hábeis manipuladores e sabem muito bem “como” se aproximar dos espíritos invigilantes.

Em artigo futuro aprofundarei o assunto obsessão, bastando, por hora, essa pequena introdução sobre o assunto.

Podemos concluir que o principal obstáculo encontrado pela vítima de obsessão para freqüentar um centro é a influencia negativa de seu obsessor, que está ligado e, às vezes, até no comando das vontades do obsediado (possessão).

Além das influências negativas, ainda há o dia do “tudo dá errado”, seja no dia da palestra ou tratamento, ou no dia anterior. Eles fazem de tudo para desestimular o paciente, já que sabem que a freqüência do seu “brinquedinho” a um templo vai enfraquecer o seu domínio e acabar com a sua festa.A maior parte dos espíritos obsessores absorve as energias etéricas dos obsediados, a isso chamamos de vamprirização.

Diante disso, a pergunta óbvia que surge é Por que os espíritos de Luz não protegem o paciente??

A resposta é bem simples: eles protegem e inspiram sempre, contudo, sua influência é mais sutil e, o principal, eles não podem ser responsáveis sozinhos pela melhora do paciente, porque sabem que se fizerem isso, daqui a dois meses o paciente voltará com um novo grupo de obsessores.

É mais importante para o Pai que o filho se transforme aos poucos, fortalecendo seu interior, do que ele pare de sofrer de imediato. A dor é o agulhão que rompe com as tendências inferiores dos espíritos, os quais teimam em manter sua atitude mental e emocional doentia.

É necessário que o paciente mostre força de vontade, empenho, superação. Assim, além de se melhorar, ele arrastará seus perseguidores para a luz da verdade. Somente afastar os obsessores não adiantará, e, além disso, precisamos amá-los, porque eles, acima de tudo, são espíritos que sofrem pelo próprio erro e desespero.

Quando os obsediados vão ao centro, muitos dos seus obessores (os que se encontram mais abertos às idéias renovadoras) freqüentam também as reuniões de estudo, recebendo inspirações de mudança, perdão e amor ao próximo.

Bem, falaremos mais tarde sobre os benefícios que os obsessores e os obsediados recebem quando freqüentam um local adequado. Citemos agora os principais cuidados que devem ser tomados ao se procurar um tratamento:

Casas Espíritas ou Templos de Umbanda NÃO COBRAM para realizar desobsessão. Alguns tipos de trabalho solicitam ajuda para sobrevivência do trabalho assistencial e não para lucro. Lembre-se que cobrar para atender e solicitar ajuda para manter são duas coisas bem diferentes.
Não existem regalias nesses locais, ou seja, rico ou pobre tem que entrar na mesma fila. Se em um local existem preferências para atendimento, desconfie. Somente os casos de extrema urgência fogem a essa regra.
Não há necessidade de morte de animais ou OFERENDAS para espantar espíritos obsessores. Esse tipo de “tratamento” cria vínculos e dificulta ainda mais o afastamento das entidades obsessoras. Os espíritos que atuam nesse tipo de “desobsessão” afastam o obsessor a força e “cobram” por isso, ou seja, quando o paciente parar de “pagar”,o obsessor é solto. Se o paciente não realizou uma “reforma” interior enquanto o obsessor estava afastado (isso não acontece na maioria das vezes, porque o obsediado só queria se livrar do problema), então o problema volta, com mais intensidade e agressividade.
Sempre fique atento às atitudes dos médiuns de uma casa, sua postura, o teor de suas conversas, sua higiene, etc.
Existem casas que realizam as sessões de desobsessão na presença do paciente. Se você é uma pessoa facilmente impressionável peça para não participar.Se isso não for possível, procure uma casa que faça o tratamento sem que você esteja presente. A intransigência do dirigente do trabalho nesses casos pode levar o paciente a abandonar o tratamento e não freqüentar lugar nenhum.
A mensagem dos médiuns para com pacientes obsediados deve ser sempre a mesma: Amor e Compreensão para com os que te perseguem e Fé e Resignação, acreditando que eles não podem te fazer mal se você não permitir. Se os médiuns tiverem uma postura diferente dessa, desconfie.
2.3 Abandonado(a)

O abandonado(a) é um caso sério, com grandes chances de conhecer o lado dos charlatões e aproveitadores dos dons espirituais.

Chamamos de abandonado o homem ou mulher que está desesperado com o companheiro ou a companheira que o deixou ou que está às vésperas de fazê-lo.

No seu desespero incontrolável essas pessoas buscam em um centro respostas imediatas para as suas principais dúvidas:

Ele(a) me ama?
Vale a pena sofrer por ele(a)?
Eu serei feliz com ele(a)?
Ele(a)me amará novamente?
Muitas vezes, até conseguimos levar pessoas nessas condiçõespara ouvir palestras e receber tratamentos de socorro. Contudo, por estarem descontrolados, a ajuda não surte efeito quase nenhum. Elas saem da reunião acreditando que não adiantou nada e que as respostas necessárias não foram dadas.

O pior disso é que, muitas vezes, a tônica da reunião é sobre o que a pessoa busca, mas por não falar especificamente do seu caso, ela não consegue “captar” a mensagem.

Então, pode acontecer da pessoa sofrer e se recuperar aos poucos, aceitando a situação ou, desesperar-se ainda mais e procurar cartomantes, jogadores de búzios, enganadores que dizem trazer a pessoa amada em três dias, etc.

Nesses casos, além de abandonada a pessoa será explorada e, ainda, poderá ficar obsediada (exploramos esse assunto no artigo “O que é se Espiritualizar?”).

O pior caso é daqueles que buscam o “trabalho” ou feitiço para prejudicar ou trazer a pessoa amada de volta. O irmão ou irmã que comete esse erro contrai dividas de grande extensão para com a justiça divina e já começa a pagá-las aqui nesse plano, tornando-se joguete dos espíritos que realizam a sua vontade. Por terem feito-lhe um favor, os espíritos menos esclarecidos se acham no direito de fazer o que quiser com seus novos “amigos”. TOME MUITO CUIDADO!!!

O sofrimento é inevitável quando se acaba um relacionamento, principalmente para quem ama. A freqüência a um lugar sério poderá despertar o espírito para um novo rumo na sua vida. O mais importante é passar a mensagem de que nada é por acaso e que Deus está sempre nos impulsionando para o melhor, mesmo que não concordemos com isso.

2.4 O Médium Descontrolado

O médium é aquele que tem sua sensibilidade “potencializada” pela espiritualidade para servir de instrumento de auxílio e divulgação das verdades Espirituais.

Existe uma grande dificuldade por causa dessa hipersensibilização. O médium tem uma sensibilidade do mundo espiritual que não está de acordo com a sua graduação espiritual; chamamos esse tipo de mediunidade de prova. É um dom, requerido por esse espírito antes de reencarnar para acelerar seu processo evolutivo e ajudá-lo com as “dívidas” contraídas pelos erros no pretérito.

Do outro lado, temos a mediunidade natural, na qual o espírito mantém contato natural com o mundo espiritual. Os grandes mestres que perfumaram nosso conhecimento durante toda a história são exemplos de médiuns naturais.

O médium descontrolado é, com toda certeza, o MAIS DIFÍCIL de se convencer a ir a um centro. Vamos citar aqui os principais motivos que os inibem:

Ele não tem medo dos “troços” (termo usado para identificar os diferentes tipos de sensações que cada médium tem, dependendo da sensibilidade de cada um), ELE TEM PAVOR!! Só de imaginar que as sensações que ele tem em sua intimidade podem acontecer ali, em um centro, sem controle,fazem-no evitar a qualquer custo a visita.
Todo médium sem estudo acredita que, ao freqüentar um centro ou templo, vá perder o controle sobre si ou que tudo aquilo que ele sente vai piorar.Ele imagina que a sua sensibilidade do mundo espiritual se tornará incontrolável e, o principal, que os fenômenos que o atormentam (principalmente durante a noite, antes ou durante o sono) continuarão.
Ele tem medo de ser explorado ou mistificado e acabar se prejudicando.
Ele teme a famosa frase “Você tem que trabalhar sua mediunidade!!!” que muitos irmãos falam para os que sofrem com sua mediunidade descontrolada.
Não estamos falando especificamente sobre mediunidade nesse artigo, contudo, vale a pena tratar um pouco sobre as questões levantadas acima.

Diferente do que muitos médiuns imaginam, a freqüência a um centro espírita faz com que todos os fenômenos que ele sente se acalmem, ou seja, ao freqüentar um centro ele entra em um processo de “controle” da sua mediunidade. Esse controle necessitará de tempo e esforço próprio, mas um dia acontecerá.

O mais engraçado é que, muitas vezes, os fenômenos que o atormentavam cessam e ele passa a entrar em contato com a espiritualidade de forma mais sutil e, o mais importante, o sono e o trabalho não são prejudicados, porque os fenômenos passam a ser controlados. Podemos facilmente entender essa questão…

Os médiuns que se negam a freqüentar uma casa ficam a mercê do contato espiritual das entidades de baixo padrão vibratório, que entram em “delírio”, porque o médium é uma janela para o mundo espiritual. Assim ,fenômenos como a vampirização, mistificação, influência, ficam mais fácil de serem realizados com médiuns. Por isso é que muitas vezes as “coisas” que os médiuns sentem enquanto se recusam a freqüentar um centro são diferentes da que passam a sentir quando começam a freqüentar um centro. Os espíritos de luz realizam contato de forma mais sutil e menos agressiva.

Existem outras coisas a falar sobre os dois últimos parágrafos, contudo, abordaremos esse assunto nos artigos sobre mediunidade, para não fugir ao objetivo principal desse artigo.

Com o tempo, o médium que freqüenta o centro começa a suavizar o impacto da sua mediunidade, e, no aprimoramento mediúnico, ele transforma a mediunidade torturante em faculdade de ajuda para os irmãos menos esclarecidos e também para si próprio.

Devemos tomar cuidado com a frase “Você tem que trabalhar!”. A pessoa já vai com medo, traumatizada pelo contato espiritual que somente a faz sofrer e falamos para ele que tem que trabalhar???!!! É para qualquer um sair correndo!!! Tenho um conhecido que ia começar um tratamento e abandonou tudo porque já chegaram falando isso para ele.

É importante para o médium freqüentar um lugar que refaça suas energias e que ele possa estudar, aprender e se harmonizar. Trabalhar em favor do próximo e aprimorar a faculdade que ele pediu para ajudar o próximo deve ser escolha dele. Ele tem que ser responsável pelo uso bom ou ruim, ou até pelo não uso dos benefícios que solicitou para compartilhar com o mundo.

Seguem os cuidados que devem ser tomados pelo médium ao buscar ajuda:

Não busque ajuda de pessoas que cobram. Todos que vão freqüentar um centro passam por um tratamento inicial e depois desse tratamento podem ou não ingressar no APRIMORAMENTO mediúnico. NINGUÉM É OBRIGADO A FREQUENTAR APRIMORAMENTO MEDIÚNICO!!! Desconfie de centros onde você não passa por tratamento e estudo para fazer parte do corpo mediúnico.
Não se sinta obrigado a trabalhar. Não se sinta pressionado. Esse pensamento é mais das “pessoas” do que dos espíritos e mentores responsáveis pelo trabalho. Sua postura deve ser de harmonizar-se primeiro e depois resolver se realmente quer ajudar o próximo. Essa escolha deve ser sua. É claro que é importante o médium trabalhar, mas não se pode obrigar ninguém a nada. Acredito que mais vale um médium que vai à casa espírita, estuda e se aprimora do que aquele que trabalha durante um tempo e não consegue dar continuidade, abandonando tudo.
Não freqüente casas onde há morte de animais. A Umbanda trabalha com as energias da Natureza e não existe mais necessidade de se sacrificar animais para realizar nenhum trabalho. Os pretos-velhos e caboclos são exímios conhecedores das energias da natureza. Eles conseguem limpar ambientes, realizar curas e dar passes somente com as energias das plantas e ervas.
Cuidado com lugares onde se endeusa o mentor. Mentores são irmãos que nos guiam e estão um pouco a nossa frente,contudo, você é responsável por seus atos. Passe sempre pelo crivo da razão os conhecimentos e instruções de qualquer espírito. Lembre-se que você será responsável pelos seus atos.
Sempre preste atenção na postura e conduta dos médiuns da casa.
Não busque encontrar o lugar ideal, apenas pense na busca por um bom local para freqüentar e depois, quem sabe, trabalhar. É como um caminho: uns o encontram antes e, outros, depois; mas não se preocupe com isso, aproveite o caminho, ele é cheio de belezas.
Antes de encarnar o médium escolhe uma tarefa de auxílio, essa tarefa é o seu objetivo. Tenha sempre em mente que o caminho que teu coração traça para ti é o mais importante, sendo a casa o local escolhido pelo médium para realizar sua sublime tarefa de renúncia e amor ao próximo.
Um centro não é muito diferente dos grupos que temos na vida. Podem ocorrer desentendimentos, problemas internos. Aprenda a relevar isso e busque sempre o seu objetivo maior que é melhorar o seu interior e ajudar aqueles que necessitam de ti…
3. Os diferentes tipos de Templos

Enganam-se aqueles que acreditamque somente em determinadas religiões os necessitados são auxiliados ou que o contato com o Pai está diretamente vinculado com a Religião.

O contato, a religação com o Pai depende mais do tipo de vida que o espírito leva do que do lugar que freqüenta. Lembremos sempre do aviso do Mestre, que nos ensinava a construir nosso castelo sob o chão firme, para que ele não desmorone.

A ligação com o Pai não pode ser construída sob uma casa de pedras, madeiras e tinta. É no terreno fértil do coração, voltado para os bons sentimentos, que se ergue o verdadeiro templo da Fé.

Falanges de espíritos atuam em todos os tipos de religiões, ajudando em qualquer pátria, não distinguindo raça ou sexo e fazendo sempre o possível para impulsionar os irmãos encarnados a se libertarem mais rápido das paixões e vícios que o prendem aos ciclos reencarnatórios de sofrimento e dor.

Mesmo nas religiões que não acreditam em espíritos ou na vida após a morte, ali estão os espíritos. Se a obra for para o bem, para elevação das qualidades morais da alma, então lá se encontrarão os benfeitores, distribuindo a luz do nosso Senhor Jesus Cristo para todos os necessitados.

Contudo, nos lugares onde não se encontra elevação moral dos dirigentes, a indiferença pelo próximo é notória e não se trabalha na reeducação das qualidades espirituais dos freqüentadores.

Nesses lugares, não se pode esperar a freqüência dos espíritos iluminados e sim daqueles que se afinizam com este tipo de baixa vibração.

Por isso, não se preocupe com o nome da bandeira que você deseja abraçar, foque sua análise para o conteúdo, para o padrão vibratório dos freqüentadores.

Sobre esse tema retiramos um trecho interessante do livro “Entre o Céu e a Terra”, de Francisco Candido Xavier, ditado pelo espírito André Luiz:

“- Quanto a mim, coopero com minha neta nos serviços que lhe foram conferidos aqui, entretanto, a minha tarefa pessoal mais importante se verifica num templo católico, a que me vinculei profundamente, quando de minha última reencarnação”

– Aliás – ponderou o Ministro, sensato o auxílio divino é como o Sol, irradiando-se para todos. As instituições e as almas que se voltam para o Pai Celestial recebem o suprimento de recursos de que necessitam, segundo as possibilidades de recepção que demonstrem.

Interessado, porém, nos apontamentos que surgiam, cada vez mais valiosos, Hilário indagou:

– Em que base se formará o processo de auxílio nas igrejas? Com o impedimento de nossa comunicação direta, como será possível cooperar em favor dos nossos irmãos católicos romanos?

– Muito simplesmente – esclareceu Mariana, prestimosa -, o culto da oração é o meio mais seguro para a nossa influência. A mente que se coloca em prece estabelece um fio de intercâmbio natural conosco…

– Mas não de maneira ostensiva – alegou o nosso companheiro, estudioso.

– Pelo pensamento – explicou a interlocutora, respeitável. – A intuição beneficia em toda parte, e, quanto mais alto é o teor de qualidades nobres na criatura, mais ampla é a zona lúcida de que se serve para registrar o socorro espiritual. O culto público, indiscutivelmente, qual vem sendo levado a efeito, nos tempos modernos, não favorece o contacto das forças superiores com a mente popular. Os interesses rasteiros, conduzidos à igreja, constituem sólido entrave contra o auxílio celeste. E a preocupação de riqueza e pompa, quase sempre mantida pelo sacerdócio nos ofícios, inutiliza por vezes os nossos melhores esforços, porque, enquanto a atenção da alma se prende a exterioridades, as forças contrárias ao bem e à luz encontram facilidades positivas para a cultura do fanatismo e da discórdia. Ainda assim, superando tais obstáculos, é sempre possível algo fazer em benefício do próximo.

– Durante a missa, por exemplo prosseguiu Hilário, observador -, é viável o seu trabalho de cooperação?

Mariana fixou uma expressão facial de bom humor e aduziu:

– Somos grandes falanges de aprendizes da fraternidade em ação. Por mais desagradáveis se nos mostrem os quadros de luta, a nossa obrigação é servir.

– E o tipo de assistência? é de renovação espiritual ou de mero socorro aos crentes encarnados?

– Ah! – comentou Mariana, sincera – o trabalho é complexo e divide-se em múltiplos setores. Não está limitado à esfera da experiência física.
Inumeráveis são as almas que, desligadas do corpo, recorrem aos altares, implorando esclarecimento… Outras, depois da morte, confiam-se a desequilibradas emoções, invocando a proteção dos Espíritos santificados… É preciso corrigir aqui e ajudar além… Agora, devemos injetar um pensamento reconstrutivo nessa ou naquela mente extraviada, depois, é imprescindível harmonizar circunstâncias, em favor desse ou daquele necessitado… A maioria das pessoas aceita a religião, mas não se preocupa em praticá-la. Daí nasce o terrível aumento das aflições e dos enigmas.”

4. Egrégora

A egrégora de um templo é a atmosfera que a envolve. Essa atmosfera fica impregnada do sentimento, pensamentos e emoções dos freqüentadores, tanto encarnados quanto desencarnados, já que a egrégora não se limita somente ao plano físico.

Se estivermos em um templo religioso onde as pessoas se dedicam a melhorar seus pensamentos, realizam orações, entregam seus corações a devoção, etc, é fácil imaginar o que impregna essa “atmosfera” que envolve o templo. Esses lugares têm uma egrégora positiva que beneficia a todos que ali freqüentam. É a famosa sensação do “… me sinto bem nesse lugar…”.

Por outro lado, em bares, boates ou prostíbulos, onde muitos se entregam à sensualidade, ao vício ou à violência, encontramos uma atmosfera impregnada de energias negativas. A maior parte dos médiuns “sente” a diferença quando entra em lugares deste tipo, sendo para muitos insuportável a permanência neles por muito tempo.

5. Benefícios Alcançados

Os benefícios alcançados por aqueles que vencem a inércia e se dedicam a freqüentar um templo religioso ou de meditação são imensos e facilmente notados.

Vale lembrar que os benefícios ou curas não aparecem da noite para o dia, é um misto do esforço próprio e ajuda que recebe do local que decidiu freqüentar.

Todo templo religioso ou de meditação, onde o objetivo é o crescimento espiritual dos participantes, é envolvido por uma egrégora, que protege, ampara e auxilia os freqüentadores da casa.

Os templos dedicados ao amor e à fraternidade são protegidos por sua egrégora e pelos responsáveis espirituais da casa. Sempre temos espíritos ligados ao trabalho de um templo, independentemente da religião.

Um dos principais benefícios sentidos por aqueles que adentram na casa é o desligamento temporário dos obsessores, que muitas vezes são “barrados” na entrada do templo (principalmente nas casas espíritas e templos de umbanda).

Esse é um dos principais motivos para eles de tudo fazerem para que você não vá ao templo religioso. Embora a casa de amor e caridade proteja o seu freqüentador, ela não impede a influencia mental à distância, que ocorre nos casos de obsessão complexa.

Nesses casos, é necessário um tratamento, para que aos poucos o obsediado se desligue de seu obsessor.

Nos templos há também falanges de espíritos que se dedicam ao auxílio magnético; por isso, durante a reunião, palestra ou missa o freqüentador é envolvido em fluidos, absorvidos de acordo com a receptividade do beneficiado. Os espíritos amigos também inspiram idéias e conselhos que buscam ajudar os freqüentadores.

Quando estamos vinculados a uma casa, também recebemos a visita e fazemos parte da corrente de auxílio dos trabalhadores espirituais, que tudo fazem para nos ajudar na conquista dos bens espirituais.

É muito importante que cada um faça a sua parte, modificando sua conduta e seus sentimentos, para que o auxílio surta efeito.

Somente em solo fértil a ajuda espiritual pode vingar.

6. A Cura

Muitos buscam as casas espíritas para se curar de doenças.

É muito importante entender que nem todas as doenças podem ser curadas. Os espíritos estão mais interessados na sua cura espiritual.

Por isso, não perca a esperança somente porque suas doenças não foram curadas. Muitas vezes elas são a porta de entrada para o seu crescimento espiritual.

Algumas doenças são expurgos de erros aterradores que cometemos no passado, por isso, a grande maioria de nós solicita o ingresso na carne com restrições físicas, para que assim possamos nos sentir redimidos perante a justiça divina. Nesses casos, os espíritos não podem nos curar, somente amenizar as dores.

O próprio Dr. Fritz (espírito que realizou um trabalho extenso de cura espiritual no Brasil) em entrevista dada no livro “Dr. Fritz, O Médico e sua Missão” fala o seguinte:

” 52 – Com respeito à cura do paciente, ele pode ser curado no primeiro atendimento ou ela pode demorar a ocorrer?

R. As condições espirituais do paciente e seu merecimento são os parâmetros que possibilitam a ocorrência da cura. Assim, a cura depende do término do “pagamento” dos débitos existentes junto a “contabilidade” Divina, dos carmas e da regressão da enfermidade. O paciente poderá ser curado na hora ou receber o tratamento e a enfermidade ir regredindo. Toda doença apresenta o processo evolutivo e o regressivo.”

Trataremos mais desse assunto em um artigo futuro sobre Karma.

Acredito que devemos buscar no templo religioso a força para carregar a nossa cruz.

7. O Caminho

O caminho na busca de um local para freqüentar é um tópico importante, já que muitos desistem por que não se adaptam ao local que escolheram.

Às vezes, é necessário que o médium ou paciente passe por vários lugares para chegar ao local com o qual se afinizará. É o caminho, que muitas vezes o prepara para o lugar onde ele ficará uma boa parte da sua vida.

Não existe regra, mas temos que acreditar no quanto é importante freqüentar algum grupo, seja de prece, de meditação, de estudo, centros espíritas ou templos de umbanda.

As pessoas que se sentem sozinhas encontram nos grupos companhia para conversar e para se distrair. É comum grupos de Ioga realizarem eventos ou passeios, o mesmo acontece em outros tipos de congregações, que realizam atividades extras para integração dos participantes, realizando diversões saudáveis e harmoniosas.

Se não conseguir se adaptar, mude de lugar. Hoje existe uma quantidade imensa de grupos, cada um com sua característica própria.

Não desista, o grupo é o local onde você receberá auxílio dos espíritos amigos e ainda a palavra confortadora daqueles que compartilham com você os ideais de fé e paz.

 

por Gustavo Martins

 

Fonte: http://www.grupopas.com.br/

 

Aranauam

Cura Real

Não trate apenas dos sintomas, tentando eliminá-los sem que a causa da enfermidade seja também extinta.
A cura real somente acontece do interior para o exterior …..

Sim, diga a seu médico que você tem dor no peito, mas diga também que sua dor é dor de tristeza, é dor de angústia.

Conte a seu médico que você tem azia, mas descubra o motivo pelo qual você, com seu gênio, aumenta a produção de ácidos no estômago.

Relate que você tem diabetes, no entanto, não se esqueça de dizer também que não está encontrando mais doçura em sua vida e que está muito difícil suportar o peso de suas frustrações.

Mencione que você sofre de enxaqueca, todavia confesse que padece com seu perfeccionismo, com a autocrítica, que é muito sensível à crítica alheia e demasiadamente ansioso.

Muitos querem se curar, mas poucos estão dispostos a neutralizar em si o ácido da calúnia, o veneno da inveja, o bacilo do pessimismo e o câncer do egoísmo.

Não querem mudar de vida.

Procuram a cura de um câncer, mas se recusam a abrir mão de uma simples mágoa.

Pretendem a desobstrução das artérias coronárias, mas querem continuar com o peito fechado pelo rancor e pela agressividade.

Almejam a cura de problemas oculares, todavia não retiram dos olhos a venda do criticismo e da maledicência.

Pedem a solução para a depressão, entretanto, não abrem mão do orgulho ferido e do forte sentimento de decepção em relação a perdas experimentadas.

Suplicam auxílio para os problemas de tireóide, mas não cuidam de suas frustrações e ressentimentos, não levantam a voz para expressarem suas legítimas necessidades.

Imploram a cura de um nódulo de mama, todavia, insistem em manter bloqueada a ternura e a afetividade por conta das feridas emocionais do passado.

Clamam pela intercessão divina, porém permanecem surdos aos gritos de socorro que partem de pessoas muito próximas de si mesmos.

Deus nos fala através de mil modos; a enfermidade é um deles e por certo, o principal recado que lhe chega da sabedoria divina é que está faltando mais amor e harmonia em sua vida.

Toda cura é sempre uma autocura e o Evangelho de Jesus é a farmácia onde encontraremos os remédios que nos curam por dentro.

Há dois mil anos esses remédios estão à nossa disposição.
Quando nos decidiremos?

Por José Carlos De Lucca do Livro: O Médico Jesus

Fonte: https://bemviverapometria.wordpress.com

 

Aranauam

Dia da Umbanda

Umbanda 2

Há 106 anos nosso querido Zélio Fernandino de Moraes e o Caboclo das Sete Encruzilhadas deram inicio ao que conhecemos hoje como Umbanda, uma religião sem preconceitos onde todos os espíritos, sejam eles mais ou menos evoluídos, serão ouvidos, uma religião pautada na humildade, e na igualdade entre irmãos encarnados e desencarnados.

Simples em sua essência e ao mesmo tempo complexa em seus fundamentos essa nossa amada religião possui varias formas de cultuar o sagrado dentro de suas inúmeras vertentes e ritualísticas e ainda assim consegue manter sua originalidade e sua sagrada missão: A Caridade.

Marginalizada, oprimida e até mesmo odiada por muitos a Umbanda segue firme no seu propósito de religar o homem a Deus. São incontáveis os irmãos que tiveram o coração e a alma tocados pelo seu amor e se tornaram seus seguidores, seus praticantes, seus amantes. Mas são poucos os que podem se dizer “mensageiros” dessa sagrada e humilde religião, pois muitos ainda se escondem atrás dos véus da ignorância e do preconceito.

Que essa data seja lembrada não apenas como o Dia da Umbanda, pois todos os dias são dela, afinal devemos praticar a caridade sempre. Amada Umbanda, que sua força, sua sabedoria, sua alegria, seu amor e sua humildade estejam sempre presentes em nossas vidas para que sigamos em frente nesse processo de evolução espiritual e assim nos tornarmos dignos de carregar essa luz em nossos corações e mentes.

Assim Seja.

Wanderley Donaire Maganha

Aranauam

Na Umbanda ou no Espiritismo, sede perfeitos!

É engraçado quando estamos em uma roda de amigos cuja religião em comum é a umbanda ou o espiritismo.

Ouço as mais escabrosas considerações principalmente acerca da umbanda. Talvez por ser uma religião ainda cheia de rituais. Mas também no espiritismo, tenho reparado que mais e mais pessoas abrem suas casas e sem conhecimento nenhum passam a pregar o Evangelho de Kardec.

Ora, não estudou, não tem interesse e deixam ao encargo de outros a função de dirigir o trabalho.

É preciso se preparar. Isso também é fazer a caridade. Como pretendem doutrinar um espírito se acaso não puderes confrontá-lo ao menos com conhecimento?

É aí que começa o declínio. E o tombo é forte, hein.

Tem um trecho de um ponto cantado umbandista que diz: “A Umbanda tem fundamento, é preciso preparar”. Assim também no espiritismo.

É preciso preparar, é preciso estudar.

Acender velas, colocar colares, roupa branca, andar com evangelho de baixo do braço, dizer que recebe doutor tal, professor disso, padre não sei das quantas, caboclo fulano, exu ciclano, guia forte, guia poderoso e por ai afora….

Se acaso o seu interesse seja a prática do amor e caridade, aprenda. Se tens interesse em ajudar o próximo, abra seu coração, confia no Senhor teu Deus e não queira ser mais do que ninguém. Isso não te levará a nada.

A escada que serve para te conduzir a evolução é a mesma a conduzir-te na estagnação e derrota.

Não sabemos quantas encarnações ainda temos nesse planeta. O tempo está muito curto.

Nosso amigo espiritual Emmanuel nos elucida a respeito das religiões num pequeno trecho retirado do livro Palavras de Emmanuel:

“A ciência será frágil e pobre sem os valores da consciência, as escolas religiosas estarão condenadas, tão logo se afastem da verdade e do bem.”
Preciso dizer mais alguma coisa?

São palavras psicografadas por Chico Xavier a mais de 40 anos, e pasmem ainda nos serve e servirá a muitas gerações se acaso não trabalharmos na reconstrução e do fortalecimento da palavra de Deus, seja pregando ou ensinando a verdadeira Umbanda (sem sacrifícios e sem comércio) seja pregando o espiritismo codificado por Kardec.

Unamos nossas forças na seara do bem. Deixemos para nossos filhos e netos os ditames de Cristo que a tantos de nós consolou.

Sejamos suas mãos no trabalho fortuito e sua voz na condução dos cegos.

E vivamos o Presente como quem recebe um Presente, com felicidade, com amor, compaixão e responsabilidade.

Que a paz do Senhor encha todos os vossos corações.

Dani Machado.

 

Fonte: http://religiaoespirita.com/

 

Aranauam

Por que a Umbanda nos atrai?

“A Umbanda, tem uma espécie de “força misteriosa” no atrair e agradar as pessoas de todos os entendimentos…”

No texto a seguir, W. da Matta e Silva nos posiciona sobre o porquê da Umbanda nos atrair tanto.

Porque, já esta provado, é uma Religião genuinamente popular, do “povo pobre” e isto se dá por vários fatores importantes, dos quais vamos ressaltar apenas quatro:

A) Pela absoluta tolerância e ausência de qualquer preconceito de cor ou de raça, pois não se pergunta ao necessitado de onde vem ou a que religião pertence etc.,

B) Pela riqueza de sua liturgia, ou seja, pela variedade de seus rituais de terreiro a terreiro. Pelos quais cada um se coloca segundo seus graus de afinidade.

C) Pela dita manifestação dos fenômenos da mediunidade, que são o vértice ou a razão de ser exterior, tudo isso a par com a fama que corre sobre tal e qual terreiro com seu caboclo fulano ou preto velho sicrano.

D) Pelos aspectos mágicos, isto é, pela terapêutica astral com suas defumações, seus banhos, etc…

A maioria desses aspectos, numa verdadeira casa “umbandista”, tem sua sequência natural dentro da Magia Branca dos “caboclos e dos pretos velhos”, que nunca se afastam, convém sempre frisarmos, da linha justa da caridade.

E os conhecimentos corretos e aplicáveis desse quarto aspecto, o da Magia, que no passado foram privilégios só das elites que somente faziam uso deles para seus interesses próprios, ou melhor, para os de sua classe social, foram-lhes “cassados” como justo castigo ao egoísmo…

O Astral Superior achou por bem estender um denso véu no entendimento dessas elites e foi quando começaram a embaralhar tudo, a não compreender mais o que vinham praticando, ou seja, foram esquecendo os conhecimentos legados pela antiga tradição…

Na Umbanda, “perderam as chaves mais simples de certas aplicações da Magia Branca”.

Essas elites ficaram apenas no “encantamento” das formulas mágicas, vazias, teóricas e ainda hoje se pode constatar tudo isso nessas grandes sociedades ou Escolas que dizem conservar o “segredo”, o mistério real da “Magia”… da vaidade, isso sim…

E para não nos estendermos aqui numa série infindável de provas ou conceitos, é bastante citarmos o próprio “Jesus” quando admoestava assim “Ai de vós, doutores da Lei, que tirastes a chave da ciência, vós, mesmos, não entrastes e impedistes os que entravam”… Todavia, podemos afirmar que esses citados conhecimentos aplicáveis de Magia Branca ressurgiram dentro da Corrente Astral de Umbanda, nos ensinamentos corretos de suas entidades militantes…

Porque, é um fato e nós reafirmamos sempre, a Umbanda tem magia. Suas verdadeiras entidades sabem usar o “decantado” segredo mágico dessa força. Eles são magos e a prova irrefutável disso é que, onde um desses caboclos, um desses preto-velhos realmente “baixar” (isto é, onde realmente se encontrar um verdadeiro médium deles), se tenha como certo que coisas boas, incríveis ao leigo,
são feitas, isso em todos os aspectos, segundo as humanas necessidades…

Segredos da magia de Umbanda e Quimbanda – W. W. da Matta e Silva

Fonte: http://religiaoespirita.com/

Aranauam

Minutos de Sabedoria é ou não é uma obra espírita?

Sempre me perguntei como é que “Minutos de Sabedoria”, reconhecidamente um livro espírita, tem sua impressão e distribuição a cargo da  Vozes, editora católica, ligada  aos frades franciscanos. E a resposta só fui encontrar  na Wikipédia, a enciclopédia livre da Internet, ao ler a biografia de Carlos Torres Pastorino, autor deste best-seller que detém o impressionante recorde de mais de dez milhões de exemplares vendidos.  Ele nasceu  no Rio de Janeiro, em 4 de novembro de 1910, tendo se destacado desde criança pela sua  inteligência e vocação para a vida espiritual. Cursou o Colégio Dom Pedro II e aos 14 anos de idade já recebia os diplomas de Geografia, Corografia e Cosmografia, mais o título de Bacharel em Português.

Em seguida, viajou para Roma a fim de cursar o Seminário, onde, em 1929 recebeu a tonsura, ordenando-se em 1934. Mas quando aguardava a promoção para diácono, em 1939, resolveu abandonar a batina. O motivo foi a recusa do Papa Pio XII em receber Mahatma Gandhi, líder da Índia e apóstolo da não violência, que vestia seu tradicional traje branco indiano, sem a casaca protocolar. Pastorino concluiu então que se Jesus visitasse o Vaticano também não poderia ser recebido pelo Papa, pois se trajava de forma similar a de Gandhi e dificilmente se sujeitaria ao rigor formalista exigido pela Igreja.

De volta ao Brasil, dedicou-se a várias atividades intelectuais, incluindo  magistério, jornalismo e  tradução de livros. Em 31 de maio de 1950, terminada a leitura de O Livro dos Espíritos, que lhe fora emprestado por um professor do Colégio D. Pedro II, declarou-se espírita. Desde então guardava essa data com muito carinho. Com um grupo de companheiros fundou o Grupo Espírita Boa Vontade, nome posteriormente mudado para Grupo de Estudos Spiritus. Nesse grupo nasceu o Lar Fabiano de Castro e o SEI, Serviço Espírita de Informação. Sua intensa atividade espírita incluía palestras em todos os estados do País e participação ativa em congressos e cursos sobre a doutrina.

Foi também radialista, sendo “Minutos de Sabedoria”, uma simples coleção de suas mensagens propaladas por rádio. Esta obra, originalmente destinada a subsidiar os trabalhos assistenciais e educativos do Professor Pastorino, tem hoje, após ação judicial, os direitos autorais revertidos para seus herdeiros que são fortemente apegados ao catolicismo.  Ainda segundo a Wikipédia, Torres Pastorino escreveu mais de 50 livros, dos quais apenas 28 foram publicados. Seu o livro “Técnica da  Mediunidade”, editado em 1968, dois anos antes da morte do autor, teve a republicação proibida pela família.

Aqui está um pequeno excerto dessa obra: “As vibrações, as ondas, as correntes utilizadas na mediunidade são as ondas e correntes da energia pensante. Quanto mais fortes e elevados os pensamentos, maior a freqüência vibratória e menor o comprimento de onda. E vice-versa. (…) Tudo isso faz-nos compreender a necessidade absoluta de mantermos a mente em ondas curtas, isto é, com pensamentos elevados, para que nossas preces e emissões possam atingir os espíritos que se encontram nas altas camadas.”

Uma boa notícia é que faculdade mediúnica de Divaldo Franco nos trouxe de volta a sabedoria da Carlos Torres Pastorino, através do livro psicografado “Impermanência e Imortalidade”, editado pela Federação Espírita Brasileira. “São explicações espirituais que vimos fazendo do lado de cá, em confronto com as experiências da caminhada terrena, na qual se encontram  companheiros da jornada evolutiva”, explica Pastorino espírito.

Pedro Fagundes Azevedo, ex-presidente por três gestões da Legião Espírita de Porto Alegre

Fonte: www.dm.com.br

Aranauam

Profissão e Religião: Qual o limite?

Assunto complicado é o de separar o trabalho da nossa vida, principalmente quando falamos de religião

É sempre muito delicado falar de religião, porque cada um possui a sua e a defende com unhas e dentes, no sentido figurado, claro. Todos nós temos a nossa fé, aquela a quem recorremos nos nossos momentos de angústia ou dúvida, para agradecer por uma meta alcançada que julgávamos impossível de realizar ou pedir pela saúde de um ente querido, mas precisamos ter em mente que no trabalho, no nosso ambiente de produção, é o momento de estar focado no objetivo, no cumprimento da nossa meta, acima de qualquer outro tema.

Muitas vezes por ter em mente seus ensinamentos de fé, algumas pessoas podem ter seu julgamento afetado devido ao fato de um colega de trabalho fazer parte de uma religião diferente daquela que eles seguem e não se deve excluir ou desmerecer um indivíduo baseado na divergência teológica, porque ele pode ser um grande profissional ou pessoa de grande caráter e que virá a contribuir muito para a equipe.

Vivemos em um país de grande variedade de religiões, de espíritas a católicos, de umbandistas a evangélicos passando por judeus, budistas e por aí vai, baseado nisso é que devemos exercer ao máximo a compreensão, aceitação e respeito para com aqueles que têm crenças diferentes das nossas. E se queremos que respeitem nossa crença, devemos respeitar as outras também.

É bom durante uma entrevista de emprego, citar discretamente sua religião para medir a aceitação da futura empresa sobre a sua fé, isso lhe dará uma idéia do nível cultural da instituição e você saberá se, caso seja aceito para trabalhar, o quanto poderá ficar a vontade para falar sobre o assunto com seus colegas, poder usar algum símbolo sem se sentir criticado ou ter um momento que poderá exercer uma reflexão ou oração do modo que está acostumado.

Vou citar um caso que aconteceu em uma empresa que trabalhei uma vez: Uma jovem do setor de produção estava passando por um problema de saúde e era necessário operar, o que gerou vários debates entre nós, seus colegas de trabalho, foi o fato de que sua religião não permitiria que ela fizesse uma transfusão de sangue, mesmo que fosse altamente necessário, a ponto de sua vida depender disso. Claro que nenhum de nós tinha o direito de dizer a ela que renegasse sua crença ou enfrentasse sua família baseado no fato que colocaria sua própria vida em risco pela sua fé. Tudo o que pudemos fazer foi pedir a ela que pensasse na falta que faria como pessoa e profissional para nossa empresa e respeitar sua decisão. Fico feliz em dizer que tudo correu bem na operação dela.

Tudo que somos se baseia na nossa fé, na religião que nos guia na delicada arte de lidarmos com as dificuldades do dia-a-dia, seja entre amigos, seja no trabalho fazendo, na maioria das vezes, esforços para ter em mente os mandamentos de união, solidariedade e companheirismo que ela nos ensina. E não precisa fazer do seu trabalho a sua religião, tudo tem seu lugar certo, saber separar as coisas é fundamental para vivermos bem em sociedade e evita nos isolar em uma atmosfera carregada de preconceitos morais que só faz mal a nós mesmos.

Fé é importante, profissionalismo é importante e o mais importante é termos todos eles em equilíbrio nas nossas vidas. Saiba construir os limites.

PEDRO FAGUNDES AZEVEDO

Fonte: http://www.administradores.com.br/

Aranauam

Reúna os momentos felizes

Por que nossa mente insiste em colecionar lembranças ruins? Todas as experiências negativas que vivenciamos tornam-se, imediatamente, padrões recorrentes em nossa memória.

As lembranças dos acontecimentos – e as emoções que eles despertaram em nós -,são insistentemente revividos, como um alarme permanente a nos prevenir para que evitemos circunstâncias semelhantes, com a certeza de que o resultado negativo se repetirá.

A mente é a expressão do ego, e este tem como objetivo principal nos fazer evitar qualquer possibilidade de ver frustrados os nossos desejos. Se não podemos ter nossa vontade contrariada sem sofrer, naturalmente que a mente se encarregará de nos lembrar, a cada instante, da dor que vivenciamos para que ela não volte a ocorrer.

A questão é que esta suposta “proteção” que impomos a nós mesmos, não passa de ilusão, visto que é impossível, por mais que o desejemos, controlar o fluxo natural da existência.
E, na medida em que o novo se apresenta, – e ele sempre se apresenta, queiramos ou não -, passamos então a travar uma verdadeira batalha interior, entre o desejo de viver e o medo de sofrer.

A saída é não lutar com a mente e utilizar a mesma estratégia, porém no pólo oposto, ou seja, ao invés de rememorar o sofrimento, trazer de volta à lembrança os momentos felizes que experimentamos, quando o êxtase e a sensação de plenitude nos invadiram.

Quanto mais formos capazes de resgatar este sentimento, mais motivados ficaremos para nos libertar da negatividade e nos tornamos receptivos às novas oportunidades que a vida nos trouxer.

Quando você aceita a existência, a existência o aceita. Quando você rejeita, você é rejeitado. A existência é um eco do que você faz. Tudo o que fizer com ela será feito com você.

…Seja qual for a circunstância – se uma certa felicidade o invadiu, guarde com carinho esse momento e deixe um espaço para ele em seu coração, livre de todas as outras recordações. Reúna essas recordações da música bem-aventurada que você ouviu algumas vezes; isso será útil.
E uma vez que você se tornou capaz de permanecer em bem-aventurança, de permanecer na melodia, uma vez que entrou no rio, então Deus pode conversar com você diretamente.
Osho

Autor:  Elisabeth Cavalcante

Fonte: http://somostodosum.ig.com.br/

Aranauam

Religião e independência ética

Causou polêmica uma decisão tomada no judiciário federal carioca sobre liberdade religiosa e de expressão. A complicação se deu por causa de vídeos na internet, nos quais pastores evangélicos incentivavam posturas discriminatórias contra praticantes e centros de cultos afro-brasileiros. Os vídeos levaram o MPF a ajuizar ação pedindo sua retirada da rede, mas o juiz competente optou por mantê-los no ar, porque entendeu que os cultos afro-brasileiros não eram religião para efeitos da proteção garantida no direito brasileiro. A decisão depois foi parcialmente alterada, pois o juiz reconheceu o caráter de religião das crenças afro-brasileiras, mas manteve os vídeos no ar.

Os juristas Lenio Streck e José Rodrigo Rodriguez já refletiram sobre o tema em textos que me inspiraram a escrever essas linhas. Pretendo apontar uma incoerência filosófica nos discursos discriminatórios presentes nos vídeos, desejando acrescentar algo novo ao debate.

Alguma contextualização: é importante perceber que tanto a liberdade de expressão quanto a religiosa figuram como direitos liberais, amplamente aceitos nos países ocidentais, ao menos em seu caráter abstrato. São direitos cujo conteúdo nos casos concretos gera desacordo, por exemplo: liberdade de expressão engloba um direito a propaganda de cigarros?

É importante perceber também como, segundo o filósofo Ronald Dworkin, ambas as liberdades tem a mesma fundamentação: uma independência ética dos indivíduos uns em relação aos outros, que implica em cada um poder escolher para si uma concepção de boa vida. Parece-me, porém, que a liberdade de expressão não protege discursos de ódio como os dos vídeos dos pastores. Isso porque os vídeos não são mera expressão de desgosto, mas sim uma incitação que busca violar a independência ética dos seguidores de religiões afro-brasileiras ao não reconhecer tais crenças como uma concepção de vida valiosa (ou, ao menos, digna de ser protegida).

O ponto da questão: a mesma independência ética que dá aos pastores o direito de abraçar sua crença vale para os fiéis das religiões afro-brasileiras. Consequência disso é que os pastores evangélicos não têm meios de praticar discurso de ódio sem solapar também as bases de sua própria liberdade de religião. Com efeito, há duas alternativas: ou o pastor reconhece que não tem o direito de discriminar outras religiões, ou anuncia abertamente que é contra essa liberdade e arca com os custos políticos, sociais e legais dessa escolha.

Ao voltarmos nossos olhos aos governos tendo essas considerações em mente, a implicação é que uma vez reconhecido o direito à liberdade religiosa, não podemos tratar uma religião como especial ou central à vida política em detrimento das demais ou de outros direitos associados à independência ética.

Em resumo, não é possível aos pastores invocar a liberdade de expressão ou religiosa para realizar um discurso de ódio que nega a existência desses mesmos direitos. Ao mesmo tempo, não é possível que uma religião – em um Estado no qual a liberdade religiosa é assumida como um direito – assuma uma posição na qual ela mesma se torne a ética daquele Estado.

Autor:  – Estudante, membro do Programa de Ensino Tutorial em Sociologia Jurídica na Faculdade de Direito da USP

Fonte: http://www.brasilpost.com.br/

 

Aranauam

Ação e Reação

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Sei que muito já foi falado sobre esse tema, mas muitos de nós ainda não absorvemos o real sentido dessa frase.
“Ora que melhora!”, “Pede e terás!”, “Deus me guia” são frases usadas em vão constantemente, não estou discutindo o poder da fé e da oração mas precisamos de ação também. A prece sem caridade muitas vezes é ineficaz porque carece de um complemento que é a ação. Não basta jogarmos a semente na terra e pedir a Deus que nos dê uma planta, precisamos preparar a terra, adubar, regar constantemente e proteger nossa planta das pragas para que ela possa crescer e se desenvolver. E assim é que devemos proceder com tudo em nossas vidas, seja na vida pessoal, profissional ou mesmo espiritual.
A oração por si só não faz milagres.
Observo amigos evangelicos dizendo que Deus guia suas vidas, amigos umbandistas dizendo que são guiados pelas entidades que os assistem e com isso, mesmo de forma inconsciente, jogam a responsabilidade de tudo o que acontece em suas vidas em Deus e seus representante. Mas e quando esse irmão comete um erro? Ou peca? Foi Deus que agiu mal? Foram os Guias e entidades que o fizeram errar?  Não, esse é o resultado de nossa ação, ou nesse caso de nossa inação. Falhamos em colocar responsabilidades que são nossas em Deus e nos vemos no direito de maldize-lo.
Façamos então a nossa parte para que possamos no futuro colher os frutos de nossas boas ações, mas façamos por amor e caridade ou mesmo por necessidade, nunca por interesse. 
Deus e seus representantes, sejam eles anjos, espíritos, guias ou qualquer que seja o nome pelo qual os chamamos não nos guiam, isso seria um desrespeito ao livre arbitrio. Eles nos auxiliam de acordo com o nosso merecimento. Nós agimos e eles reagem na mesma proporção.

Wanderley Donaire Maganha

Aranauam 

Homenagem aos Pretos Velhos

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Um pequeno servo em busca do grande conhecimento

Não pude deixar de prestar minha pequena homenagem aos nossos queridos Pretos Velhos que com sua simplicidade e humildade conquistam os corações de inúmeros irmãos. E não são apenas os umbandistas que se entregam de corpo e alma a esses espíritos elevados mas vários irmãos de outras crenças também se rendem a essas entidades de luz.

Inesquecível e emocionante são duas palavras que me veem a mente quando senti sua vibração pela primeira vez, são palavras fortes e mesmo assim insuficientes para expressar tudo o que senti. Eu costumo ser comedido quanto as emoções mas nesse dia as lagrimas de alegria correram soltas pelo meu rosto.

Salve os senhores do Principio ou Potencia da Lei Divina, salve nossos amados Pretos e Pretas Velhas cuja simplicidade e humildade só são suplantados pelo seu conhecimento e amor.

Wanderley Donaire Maganha

 

Aranauam

Dicas para formar a espiritualidade na família

Que tipo de vida espiritual você quer para os seus filhos e como pretende transmiti-la a eles?

 

espiritualidade na vida familiar é uma grande ferramenta para viver com maior plenitude e dar à vida um sentido transcendente.

Apresentamos, a seguir, uma série de dicas muito concretas e práticas que podem servir de apoio para os pais de família, educadores, catequistas e para todas as pessoas envolvidas na formação integral, precisamente para “formar” esta espiritualidade em todos os membros da família:

1. Revise suas próprias crenças. Pergunte-se quão convencido você está daquilo em que crê, do que professa e em que grau você o pratica. Pergunte-se que tipo de vida espiritual você quer para os seus filhos e como lhes dará isso. Lembre-se que o exemplo e o que os seus filhos veem são os fatores que mais educam. Você vai à Missa aos domingos? Reza com frequência? Vive constantemente na presença de Deus?

2. Inclua a espiritualidade na vida dos seus filhos desde cedo. As crianças muito pequenas não compreendem quem é Deus, mas se você lhes falar dele, começarão a se familiarizar e a conhecê-lo. Conte-lhes a história sagrada em forma de conto; fale da vida dos santos; reze com os seusfilhos.

3. Aproveite as atividades da vida cotidiana para ensiná-los a viver umaespiritualidade natural e espontânea. Ensine-os a agradecer por tudo o que têm: pais, amigos, avós, cachorro, talentos… Ensine-os a dar aos que têm menos, a compartilhar, a amar.

4. Dê aos eventos sagrados toda a importância que merecem: Batismo, Primeira Comunhão, Confirmação… Destaque a grandeza que eles merecem, ensine que o mais importante é receber a graça de Deus e que é por isso que preparam um evento bonito, alegre, com todos os amigos e familiares. Mostre que tais momentos precisam de preparação e alegria, porque Jesus é o melhor que há. Você, como pai ou mãe, precisa estar convencido(a) disso para poder transmitir essa alegria, esse amor, essa importância.

5. Apoie-se em instituições, pessoas ou catequistas que possam colaborar com você nesta formação espiritual. Recorra à sua paróquia, onde certamente haverá algum movimento bem estabelecido que lhe dê todos os elementos para alcançar isso com maior facilidade, conseguindo torná-lo interessante.

6. Faça que tudo isso seja divertido, atraente. Que realmente gostem. Adapte a informação e a formação à idade dos seus filhos. Atualize-se: que seus comentários e exemplos se adaptem ao que eles vivem, escutam, percebem… Que não vejam a espiritualidade como algo do passado, coisa de velhinhos, que não tem relação nenhuma com sua vida. Pelo contrário: que a vejam como a arma maravilhosa que dá sentido às suas vidas.

7. Ensine-os uma forma simples de orar. Que conversem com Deus como conversam com um amigo. Que vejam Jesus como seu confidente, seu melhor amigo. Que reconheçam que Jesus pode escutá-los, ajudá-los, levá-los a ser melhores.

8. Confira um caráter “espiritual” a todas as festividades religiosas. Procure fazer um contrapeso com tanto materialismo e comercialização apresentados pela sociedade. O Natal é importante porque é o nascimento de Jesus. A Páscoa é importante porque Jesus ressuscita… E assim em cada festividade: preencha-as de conteúdo espiritual, sem tirar os presentes, a diversão. Que seus filhos entendam que é tudo bonito porque se tem Deus.

9. Com os jovens, aproveite suas inquietudes intelectuais, sua capacidade crítica, seu comportamento rebelde, para que estudem, aprofundem, pesquisem e finalmente se convençam da grandeza de Cristo. É preciso desafiá-los para que percebam que Jesus é quem dará sentido às suas vidas.

10. Tudo isso com um grande amor e respeito pelos nossos filhos, porque eles são merecedores do grande amor de Deus. Precisam conhecê-lo, senti-lo, amá-lo. Como pais católicos, este é o nosso dever e nosso compromisso com Deus.

(Artigo publicado originalmente por Desde la Fe)

Fonte: http://www.aleteia.org/

 

Aranauam

BLOQUEIOS ENERGÉTICOS

 O ser humano é classificado a princípio em 3 tipos: Natural, Mental e Integrado.

NATURAL : 90% da população do Planeta Terra aproximadamente.

MENTAL: 10% da população do Planeta Terra aproximadamente.

INTEGRAL: São raros, encarnam exporádicamente no Planeta.

Ex: Cristo, Budas, Maomé, Khrisna, Confúcio e outros grandes mestres.

BLOQUEIOS ENERGÉTICOS:

– UM SÉRIO PERIGO PARA O CORPO SUTIL

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Todo organismo vivo mobiliza, metaboliza e/ou libera certo tipo e modalidade de energética, pelo menos dentro da faixa eletromagnética ou etérica. Dessa forma, os seres humanos, com suas ações, emoções e pensamentos, impregnam o meio ambiente em que estão com as já comentadas vibrações, cuja freqüência e forma de onda são função direta das causas que lhes dão origem, cada uma em seu nível correspondente. O mesmo acontece com o mundo animal e, por extensão, e com o mesmo critério, os reinos vegetal e mineral.

 

Nesta página faz-se um estudo e análise das energias ambientais encontradas em lugares típicos onde o ser humano é o fator primordial para sua geração, metabolização ou liberação. Como já se indicou, por meio dos vórtices (chacras) se produzem transferências energéticas com o plano homólogo; as energias se deslocam através do éter e podem, em sua mobilização, trasladar-se, unir-se, desagregar-se, transformar-se ou transmutar-se, ao agir e reagir frente a outra ou outras classes de energia.

 

Essas energias ambientais podem assumir variadas formas, sendo as mais comuns as que se constituem como cúmulos,vórtices ou larvas. As tonalidades dessas energias são também variáveis, de acordo com seu nível víbracional, e existe uma certa correspondência quanto à forma cor. As energias de baixo valor vibracional assumem formas mais flutuantes – amorfas, com tendência ao tipo’ “larva“.

 

Num lugar ou recinto determinado onde repetidamente se cultiva ou pratica uma certa atividade, acentua-se quantitativamente a energia ambiental existente; se nesse lugar ou recinto são muitos os indivíduos que realizam a mesma coisa, ou que se encontram no mesmo estado ou atitude, tais características energéticas se exaltam de forma multiplicada.

 

Cada lugar tem a sua energética particular

 

As energias ambientais são tão evidentes – mesmo para os que, comumente, não têm sensitividade – que se estima que todo ser, pelo menos uma ou algumas vezes, terá percebido de forma espontânea sensações diferentes, características, particulares, ao penetrar em algum meio ambiente dentre os tantos possíveis de se enumerar. Poder-se-ia falar de uma “psicologia energética”, para não dar lugar a. confusões.

Destaca-se que essa energética nada tem a ver com a forma, as cores ou a disposição do lugar ou recinto, e nem tampouco com os sons, luzes ou vapores, pois embora todas estas sejam também modalidades energéticas dado que são derivações, objetiva-se aqui assinalar a sua causa, relacionada sobretudo com a atividade ou participação humana.

 

Assim, prescindindo dos fatores acima citados, podem-se verificar particularidades energéticas marcantes, por exemplo, em hospitais, escolas, oficinas, escritórios, ateliês, consultórios, bancos, comitês políticos, delegacias policiais, lugares de práticas religiosas, casernas militares, etc. Cada lugar ou ambiente frequentado por um número relativamente grande de pessoas que se dedicam ou se ocupam de uma mesma coisa é potencializado energeticamente. Pode-se mencionar, de passagem, como sendo uma derivação às vezes inconsciente disso, a fé que fiéis de diferentes cultos ou religiões depositam em santuários, ermidas, sinagogas, etc., muito antigas e muito visitadas.

 

Seria excessivamente longo realizar um elenco das características energéticas de um grande número de ambientes. Mas, de qualquer forma, far-se-á uma análise genérica de alguns exemplos úteis.

 

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Influências no campo energético humano – metabolização:

Como é possível verificar com todo e qualquer fenômeno do campo físico comum (magnetismo, eletromagnetismo, ações entre campos, radio ondas, etc.), toda energia, ao tomar contato ou incursionar no campo de outra, produz ações ou reações, transformações, ou qualquer outro fenômeno. Transportando isso para o campo das energias humanas, é cabível conceituar conseqüências análogas; as observações pessoais de Livio Vinardi, nesse sentido, não deixam margem a dúvidas; contudo, a inserção destes parágrafos visa ao aporte dos maiores argumentos possíveis, e também a estimular pesquisas científicas melhor encaminhadas do que as atuais, exercidas pela já decadente ciência positivista e pela psicologia encefalocêntrica.

 

As energias ambientais podem influir no ser humano em sua energética etérica ou  na perietérica (combustível), mas não chegam a influir na energética egóica(astral inferno).

 

Essas energias ambientais, ao tornar contato com as humanas, efetuam uma transferência, como já foi oito, que depende fundamentalmente das frequências de ambas as partes; como a freqüência é fator direto do valor quântico da energia, o potencial será tanto mais elevado quanto maior for a freqüência ou vibração da energia considerada.

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Quando se encontram dois cúmulos ou estruturas energéticas de distinto valor vibracional, a de valor mais alto comunicará à de valor mais baixo certa quantidade de energia. O mesmo acontece na física calorimétrica: estando em contato dois corpos que possuem diferentes temperaturas, o que possui maior valor cede ao que possuí menor valor.

 

Em termos de energéticahumana e ambiental, se em cúmulo ou larva  ambiental tomar contato com o corpo etérico de um indivíduo, e este último possuir maior valor vibracional ou energética quântica  ele cederá certa energia ao cúmulo; se o cúmulo ou larva ambiental sentido de giro oposto ao do etérico humano, a sua aderência ao mesmo resultará facilitada; se ambos, porém, possuírem o mesmo sentido de giro das partículas, a transferência se fará por fricção, e em seguida se produzirá a natural repulsão, por serem do mesmo giro. Mas se o cumulo ou larva é de maior potencial, – ele entregará   energia ao corpo etérico humano, mas pode também chegar a alojar-se no mesmo, e a impor-lhe uma modalidade funcional, por estar mais potencializado. Este é um caso muito menos freqüente, e será examinado no final desta página (bloqueios dirigidos).

 

A criança tem uma proteção natural

 

O ser humano, idealmente, deveria se desenvolver num meio energético limpo; mas, lamentavelmente, isso resulta praticamente impossível na vida comum, sobretudo na época presente nas grandes cidades. Todos os pensamentos, ações, emoções, intenções, angústias, frustrações, alegrias, etc., representam energias ambientais; mas, nestes casos, são muito mais numerosas e intensas as negativas do que as positivas.

 

Na criança, quanto mais nova e inconsciente for, menos influirão as energias ambientais, mesmo que sejam negativas: como a criança em momento algum se identifica com elas, tais energias, praticamente, “passam ao largo”; caso exista alguma fixação, ela se desprende durante as horas de sono. Isto não significa, é claro, que a criança esteja totalmente imune às influências ambientais. Sejam elas positivas ou negativas, a reiteração energética ambiental determinará efeitos no etérico e no períetérico da criatura.

 

É no adolescente que se tem o quadro mais perigoso. Trata-se de uma idade na qual o indivíduo mais facilmente se precipita numa série de “pensamentos e emoções  freqüentemente não-exatos e, pelas tendências extremas de aceitação ou repulsa, pode chegar a absorver e a metabolizar componentes ambientais que o condicionarão na idade adulta.

No adulto, o quadro não é tão sério como no adolescente, porque suas energias estão, para fornecer um termo apropriado, mais “estabilizadas”.

 

De qualquer modo, todos os seres podem influir ou sofrer influência, seja em relação a energias ambientais, seja em relação às energias de outros seres, por sua vida de inter relação.

 

Existem diferenças quanto ao grau ou intensidade com que uma energia arnbientaI pode atuar com a energética humana. Uma maneira de se ilustrar isso é fazendo uma descrição analógica, a saber: o ideal seria que todos vestissem roupas perfeitamente limpas, isto é, sem nenhuma partícula de pó ou sujeira. Mas isso é difícil de manter, sobretudo se a pessoa deve mover-se em diferentes ambientes, viajar em meios de transporte, sentar-se em vários lugares, encostar-se, etc. É provável que, por iodos esses contatos, somados à poluição do ar com gases de escapamentos, etc., produzam-se depósitos de pó, de sujeira e até alguma discreta mancha na roupa. Se o tecido tiver boa forma, for bem cuidado, praticamente não deixará passarem as partículas de sujeira, e algumas até se desprenderão por si mesmas; não afetarão o aspecto nem a presença do ser. Mas se não há cuidado, se se deixa que tudo se suje e, pior ainda, se deliberadamente entra-se em contato com objetos e lugares que são focos de sujeira, as vestimentas serão trespassadas e as partículas ou manchas se fixarão. Será necessário, então, proceder-se a uma lavagem ou “higiene”, que deverá ser executada por um “tintureiro” que possa observar e classificar as distintas manchas e tratá-las de acordo com a sua natureza e grau para deixar, finalmente, a roupa limpa.

 

Para finalizar, o ideal seria que o “tintureiro” aconselhasse o usuário sobre o melhor modo de utilizar seus pertences, já que as manchas produzidas por agentes agressivos podem chegar a arruína-los definitivamente; mas, é claro, nisso tudo cabe sempre ao usuário dar a última palavra ou decisão.

 

Na alegoria precedente, a vestimenta seria o corpo etérico ou o perietérico, onde podem-se fixar as energias ambientais.

 

Se tais energias atuam simplesmente como o pó depositado, ou seja, como sujeira não penetrada, a energia ambiental não imporá influência marcante ou aguda sobre a conduta ou o desenvolvimento do indivíduo (a não ser que o contato seja demasiado prolongado); isso é uma razão a mais para que se procure sempre viver num ambiente energeticamente sadio.

 

Se, ao contrário, as energias ambientais atuem impregnando, manchando ou penetrando e até deteriorando a roupa, elas se constituirão num bloqueio. Da mesma forma que uma mancha, ele não desaparecerá simplesmente por fricção, mas será preciso um tratamento mais ou menos específico e mais ou menos simples ou complicado. Ás vezes, desgraçadamente, o dano é irreparável, dependendo em primeira instância da detecção, observação e apreciação devidas.

 

OS TRÊS TIPOS DE BLOQUEIOS ENERGÉTICOS:

Como já se mencionou, os bloqueios são energias que operam impropriamente e que já alcançaram, em sua manifestação, o nível de penetração, seja dentro do campo energético etérico ou do perietérico humano.

 

Dentro dos possíveis campos afetados, é .. mais comum o bloqueio no campo perietérico (combustível), por um lado pela sua consistência mais propícia às aderências, e por outro lado pelo seu sentido de giro horário ou destrógiro, que é o sentido de giro mais comum das energias bloqueantes. Os bloqueios em zonas do corpo etérico são menos freqüentes, mas, em compensação, muito mais sérios. O caso mais grave é o bloqueio, mesmo parcial, de uma vórtice magno, de suas zonas perivorticianas, e’ da penetração do bloqueio nas primeiras espirais .íntravorticianas.

 

Os bloqueios energéticos podem ser de três tipos:

autogerados, externos e dirigidos.

 

Bloqueios autogerados: São os produzidos pelo próprio ser, por confundir realidades com fantasias, criando atmosferas ou mundos ímpossíveis ou impróprios, os quais determinam em seus diversos campos e vórtices, a criação de circuitos energéticos que se comportam e produzem resultados análogos li suas causas. Estes bloqueios  autogerados também ocorrem por causa de uma atitude mal encaminhada, que se transforma. em seguida num mecanismo, à força de retenção.

 

Bloqueios externos: São os provenientes de energias ambientais, externas’ ao ser, que se fixam ou penetram de forma inconsciente; isso acontece porque as  condições do indivíduo o permitem, tanto pelo seu estado de desequilíbrio como por sua conduta.

 

Bloqueios dirigidos: São os provenientes do exterior, e especificamente orientados para penetrar em alguma ou algumas zonas do campo energético de determinado indivíduo; o direcionamento comporta e evidencia li intervenção consciente e mais ou menos inteligente de quem produz ou tenta produzir esse tipo de bloqueio.

 

Para um mesmo grau de intensidade ou nível energético, o bloqueio dirigido pode chegar a ser o mais complicado de eliminar. Mas, quase sempre, o mais lento e difícil de sanar é o bloqueio do tipo autogerado. Os bloqueios externos são, via de regra, os mais simples de sanar.

Todas as menções feitas acima são dadas em termos gerais, já que se devem se também levar em consideração as zonas particulares do bloqueio, suas ramificações, etc. A catarse desses bloqueios, no nível que se está exemplificando, refere-se fundamentalmente à operação harmônica por via de energia do mesmo plano.

Alguns exemplos de bloqueios

 

Figura 1-A: Opacidade de forma alargada, penetrando sobre a zona laríngea; trata-se de um bloqueio externo, típico de energias ambientais que impõem idéias, ou autoridade, ou que impedem a livre expressão do indivíduo. Seus efeitos se traduzem em inibições frente a certas pessoas ou situações, e também em dificuldades respiratórias, sensações opressivas momentâneas, etc.

 

Na Figura 2 tem-se o mesmo tipo de bloqueio, porém mais severo, e que, embora não seja dirigido, já assume o nível de imposição autoritária de um outro ser em relação a quem o sofre.

Figura 1-E: Bloqueio sobre a zona do plexo solar, no nível do vórtice solar externo e zonas próximas, no campo perietérico. Opacidade externa típica de ambientes hospitalares. Traduz-se geralmente numa absorção de energia, ou drenagem da mesma, a que pode somarse, paradoxalmente, uma dificuldade do indivíduo afetado em absorver energia natural por meio desse vórtice.

 

Figura 3: Opacidade bloqueante no nível das camadas internas do corpo etérico. No exemplo verifica-se o desprendimento do ápice do vórtice coronário de seu receptáculo natural, que é a glândula pinea!. O ápice do vórtice nesse caso toma contatos esporádicos, e a consciência do indivíduo afetado flutua conforme os conteúdos ambientais que coexistam ou se alternem, tomando lugar sobre a ci.tada glândula, transferindo-lhe energia. O quadro resultante se assemelha, conforme o grau, ao das esquizofrenias, fobias, etc. Pode tratar-se de um bloqueio externo ou de um bloqueio dirigido.

 

Larvas ou “cascões”, relacionados com ambientes ou objetos velhos ou antigos; produzem em pessoas sensitivas certas reações ou influências prevalentemente sobre o vórtice cardíaco, comunicando imagens fantasmagóricas e até mesmo certas “percepções”, tais como o soar de campainhas, rangidos, passos, ruídos de correntes, etc. Trata-se, em caso de fixação, de um bloqueio externo, que pode chegar a complicar-se se a pessoa afetada se identifica com as situações que experimenta.

 

Figura 5: Representa a energia do vórtice cardíaco que se projeta bloqueando o vórtice laríngeo. Caso típico de autobloqueio, sobretudo nos seres de estrutura “natural”, pelo caminho de seus circuitos do campo superior, e com maior freqüência naqueles que possuam valores relativamente altos. Significa que, quando o indivíduo quer explicar algo por meio da palavra, muito facilmente confunde ou transmite impropriamente o que quer expor. Este autobloqueio é comumente acompanhado de inflexões vocais vacilantes e de energias expulsadas pelos vórtices dos ombros e dos ouvidos, no mesmo sentido em que se dá o bloqueio.

 

Figura 5: Opacidade aderida sobre a zona hepática. Está relacionada com os vórtices hepáticos aferente e eferente, embora mais no nível perietérico (combustível). É também um bloqueio externo típico de hospitais.

 

Figura 5: Opacidade sobre a zona do vórtice sacro. Trata-se de um bloqueio externo próprio de pessoas que freqüentam ambientes de psicologia erótica e pornográfica (casa de encontros, de strip-teases, prostíbulos, etc.)

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O bloqueio dirigido pode enlouquecer

 

Figura 6: Um caso de deslocamento da energia perietérica. Trata-se de um tipo particular de bloqueio, e sua etiologia é variada. As zonas desprotegidas ficam sem “combustível“, e os vórtices devem orientar-se de forma anômala ‘para continuar tomando-a. Na ilustração, está desprotegida a zona do ombro e do braço esquerdo da figura; o vórtice cardíaco se orienta com sua boca para o lugar onde ainda resta energia perietérica. Tal configuração produz sintomas e quadros muito variados, conforme o grau e a mobilização da energética deslocada.

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Figura 7: Caso típico de um bloqueio dirigido. Apresentado na forma de larva que vai crescendo com o apoio e alimentação do plano energético terra, e que vai penetrando no campo perietérico, sempre com sentido ascendente. No exemplo, o bloqueio foi ascendendo sucessivamente, até interessar o vórtice do ombro direito, com a conseqüente diminuição da efetividade desse braço, e em seguida até a zona cerebral, o que geralmente é acompanhado pela diminuição da audição (sempre em relação ao desenho) do ouvido direito, menor visão do olho direito, aumento na queda de cabelos do lado direito, etc.

 

Esse tipo de bloqueio se caracteriza pela sua forma larval e sua tendência envolvente; a ilustração da figura exemplifica um caso avançado e já sério sua progressão se daria pelo alargamento até cobrir totalmente a zona craniana, caso em que poderia ocorrer a mesma situação descrita em relação à Figura 3.

 

Para finalizar, Livio Vinardi esclarece que, como norma, convém se observar uma conduta e padrão de vida vibracional sadios para afastar as influências bloqueantes, sejam elas simplesmente externas inconscientes ou dirigidas. Se o potencial vibracional do vórtice mais débil do indivíduo é superior ao potencial vibracional da energia bloqueante, não poderá existir nenhum bloqueio. Aconselha-se também precaver-se de influências ambientais desarmônicas por meio da elevação do “índice energético vibracional” com o uso de defumadores de sândalo, incensos, etc., segundo convenha à tônica que se queira impor ao ambiente ou recinto.

 

Além destas indicações, sugere-se não incursionar sem os devidos meios na “manipulação” de vórtices, pois isso pode até dar origem a bloqueios interpessoais (uma espécie de “siamesismo” energético) entre paciente e “manipulador”, que se transformam em “hetero-bloqueados” .

Enquanto não forem melhor desenvolvidos aparelhos que permitam observar ou medir as ,gamas de longitudes de onda de energéticas ambientais (que são, geralmente, de baixo valor vibracional), os agentes sanadores mais idôneos – sempre a critério de Vinardi são a cromo energética e a sono energética, ou então a energética catártica humana devidamente desenvolvida e dirigida.

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Na figura acima, um corte para demonstrar o que acontece:

a) Opacidade: Trata-se de uma energia ambiental ou resíduos não devidamente expulsos, aderidos na superfície do perietérico, muito comum nos seres que habitam em zonas congestionadas, das cidades grandes. Não altera na espiritualidade e seu desenvolvimento.

b) Bloqueio e Nível Perietérico: Neste caso se difere das energias ambientais porque houve uma penetração, um alojamento, um pouco mais difícil de ser expulso. Porém ainda é um alojamento periférico que não provoca disfunções orgânicas.

c) Bloqueio a Nível Etérico: Neste caso as energias espúrias já transpassaram o perietérico e invadiram o etérico atuando em maior profundidade. Podem afetar vórtices médios ou grandes. Já nestes casos manifestam-se manchas na pele, irritação, inchaço, pele descolorida ou desvitalizada, etc.

d) Bloqueio Muito Severo: Neste caso existe um afetamento num Vórtice Magno, neste caso o vórtice é preciso ter cuidados, pois um Vórtice Magno é de fundamental importância para manter o indivíduo vivo, porém por mais severo que seja, o Vórtice Magno dificilmente fica 100% bloqueado.

Fonte: Revista Planeta – Cadernos Especiais de Biopscoenergética – Autor Lívio Vinardi

Autor: Livio Vinardi – Biopsicoenergética. (trabalho de vários clarividentes).

Lívio Vinardi, é físico, engenheiro eletrônico, musicólogo, pianista, fundador do Instituto de Biopsicoenergética da Argentina.

Retirado do site: http://www.espiritualismo.info/

Aranauam

 

Mediunidade na Bíblia

Sinônimos:

Os médiuns, aqueles que tem o dom da mediunidade, foram chamados das mais diversas formas durante o correr da história:

Pítons, pitonisas, siblilas, profetas, videntes,  sacerdotes, oráculos, magos, bruxas, hierofantes, Rishis, feiticeiros, curandeiros, adivinhos, necromantes, etc.

 

Importância na História:

Eram consultados para as mais tolas decisões e muitas vezes viviam profissionalmente desse dom. Foram conselheiros de Reis e dirigentes de grupos religiosos poderosos.

 

Na Idade Média, muitos médiuns foram perseguidos, torturados,  queimados vivos nas fogueiras da inquisição sob a acusação de bruxaria, o exemplo mais conhecido é da guerreira francesa Joana D’arc.

 

Mediunidade na Bíblia:

É interessante observarmos que na própria história bíblica, história do povo hebreu, está documentada a mudança do substantivo que era usado para designar o indivíduo portador do dom da mediunidade. Inicialmente eram conhecidos como videntes. Mais tarde, aqueles que permitiam o contato do mundo físico com o mundo espiritual, foram conhecidos como profetas.

 

 

Antigamente em Israel,todos que iam consultar Iahvéh assim diziam:Vinde vamos ter com o vidente (roêh); por que aquele que hoje se chama profeta (navi), se chamava outrora vidente(roêh).”“.

I Samuel 9,9

 

O termo profeta é derivado do grego prophétes que significa alguém que fala diante dos outros, no idioma hebraico o termo têm um significado mais amplo: aquele que anuncia.

 

Em inúmeras passagens Bíblicas os profetas dialogam com anjos, ou os vêem. Anjo no idioma hebraico tem o sentido de mensageiro. Então vemos que os profetas viam ou ouviam os mensageiros de Deus.

 

Isso, em linguagem contemporânea traduz-se por: médiuns que vêem ou ouvem Espíritos. Espíritos esses que, muitas vezes, são realmente mensageiros da Luz Divina, outras vezes não. São responsáveis pela transmissão, para o mundo físico, dos ensinamentos Divinos necessários à redenção da alma humana.

 

Na Bíblia encontramos documentados vários tipos de mediunidade, citaremos apenas alguns exemplos como ilustração. Mediunidade de audiência, Noé, Gênesis 6,13; mediunidade de clariaudiência, Abrahão, Gênesis 12; mediunidade de vidência e audiência, Agar, Gênesis 16, 7-12; mediunidade e materialização, Abrahão, Gênesis 18,1-3 e Jacob 32, 23-33; mediunidade onírica, Jacob, Gênesis 28,10-19; mediunidade de efeito físico (voz direta), Êxodo 3, 1-22.

 

Existe uma corrente de pensamento no meio cristão tradicional que defende a tese de que Moisés teria condenado a mediunidade ou os médiuns. Teria ainda condenado a comunicação com os Espíritos. Isso não é o que efetivamente encontramos no texto bíblico.

Moisés saiu e disse ao povo as palavras de Iahweh. Em seguida reuniu setenta anciãos dentre o povo e os colocou ao redor da Tenda. Iahweh desceu na Nuvem.

 Falou-lhe e tomou do Espírito que repousava sobre ele e o colocou nos setenta anciãos.

Quando o Espírito repousou sobre eles, profetizaram; porém, nunca mais o fizeram.

Dois homens haviam permanecido no acampamento:

um deles se chamava Eldad e o outro Medad.

O Espírito repousou sobre eles; ainda que não tivessem vindo à Tenda, estavam entre os inscritos.

Puseram-se a profetizar no acampamento.

Um jovem correu e foi anunciar a Moisés:

 “Eis que Eldad e Medad”, disse ele, “estão profetizando no acampamento”. Josué, filho de Nun, que desde a sua infância servia a Moisés, tomou a palavra e disse: “Moisés, meu senhor, proíbe-os!”

 Respondeu-lhe Moisés:

“Estás ciumento por minha causa?

 Oxalá todo o povo de Iahweh fosse profeta, dando-lhe Iahweh o seu Espírito!”

A seguir Moisés voltou ao acampamento e com ele os anciãos de Israel.

Números 11, 24-30

 

Observem ainda a história bíblica abaixo transcrita:

Samuel tinha morrido.

Todo o Israel participara dos funerais, e o enterraram em Ramá, sua cidade. De outro lado, Saul tinha expulsado do país os necromantes e adivinhos.

Os filisteus se concentraram e acamparam em Sunam. Saul reuniu todo o Israel e acamparam em Gelboé.

Quando viu o acampamento dos filisteus, Saul teve medo e começou a tremer. Consultou a Javé, porém Javé não lhe respondeu, nem por sonhos, nem pela sorte, nem pelos profetas.

Então Saul disse a seus servos: “Procurem uma necromante, para que eu faça uma consulta”.

Os servos responderam: “Há uma necromante em Endor”.

Saul se disfarçou, vestiu roupa de outro, e à noite, acompanhado de dois homens, foi encontrar-se com a mulher.

– Saul disse a ela: “Quero que você me adivinhe o futuro, evocando os mortos.Faça aparecer a pessoa que eu lhe disser”.

– A mulher, porém, respondeu: “Você sabe o que fez Saul, expulsando do país os necromantes e adivinhos.Por que está armando uma cilada, para eu ser morta?”

– Então Saul jurou por Javé:”Pela vida de Javé, nenhum mal vai lhe acontecer por causa disso”.

– A mulher perguntou:”Quem você quer que eu chame?”

– Saul respondeu: “Chame Samuel”.

– Quando a mulher viu Samuel aparecer, deu um grito e falou para Saul: “Por que você me enganou? Você é Saul! “

– O rei a tranqüilizou: “Não tenha medo.O que você está vendo?”

– A mulher respondeu:”Vejo um espírito subindo da terra”.

– Saul perguntou: “Qual é a aparência dele?” – A mulher respondeu:”É a de um ancião que sobe, vestido com um manto”.

– Então Saul compreendeu que era Samuel, e se prostrou com o rosto por terra. Samuel perguntou a Saul: “Por que você me chamou, perturbando o meu descanso?”

– Saul respondeu: “É que estou em situação desesperadora:os filisteus estão guerreando contra mim.Deus se afastou de mim e não me responde mais, nem pelos profetas, nem por sonhos.Por isso, eu vim chamar você, para que me diga o que devo fazer”.

– Samuel respondeu: “Por que você veio me consultar, se Javé se afastou de você e se tornou seu inimigo? Javé fez com você o que já lhe foi anunciado por mim: tirou de você a realeza e a entregou para Davi. Porque você não obedeceu a Javé e não executou o ardor da ira dele contra Amalec.É por isso que Javé hoje trata você desse modo.E Javé vai entregar aos filisteus tanto você, como seu povo Israel. Amanhã mesmo, você e seus filhos estarão comigo, e o acampamento de Israel também: Javé o entregará nas mãos dos filisteus”.

I Samuel 28,7-17

 

 

Alegam os mesmos cristãos tradicionais que o senhor determinou que Saul fosse morto por ter consultado a pitonisa. Não é o que o texto claramente afirma. Neste texto o Espírito de Samuel deixa claro que Saul foi morto por não ter obedecido a ordem divina de executar Amalec.

 

Eclesiástico é um dos livros que não foram aceitos pelos reformistas, por isso consta apenas das Bíblias católicas. Neste livro, no capítulo 46, versículo 23,  encontramos a confirmação de que efetivamente Samuel se manifestou naquela oportunidade, como Espírito, vindo das “profundezas da terra”. O texto bíblico vai além disso, ele comprova e ressalta a importância do fato que a predição do Espírito Samuel foi cumprida.

 

Mesmo Depois de morrer Samuel profetizou,anunciou ao rei o seu fim;Do seio da terra ele elevou a sua voz para profetizar, para apagar a iniqüidade do povo.

Eclesiástico 46,23

 

Outras traduções assim traduzem o mesmo versículo:

 

Depois disso, adormeceu e apareceu ao rei, e lhe mostrou seu fim (próximo); levantou a sua voz do seio da terra para profetizar a destruição da impiedade do povo.

Eclesiástico 46,23.

 

 

Nesta época os hebreus criam que os espíritos habitavam as profundezas da terra, o sheol, que algumas vezes foi traduzido como inferno, por isso usavam a expressão: fazer subir.

 

O rigor e a disciplina exigidos de um médium, para que este seja capaz de manter-se em sintonia com as esferas superiores, permanentemente ocupadas com o exercício do bem, foram bem exemplificados pelo Mestre Jesus. Especialmente, no episódio da transfiguração, quando ele recebeu apoio e orientação dos Espíritos de Elias e Moisés. O recolhimento, o respeito e a prece foram os recursos usados pelo mestre para contatar os profetas já desencarnados.

Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro,  os irmãos Tiago e João, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E se transfigurou diante deles:o seu rosto brilhou como o sol,  e as suas roupas ficaram brancas como a luz.

Nisso lhes apareceram Moisés e Elias, conversando com Jesus. Então Pedro tomou a palavra, e disse a Jesus: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se quiseres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias.”

 Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra,  e da nuvem saiu uma voz que dizia:

 “Este é o meu Filho amado, que muito me agrada.Escutem o que ele diz.”

– Quando ouviram isso, os discípulos ficaram muito assustados,  e caíram com o rosto por terra. Jesus se aproximou, tocou neles e disse:

“Levantem-se, e não tenham medo. ”  – Os discípulos ergueram os olhos,  e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. Ao descerem da montanha, Jesus ordenou-lhes:

“Não contem a ninguém essa visão, até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”.

Mateus 17,1-9

 

Outro trecho que é impressionante pela clareza com que se refere á mediunidade é o alerta de João, em sua primeira Epístola, trata-se de uma advertência extremamente importante e atual.

 

Amados, não creiais a todo Espírito, mas provai se os espíritos são de Deus porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.

João, I Epístola 4,1

 

 

Muitos outros exemplos de mediunidade profética e de cura são encontrados tanto no Novo quanto no Velho Testamento. Entre os ensinamentos de cristo encontramos o estímulo para a prática responsável e caridosa da mediunidade.

O livro, “Atos dos Apóstolos” que relata a história do Cristianismo primitivo, têm inúmeras passagens referentes aos fenômenos mediúnicos, a mais clara e espetacular delas relata o dia de Pentecostes.

 

E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo,as quais pousaram sobre cada um deles.E todos foram cheios do Espírito Santo,  e começaram a falar noutras línguas,  conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.

 Atos dos apóstolos 1,3-4.

 

No capítulo 6 de Atos dos Apóstolos, versículo 8, Estevão é descrito como cheio de fé e poder. E por isso, fazia prodígios diante do povo.

A libertação de Pedro da prisão é organizada por um Anjo do Senhor que nada mais é que um espírito superior materializado. Ele o conduz pelos obstáculos e pelos guardas sem que haja qualquer dificuldade. Chega a libertá-lo das correntes que o prendiam. A clareza deste trecho é emocionante.

 

E eis que sobreveio o anjo do Senhor, e resplandeceu uma luz na prisão; e, tocando a Pedro na ilharga, o despertou, dizendo:Levanta-te depressa. E caíram-lhe das mãos as cadeias.

Atos dos Apóstolos12, 7

 

Como nosso tempo é curto somos obrigados a encerrar esse estudo. A análise de outros trechos das escrituras seria muito engrandecedora, pois reforçaria os exemplos citados neste breve resumo e nos faria admirar ainda mais a sabedoria e as revelações contidas em relatos tão antigos.

 

Podemos concluir que só não admitem como mediunidade os fenômenos descritos acima, aqueles que se recusam a aceitar que um vocábulo novo pode ter um significado mais preciso para descrição de um fato ou objeto. Esse novo vocábulo, criado por Allan Kardec, descreve perfeitamente o que aconteceu nos tempos bíblicos e o que continua acontecendo.

As revelações não foram suspensas. A misericórdia Divina continua existindo e nos confortando através das mensagens que chegam do além, por intermédio dos profetas modernos, os médiuns.

O conhecimento atual permite que desmistifiquemos o papel desses intermediários e que os vejamos como são realmente. Humanos, falíveis, dotados de um dom que pode ser usado adequadamente ou pode ser desperdiçado no exercício da leviandade. Assim, não corremos o risco de nos iludirmos com falsas mensagens. As mensagens de origem Divina são sempre brandas, úteis e benéficas. A razão é o instrumento a ser usado nessa crítica.

Autora: Giselle Fachetti Machado.

Fonte: http://www.espiritualismo.info/

 

Aranauam

Vergonha de que?

Estou lendo alguns livros sobre umbanda e dentre eles, um em especial fala sobre a historia da Umbanda. Em determinado momento é mencionado que umbandistas têm o hábito de se denominarem espíritas ou católicos com medo de represálias e preconceito até mesmo nos dias atuais.
Existe este risco?
Provável. Porem pense um instante sobre os motivos. Se grande parte de nós omitirmos que somos umbandistas e não esclarecermos os fundamentos de nossa religião, este mito vai crescendo e a ignorância criará historias fantásticas que não condizem com a verdade. Posso afirmar que grande parte de tudo que sofremos é por consequência de nossos próprios atos.

Um marido dedicado que ama sua esposa e filhos têm medo ou vergonha de dizer que ama e se dedica a sua família? Poderia dizer também que este marido e pai tem orgulho da família que constituiu. E nossa religião? Que paralelo podemos fazer? Vamos ver…

Nosso terreiro não é a nossa casa? Não é onde temos nosso “pai” ou “mãe” de santo? Os membros da corrente não são nossos irmãos na fé? Não é em nossa religião que buscamos fortaleza para caminhar e superar nossas fraquezas? Não nos dedicamos com todo amor e ternura para realizarmos um bom trabalho dentro de nossa religião? Não são os valores desta religião que eu introduzo junto a meus valores?

Então podemos então dizer que essa religião é também nossa família. Por que então não teríamos orgulho de bater no peito e dizer “EU SOU UMBANDISTA” quando questionados sobre quem somos?

O umbandista que segue os preceitos da religião não pode ser outra coisa se não homens e mulheres de bem respeitadores da diversidade. E ao assumirmos nossa crença mostramos o que esta religião linda e maravilhosa tem a oferecer de verdade e nessa hora, mesmo que não convença os que têm uma pré-opinião errada de nossa causa estarão com uma duvida plantada.

É o umbandista que deve falar da sua religião. Só nós podemos falar o que vivemos dentro de nossos templos. Só nós sabemos qual a grandeza de um preto velho, de um caboclo. Só nós para sabermos da justiça e da firmeza de um exu. Então nós umbandista que temos que esclarecer a fé que profetizamos.

Vamos deixar esse medo sem sentido de lado e dizer de que um umbandista é feito. Ao “sairmos do armário” mostraremos que a umbanda não é para ser temida e sim amada e respeitada como qualquer outra religião, mas com uma certeza. Que a umbanda é a melhor religião para o umbandista e que nós temos o prazer de sermos quem somos.

Fonte: http://mediumdeumbanda.blogspot.com.br/

 

Aranauam

Culpa da Religião?

Li recentemente algumas entrevistas e matérias onde a vítima da vez são as religiões. Dizem que espiritualidade e religião são coisas distintas, cheguei a ler uma matéria que diz que “espiritualidade é água e religião é Coca Cola” ou seja religião é comércio. Concordo em parte, realmente muitas religiões são uma forma mascarada de comércio ou usam a fé como forma de obter lucro. Mas as religiões foram criadas pelo homem, sendo assim falhas como o próprio homem. Isso não quer dizer que sejam más, apenas espelham seus criadores humanos nas suas imperfeições. A espiritualidade sem religião também é falha e a meu ver sujeita a uma maior incidencia de erros e “desvios” pois não tem o suporte que a religião pode oferecer com o conhecimento adquirido através do tempo e passado muitas vezes apenas verbalmente entre seus adeptos. As religiões como eu já disse em textos anteriores foram criadas para nos religar a Deus e em sua essência, nenhuma religião é má desde que nos guie pelo caminho da caridade, do amor e do conhecimento. O que estamos vivenciando é uma manipulação sutil e perigosa com o propósito de nos desviar de nossa evolução espiritual e assim abrir caminho para que possamos ser ainda mais manipulados. Se não tivessemos religiões para nos estimular a pensar e exercer com mais sabedoria o livre arbitrio, quantos de nós não seriamos mais suscetiveis a manipulação das forças inferiores? Sendo assim meus amigos, a culpa não é da religião e sim do homem, falho e incompleto que insiste em não assumir sua parcela de culpa.

Wanderley Donaire Maganha

Aranauam